quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A PASSIVIDADE DA IGREJA



(extraído do livro: NO ALTAR DA IDOLATRIA SEXUAL - autor: Steve Gallagher)

1 Pedro 5:8 diz:  Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;
Nesta breve passagem da Bíblia, Pedro enfatiza a importância de guardar cuidadosamente nossa mente contra as astúcias do diabo. 
Ser sóbrios e vigilantes em tudo. Viver com moderação e evitar os extremos. Ter sabedoria, disciplina e prudência
Estas palavras criam a imagem de um soldado montando guarda, esperando ser atacado pelas forças inimigas a qualquer momento – completamente alerta. 
Não dá tempo de tirar uma soneca. Ele deve manter a vigilância para que o inimigo não consiga passar despercebido.
Como um inimigo pode fazer isso? Vamos dar uma olhada no oposto da vigilância, que é passividade
O dicionário Aurélio define passivo como aquele que não atua; inerte; indiferente; apático. 
É o que acontece com grande parte dos cristãos de hoje. Muitos se tornaram tão escravizados em manter uma vida de conforto, que estão espiritualmente letárgicos. 
Em vez de derrubar agressivamente as fortalezas do inimigo e travar uma guerra pelas almas de nosso amados, permitem que o inimigo os use através da LINGUA, os violente, roube e os explore.
Em vez de influenciar o mundo ao redor pela causa de Cristo, permitem que esse sistema do mundo os influencie.
 Consequentemente, não estão habilitados para a guerra; tornam-se lerdos e preguiçosos.

Paulo disse em 2 Timoteo 2:3-4 - Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.

O cristão que luta contra o pecado sexual, com a vida financeira fora de controle e o orgulho deve adquirir uma nova postura sobre o que é a vida cristã. 
Nosso propósito na vida não é satisfazer com muita ganância todos os desejos; estamos aqui para servir Aquele que nos chamou
Não devemos ser glutões para o prazer, mas, em vez disso, soldados bem preparados dispostos a padecer por amor de Cristo.
Em vez de submergir no modo de vida sensual do mundo, devemos separar-nos dele, de que jeito?
Renovar a mente para sermos transformados conforme a imagem de Jesus
Romanos 12:2  - E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
Efésios 4:22-24 - Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; E vos renoveis no espírito da vossa mente; E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade.

Ser cristão ativo significa ter energia e atividade, além de cuidar dos pensamentos e ser diligente no caminho seguro, isso descreve sua vida espiritual



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A SALA DE ESPERA DE DEUS






LIVRO DE ATOS CAPITULO 9:26-30

Vamos conhecer um lugar onde nenhum cristão gosta de ficar.
A sala de espera de Deus existe você gostando ou não, você querendo ou não.
E em algum momento da sua vida você terá de estar lá. Ela existe para aprendermos a confiar e esperar Nele.
Hoje estão nessa sala pessoas que já estiveram na linha de frente, que fizeram sacrifícios, que trabalharam duro, mas foram para a prateleira e estão esperando algo acontecer.
É difícil não desanimar diante dessa situação, nos sentimos num quarto escuro sem nenhuma lanterna, você se sente estagnado e quanto mais o tempo passa com menos vontade de esperar ficamos.
Você começa a acreditar que por algum motivo Deus te esqueceu. Por quê?
Por que Deus não se lembra mais de mim? Por que estou passando por tanta luta e Deus não escuta minhas orações?
 Saiba que Deus não se esqueceu de você.
A espera é um instrumento de Deus, é um método que o Senhor usa para preparar pessoas especiais para grandes projetos.
A sala de espera acaba se tornando algo muito complicado, pois não é o que idealizamos.
Pois queremos mudança com velocidade, e muitas vezes nossas orações são assim.
Se esperar é tão contra a natureza humana, porque esperamos? Porque Deus no tempo de espera nos prepara.
Quando Deus deseja te preparar, Ele te faz esperar.
Na sala de espera, debaixo da sombra de Deus nos somos moldados para os anos em que Ele nos usará. Deus vai te usar.
Ao contrário de espera, a pressa está em nosso vocabulário muito mais do que no de Deus.
 Observando a palavra de Deus, notamos que existem muitos versículos que nos ensinam a esperar em Deus:

Salmo 27:14
Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR.

Salmo 37:7
Descansa no SENHOR, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.

Isaias 49:23
E os reis serão os teus aios, e as suas rainhas as tuas amas; diante de ti se inclinarão com o rosto em terra, e lamberão o pó dos teus pés; e saberás que eu sou o SENHOR, que os que confiam em mim não serão confundidos.

Oséias 12:6
Tu, pois, converte-te a teu Deus; guarda a benevolência e o juízo, e em teu Deus espera sempre.

Atos 9:26-30

Após sua conversão, Paulo chega a Jerusalém, mas todos o temem, pois não acreditam que ele é discípulo, então Barnabé o apresenta aos apóstolos.
Barnabé relata todas as experiências de Paulo e como em Damasco ele falava com ousadia no Nome de Jesus (vs.27)

Paulo tem um encontro com Deus, sai pregando o evangelho e tem sede de salvar vidas e por isso os Judeus procuravam matá-lo.

Os apóstolos sabendo disso enviam Paulo para a cidade de Tarso.
Paulo esta na sala de espera de Deus. Enquanto isso uma grande perseguição é desencadeada devido a morte de Estevão e os cristãos se dispersam, esse fato gera um grande mover missionário na Igreja de Jesus Cristo.

Barnabé era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé, através da vida dele muitas pessoas vieram para Jesus.
Em meio a esse mover o evangelho chega a Antioquia onde a Igreja cresce rapidamente e Barnabé vê a necessidade de ter ao seu lado alguém maduro e preparado para ajudá-lo na difícil tarefa de cuidar da Igreja.

Paulo está em Tarso, em total anonimato e obscuridade. 

Ninguém lembrava de Paulo.
Imagine como foi difícil para Paulo passar por esses momentos. Ele não ficou na sala de espera por um, dois ou três dias, ele permaneceu nela por 6 anos.
Quando estava na fase mais produtiva da sua vida, Deus o tira de cena.

Mas o que Paulo fazia na sala de espera de Deus?
Ele estava crescendo, aprendendo e sendo formado por Deus.

O que eu faço enquanto estou na sala de espera  de Deus?
Devemos ser pacientes e assimilar o trabalho Dele, pois a paciência é uma virtude.
A paciência é essencial na vida do cristão.

O impaciente sempre age por ímpeto, deixa de viver as promessas porque atropela o tempo de Deus. Eles sempre deixam de lado os propósitos de Deus.

Se você sai da sala de espera e volta é pior, porque você volta para o final da fila.
Se você quer viver a promessa de Deus precisa ser paciente porque a sua vez vai chegar.

Lembre-se só se cultiva a paciência com longos períodos de espera. 

Se formos pacientes toda essa espera vai fazer sentido.

Nesse tempo Deus vai polir suas habilidades, vai te adestrar, porque se Ele prometeu há de cumprir.

Nesse tempo de espera devemos nos aprofundar nas coisas de Deus. É um tempo para crescer como cristão, como homem.

É um tempo também para se dedicar a oração, buscar a presença de Deus, ouvir a direção que Ele tem para você.

Nesse tempo se deixe treinar, se aperfeiçoar.

Em Tarso enquanto estava na sala de espera de Deus, Paulo vive o sobrenatural.

2 Cor 12:2-4
Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu.
E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe).
Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar.

Esse é um tempo de busca, de andar com Deus, de se encher de sabedoria e de dons, pois se você se deixar moldar, Deus vai além.

Ele quebra suas vontades, Ele faz você lembrar quem realmente é, assim como fez com Paulo, colocando um espinho em sua carne. (2 Cor 12:7)

Na sala de espera aprendemos a ser humildes e administrar as revelações proféticas e apostólicas que Ele nos dá.

Deus resiste à soberba. Você acha que Deus vai te resistir?

Nesse período Deus estava usando Pedro e Barnabé. Paulo, porém esperou a vez de Deus na sua vida. Ele não quer ver ninguém caído.
Nesse tempo de espera você vai se tornar uma pessoa mais profunda. A superficialidade é o grande mal dessa geração. As pessoas estão deixando de se aprofundar.
Precisamos hoje não de pessoas mais ousadas ou dispostas, precisamos de pessoas mais profundas.

Pessoas superficiais não causam impacto algum, elas não têm essência e acabam banalizando o que é santo. Esse tipo de pessoa não cria raiz em nada.
Pessoas profundas agregam valor à sociedade, elas sempre têm uma palavra, nunca se deixam paralisar pelo inferno porque sabem que são de Deus.

Se você quiser ser usado por Deus terá de ser uma pessoa mais profunda.

Deus nos aprofunda por meio do tempo que passamos esperando Nele.
Deus não chamou seus filhos para viverem na sala de espera.
O tempo de Deus é perfeito e logo vai chegar sua vez.
O Senhor te aguarda.

Paulo no tempo de Deus foi chamado para produzir para o reino.

Romanos 8:25
Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.

2 Corintios 12:10
Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.

Os ensinamentos de Paulo foram os mais profundos, ele teve visões do reino, que fizeram a diferença. Longe da agitação ele recebeu novas revelações sobre a Igreja, sobre a graça de Deus.

Sua vez vai chegar, não abandone a sala de espera.

Na sala de espera não dá para se rebelar. Ou você senta e espera ou nunca verá o que Deus tem para a sua vida.

Fique firme, sua hora vai chegar e você viverá o plano de Deus para a sua vida.


AP. RINA (BOLA DE NEVE CHURCH)


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A UNÇÃO DO CAIR NO ESPÍRITO




ROMPENDO AS BARREIRAS DA INFORMAÇÃO

Uma das principais características dos cultos neopentecostais é a chamada “unção do cai-cai.” Pois é, basta com que o pregador sopre ou atire o seu paletó contra o público, que um número incontável de pessoas caem no chão, quer desacordadas ou tomadas por aquilo que alguns denominam de unção do riso.

A unção do cai-cai iniciou-se com o americano Randy Clark, que foi ordenado pastor em 1950. Segundo alguns relatos, ele recebeu uma profecia que afirmava que através de sua vida e ministério pessoas seriam derrubadas no Espírito.

Para o pastor Clark, a unção era como dinamite, e a fé como a cápsula que explode a dinamite. Clark é autor do movimento "Catch the fire" ( agarre o fogo) que possuía uma noção estranha do significado do poder divino.

Na terra do Tio Sam, a unção do cai-cai virou uma febre. 

Pastores como Benny Hinn, Keneth Hagin também foram protagonistas na arte do tombo, disseminando sobre milhões de pessoas em toda a América um conceito eerrôneo e equivocado além é claro de anti-bíblico sobre o poder de Deus.

No Brasil, o movimento ganhou popularidade na década de 80 através do pastor Argentino Carlos Anacôndia. Anacôndia chegou ao Brasil, através das Comunidades Evangélicas, que mediante encontros e congressos esparramados em todo país, difundiram na igreja brasileira esta prática e comportamento doutrinário.

Em 1990, a unção do cai-cai se espalhou de tal forma, que os crentes em Jesus passaram a acreditar que quando caíam no Espírito experimentavam cura para suas almas e a unção do tombo representava um olhar especial de Deus para com os seus filhos.

Em 1994 na Igreja Comunhão Divina do Aeroporto de Toronto, Canadá. Surge a bênção de Toronto, onde as pessoas movidas por uma “especial unção” cairam no chão, sem fala, rindo, chorando ou dando gargalhadas. 


Em pouco tempo, o templo estava lotado, vindo pessoas de todos os países e região. Em pouco tempo, as manifestações dos mais diferentes tipos de unções se fez presente no Canadá.

Por exemplo, o pastor da Igreja de Vancouver, afirmou também que havia recebido uma profecia que o Espírito Santo se manifestaria imitando o som dos animais. Vale a pena ressaltar que o próprio pastor começou a urrar como leão, alegando que era o leão da tribo de Judá, uma das maneiras como Jesus é chamado na Bíblia.

A luz disto tudo resta-nos perguntar: Existe fundamento bíblico para este tipo de unção? Em que lugar no Novo Testamento, vemos Jesus ou os apóstolos ensinando sobre a necessidade de cair no Espirito?

Ou ainda, quais são os pressupostos teológicos que nos dão margem para acreditar na zooteologia, onde Deus se manifesta através de grunhidos animalescos?

Vale a pena ressaltar que ao longo da história pessoas caíram prostradas diante de Deus. 

Jonathan Edwards nos traz relatos absolutamente impressionantes da manifestação do poder e da graça divina. 

John Wesley, em determinado momento da vida ao pregar o Evangelho da Salvação Eterna levou centenas de pessoas ao chão chorando e confessando os seus pecados. 

Agora, vamos debater uma coisa estranha?

A quantidade de pessoas que dizem que foram derrubadas pelo Espírito de Deus e que continuam com o mesmo tipo de vida não está no Gibi. 


As pessoas que caem rugem como leões, latem como cães, comportam-se como animais e vivem uma vida cristã absolutamente aquém daquilo que Deus projetou.

Quando o apóstolo João, ouviu a voz do Senhor na ilha de Patmos, prostrou-se conscientemente diante de Deus confessando o Senhorio de Cristo. Isaías, quando viu o Senhor no alto e sublime trono, curvou-se no chão dizendo, SANTO, SANTO, SANTO. 


Agora, o que não dá pra entender é esse cai-cai que não produz mudanças, arrependimentos e conversão de pecados.

A Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. 


É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos crentes. 

Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos. 



O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.

Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento, até porque somente assim conseguiremos discernir o verdadeiro do falso.


                                        FONTE GOSPEL +

domingo, 2 de fevereiro de 2014

BOA RAIZ - BOM FRUTO

             


  QUEBRANDO AS BARREIRAS DO EGOÍSMO  
           
"Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento... E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo" (Lucas 3.8, 9).   

A raiz é o que produz o fruto. Muitas pessoas, quando se arrependem de seus pecados, lidam apenas com o fruto, não com a raiz! 

Se você arrancar um fruto de uma árvore, ele nunca retorna! Para atingir isso, precisa­mos arrepender-nos dos motivos do coração que produzem o fruto do pecado.

Todos os pecados são auto-motivados. Portanto, a raiz de todos os pecados é o egoísmo. O amor de Deus, por outro lado, não busca seus próprios interesses (1 Corintios 13.5). 

Somos exortados pela Palavra de Deus para sermos arraigados e alicerçados em amor 
(Efésios 3.17). 

Se andamos em perfeito amor, não iremos pecar, tal como uma árvore cuja raiz é boa não pode produzir frutos maus. Deus não é egoísta! Sua natureza é dar. Ele é amor! Para que seja­mos enraizados no amor de Deus, primeiro precisamos entender seu amor por nós.

Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos, em honra uns aos outros " (Romanos 12.10).                     

Por causa da rejeição, muitos não entendem o amor de Deus. Filhos têm sido frequentemente rejeitados por seus pais. A maneira como vemos nossos pais terrenos afeta a maneira como vemos nosso Pai celestial. 

Assim, Deus se revela a nós de outra maneira. A unção de Elias está sendo enviada para "converter o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição" (Ml 4.6).

 Muitos pais e líderes na igreja estão mais preocupados com seus alvos do que com seus filhos ou o povo que Deus lhes têm confiado. As pessoas são apenas os recursos para que eles cumpram sua visão. 

O sucesso de sua visão é mais importante do que o propó­sito dela, deixando-nos sem nenhum discípulo. Ao invés de servi­rem as pessoas que Deus lhes confiou, eles exigem que sejam servi­dos, cumprindo, assim, o propósito deles, e não o de Deus.

 Depois da última ceia, o Senhor Jesus começou a lavar os pés dos discípulos, secando-os com a toalha. dizendo: "... Compreendeis o que vos fiz? 

Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também''' 
(Jo 13.12-15).

Esse é o tipo de liderança para a qual Ele nos chamou. Líde­res que buscam servir e não serem servidos. Em minha opinião, Jesus lavou os pés de Judas também! 

Ele sempre estava tentando alcan­çar até mesmo aquele que estava pronto para traí-lo. Ele não usou sua autoridade para proteger sua própria vida ou seu ministério!

Quantas vezes os líderes sufocaram alguns de seus subor­dinados porque tinham medo de sua ascensão? A verdade é que eles são inseguros no seu chamado. Eles não são perfeitos em amor; têm medo de que aquilo que lhes tem sido dado possa ser roubado deles. 

Isso aconteceu com Saul. Quando ele pensou que Davi ia ganhar o coração das pessoas, ele buscou apagar Davi. Os homens de Saul o serviam porque tinham medo dele, mas os homens de Davi o serviam por amor. 

Eles o conheciam como um homem se­gundo o coração de Deus, que tinha um amor genuíno para com aqueles que o serviam. Saul exigia respeito, en­quanto Davi ganhava o respeito de seus homens.

Jesus nos deu a seguinte ordem, depois de lavar os pés de seus discípulos: "Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros" (Jo 13.34, 35). 

Jesus ordena - não é uma sugestão - que amemos uns aos outros da mesma forma que Ele acabara de demonstrar. Que esti­memos aos outros mais do que a nós mesmos. 

Se formos enraiza­dos nessa espécie de amor não egoísta, o pecado não produzirá mais fruto! Andaremos livres de motivos egoístas. Ele disse que por essa espécie de amor o mundo nos reconheceria como verda­deiros discípulos, não pelo que pregamos.

O mundo está cansado de simplesmente ouvir que Deus muda vidas; ele quer ver o seu poder transformador na vida dos cristãos! 

Não é pelos milagres feitos em seu nome que nos conhecerão como seus discípulos. A Bíblia fala sobre os mentirosos sinais e maravilhas dos últimos dias (2 Ts 2.9). 

Milagres vão chamar-lhes a atenção, mas o amor de Deus guardará a atenção deles.  O mundo hoje está debochando dos crentes por causa do seu exces­sivo amor pelo dinheiro! 

Eles vêem competição, inveja e arrogância entre os crentes - escondido pela máscara do ministério ou das promessas da Bíblia, mas, ainda assim, motivados pelo amor ao ego.                  

                                                               JOHN BEVERE

E SE EU NÃO CONSEGUIR



Mas... se eu não conseguir

         

Os amalequitas habitam na terra do Neguebe; os heteus, os jebuseus e os amorreus habitam na montanha; os cananeus habitam ao pé do mar e pela ribeira do Jordão.
                                                                          Números 13.29


Quando os doze homens voltaram com seus relatórios, depois de espiar a terra de Canaã que o Senhor lhes tinha prometido dar, eles falaram sobre os diferentes povos que a ocupavam: os amalequitas, os heteus, os jebuseus, os amorreus e os cananeus.

Cada um desses "eus" representava um problema diferente para os fi­lhos de Israel.

É por isso que dez dos doze relataram: "Sim, é uma terra que mana leite e mel, mas... o povo que habita nesta terra é poderoso, e as cidades fortificadas e mui grande.   O mas... fez com que ficassem com medo e desanimaram em seguir em frente " e são sempre os "mas" que nos causam problemas na vida e nos fazem desistir

São sempre os mas.. que nos fazem recuar diante das dificuldades e adversidades da vida e ficamos com a sensação que ainda nada mudou

Eu preciso pedir um aumento de serviço, mas... se eu não conseguir, se o patrão não der, se me mandar embora

Eu preciso procurar um emprego, mas... se eu não achar, se está difícil para todo mundo, como vou conseguir

Eu preciso conversar com aquela mulher, estou gostando dela, mas... se ela me dar um fora, como eu fico

Eu preciso prestar um concurso, mas... se eu não conseguir passar, vai ter muito mais pessoas preparadas do que eu, faz tempo que não estudo

Eu preciso guardar mais dinheiro, mas... se eu não conseguir, é difícil ninguém consegue


Eu preciso dirigir meu carro, mas... se eu me envolver em um acidente, se eu fizer alguma besteira

O  mas... faz com que a gente desista, por medo, insegurança ou incertezas o mas... gera dúvidas, não deixa nem a gente tentar, se não tentar como vamos saber se podemos conseguir. 

No meio de tantos mas... nossa vida vai se tornando cada vez mais medíocre, sem sentido, sem experiências do que pode e não pode dar certo

Não podemos sair por aí engrandecendo os proble­mas e ainda ter paz e alegria. Embora haja problemas em nossas vidas, não vamos abençoar, ajudar, edificar ou encorajar, a nós mesmo ou qualquer outra pessoa, se nós engrandecermos tudo de negativo que vemos. 

Não significa que eu ignore os problemas e nunca lide com eles. Signi­fica que tenho de colocá-los na perspectiva adequada.

Há uma forma adequada de lidar com assuntos sensíveis. 

A Bíblia diz que Deus vê como lidamos com todas as circunstâncias da vida. Deus que nos ajudar a sermos felizes, depende de nós, das nossas atitudes e posturas na vida. 

O caminho da prosperidade é eliminar os mas... da nossa vida e partir para a ação, porque o medo de tentar nos tira toda probabilidade de nossas eventuais vitórias em muitas áreas de nossas vidas

Todos os dias temos a oportunidade de gerar um relatório bom ou ruim sobre nossos planos, de engrandecer o Senhor ou engrandecer o nosso inimigo: nosso medos, nossa fraqueza, nossas limitações. 

É por isso que o Senhor nos deu esta palavra: para que escolhamos usar a língua, não para falar o mal, mas para falar o bem e tentar avançar, recuar nunca e parar

Dê atenção ao Bom Relatório, não ao Relatório Ruim, de atenção ao que é positivo e não ao que é negativo. 

Confie em Deus, determine, duvide das dificuldades, critique o medo e a insegurança, avance com coragem para seus principais objetivos e tenha um final feliz em sua história pessoal


   * Texto extraído e compartilhado de JOYCE MEYER



                         

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A EDIFICAÇÃO DA IGREJA - PARTE 2


                      


QUEBRANDO AS BARREIRAS DA RELIGIOSIDADE

             A Palavra:

            A Igreja se edifica pelo amor; segundo, pela oração; terceiro, pelo exemplo, e finalmente chegamos onde queríamos chegar: a Palavra.

           Mas se há palavra e não há amor, oração, exemplo; estamos desperdiçando a palavra. Então, o que é importante é o que dissemos até aqui: o amor que nasce de um coração puro, a oração e o exemplo. Agora prossigamos para a Palavra.

            Paulo, vez após vez, fala aqui da santa doutrina. E no capítulo 4 diz: “Se você transmitir essas instruções aos irmãos, será um bom ministro de Cristo Jesus, nutrido com as verdades da fé e da boa doutrina que tem seguido. Rejeite, porém, as fábulas profanas e tolas, e exercite-se na piedade...esta é uma palavra fiel e digna de plena aceitação...ordene e ensine estas coisas... dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino. 

Não negligencie o dom que lhe foi dado por mensagem profética com imposição de mãos dos presbíteros...atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem”.

            A Palavra de Deus chega a nós de duas maneiras: Jesus pregava e ensinava. Também curava os enfermos, mas quanto à palavra, é dito várias vezes: Jesus pregava e ensinava”.  As duas coisas são necessárias. Vou explicar assim: a palavra de Deus chega a nós de dois modos diferentes: como verdade e como mandamento. Por exemplo, se eu digo Cristo morreu por nossos pecados”. O que é isso? Verdade ou mandamento? Verdade! Se eu digo Ama a teu próximo como a ti mesmo”, é um mandamento.
           
            A verdade é, que revela a pessoa de Cristo e a obra de Cristo. A verdade afirma, o tom é afirmativo. O mandamento por sua vez tem tom imperativo, dá ordens, revelando a vontade de Deus. Portanto, a verdade proclama e revela a Cristo, sua pessoa e sua obra, o mandamento revela a vontade de Deus para nós.

            Para sua edificação a Igreja necessita destas duas coisas. A verdade revelando a Cristo, e o mandamento revelando a vontade de Cristo para nós. Quando alguém proclama a verdade exige fé. O mandamento exige obediência.

            A verdade é simples, é clara, direta. Todos a entendem. Toca todas as áreas da vida: família, trabalho, sexo, dinheiro, adoração, serviço, relacionamento com as pessoas, relacionamento com Deus.
             O mandamento equivale à parte moral da lei, é equivalente aos Dez Mandamentos, porém mais aprofundados. O objetivo da verdade é fazermos como Cristo; por isso sempre diz: como Cristo”, ou “como eu amei a vós”, “maridos, amem suas esposas... como Cristo amou a Igreja”.

            Tanto verdade como mandamento são palavra de Deus e revelam a vontade de Deus para todos nós. Seu conteúdo não se impõe pela lógica ou raciocínio, mas pela autoridade de Jesus. Se teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer”, é um mandamento. Obedecemos. Ele é o Senhor.

            Necessitamos conhecer a verdade e encarná-la em nossas vidas, vive-la, e divulga-la. E, irmãos, o mais maravilhoso é que a verdade é eterna. A verdade é sabedoria, disciplina e prudencia. Em Mateus 5, 6 e 7, três capítulos, está a verdade de Jesus.

E se quisermos completá-la um pouco mais, podemos agregar Efésios 4, 5 e 6. Temos assim, 80% de toda verdade do Novo Testamento. É uma coisa simples, mas profunda, que comunica a vontade de Deus! E se quisermos completar um pouco mais e chegar a 90% da verdade, podemos agregar Romanos 12, 13, 13, 15 e 16. Temos então dez capítulos do Novo Testamento e quase toda a verdade está contida aí, mandamentos que revelam a vontade de Deus.

            Mas não podemos somente dar a verdade, temos que dar o mandamento. Não podemos dar somente o mandamento, temos que dar também a verdade. Estas duas coisas têm que caminhar juntas para edificar a Igreja. Só com o mandamento, nos inflamamos, nos entusiasmamos. Somos abençoados no momento, mas fica tudo ali, na glória do momento, na inspiração do mandamento.

         Mas temos que descer do mandamento para a verdade, para a vida prática. No mandamento há dinamismo, há poder de Deus para nós. Na verdade está a vontade de Deus para nossa vida prática e cotidiana. Assim se edifica a Igreja

            Para dar um exemplo, muitas vezes comparamos o mandamento com a locomotiva de um trem, e a verdade com os vagões. É muito difícil puxar os vagões sem uma locomotiva. Mas, para que serve a locomotiva, se não para levar os vagões? O importante é que os vagões cheguem ao destino. E assim, as verdades de Deus sem a locomotiva que é o mandamento podem ficar muito pesados, muito incômodos, difíceis e impossíveis de cumprir. Mas Deus mandou seu Filho. Bendito seja o Senhor! “É Cristo és vós... já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em  mim”.

            A verdade diz que você tem que abençoar os que lhe maldizem, perdoar os que lhe ofendem. Essa é a verdade. O mandamento diz: “já não sou eu quem vive, mas cristo vive em mim”. Então, como vou obedecer o mandamento? Através de Cristo que vive em mim. A verdade sem o mandamento seria uma coisa muito pesado, difícil de cumprir; mas só o mandamento, sem a verdade, ficaríamos só no entusiasmo, sem concretizar na vida prática. Por isso, Paulo põe este equilíbrio, e mostra a Timóteo o que realmente ele tem que fazer.

A Autoridade de Deus

                  A quinta coisa que encontro nesta carta é a autoridade, a autoridade de Deus. Quero explicar. Paulo tem uma clara visão do Reino de Deus. Ele proclama nesta carta uma vez após outra Jesus Cristo como o Senhor. O Senhor significa a autoridade absoluta, o dono. Ele proclama no versículo 1:17, em uma doxologia muito linda: Portanto, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único e sábio Deus, seja a honra e a glória pelos séculos dos séculos. Amém”.

                 Ele é o Rei. A autoridade do Rei. E no capítulo 6 há outra doxologia tremenda. Diz: a qual Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém”. No Império Romano, todos os imperadores morriam, mas Paulo estava falando de Um que é imortal, é invisível,

            Os imperadores romanos eram visíveis, mas todos eles eram mortais e se foram. Mas há um só que é soberano, Rei dos reis, e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível! Ai qual seja a honra e o domínio para sempre”. Que quer dizer para sempre? Por toda a eternidade. Assim, ao escrever isto, Paulo tinha uma visão muito clara do Reino de Deus, a autoridade de Deus e o Senhorio de Jesus Cristo.

            Pois Deus, que é a suprema autoridade, deu toda a autoridade a seu Filho, o Senhor, o Senhor. E Cristo deu autoridade aos apóstolos. Assim, Paulo, que é apostolo, é autoridade delegada por Deus, é pai espiritual de Timóteo. E Timóteo é seu filho espiritual. 

Aqui há autoridade. E lhe diz: Te mandei a Éfeso, te roguei que fosses a Éfeso”. E o tom que fala, ainda que amável e amoroso, é de autoridade, e lhe instrui o que tem que fazer e o que não tem que fazer. Este mandamento, filho Timóteo, te encarrego, rejeita isso, evita aquilo”. Está lhe dando, com autoridade do Senhor, tudo o que ele tem que fazer e não fazer.

            A Igreja se edifica pela autoridade de Deus. Essa autoridade vem de Deus a Cristo, de Cristo aos apóstolos e dos apóstolos, neste caso, a Timóteo, um filho espiritual, a quem envia a Éfeso. Paulo o envia e Timóteo obedece. Alguns dizem: Não, não, não; eu obedeço a Deus”. Não só a Deus. Tem que obedecer a Deus e aos pais, aos apóstolos, aos pastores. Há autoridade na casa de Deus.

                A Igreja se edifica por autoridade. Hebreus 13:17 diz: Obedecei a vossos pastores porque eles velam por vossas almas. Veja em 1Tm5:20  outra exortação: Aos que persistem em pecar repreende-os diante de todos para que os demais também temam”. Repreende diante de todos? Sim. A quem? Não ao que peca uma vez ou ao que peca duas vezes. Este pode admoestar pessoalmente. Mas ao que persiste em pecar, que quer seguir pecando, repreende-o diante de todos.

            Agora, no exercício da autoridade não pode haver prejuízos. Como diz: Eu o exorto solenemente, diante de Deus, de Cristo Jesus e dos anjos eleitos, a que procure observar essas instruções sem parcialidade; e não faça nada por favoritismo. Não se precipite em impor as mãos sobre ninguém e não participe dos pecados dos outros. Conserve-se puro.”.
          
           No uso da autoridade não pode haver abuso, nem prejulgamento, nem parcialidade.Tem que ser algo puro como o senhor realmente quer. Se não há autoridade, o ensino se perde. Se não sabe, ensina-o. Se sabe e pratica, anima-o, alegra-te com ele. Se não pratica, admoesta-o e relembra-o. Se peca, na primeira vez admoesta-o, na segunda repreende-o. E assim, com tudo que o senhor nos instrui. Se não há autoridade o ensino se perde.

            Quando há autoridade, os irmãos aprendem que tem que obedecer. Assim é a Igreja. È a casa de Deus e em toda Casa, e em toda família, em toda empresa há autoridade.

Instrução pessoal
            
                      E finalmente, o sexto ponto nesta epístola que é importante para a edificação da Igreja é a instrução pessoal ou o discipulado. Vou explicar. No capítulo 5 especialmente vê-se claramente isso. Nem todas as situações são iguais.

                   Paulo diz a Timóteo: Não repreendas ao ancião, antes exorta-o como a um pai; aos mais jovens, como a irmão; às idosas, como a mães; às jovens, como a irmãs, com toda pureza. Honra as verdadeiras viúvas. Mas se alguma viúva tem filhos, ou netos, aprendam estes primeiro a ser piedosos com sua própria família...”.

            O que está dizendo? Não se pode tratar igualmente todas as pessoas. Cada um é cada um. Não se pode tratar um ancião como a um jovem; não se pode tratar um jovem como uma moça. É necessário um trato personalizado e adequado a cada um, segundo a graça, segundo a necessidade, segundo a pessoa, segundo a situação de cada um.


            Em seguida fala das viúvas, e você pode observar ao estudar o capítulo 5 que há viúvas e viúvas. Há viúvas jovens, a quem ele recomenda que se casem de novo; há viúvas mais velhas que tem um testemunho excelente, que deve-se coloca-las na lista das irmãs que servem a igreja e precisam ser sustentadas economicamente; há outras que não. Então, não são todos iguais. Do púlpito não se pode conhecer a todos, desde uma grande reunião não se pode chegar a adequadamente a todos.

            Por exemplo, um dia prego sobre a verdade que é necessário trabalhar, trabalhar materialmente, ganhar seu sustento de cada dia, e todos escutam a mesma palavra. Mas ali há um irmão que trabalha demais, e eu estou enfatizando que tem que trabalhar. Ele está trabalhando 14 horas por dia, e se sente confirmado em seu trabalho material. E há outro que é folgado para o trabalho, e esse recebe a palavra superficialmente.

              Não se pode alcançar a todos adequadamente em sua edificação. Aquele que está trabalhando demais, já está sacrificando sua família, está descuidando da obra, quem sabe está trabalhando demais não porque necessite mas por ambição. Este se sentirá confirmado em seu erro. O que está faltando? A instrução pessoal.

                Precisa conhece-lo, tem que ser pai espiritual, tem que se aproximar desse irmão com amor, com oração, com graça, mas com firmeza e dizer: “Irmão, você está trabalhando demais; não precisa trabalhar tanto”. A um você precisa dizer Descansa!”, e a outro precisa dizer Trabalhe mais!”.

            Mas quando pregamos, a palavra é geral; faz falta a instrução pessoal. A Igreja se edifica com instrução pessoal. Cada irmão precisa ser conhecido por alguém de forma mais próxima, para instruí-lo e orienta-lo mais especificamente.

            Um dia prego que o homem é o cabeça da casa e que tem que assumir a autoridade e a responsabilidade, porque Deus o colocou como cabeça. Mas acontece que tem um irmão que é um tirano em sua casa, um déspota com sua esposa, e depois de me ouvir pregar diz: Viu o que o pastor disse? Aqui eu sou a autoridade”. E minha palavra que era palavra de Deus, a verdade, em vez de ajuda-lo, confirmou sua tirania e seu erro. Sem a instrução pessoal não se pode edificar.

            Precisa conhecer, aproximar-se e dizer: Irmão, a Bíblia diz que seja cabeça, mas você é um cabeção. Não exagere, vá mais devagar. Deus lhe deu uma esposa, escute a sua esposa as vezes. Ele lhe deu uma ajudadora idônea. Você a está anulando, a está afastando. Não é assim irmão, não é assim”. Precisa uma instrução pessoal.

            Outro precisa ser fortalecido. Para uma irmã eu tive que dizer: “Irmã, não afrouxe, enfrente seu marido”, porque fazia falta dizer-lhe isso. Mas não posso ensinar isso como doutrina, era uma instrução muito particular, muito pessoal. E no capítulo 5 há muita instrução particular, pessoal, e sobre tudo o que disse a Timóteo.

            Por isso, irmãos, precisamos da instrução pessoal para saber em cada situação escutar, aconselhar, exortar. Alguns necessitam ânimo, outros necessitam oração, outros apenas ser ouvidos, compreendidos, amados. As vezes não sabemos o que dizer a pessoa, damos-lhe um abraço, e choramos com o que chora, e já se vai consolando.

            Assim, é indispensável para a edificação da Igreja a instrução pessoal. Cada pessoa é valiosa, cada pessoa é amada por Deus, e Ele quer chegar a cada um com sua graça, com seu amor, com sua medida justa do que cada um precisa. 

                  (Jorge Himitian)