terça-feira, 4 de janeiro de 2022

ESPIRITISMO - UM PEQUENO HISTÓRICO

 

ESPIRITISMO

Um Pequeno histórico

 

O Espiritismo remota aos tempos mais antigos da Humanidade. Dele tomamos conhecimento através dos escritos da Bíblia, como advertência dos profetas de Deus para que não nos envolvamos com esta prática, pois ela esta em confronto com a Palavra de Deus. Os povos que adoravam a deuses estranhos e que não seguiam aos ensinos dados por Deus, eram usuários deste costume. Foi para que os adoradores do Verdadeiro Deus não se envolvessem com eles  que Moisés falou:

 

"Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações."

 

"Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;"

"Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;"

"Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti." (Dt 18:9 a 12)

 

O espiritismo é uma das heresias que mais cresce no mundo de hoje e está enraizada em quase todas as religiões, principalmente naquelas relacionadas com a Nova Era. O espiritismo é o mais antigo engano religioso que já surgiu. Porém, em sua versão moderna, começou no século XIX, ou pouco antes. Houve um avivamento, um recrudescimento ou um ressurgimento, com um fato que aconteceu com certa família, na América do Norte, em Hydesville (Nova Iorque), em 1848.

 

Esta família se chamava Fox. O casal tinha duas filhas, Margarida (Margaret), de 14 anos, e Catarina (Kate), de onze, que foram protagonista de uma fatos que deram origem ao atual espiritismo.

 

Em meados de março de 1848, começaram a ouvir-se golpes nas portas e objetos que se moviam de um lugar para outro, sem auxílio de mãos, assustando as crianças. Às vezes, a vibração era tamanha que sacudia as camas. Finalmente, na noite de 21 de março de 1848, a jovem Kate desafiou o poder invisível e repetiu o barulho como um estalar de dedos. O desafio foi aceito e cada estalar de dedos era repetido, o que surpreendeu toda a família. Dessa forma se estabeleceu contato com o mundo invisível, e a notícia alastrou-se por outras partes, admitindo-se que tais espíritos eram dos mortos.

 

Partindo desse acontecimento, que recebeu ampla cobertura dos meios de comunicação da época, propagou-se o espiritismo por toda a América do Norte e na Inglaterra. Na época, outros países da Europa também foram visitados, com sucesso, pelos espíritas norte-americanos. As irmãs Fox passaram à História como as fundadoras do Espiritismo moderno.

 

Na França, o figura máxima que deu força ao espiritismo é conhecida pelo nome de Allan Kardec. Chamava-se Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em Lyon, em 3 de outubro de 1804. Era formado em letras e ciências, doutorando-se em medicina. Estudou com Pestalozzi, de quem se tornou fiel discípulo e cujo sistema educacional ajudou a propagar.

 

Rivail tomou conhecimento de um algo extraordinário que acontecia no momento, e que causava um grande alvoroço na sociedade francesa: o fenômeno das mesas girantes e falantes, que afirmavam ser, um resultado da intervenção dos espíritos. A princípio ele não acreditou  e rejeitou esta idéia, por considerá-la absurda. Porém, assistiu a uma reunião na casa da Sra. Plainemaison, onde presenciou fenômenos que o impressionaram profundamente, como ele próprio relatou depois.

 

Daí, foi um passo para manter contato com os espíritos que o orientaram a escrever e codificar seus ensinos. Dizia Kardec que havia recebido a missão de pregar uma nova religião, o que começou a fazer a 30 de abril de 1856. Um ano depois, publicou "O LIVRO DOS ESPÍRITOS", que contribuiu para propagação desta "doutrina". Dotado de inteligência e inigualável sagacidade escreveu outros livros que deram mais força ao espiritismo: O Evangelho Segundo o Espiritismo, A Gênese, O Céu e o Inferno, e, O Livro dos Médiuns. Foi ele o introdutor no espiritismo da idéia da reencarnação. Fundou "A Revista Espírita", periódico mensal editado em vários idiomas. Rivail (Allan Kardec) morreu em 1869.

Para aqueles que desejarem conhecer um pouco mais sobre a história do espiritismo, indicamos a leitura dos livros que citamos no final.

O CONCEITO DE DEUS NO ESPIRITISMO

A doutrina espírita acerca de Deus é ambígua, ora assumindo aspectos deístas, ora aspectos panteístas, ora confundindo-se com a doutrina de Deus do Cristianismo histórico. Os autores espíritas parecem não conseguir estabelecer um consenso sobre esse assunto de vital importância. Até mesmos nas obras de um único autor encontram-se contradições flagrantes.

 

Sobre as qualidades de Deus, Allan Kardec define: "Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, Todo-Poderoso, soberanamente justo e bom". (O Livro dos Médiuns,  cáp. I, 13)

 

Mas, depois, definindo a alma, nega sua imaterialidade, alegando que o imaterial é o "nada", ao passo que a alma é alguma coisa. Diante disto,  será que o espiritismo acredita que Deus é nada?

 

A fim de explicar a existência de Deus, Allan Kardec, se vale de argumentos clássicos do deísmo, de que "não há efeito sem causa". De acordo com o conceito deísta, Deus teria criado o universo e depois se retirado dele, deixando-o entregue à ação das leis físicas que, desde então, governam, como se o universo fosse um grande relógio.

 

No Capitulo II, item 19, de "A Gênese" (Allan Kardec), lemos que são atributos de Deus: "Deus é, pois a suprema e soberana inteligência; é único, eterno, imutável, imaterial, todo poderoso, soberanamente justo e bom, infinito em todas as suas perfeições, e não pode ser outra coisa". Esta conceituação concorda com o que o Cristianismo histórico reconhece como alguns atributos divinos. Porém, o fato de uma determinada religião ou seita ter pontos em comum com o Cristianismo bíblico não é suficiente para lhe qualificar como cristã.

 

Embora o conceito espírita de Deus tenha nuanças deístas e ao mesmo tempo uma certa semelhança com a doutrina bíblica, é inegável que ela às vezes também possui um forte sabor panteísta. Senão, vejamos o que León Denis escreveu: "Deus é a grande alma universal, de que toda alma humana é uma centelha, uma irradiação. Cada um de nós possui, em esta latente, forças emanadas do divino foco." (Léon Denis, Cristianismo e Espiritismo, 5a. ed., pág. 246). Conceito totalmente panteísta!

 

Em outro lugar, Denis faz as seguintes assertivas acerca de Deus e sua relação com o universo (conceitos também panteísta): "Deus é infinito e não pode ser individualizado, isto é, separado do mundo, nem subsistir à parte... [Deus é o] Deus imanente, sempre presente no seio das coisas [sendo que] o Universo não é mais essa criação, essa obra tirada do nada de que falam as religiões. É um organismo imenso animado de vida eterna... o eu do Universo é Deus." (Léon Denis, Depois da Morte, pág. 114, 123, 124 e 349).

 

Entretanto a Palavra de Deus (a Bíblia), refuta com veemência estes ensinos. Façamos um rápido confronto doutrinário, em conformidade com a inspiração bíblica:

 

• Deus é um ser pessoal: "Ele é um ser individual, com autoconsciência e vontade, capaz de sentir, escolher e ter um relacionamento recíproco com outros seres pessoais e sociais." (Millard J. Erickson, Christian Theology, Baker Book House, Grand Rapids, 1986, p. 269). Citaremos a seguir algumas provas bíblicas da personalidade de Deus:

            a) Ele fala: "E disse Deus: Haja luz; e houve luz." (GN 1:3)

"HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,"

"A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo." (HB 1:1 e 2)

 

            b) Ele tem emoções (sentimentos):

                Misericórdia: "Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade."

"Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem." (SL 103:8 e 13)

 

                Amor: "Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor." (1JO 4:8)

"E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." (RM 5:5)

 

            c) Ele tem vontade própria: "Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou." (SL 115:3)

 

• DEUS É TRANSCENDENTE E IMANENTE E TAMBÉM DISTINTO DE SUA CRIAÇÃO: A Bíblia mostra claramente que Deus não é um ser distante, que teria criado o universo e depois se ausentado dele, como pensa o deísmo. "Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão," (SL 104:14)

"Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos." (MT 5:45)

Pode-se ver, assim, que ele está presente na criação, tem interesse nela e cuida dela, principalmente do homem, criado à sua imagem e semelhança.

 

Transcendência: "Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado." (1RS 8:27)

 

Imanência: "Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o SENHOR. Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o SENHOR." (JR 23:24)

"ASSIM diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso?" (IS 66:1)

 

CRISTO NO ESPIRITISMO

Para falarmos na Divindade de Jesus Cristo, temos de falar também no assunto da Trindade, pois estas teses são básicas do Cristianismo bíblico e histórico e fazem parte do fundamento doutrinário que o distingue de todas as demais religiões e também da maioria das seitas pseudo-cristãs. O espiritismo, em geral,  através de suas autoridades exponenciais, negam tanto a Trindade, quanto a Divindade de Jesus. Isto porque, em sua tentativa de oferecer ao homem um sistema religioso de auto-salvação, isto é, em que ele se salva por seus próprios méritos, excluem e negam a existência do Deus trino. Entretanto, a revelação bíblica aponta para a impossibilidade de o homem efetuar sua própria salvação, e mostra como o próprio Deus se encarnou para tornar possível ao homem o acesso ao seu Criador.  No próximo item examinaremos a doutrina da salvação, do ponto de vista bíblico, em confronto com plano de salvação do espiritismo.

Grande parte dos escritores espíritas assumem uma posição frontalmente contrária à crença da Trindade. Para eles, Deus é um ser monopessoal, existindo em forma de uma só pessoa, o Pai, e negam que o Filho seja Deus e até rejeitam a existência do Espírito Santo como ser pessoal. O Jornal Espírita de março de 1953 respondendo à pergunta sobre se há mais de uma pessoa em Deus, declara o seguinte: "Não; a razão nos diz que Deus é um ser único, indivisível; que o Pai celeste é um só para todos os filhos do Universo".  (Jornal Espírita, Rio de Janeiro, março 1953, p. 4)

 

A Bíblia, a Palavra de Deus, revela-nos um Deus trino, isto é um Deus eternamente subsistente em três pessoas, iguais entre si em natureza, essência e poder.

Muitos usam as passagens seguintes para dizer que Deus é um só, ou seja, uma unidade absoluta:

 

• "Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." (DT 6:4) • "Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá." (IS 43:10) • "Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças;" (IS 45:5)

"Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro." (IS 45:6)

 

Essas passagens bíblicas afirmam claramente a unidade de Deus e demonstram que a natureza divina é indivisível. Poderíamos acrescentar outras passagens para reforçar esse aspecto da natureza de Deus. Entretanto, devemos levar em consideração que muitas vezes as Escrituras, principalmente no Antigo Testamento, apresentam determinadas realidades como sendo constituídas de uma unidade composta.

 

Por exemplo: o casamento. A Bíblia diz que "deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gn 2:24). É evidente que a unidade constituída por marido e mulher é uma unidade composta e não uma unidade simples ou absoluta. Da mesma forma, pode-se dizer que há no Antigo Testamento muitas evidências de que a unidade de Deus é uma unidade composta, como é indicado por muitas passagens, que revelam uma pluralidade de pessoas na Divindade. No Novo Testamento, por sua vez, a doutrina da Trindade é apresentada com clareza. (Para melhor compreensão, ver "A TRINDADE")

 

O espiritismo não só nega a Divindade de Jesus, assim como defende a tese de que seu corpo não era real, de carne e ossos, mas fluídico, dando apenas a impressão de real.

 

Léon Denis, seguindo a mesma linha de pensamento de Kardec, segundo a qual Jesus teria sido mero homem e elevado à categoria de Deus por seus seguidores. Diz ele:

 

• "Com o quarto Evangelho e Justino Mártir, a crença cristã efetua a evolução que consiste em substituir a idéia de um homem honrado, tornado divino, a de um ser divino que se tornou homem. Depois da proclamação da divindade de Cristo, no século IV, depois da introdução, no sistema eclesiástico, do dogma da Trindade, no século VII, muitas passagens do Novo Testamento foram modificadas, a fim de que exprimissem as novas doutrinas."

 

 

Assim se expressa Roustaing quanto à natureza do corpo de Jesus:

•"A presença de Jesus entre vós, durante todo aquele lapso de tempo, foi, com relação a vós outros,   uma aparição espírita, visto que, pelas suas condições fluídicas, completamente fora dos moldes da   vossa organização, seu corpo era harmônico com a vossa esfera, a fim de lhe ser possível manter-se   longo tempo sobre a Terra no desempenho da missão com que a ela baixara."

 

Não queremos aqui negar que Cristo veio em plena humanidade, pois Bíblia afirma reiterada vezes a plena humanidade do Filho de Deus. O apóstolo João condenou os ensinos gnósticos de sua época, que entre outros ensinos negavam que Jesus tivesse vindo em carne, dizendo que o seu corpo humano era mera aparência. Diz o apóstolo:

 

• "AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo." (1JO 4:1)

"Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;" (1JO 4:2)

 

Quanto ao corpo de Jesus, vejamos o que o relato bíblico nos diz:

• "Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho." (LC 24:39)

Embora o corpo ressuscitado de Jesus tivesse propriedades extraordinárias, como a capacidade de materializar-se e desmaterializar-se:

• "Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes." (LC 24:31)

"E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco." (LC 24:36)

 

Tinha também a propriedade de entrar em ambientes fechados:

• "Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco." (JO 20:19)

Apesar das características acima, seu corpo era constituído de carne e ossos: "Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho." (LC 24:39)

 

Embora não seja nossa intenção nos aprofundarmos num estudo sobre a humanidade de Jesus, acrescento que Cristo experimentou sentimentos e necessidades humanos não pecaminosos, como:

• Cansaço: "E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta." (JO 4:6)

• Sede: "Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede." (JO 19:28)           

• Fome:  "E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;" (MT 4:2)

 

Quanto a divindade de Cristo, o testemunho das Escrituras é plenamente reconhecido. Tanto os espíritas quanto os Testemunhas de Jeová, negam a divindade de Cristo. Para uma melhor compreensão do assunto, convido-o a ler: A DIVINDADE.

 

Plano de Salvação do Espiritismo

O espiritismo ensina que o homem, através de sucessivas reencarnações, pelos seus próprios esforços e pela prática das boas obras vai aprimorando-se a si mesmo, sem necessidade do sacrifício vicário de Jesus Cristo. A Bíblia nos diz que a nossa salvação é obra divina; o espiritismo diz que é esforço humano. A Bíblia diz que o sofrimento de Cristo visa a nossa expiação; o espiritismo diz que Jesus foi mero espírito adiantado, que nos serve apenas de exemplo. A Bíblia diz que o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado e que o Espírito Santo nos ensina toda a verdade; o espiritismo, ignora a Trindade Divina, reduz toda a expiação à obra dos "espíritos" - os espíritos dos mortos, que nos orientam e aconselham, e o espírito de Cristo,

que, tendo alcançado um nível superior, não obstante se encarnou para servir como exemplo.

 

Diz-nos Kardec, sobre a graça: "... se fosse um dom de Deus, não daria merecimento a quem a possuísse. O espiritismo é mais explícito, porque ensina que quem a possui a adquiriu pelos próprios esforços em suas sucessivas existências, emancipando-se pouco a pouco das suas imperfeições." (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Introdução, IV, XVII)

 

Que contradição com as Escrituras! Deus não nos salva com base em quaisquer méritos pessoais nossos, mas unicamente por sua graça: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;

"Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus." (RM 3:23 e 24)

 

O ensino espírita segundo o qual "Fora da caridade não há salvação" identifica a salvação com a prática de boas obras. Entretanto, as boas obras não salvam, nem ajudam ninguém a salvar-se. Paulo afirma em Efésios:

 

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus."

"Não vem das obras, para que ninguém se glorie;" (EF 2:8 e 9)

 

Ele declara que fomos criados em Cristo para as boas obras: "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (EF 2:10). Portanto, não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras.

 

As boas obras são o resultado da nossa fé em Cristo, pois quando nos tornamos novas criaturas, mediante a fé nele, abandonamos as práticas más e nos voltamos para a prática do bem. "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." (2CO 5:17)

 

Logo, as boas obras são a manifestação do amor que a pessoa tem a Deus.

A Bíblia nos mostra claramente que todo o problema do homem é motivado pelo pecado, pois "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3:23). Deus ama os pecadores, porém o pecado separa o homem de Deus:

"EIS que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir."

"Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça." (IS 59:1 e 2)

 

O homem nada pode fazer para alcançar justificação diante de Deus. O sofrimento e as boas obras, como apregoa o espiritismo, jamais serão suficientes para vencer a distância que o separa de Deus, pois, como expressou o profeta Isaías, "... todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam." (IS 64:6)

 

O estado do homem é profundamente desesperador, porém não irremediável, "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (JO 3:16)

Jesus Cristo veio ao mundo com objetivo específico de "dar a sua vida em resgate de muitos" (Mc 10:45)

 

Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus pelos nossos pecados, para que possamos obter a salvação:

• "Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;" (1PE 3:18) • "Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados." (1PE 2:24)

 

Que contraste com o que ensina o espiritismo! Vejamos o que escreveu Léon Denis ao negar o valor do sacrifício de Cristo em nosso lugar:

 

• "Não; a missão do Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo. É o que os espíritos, aos milhares afirmam em todos os pontos do mundo".

 

Percebe-se aqui uma contundente tentativa de negar o valor da obra expiatória de Cristo na cruz. Ao dizer que o sangue, "mesmo de um Deus", não poderia resgatar ninguém, Denis está implicitamente, mais uma vez, negando a divindade de Jesus, a qual, como vimos, é afirmada pelas Escrituras.

 

O conceito espírita de salvação é aquele que a Bíblia chama de "outro evangelho". Ele é tão contrário ao caminho da salvação de Deus que a Escritura o colocou sob a maldição divina:

 

• "Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; "O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo."     "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." (GL 1:6 a 8).

 

A salvação vem unicamente pela graça (favor imerecido) de Deus e não por qualquer coisa que a pessoa possa fazer para ganhar o favor de Deus, ou pela sua retidão pessoal. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie". (Ef 2:8 e 9).

 

A Bíblia  no Espiritismo

O espiritismo nega textualmente a inspiração divina da Bíblia, ensina que o registro bíblico não deve ser tomado literalmente.

 

Eis o que Kardec diz a respeito das Escrituras:

• A Bíblia contém evidentemente narrativas que a razão desenvolvida pela ciência, não poderia aceitar hoje em dia; igualmente, contém fatos que parecem estranhos e repugnantes, porque se ligam a costumes que não são adotados... A ciência, levando suas  investigações até a entranhas da terra, e à profundeza dos céus, tem pois demonstrado de modo irrecusável os erros da Gênese mosaica tomada à letra, e a impossibilidade material de que as coisas se hajam passado tal com estão relatadas textualmente... Incontestavelmente, Deus, que é todo verdade, não pode induzir os homens ao erro, nem consciente, nem inconscientemente, pois então não seria Deus. E, pois, se os fatos contradizem as palavras que a ele são atribuídas, necessário se torna concluir, logicamente, que ele não as pronunciou, ou que elas foram tomadas em sentido diverso... Acerca desse ponto capital, ela [a ciência] pôde, pois, completar a Gênese e Moisés, e retificar suas partes defeituosas." (Allan Kardec, A Gênese, IV, 6, 7, 8 e 11).

Léon Denis, outra autoridade do espiritismo, assim se expressa sobre o valor da Bíblia;

• "... não poderia a Bíblia ser considerada "a palavra de Deus" nem uma revelação sobrenatural. O que se deve nela ver é uma compilação de narrativas históricas ou legendárias, de ensinamentos sublimes, de par com pormenores às vezes triviais". (Léon Denis, Cristianismo e Espiritismo, FEB, São Paulo, s.d., 7a. ed., pág. 267).

 

Assim, o espiritismo, através de suas maiores autoridades, nega a revelação divina encontrada nas Escrituras, relegando-as ao nível de uma mera compilação de fatos históricos e lendários. É curioso, entretanto, que querendo dizer-se cristão, o espiritismo freqüentemente lance mão das Escrituras, citando-as com profusão quando lhe convém.

 

Isto significa que para os espíritas não faz diferença se a Bíblia é ou não a Palavra de Deus - desde que possam usá-la quando desejam dar à sua crença uma aparência cristã, ou seja, citando passagens isoladas que parecem dar apoio à teorias espíritas. Quando, porém, o ensino claro das Escrituras refuta essas mesmas teorias, dizem então que elas não são a inerrante Palavra de Deus pela qual devemos testar o que cremos.

 

Portanto, o espiritismo não é uma religião cristã, pois nega a inspiração do Livro que é a base do cristianismo, assim como os seus ensinos. Com o que concorda o escritor espírita Carlos Imbassy, quando escreveu:

 

•"O espiritismo não é um ramo do Cristianismo como as demais seitas cristãs. Não assenta seus princípios nas Escrituras... a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome - Espiritismo." (Carlos Imbassy, À Margem do Espiritismo, p. 126)

 

Conclusão

 

Pelo exposto, diante das evidências da Palavra de Deus, sigamos os seus ensinos, pois ela, positiva e enfaticamente, condena o espiritismo e proscreve-o em todas as suas formas, tanto antigas como modernas.

 

Não poderíamos concluir nosso trabalho, sem informar a verdadeira identidade dos espíritos do espiritismo.

 

Não resta dúvida que seres espirituais fazem suas aparições e manifestam seus poderes nas sessões espíritas. O que desejamos saber é quem são esses seres desencarnados, que vêm ao nosso mundo por convite especial ou invocação dos médiuns.

Podem os mortos comunicarem-se com os vivos?

Para responder a esta e as perguntas que se seguem, apenas as Sagradas Escrituras, a revelação máxima da vontade de Deus, esclarecem com autoridade essa questão, dando-nos a verdadeira e plena satisfação de ter encontrado a resposta.

Gostaria que você lesse no evangelho, no livro de Lucas, a parábola do rico e Lázaro, que se encontra no capitulo 16, versículos de 19 a 31. Nesta passagem vemos claramente que os mortos não podem e não tem permissão para se comunicarem com os vivos. Demos ênfase ao versículo 26: "E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá." (LC 16:26)

 

Não encontramos em nenhum lugar das Escrituras um só indicio de que o homem, em seu estado atual, possa ter qualquer tipo de relação com os espíritos dos mortos. Pelo contrário, como vimos, o Senhor tem "as chaves da morte e do inferno" (Apocalipse 1:18) e somente Ele tem poder para fazer sair dali os espíritos, o que fará nas duas únicas ocasiões, ou seja, na primeira ressurreição para os santos (1 Ts 4:16) e na ressurreição do juízo para os perversos (João 5:29). Enquanto aguardamos esse evento, o espíritos dos crentes que já morreram está com o Senhor, "ausente deste corpo e presente com o Senhor" (2 Coríntios 5:8); eles partiram para estar com Cristo (Filipenses 1:23), mas os espíritos dos perversos estão "em prisão"

 

(I Pedro 3:19), motivo pelo qual não têm a liberdade de sair quando são "chamados".

 

Se não resta dúvida que no espiritismo entra-se em contato com poderes sobrenaturais, com espíritos e forças extra-humanas e extraterrenas, capazes de manifestações surpreendentes, e se esses espíritos, segundo os ensinos das Escrituras, não pertencem aos mortos, então quem são eles? Qual é a sua história? Qual a sua missão? Onde habitam?

 

Quem são eles?

A Bíblia nos fala de seres espirituais, invisíveis aos homens, que algumas vezes se materializam e exercem poderes sobrenaturais. Tais forças espirituais compõem de duas classes: a de seres bons, chamados de anjos, a quem Deus usa para proteção e auxílio ao homem, e a de seres maus, que assim se tornaram porque voluntariamente se afastaram do plano original de Deus e tomaram parte num movimento de rebelião contra o governo de Deus.

 

Os anjos são seres espirituais criados por Deus, conforme está escrito: "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele." (CL 1:16)

Mais ainda, as Escrituras afirmam que os anjos são uma ordem de seres mais elevada do que os homens:

"Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste." (SL 8:5)

 

Qual a sua missão?

Sabemos existir duas categoria de anjos: os bons e aqueles que se tornaram maus.

Os bons: tem como missão sempre beneficiar o homem. São chamados na Bíblia "espíritos ministradores" ou mensageiros." Deus os envia para socorrer a humanidade em diferentes circunstâncias da vida.

Anjos tem agido de modo maravilhoso em diferentes ocasiões, algumas vezes assumindo a forma humana, a fim de proteger a crianças e adultos. As Escrituras contem muitas histórias de tais ocasiões.

 

É bastante conhecida esta  passagem que afirma esta realidade: "O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra." (SL 34:7)

 

Falando dos "pequeninos" Jesus nos diz sobre os anjos de guarda destes: "Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus." (MT 18:10)

 

OS TRÊS CAMPOS DE BATALHA

Francis Frangipane

Cap. 1- O TERRITÓRIO DE SATANÁS : A REGIÃO DAS TREVAS

Muitos cristãos perguntam se o diabo está na terra ou no inferno; se ele pode habitar em cristãos ou somente no mundo? O fato é que o diabo está nas trevas. Onde há trevas espirituais, ali está o diabo.

 

PREPARANDO-SE PARA A BATALHA ESPIRITUAL

Para muitos , o termo "batalha espiritual" introduz uma nova, mas não bem recebida, dimensão em sua experiência cristã. A idéia de encarar espíritos maus em batalha é um conceito duvidoso, especialmente por chegarmos a Jesus como ovelhas perdidas, e não como guerreiros. Afinal, alguns poderão nunca iniciar uma batalha espiritual, mas todos nós precisamos encarar o fato que o diabo começou uma batalha contra nós. Portanto, é essencial para o nosso bem estar básico discernir as áreas de nossa natureza que estão abertas ao ataque satânico.

Judas nos diz: "E aos anjos que não conservaram suas posições de autoridade mas abandonaram sua própria morada, ele os tem guardado em trevas, presos com correntes eternas para o juízo do grande dia." (v.6).

O diabo e seus anjos caídos foram relegados a viverem nas trevas. Estas trevas não significam simplesmente "regiões sem luz", ou áreas privadas da luz visível. As trevas eternas às quais as Escrituras se referem são, essencialmente, trevas morais que, em última análise, se degeneram em trevas literais. No entanto, a causa não é meramente a ausência de luz, mas é a ausência de Deus, que é a luz.

É vital reconhecer que as trevas para onde satanás foi banido não estão limitadas às áreas fora da humanidade. Ao contrário dos que não conhecem Jesus, nós fomos libertos do território, ou do "reino" das trevas (Col.1:13). Não estamos enlaçados nas trevas se nascemos da Luz. Mas, se tolerarmos as trevas pela tolerância com o pecado, ficamos vulneráveis aos ataques satânicos. Onde há desobediência voluntária à Palavra de Deus, aí há trevas espirituais e potencial para as atividades satânicas.

Por isso, Jesus exortou: "Portanto, cuidado para que a luz que está em seu interior não sejam trevas." (Lc.11:35). Há uma luz em você. "O espírito do homem é a lâmpada do Senhor..." (Prov.20:27). O seu espírito, iluminado pelo Espírito de Cristo, se torna a "lâmpada do Senhor" através da qual Ele sonda o seu coração. Há, realmente, uma irradiância santa que envolve os cristãos verdadeiramente cheios do Espírito. Mas, quando você agasalha o pecado, a "luz que está em você" é "trevas". Satanás tem acesso legal, dado por Deus, para habitar nas regiões de trevas. Temos que entender este ponto: O diabo pode trafegar em qualquer área de trevas, mesmo nas que ainda existem no coração de um cristão.

 

O PENEIRADOR DE DEUS

Um exemplo de satanás tendo acesso ao lado carnal da natureza humana é visto quando Pedro negou a Jesus. É óbvio que Pedro falhou. O que não vemos, no entanto, é o que estava acontecendo no mundo invisível espiritual.

Jesus profetizou que Pedro O negaria três vezes. Qualquer pessoa que estivesse observando as ações de Pedro naquela noite, poderia simplesmente concluir que a sua atitude foi uma manifestação de medo. Mas, Pedro não era medroso por natureza. Este era o discípulo que algumas horas antes havia puxado a espada contra a multidão que estava prendendo Jesus. Não foi medo humano que fez Pedro negar o Senhor; ele o fez por indução satânica.

Jesus havia avisado o apóstolo, "Simão, Simão, satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça.. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos." (Lc.22:31,32). Atrás da cena, satanás havia pedido e recebido permissão para peneirar Pedro como trigo. Satanás teve acesso à uma área em trevas no coração de Pedro.

Como satanás fez Pedro cair? Depois de comer a Páscoa, Jesus disse a Seus discípulos que um deles O trairia. A Escritura, então, continua, "Eles começaram a perguntar entre si qual deles iria fazer aquilo." (Lc.22:23). Aquele era um tempo muito sombrio, mas, mesmo durante aqueles terríveis momentos lemos que " Surgiu também uma discussão entre eles, acerca de qual deles era considerado o maior" (Lc.22:24). Eles passaram de uma atitude de choque e desânimo para a interrogação de quem seria o maior entre eles! Evidentemente, Pedro , "o andador sobre as águas", o mais ousado e falador dos apóstolos, prevaleceu. Podemos concluir que a altivez de Pedro entre os discípulos o deixou com um ar de superioridade que, atiçado por satanás, acabou numa atitude de presunção e jactância. Pedro, sendo levantado pelo orgulho, estava programado para a queda.

A Bíblia nos diz que o "orgulho preceda a ruína" (Prov.16:18). O orgulho causou a queda de satanás, e ele estava usando a mesma área em trevas para causar a queda de Pedro. Lúcifer conhece muito bem, por experiência, o julgamento de Deus contra o orgulho religioso e a inveja. Satanás não poderia ,indiscriminadamente, atacar e destruir Pedro. Ele tinha que garantir a permissão do Senhor de Pedro antes de vir contra o apóstolo. Mas o fato é que o diabo pediu permissão ...e a recebeu.

SUBMETA-SE A DEUS

A armadilha que satanás usou para causar a queda de Pedro foi o próprio pecado de orgulho do discípulo. Temos que reconhecer, antes de iniciar uma guerra, que as áreas que escondemos nas trevas são as mesmas em que seremos derrotados no futuro. Geralmente, as batalhas que enfrentamos não cessam até descobrirmos e nos arrependermos das trevas que estão em nós. Para sermos vitoriosos em batalha espiritual, precisamos estar discernindo nossos próprios corações; precisamos andar humildemente com nosso Deus. Nossa primeira ação deve ser "Submeter-se a Deus." E, então, quando nós "...resistirmos ao diabo..." ele vai fugir (Tg.4:6).

A boa notícia para Pedro e para nós é que satanás nunca conseguirá permissão para destruir os santos. Mas, ele está limitado a peneira-los "como trigo". Há trigo dentro de cada um de nós. O resultado deste tipo de ataque satânico, permitido por Deus, é para limpar a alma do orgulho e produzir maior humildade e transparência em nossas vidas. Pode parecer terrível, mas Deus faz estas coisas cooperarem para o bem. A casca exterior de nossa natureza precisa morrer para que brote a natureza de trigo do homem da nova criação. Tanto a palha como a casca foram necessárias para nos proteger das rudezas desta vida. Mas, antes que Deus possa nos usar, verdadeiramente, de alguma maneira, passaremos por um tempo de peneiração.

A casca natural de Pedro era a presunção e o orgulho. Seus sucessos iniciais o fizeram ambicioso e auto-dirigente. Deus nunca poderá confiar Seu reino a ninguém que não tenha quebrado o orgulho, pois o orgulho é ,em si, a armadura das trevas. Portanto, quando satanás pediu permissão para atacar Pedro, Jesus, de fato, disse, "Você pode peneirá-lo, mas não destruí-lo". A batalha contra Pedro foi tremenda, mas havia uma medida e serviu aos propósitos de Deus.

Pedro estava ignorante das áreas em trevas que havia nele, e a sua ignorância o deixou aberto ao ataque. Mas o Senhor pergunta a cada um de nós, "Você conhece as áreas onde você é vulnerável ao ataque satânico?" Jesus não nos quer ignorantes de nossas necessidades. De fato, quando Ele revela o pecado em nossos corações, é para poder destruir as obras do mal. Precisamos entender que a maior defesa contra o diabo é manter um coração honesto diante de Deus .

Quando o Espírito Santo nos mostra alguma área que precisa de arrependimento, precisamos vencer o instinto de nos defender. Precisamos silenciar o pequeno advogado que se levanta de um quartinho escuro em nossas mentes contestando, "Meu cliente não é tão mau". O seu "advogado de defesa" defenderá você até o dia de sua morte - e se você o ouvir nunca verá o que está errado em você, e nem enfrentará o que precisa ser mudado. Para vencer na batalha, seu instinto de auto-preservação precisa se submeter ao Senhor Jesus; Jesus somente é o Seu verdadeiro Advogado.

Não podemos nos engajar em luta espiritual sem receber este conhecimento. Tiago 4:6 diz, "...Deus Se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes." Deus Se opõe ao orgulho. Este é um versículo muito importante. Se Deus Se opõe ao orgulho, e nós somos orgulhosos para nos humilharmos e admitir que estamos errados, então Deus se opõe a nós!

Tiago continua no v.7, "Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês." Geralmente, vemos este verso isoladamente, como um monumento à batalha espiritual. No entanto, é num contexto de arrependimento, de humilhação e de possuir um coração limpo que poremos o diabo para correr de nós!

Precisamos ir além da submissão indefinida a Deus; precisamos submeter a área exata de nossa batalha pessoal a Ele. Quando nos levantarmos contra o poder do diabo, deve ser com um coração submisso a Jesus.

Há um preceito que se repete neste livro. É vital que você saiba, entenda e aplique este princípio para sua futura vitória em batalha espiritual. O princípio é : A vitória começa com o nome de Jesus em seus lábios; mas não será consumada até que a natureza de Jesus esteja em seu coração. Esta regra se aplica à toda faceta da luta espiritual. Na verdade, satanás terá permissão de vir contra a sua área fraca até que você perceba que a única resposta de Deus é a semelhança de Cristo em sua vida. Quando você começa a se apropriar, não só do nome de Jesus, mas também de Sua natureza, o adversário vai se retirar. Satanás não vai continuar o seu ataque, se as circunstâncias que ele designou para destruí-lo estão agora operando para aperfeiçoar você!

O resultado da experiência de Pedro foi que, após o Pentecostes, quando Deus o usou para a cura de um coxo, um novo e humilde Pedro falou à multidão reunida. "...Por que vocês estão olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar por nosso próprio poder ou piedade?" (At.3:12). A vitória de Pedro sobre o pecado e o diabo começou com o nome de Jesus em seus lábios; e foi consumada pela natureza de Jesus em seu coração. As trevas em Pedro foram dissipadas pela luz, o orgulho em Pedro foi substituído por Cristo.

Cap. 2- A FORTALEZA DOS SALVOS : A HUMILDADE

Satanás teme a virtude; tem horror da humildade e a odeia. Quando ele vê alguém humilde até se arrepia. Seu cabelo fica em pé quando os cristãos se ajoelham, pois a humildade é a rendição da alma a Deus. O diabo treme diante do humilde, porque nas mesmas áreas onde ele tinha acesso, ali está o Senhor, e satanás se aterroriza diante de Jesus Cristo.

 

COM QUEM VOCÊ REALMENTE ESTÁ LUTANDO?

Vamos nos lembrar que na queda do homem, no Jardim do Éden, o julgamento de Deus contra o diabo foi que ele ia "comer pó." Do homem, Deus disse, "Tu és pó" (Gn.3:14-19). A essência de nossa natureza carnal - de tudo que é carnal em natureza - é pó. Precisamos entender esta ligação: satanás se alimenta de nossa natureza terrena, carnal de "pó". Ele come daquilo que negamos a Deus.

Por isso, temos que reconhecer que a fonte de muitos dos nossos problemas e opressões não é demoníaca, mas carnal em natureza. Temos que encarar o fato de que um aspecto de nossas vidas, nossa natureza carnal, será sempre alvejada pelo diabo. Estas áreas carnais dão a satanás uma avenida de acesso para minar nossas orações e neutralizar nosso andar com Deus.

É o nosso sentido exagerado de auto-justiça que nos impede de nos olharmos honestamente. Sabemos Quem está em nós, mas precisamos saber também o que está em nós, se queremos ser vitoriosos em nossa luta contra o diabo. Portanto, seja específico quando se submeter a Deus. Não racionalize seus pecados e falhas. O sacrifício de Jesus Cristo é um abrigo perfeito da graça, capacitando todo homem a olhar honestamente para suas necessidades. Assim, seja honesto com Deus. Ele não vai Se chocar com seus pecados. Deus o amou, sem restrições, mesmo quando o pecado era total em você; muito mais Ele continuará a amá-lo, quando você busca a Sua graça para se livrar da iniquidade!

Antes de nos lançarmos em luta agressiva, precisamos reconhecer que muitas de nossas batalhas são meras conseqüências de nossas próprias ações. Para guerrear com vitória, temos que separar o que é da carne e o que é do diabo. Deixe-me dar um exemplo. Minha esposa e eu morávamos num lugar onde um lindo cardeal tinha o seu ninho. Os cardeais são muito territoriais e lutam intensamente contra cardeais intrusos. Naquele tempo nós tínhamos uma "van" com grandes espelhos laterais e pára-choques cromados. De vez em quando, o cardeal atacava os pára-choques ou os espelhos pensando que o seu reflexo era uma outra ave. Certo dia, quando observava o cardeal atacar o espelho eu pensei, "Que bobinho, seu inimigo é o seu próprio reflexo." Imediatamente o Senhor falou ao meu coração, "E assim também são muitos de seus inimigos - o reflexo de vocês mesmos."

Antes de qualquer estratégia para atacar satanás, precisamos ter certeza de que nosso real inimigo não é a nossa natureza carnal. Pergunte-se: as coisas que nos oprimem hoje, não são a colheita do que plantamos ontem?

ENTRE EM ACORDO COM SEU ADVERSÁRIO

Lembre-se do que Jesus ensinou, "Entre em acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo ao tribunal. Faça isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contrário, ele poderá entregá-lo ao juiz, e o juiz ao guarda, e você poderá ser jogado na prisão. Eu lhe garanto que você não sairá de lá enquanto não pagar o último centavo" (Mt.5:25,26).

O que Jesus está falando aqui vai além de evitar um processo. Ele está mostrando que com este adversário e este juiz, em particular, sempre perderemos a causa e acabaremos na prisão.

Esta parábola explica como Deus vê a justiça humana. Na narrativa, o adversário é o diabo e o Juiz é Deus. Satanás, como nosso adversário, se levanta como o acusador dos irmãos diante de Deus, o Juiz de todos. A verdade que Cristo quer revelar é que quando nos aproximamos de Deus baseados em nossa própria justiça, o adversário sempre terá base legal para "nos jogar na prisão", pois as nossas justiças são "...como trapo da imundícia" (Is.64:6).

Quando Jesus diz, "Entre em acordo depressa com seu adversário," Ele não está dizendo para "obedecer" o diabo. Ele está dizendo que quando satanás acusa você de algum pecado ou falha, se ele estiver certo, mesmo que por um minuto, é vantagem para você concordar com ele sobre a sua injustiça. Se ele o acusa de ser impuro, ou de não amar, ou de não orar o suficiente e ele está certo, a chave é não argumentar com o diabo sobre sua própria justiça porque, diante de Deus, sua justiça é inaceitável. Não importa o quanto você se defenda ou se justifique, por dentro você sabe que muitas vezes as acusações do diabo contêm um bocado de verdade.

Nossa salvação não é baseada no que nós fazemos, mas no que Jesus Se torna por nós. Cristo Mesmo é a nossa justiça. Fomos justificados pela fé; nossa paz com Deus vem através de nosso Senhor Jesus Cristo (Rom.5:1). Quando satanás vem contra você, ele tenta enganá-lo ao focalizar a sua atenção em sua própria justiça. Quanto mais reconhecermos que somente Jesus é a nossa justiça, menos o adversário poderá nos atacar pelas nossas faltas.

Quando o acusador vier condená-lo por você não ter amor suficiente, sua resposta deverá ser, "É verdade, eu não tenho amor suficiente. Mas o Filho de Deus morreu por todos os meus pecados, inclusive pelo pecado de um amor imperfeito”. Saia da sombra do ataque satânico e fique no brilho do amor do Pai. Submeta-se a Deus e peça que o amor e o perdão de Cristo tome o lugar de sua fraqueza e seu amor imperfeito.

Quando satanás tentar condená-lo por impaciência, novamente sua resposta deverá ser, "Sim, na minha carne sou muito impaciente. Mas porque nasci de novo, Jesus é minha justiça e através de Seu sangue sou perdoado e purificado". Vire-se de novo para Deus. Use a acusação como um lembrete que você não está diante de um trono de julgamento, mas de um trono de graça que o possibilita a, ousadamente, vir a Deus em busca de ajuda (Hb.4:16).

Portanto, a chave principal para derrotar o diabo é a humildade. Humilhar-se é recusar-se a defender a própria imagem: você é corrupto e cheio de pecado em sua velha natureza! Porém, temos uma nova natureza que foi criada à semelhança de Cristo (Ef.4:24); assim, podemos concordar com nosso adversário acerca da condição de nossa carne!

Mas não limite este princípio de humilhar-se somente quando está envolvido em luta espiritual. Este preceito é aplicável em outras situações também. A força da humildade é aquela que constroe uma defesa espiritual ao redor de nossa alma, proibindo que lutas, competições e muitas irritações da vida roubem a nossa paz.

Um ótimo lugar para praticarmos isso é em nossos relacionamentos familiares. Como marido, sua esposa pode criticá-lo por ser insensível. Uma resposta carnal pode facilmente degenerar a conversa em uma contenda. A alternativa é simplesmente humilhar-se e concordar com sua esposa. Provavelmente você era insensível. Então, orem juntos e peçam a Deus por um amor mais terno.

Como esposa, talvez seu marido a acuse de não entender as pressões que ele sofre no trabalho. Muito provavelmente ele está certo, você não sabe as coisas que temos de enfrentar. Em vez de responder com um contra ataque, humilhe-se e concorde com ele. Orem juntos pedindo a Deus por um coração cordato. Se permanecermos humildes de coração, receberemos abundantemente de Deus e satanás será desarmado em muitas frentes.

Lembre-se, satanás teme a virtude, tem horror da humildade, ele a odeia porque a humildade é a rendição da alma ao Senhor, e o diabo se aterroriza diante de Jesus Cristo.

 

Cap. 3- DERRUBANDO FORTALEZAS

O que o homem chama de "salvação" é simplesmente o primeiro estágio do plano de Deus para nossas vidas, que é nos conformar, em caráter e poder, à imagem de Jesus Cristo. Se falharmos em ver nosso relacionamento com Deus assim, permitiremos que muitas áreas dentro de nós fiquem imutáveis. A destruição de fortalezas é a demolição e a remoção destas velhas maneiras de pensar para que a Presença de Jesus Cristo possa Se manifestar através de nós.

 

O QUE É UMA FORTALEZA?

"Pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas..." (II Cor.10:3-5).

Toda libertação vitoriosa deve começar primeiro pela remoção daquilo que defende o inimigo. Ao falar de guerra espiritual, o apóstolo Paulo usa a palavra "fortaleza" para definir o forte onde satanás e suas legiões se escondem e são protegidos. Estas fortalezas existem nos padrões de pensamentos e idéias que governam indivíduos e igrejas, bem como comunidades e nações. Antes de reivindicarmos a vitória, estas fortalezas devem ser demolidas e a armadura de satanás eliminada. Então, as poderosas armas da Palavra e do Espírito podem efetivamente saquear a casa de satanás.

Mas qual é o significado bíblico de "fortaleza"? No V.T., uma fortaleza era uma habitação fortificada e usada como um meio de proteção contra o inimigo. Encontramos Davi escondido de Saul em fortalezas no deserto, em Hores (I Sam.23:14,19). Eram estruturas físicas, geralmente cavernas no alto de montanhas onde era muito difícil um ataque. Com esta imagem em mente, os escritores inspirados da Bíblia adaptaram a palavra "fortaleza" para definir as realidades espirituais que são poderosa e vigorosamente protegidas.

Uma fortaleza pode ser, para nós, a fonte de proteção contra o diabo, como é o caso do Senhor Se tornar nossa fortaleza (Sl.18:2). Por outro lado, uma fortaleza pode ser uma fonte de defesa para o diabo, onde atividades demoníacas ou pecaminosas são protegidas dentro de nós por nossos pensamentos simpatizantes com o mal. As fortalezas que primeiramente vamos expor são aquelas atitudes erradas que protegem e defendem a vida do velho eu, que freqüentemente se tornam "habitações fortificadas" de opressão demoníaca na vida de uma pessoa.

O apóstolo Paulo define uma fortaleza como "...argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus." (IICor.10:5). Uma fortaleza demoníaca é qualquer tipo de pensamento que se exalta acima do conhecimento de Deus, pelo qual se dá ao diabo um lugar seguro de influência no pensamento de um indivíduo.

Na maioria dos casos, não estamos falando de "possessão espiritual”. Este autor não crê que um cristão possa ser possuído, pois, quando uma pessoa é "possessa" por demônio, ele enche o espírito da pessoa da mesma forma que o Espírito Santo enche o espírito de um cristão.

No entanto, cristãos podem ser opressos por demônios que ocupam os sistemas de pensamentos não regenerados, especialmente se estes pensamentos são defendidos por auto engano ou doutrinas falsas! O pensamento de que "eu não posso ter demônios porque sou cristão", não é verdadeiro. Um demônio não pode possuí-lo no sentido eterno e de possessão, mas você pode ter um demônio se não se arrepender de seus pensamentos simpatizantes com o mal. Sua rebelião contra Deus fornece um lugar para o diabo em sua vida.

Muitos cristãos são atormentados por inúmeros tipos de medo, e embora tenham sido aconselhados e já se tenha orado sobre eles, não houve resultados. Mais do que oração, eles precisam de libertação. A libertação, porém, não acontecerá até que o espírito de medo seja confrontado e amarrado, e a fortaleza do medo demolida.

Muitos crentes foram ensinados que por terem o Espírito Santo, não podem ser enganados. Isto também não é verdade. Uma das razões do Espírito da Verdade ter sido enviado foi por causa da facilidade de cairmos no auto engano. De fato, o próprio pensamento de que um cristão não pode ser enganado, é um engano! Quando esta mentira, em particular, permeia a mente do crente, suas idéias e opiniões se cristalizam e este permanece no estado de imaturidade espiritual em que se encontrava. Todo tipo de espíritos atacarão sua alma, sabendo que estão protegidos pela armadura dos pensamentos e doutrinas da própria pessoa!

É dificílimo quebrar o poder do auto engano religioso, pois a própria natureza da "fé" é não dar lugar à dúvida. Uma vez que a pessoa é enganada, ela não reconhece que está enganada, porque ela foi enganada! De tudo que pensamos que sabemos, precisamos saber muito bem que : podemos estar errados . Se não aceitarmos esta verdade, como seremos corrigidos de nossos erros?

Qualquer área de nosso coração ou mente que não está rendida a Jesus Cristo é um área vulnerável ao ataque satânico. E é aqui, unicamente na vida não crucificada do pensamento na mente do crente, que a demolição de fortalezas é de vital importância. Por isso, precisamos atingir o que a Escritura chama de "humildade de mente" antes que a real libertação seja possível. Quando descobrimos rebelião contra Deus em nós, não devemos nos defender ou nos desculpar. Mas, precisamos humilhar nossos corações e nos arrepender, exercendo fé em Deus para nos transformar.

Lembre-se, satanás se alimenta do pecado e onde houver um hábito de pecado na vida do crente, espere achar atividade demoníaca naquela área. O hábito de pecar, geralmente se torna o lugar de habitação do espírito que está roubando o poder e a alegria daquele crente, e aquela habitação (ou hábito) é a fortaleza.

Você pode não concordar com a idéia de espíritos malignos freqüentarem e ocuparem atitudes na vida de um crente, mas, certamente, você vai concordar que todos nós temos uma mente carnal que é uma fonte de imaginações e pensamentos vãos que se exaltam acima de Deus (II Cor.10:3-5). Tratamos com o diabo ao tratar com os sistemas carnais de pensamentos, as fortalezas que protegem o inimigo.

Não há fortalezas, nem atitudes imperfeitas, nem processos de pensamentos errados na mente de Cristo. Antes de ir para a Sua morte, Ele declarou, "...o príncipe deste mundo está vindo. Ele não tem nenhum direito sobre mim" (Jo.14:30). Satanás não tinha nada em Jesus. Nós também queremos poder dizer que satanás não tem nenhuma área secreta dentro de nós, nada que possa abrir a porta de nossa alma para o mal. Quando as fortalezas de nossa mente estiverem derrubadas, embora ocasionalmente possamos cair em pecado, andaremos em grande vitória e nos tornaremos instrumentos para ajudar outros em sua libertação.

A demolição das fortalezas começa com arrependimento. Quando Jesus enviou Seus discípulos, "...eles saíram e pregaram que o povo se arrependesse. Expulsavam muitos demônios...os curavam." (Mc.6:12,13). Quanto à libertação de espíritos que infestam a mente, o arrependimento precede a libertação, e esta geralmente conduz à cura de outras áreas.

Se você já é um cristão, não importando há quanto tempo, você já teve muitas fortalezas demolidas em sua vida. Elas foram destruídas quando você se arrependeu e veio a Jesus. A libertação é sempre simples assim... quando a alma quer. Porém, sem alguma medida de arrependimento, a libertação é quase sempre impossível, pois, embora o espírito possa ser comandado a sair, se a estrutura de pensamentos do indivíduo não mudar, sua atitude errada para com o pecado receberá aquele espírito de volta.

Um aspecto do ministério de Cristo é que "...o pensamento de muitos corações será revelado" (Lc.2:35). Se você realmente andar com Jesus, muitas áreas dos processos de seu pensamento serão expostas. Haverá a graça e o poder de Deus para o capacitar a se arrepender e crer em Deus para receber a Sua virtude em sua vida. Você verá a queda das fortalezas e a chegada da vitória. Mas, devo avisá-lo que haverá a pressão de sua carne, bem como a do mundo das trevas, para diminuir ou fazer ignorado o que Deus está requerendo de você. Você pode ser tentado a render-se a um pecado simbólico ou à alguma falta menor, enquanto que o problema principal permanece bem escondido. Entenda que a energia que gastamos para manter nossos pecados em secreto é o próprio material do qual uma fortaleza é construída. O demônio com o qual você está lutando, usa os seus pensamentos para proteger o seu acesso à sua vida.

Vamos orar: Pai Celestial, há áreas em minha vida (nomeie audivelmente os pecados habituais) que eu não submeti completamente ao meu Senhor Jesus Cristo. Senhor, perdoa-me pela transigência. Eu também peço coragem para demolir as fortalezas sem relutância ou engano voluntário em meu coração. Pelo poder do Espírito Santo e no Nome de Jesus, eu amarro as influências satânicas que reforçavam a transigência (acomodação) e o pecado dentro de mim. Submeto-me à luz do Espírito da Verdade para expor as fortalezas do pecado dentro de mim. Pelas poderosas armas do Espírito e da Palavra, proclamo que cada fortaleza da minha vida está derrubada! Me proponho, pela graça de Deus, a ter somente uma fortaleza dentro de mim: a fortaleza da presença de Cristo!

Obrigado, Senhor, por me perdoar e me purificar de todos os meus pecados. E pela graça de Deus, eu me comprometo a completar esta área até que as ruínas desta fortaleza sejam removidas de minha mente! Obrigado, Pai. Em Nome de Jesus. Amém.

 

Cap. 4- UMA CASA FEITA DE PENSAMENTOS

Há fortalezas satânicas sobre países e comunidades; há fortalezas que influenciam igrejas e indivíduos. Aonde existe uma fortaleza, ali está um padrão de pensamento induzido por demônios.

Especificamente, é uma "casa feita de pensamentos" que se tornou um lugar de habitação para atividade satânica.

UM AVISO ANTES DA LIBERTAÇÃO!

"Quando um espírito imundo sai de um homem, passa por lugares áridos procurando descanso e não encontra, diz : 'Voltarei para a casa de onde saí' ." (Mat.12:43,44).

Embora a natureza de um espírito imundo seja espiritual e não física, ele busca um lugar de habitação, uma "casa" onde ele possa "descansar". Jesus revelou que há uma dimensão na natureza humana que pode hospedar um espírito maligno e prover um tipo de descanso. Se é assim, temos que expor a natureza do homem e revelar o aspecto que, em nós, pode se tornar a "construção material" para um espírito se alojar.

Primeiramente, temos que entender que um demônio não pode habitar no espírito de um cristão verdadeiro. Pela regeneração, o espírito humano se torna a morada do Espírito Santo. Justamente, porque o Espírito Santo está em nós, é que discernimos as invasões do inimigo.

O aspecto da natureza humana que mais se assemelha, em substância e disposição, à natureza do mal é a vida do pensamento carnal, que é uma dimensão da alma, ou da personalidade do homem. É no pensamento não crucificado e nas atitudes não santificadas que os espíritos imundos, se mascarando como nossos pensamentos e se escondendo em nossas atitudes, têm acesso às nossas vidas.

Jesus prosseguiu, "...( o espírito imundo) chegando, encontra a casa desocupada, varrida e em ordem. Então vai e traz consigo outros sete espíritos piores do ele, e entrando passam a viver ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro." (Mat.12:44,45).

Para ser vitorioso em batalha espiritual, sua guerra tem que ser combatida de acordo com as Escrituras. Se você ignorar a necessidade de levar Cristo à alma libertada, há o perigo do último estado "daquele homem" pode se tornar "pior do que o primeiro" (Mat.12:45; II Pe.2:20). Cristo precisa entrar e ter permissão de construir a Sua casa de justiça em todas as áreas onde antes satanás habitava. Exceto em casos de males físicos, a libertação não deveria ser ministrada a ninguém que não quisesse submeter sua vida de pensamentos a Jesus Cristo!

GUERRA ESPIRITUAL (PARTE 05)

CUIDADO COM A FEITIÇARIA!

Satanismo é a adoração de Satanás e o uso da feitiçaria com intenções malignas. Hoje, grande parte das pessoas que pertencem ao movimento satanista declaram-se neopagãos. 

Na cosmovisão dos neopagãos, os cristãos distorcem o desenvolvimento da humanidade ao enfatizar o domínio do intelecto sobre outros aspectos da psiquê humana. Os neopagãos afirmam que os seres humanos devem viver em harmonia com a natureza e não subordinar vontade e emoções a Deus.


Para os neopagãos, a religião é uma atividade prática realizada mediante rituais e cerimônias para alinhar os participantes com a ordem cósmica e assim liberar o poder místico que existe dentro deles.

As raízes do movimento neopagão estão no romantismo do século 19 e no desejo de exaltar as emoções e sentimentos acima do intelecto. O poeta William Blake e o escritor Alphonse Louis Constant [1810-75], também conhecido por Eliphas Levi, são considerados pelos neopagãos como expoentes modernos do movimento. Mas não param aí. Também incluem a fundação da Ordem da Aurora Dourada, em 1888, na Inglaterra, o poeta W. B. Yeats e o mago negro Alistair Crowley. Esta lista foi crescendo e incluiu Margaret Murray, que disse ter descoberto evidências de uma religião de bruxaria na Inglaterra anterior à Reforma protestante, e Gerald Gardiner, dono de um museu da bruxaria na ilha de Man. A maioria dos grupos de feitiçaria ritual acham suas origens nessas fontes e na crença comum de que são herdeiros de tradições religiosas milenares.

E A BÍBLIA, O QUE DIZ DISSO?

Tecnicamente, o feiticeiro seria uma pessoa possuidora de conhecimentos sobrenaturais, sob a forma de bruxaria ou magia. Serve-se de poções, cuja eficácia depende de palavras mágicas, proferidas segundo determinados rituais, já que acredita estar investido de forças sobrenaturais, adquiridas por meio da comunicação com os espíritos dos mortos [Is 8.19]. Já a palavra mago, empregada na Bíblia, é tradução grega [magoi] do hebraico hartom, e refere-se à pessoa que pertence a classe dos escribas sagrados, peritos na escrita e possuidor de vastos conhecimentos [Dn 1.20], inclusive ocultos. No Egito, dois magos chamados Janes e Jambres [2 Tm 3.8] se opuseram a Moisés. Os feiticeiros e magos existiram também na Babilônia, Síria e outros países pagãos.

A Bíblia considera as práticas de idolatria, feitiçaria e magia atividades relacionadas às forças satânicas.

"Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor, e por estas abominações o Senhor teu Deus as lança fora de diante dele. Perfeito serás, como o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal coisa". [Deuteronômio 18.10-14]

"Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei". [1Samuel 15.23].

E a atividade satânica no Antigo Testamento é apresentada como uma força oposta a Deus e aos Seus seres intermediários pessoais, os malakim [anjos]. No Novo Testamento, juntamente com a expressão grega daimon [demônio], a presença de demônios é descrita como sinônimo de espírito imundo [akatharton - Mc 1.24-27; 5.2-3; 7.26; 9.25; At 5.16; 8.7; Ap 16.13] e também espíritos malignos [ponera - At 19.12-16]. A maioria das referências descrevem a atividade desses espíritos ou demônios, em especial a possessão.

Na Bíblia nunca se faz menção do feiticeiro a não ser em conexão com os demônios familiares, porque pertencem a mesma classe dos que invocam os espíritos dos mortos.

Os cananeus consultavam feiticeiros [Dt 18.9-12], assim como os egípcios [Is 19.3], mas ao hebreu fazer tal coisa era uma desonra, significando pecado de apostasia [Lv 19.31; 20.6; Is 8.19]. O pecado de feitiçaria era punido com a morte, Lv 20.27. Saul e depois dele o rei Josias deram execução a esta lei [1Sm 28.3, 9; 2Rs 23.24. Porém Manassés a violou vergonhosamente [2Rs 21.6].

Simão, o mago, e Barjesus foram dois célebres magos na história apostólica [At 8.9, 11; 13.6,8].

CRISTO É O LIBERTADOR!

Devemos levar em conta que muita coisa que era considerada possessão demoníaca no primeiro século, hoje é entendida corretamente como enfermidade psicológica. Mas, o aumento das atividades ligadas à prática da idolatria, feitiçaria e ocultismo, assim como a aceitação da existência e adoração de Satanás [o adversário], devem fazer com que fiquemos alertas quanto aos perigos do satanismo.

Os evangélicos pregam que a libertação da sujeição aos demônios envolve a confissão de fé do indivíduo em Cristo como Salvador, a confissão e o arrependimento por seu envolvimento com a prática da idolatria, feitiçaria e ocultismo e o recebimento da libertação que se pode achar em Cristo. 

É importante entender que "a ênfase dada à libertação da possessão através do poder operante de Jesus Cristo deve ser coerente com os ensinamentos do Novo Testamento e não refletir, de modo algum, os abusos e superstições associados com a Idade Média". [S. E. McClelland, Demônio e possessão demoníaca, in Walter A Elwell, Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã, SP, EVN, 1993, pp.405-408].

"Tornou pois Jesus a dizer-lhes: Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas e foge; e o lobo as arrebata e dispersa. Ora o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. [João 10.7-14].Diabo: O nome que está acima de todos os nomes?

Satanás, diabo, maligno, demônios, anticristo – são esses os nomes mais pronunciados no discurso de alguns púlpitos brasileiros. E dão ibope. O Evangelho genuíno perdera o significado? O medo do diabo apressa a conversão dos pecadores? O maligno é responsável direto e único pela doença, falta de emprego, contendas familiares, falta de fé, preguiça, dificuldade em dizimar, adultério, por tudo?

A fé, pela qual e através da qual a graça alcança os pecadores, aumenta através de “ouvir a Palavra” (Ef 2.8-9; Rm 10.17). Não é por saberem o que o diabo faz ou deixa de fazer. Mas por que mudar o time do diabo, satanás, demônios, maligno, anticristo se estão marcando gol? Portanto, o despautério continuará. Todos os dias, o mesmo refrão.

Reparem no discurso do apóstolo Pedro, o primeiro pronunciado logo após o pentecostes (At 2.14-36). Nenhum nome dessa corte infernal foi mencionado. Apesar disso, quase três mil almas se converteram (v. 41).

Se duvidam, liguem a televisão em qualquer dia e anotem quantas vezes aqueles nomes são citados em programas evangelísticos. Embora já soubesse, fiz uma experiência. Liguei a TV, e nesse exato momento o orador disse: “Isso é um demônio...”. Para não sofrer desconforto espiritual, mudei de canal imediatamente.

Ocorre que o diabo dá audiência, dá entrevista, faz malabarismo nos púlpitos, discursa, faz a festa. Há uns dez anos escrevi um artigo em que citava mais o nome de satanás do que o de Deus. Então um leitor me advertiu. Sem a invocação diabo, muitos púlpitos ficariam sem brilho, insossos, esmaecidos, desfigurados. As ovelhas precisam vir a Cristo por medo do diabo, pensam. Isso tudo tem um nome: INVERSÃO DE VALORES.

“O mundo está em agitação. Jesus está perto de visitar a terra com Sua justiça e glória. Deus está enviando Seu povo para salvar almas, multiplicar igrejas, cuidar dos pobres e transformar a sociedade em que vivemos. Nós veremos manifestações do Espírito Santo que irão converter cidades inteiras em um só dia. A igreja está perto de entrar em seus dias mais poderosos de colheita, enquanto as forças do mal simultaneamente liberam os espíritos do anti-Cristo para impedir a igreja de alcançar o destino de Deus. Estamos em guerra!”. 

Gilson de Oliveira


GUERRA ESPIRITUAL (PARTE 04)

 NOSTRADAMUS

Profeta de deus ou do diabo?

 A verdadeira profecia é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Sabemos que "toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra" (2 Tm 3.16-17). O que Deus nos revelou a respeito do fim de todas as coisas é a porção ideal para o nosso entendimento. É claro que todos desejamos saber mais, conhecer mais, nos aprofundar mais nos mistérios do Altíssimo. Mas o que não está revelado pertence a Deus.


De quando em vez ressuscitam as Centúrias de Nostradamus e divulgam suas profecias sobre os tempos do fim. Quem foi esse homem? Por que suas premonições continuam sendo lidas e analisadas por quase 500 anos?

Michel de Notredame (ou Nostredame), conhecido como Nostradamus, nasceu em 14 de dezembro de 1503 em Saint-Rémy (França), e faleceu em 2 de julho de 1566. Além de haver exercido a Medicina, estudou Filosofia, Astronomia, Astrologia e Alquimia. Seu filho Michel de Nostradamus também era astrólogo. Suas predições foram publicadas em 1555 com o título Centúrias (quadras em grupo de cem), escritas em linguagem metafórica, de difícil interpretação.

 Atribui-se a ele haver predito a morte de Henrique II, Rei da França de 1519 a 1559; há indícios de que conhecia a lei da gravidade antes de Newton, e de que sabia da existência dos planetas Urano e Netuno; teria ele descrito com antecedência de 400 anos os satélites de comunicação ("cães que ladravam no céu") e o surgimento dos automóveis ("carroças que andam sem cavalos").

Os admiradores de Nostradamus esperavam para julho ou agosto uma grave convulsão no planeta: talvez um terremoto de proporções gigantescas; talvez uma terceira guerra mundial com bombas atômicas. Alguma tragédia espetacular deveria ter acontecido em razão da seguinte profecia de Nostradamus:

"O ano de 1999, no sétimo mês. Do céu virá um um grande rei do terror. Ressuscitará o o grande rei de Angoulmois. Antes, depois, marte reinará por sorte".

Ou, em linguagem mais popular:

"No ano de 1999 e sete meses, do céu virá o rei do terror. Ele fará viver o grande conquistador. Antes e depois da guerra, reinará com felicidade".

A verdade é que nada de novo aconteceu nem em julho nem em agosto deste ano (1999). A Terra continuou girando ao redor do Sol e em torno do seu eixo, e a lua girando ao redor da Terra; não houve nenhuma convulsão social; nenhum acontecimento catastrófico foi registrado. 

A única ocorrência forte, em agosto, foi o terremoto na Turquia, em que milhares de vidas foram ceifadas. Mas tremores de terra não chegam a ser mais uma novidade. Nostradamus falhou nas suas previsões. Vejamos o que diz a Palavra sobre o assunto:

"Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo"(2 Pe 1.21).

"Não deixem que no meio do povo haja adivinhos ou pessoas que tiram sortes; não tolerem feiticeiros, nem quem faz despachos, nem os que invocam os espíritos dos mortos. O Deus Eterno disse também:Se um profeta tiver o atrevimento de dar uma mensagem em meu nome, quando eu não tiver dito nada, ou se falar em nome de outros deuses, deverá ser morto. Mas vocês vão ficar pensando assim: Como é que vamos saber que aquilo que o profeta diz não é mensagem do Deus Eterno? Fiquem sabendo que, se um profeta falar em nome de Deus, mas se o que disser não acontecer, então o que disse não foi mensagem de Deus.Esse profeta foi atrevido,e vocês não precisam ter medo dele" (Dt 18.10,1120-22 - A Bíblia na Linguagem de Hoje).V. também Jeremias 28.9.

Nostradamus não foi um profeta de Deus, pelas seguintes razões:

1) Falhou o seu vaticínio sobre um acontecimento catastrófico em julho deste ano, ou no dia 11 de agosto como muitos sugeriram, em razão do eclipse solar. Ora, o modo simples, fácil e mais lógico para sabermos se a profecia tem origem divina, é verificar o seu cumprimento. As profecias que se não cumprem não são de Deus. São obras do engano. Nenhuma "nova" profecia deve ser aceita se contrária à Palavra de Deus. O padrão é a Palavra. A verdade é a Palavra.

2) O padrão da verdade deve ser sempre a Palavra de Deus. A verdade revelada nas Escrituras é o único caminho para conhecermos o futuro. O que passar disso não vem de Deus. Vem do maligno. As profecias bíblicas se cumprem porque os homens santos de Deus falaram sob inspiração do Espírito Santo.

3) A predição de Nostradamus fala de um "rei do terror", que reinaria "com felicidade", ou seja, seria um rei vitorioso. O mal sairia vitorioso da grande batalha. Esse monstro e grande governador tem tudo a ver com o Anticristo, que será esmagado - ele e seus comandados - na batalha do Armagedom. Neste ponto Nostradamus também mente porque atribui vitória ao "homem feroz de cara".

4) Somente Deus sabe a hora, dia, mês e ano em que a Igreja será arrebatada (Mt 24.36, 44). Este será o passo inicial para os demais acontecimentos escatológicos. Retirada a Igreja da Terra, o campo ficará livre por um breve período para as atividades do monstro.

5) Nostradamus era estudioso da Astrologia, prática condenada por Deus: "Levantem-se agora os astrólogos, que contemplam os astros, os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti [sobre Babilônia]. Certamente são como restolho; o fogo os queimará" (Is 47.13-14). "Os videntes se envergonharão, e os adivinhadores se confundirão" (Mq 3.7). Além disso Nostradamus era versado em Alquimia, prática que oscilava entre a ciência e misticismo.

6) Não nos deve surpreender o fato de Nostradamus haver citado Urano e Netuno em suas premonições, antes da descoberta desses planetas, em 1781 e 1846; nem de haver conhecido a lei da gravidade, antes do físico Isaac Newton. Lembram-se do que o Diabo afirmou através de uma musiquinha? Vejam:

"Eu nasci há dez mil anos atrás, e não tem nada neste mundo que eu não saiba demais".

7) Satanás e seus demônios conhecem os fenômenos meteorológicos, as ondas eletromagnéticas, a lei gravitacional, a posição dos astros. Eles povoam os espaços siderais (Ef 3.10; 6.12).

8) As Centúrias de Nostradamus não foram escritas sob a inspiração do Espírito Santo. Suas atividades de adivinho, astrólogo e alquimista, eram incompatíveis com a divina missão de um profeta de Deus. Os profetas são homens "santos de Deus". Deus não elevaria à condição de profeta um homem que procurava respostas nos astros. A Astrologia, associada ao Espiritismo e ao ocultismo, é prática condenada na Bíblia.

A mentira, o engano, o embuste, a trapaça pertencem ao Diabo. Na qualidade do maior inimigo de Deus e dos homens, ele tem prazer em apresentar uma versão do fim do mundo diferente da que ensinam as Sagradas Escrituras. A Bíblia tem uma palavra para Nostradamus: "Vós pertenceis ao vosso pai, o Diabo, e quereis executar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira" (Jo 8.44).

"Acautelai-vos, que ninguém vos engane..." (Mt 24.4)

Pois é. "Acautelai-vos que ninguém vos engane", alertou Jesus Cristo. Nada custa ser "prudentes como as serpentes", guardando a simplicidade das pombas (Mt 10.16).

“Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8.44).


“Não deis lugar ao diabo” (Ef 4.27).

“Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pe 5.8).


GUERRA ESPIRITUAL (PARTE 03)

 

O DIABO EXISTE

A existência de Satanás é ensinada em sete livros do Antigo testamento - Gênesis, 1 Crônicas, Jó, Salmos, Isaías, Ezequiel e Zacarias, bem como por todos os autores do Novo Testamento e, principalmente, por Jesus. Das vinte e nove passagens sobre o diabo nos Evangelhos, vinte e cinco são citações do próprio Senhor Jesus.


A partir de relato bíblico sabemos que Satanás tem características de uma personalidade, podendo falar e planejar, sendo tratado sempre com pronomes pessoas e sendo apresentado como um ser moralmente responsável, Jó 1.6-12; Mateus 4.1-12 e Apocalipse 20.10.

A Bíblia registra a atuação do inimigo na realidade experiencial da humanidade desde os primórdios da humanidade, Gênesis 3.1; 4 e 13. É bem verdade que o nome diabo não aparece no texto. No original a palavra é "serpente", que é traduzida em outras passagens como "o acusador". 

Sabemos que o ocorrido em Gênesis 3 foi atuação do diabo quando comparamos a narrativa com a sua atuação na tentação de Jesus, registrada em Mateus 4.1-11, pois a estratégia foi a mesma; concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida.

Na verdade, a Bíblia se refere a Satanás como um ser espiritual criado por Deus. Até Gênesis 3, o Texto Sagrado assevera que toda a criação era muito boa, Gênesis 1.31, o que inclui os anjos maus que um dia foram como os bons, mas pecaram e perderam o privilégio de servir a Deus. Isto significa dizer que mesmo no mundo espiritual criado por Deus não existiam os demônios, que são anjos que pecaram e que se tornaram maus e que hoje continuamente praticam o mal no mundo.

Satanás é descrito no Texto Sagrado como o ser angelical que, movido por soberba e desejo de usurpação, se rebelou contra Deus, mas que antes do pecado esteve presente no Éden, o Jardim de Deus, sendo considerado como o "selo da perfeição" e "perfeito em formosura", que "vivia no monte de Deus" e que era "querubim da guarda ungido" pelo próprio Deus.

A despeito de todas estas qualidades, achou-se iniqüidade em seu coração e o seu interior se encheu de violência e de pecado, o que o levou a ser expulso da presença de Deus e lançado sobre a Terra e tornado em cinza diante dos olhos dos que o contemplavam, como lemos em Ezequiel 28.1-3 e 11-20, que por inferência hermenêutica e consenso teológico é admitida como sendo a mais objetiva narrativa sobre a criação e destituição do diabo. O texto na realidade fala de Itabol II, rei de Tiro, mas apresenta as mais precisas informações sobre Satanás.

Outros textos ricos em informações sobre o diabo e sua queda são Isaias 14.3-23, em uma profecia contra a Babilônia, mas que é, na verdade, uma alusão clara a Satanás, e 2 Pedro 2.4, juntamente com Judas verso 6 e Apocalipse 12.7-11, que confirmam a queda e o abismo espiritual dos demônios, Mateus 25.41, visto que depois da queda Satanás constituiu-se em inimigo de Deus e tornou-se um mentiroso, o pai da mentira conforme Jesus, procurando sempre matar, roubar e destruir as obras e as criaturas de Deus, João 8.44 e 10.10.

Satanás, que significa adversário, é o nome mais usado para se referir ao diabo na Bíblia, aparecendo 52 vezes. Depois vem o termo diabo, derivado do Diábolos, que significa acusador ou caluniador, que é usado 35 vezes. Também vemos aparecer nomes como maligno, inimigo, grande dragão, Belzebu, serpente, Belial, homicida, pecador e tentador, ou expressões como "o príncipe dos demônios", "aquele que está no mundo", "o deus deste século", "o enganador de todo o mundo", "o príncipe das potestades do ar", "o poder das trevas" e "o espírito que opera nos filhos da desobediência", Mateus 4.3, 12.24 e 27, 13.19 e 38-39; Marcos 3.22; Lucas 11.15 e 19; João 8.44; 2 Coríntios 6.15; 1 Tessalonicenses 3.5; 1 João 2.13, 3.8 e 12 e 5.18; 1 Pedro 5.8 e Apocalipse 12.3 e 9.

Todos estes nomes indicam um pouco do caráter e da atividade do diabo que, como indica os seus nomes, está empenhado na oposição a Deus e à obra de Cristo, juntamente com os demônios que realizam seu trabalho no mundo e infligindo tentação, engano e as mais diversas doenças a fim de impedir o progresso espiritual do povo de Deus.

Em Efésios 6.10-20, o Texto Sagrado assevera sobre a confrontação com os principados e potestades, ou seja, com os demônios, quando o apóstolo Paulo alerta a igreja sobre a necessidade do revestimento da armadura de Deus para o combate. O texto fala das "ciladas do diabo", vs. 11, onde ciladas, methodeías no original, pode significar a astúcia, os planos, os esquemas ou os estratagemas que visam destruir a igreja.

Vemos também que há uma luta, ou seja, uma disputa que exige preparo, força e coragem. Não podemos sair de peito aberto, sem o devido preparo, para o confronto. Lutamos contra principados e potestades. Principado é uma espécie de autoridade superior sobre grandes regiões e muitíssimos seres e potestades são autoridades subordinadas que exercem funções específicas.

Lutamos contra os dominadores deste mundo, kosmkrátoras, que é a figura é de um governante mundial que se auto-arroga o deus salvador, mas que atua motivado pela malignidade de suas intenções. Também lutamos contra as hostes espirituais da iniqüidade, que são seres espirituais malignos que constituem as forças do mal, que metaforicamente retratam um exército opositor liderado pelo próprio maligno, o diabo.

Destas passagens e seus ensinamentos, concluímos que o diabo existe e que está atuante no mundo, habitando nos lugares celestiais, mas também rodeando a terra e os filhos de Deus, exercendo o controle geral sobre o sistema mundano, Zacarias 3.1 e 1 Pedro 5.8. Duvidar da sua existência é o mesmo que desacreditar da Palavra de Deus.

GUERRA ESPIRITUAL (PARTE 02)


GUERRA ESPIRITUAL (PARTE 02)

 

"Há dois erros iguais e contrários em que nossa raça pode cair com respeito ao diabo. Um é não acreditar na sua existência. O outro é acreditar e sentir um interesse excessivo e insalubre neles." 

(C.S. Lewis, Screwtape Letters, p.3)

Creio que hoje mais do que nunca se cumprem estas palavras de C.S. Lewis, temos igrejas que nem acreditam no diabo e por outro lado temos igrejas que acreditam demais no diabo. 

Você está em guerra, não estamos vivendo uma vida de Disneylandia espiritual, esta guerra acontece 24 horas por dia, Satanás não descansa, não tira férias, não passa mais tarde.

Hoje a Igreja vive uma diferente perseguição de Satanás, pois hoje ele está agindo dentro da Igreja. Durante muitos anos ele agiu fora da Igreja, mandando matar os cristãos, mas hoje ele está matando os cristãos com as mais variadas heresias. Pastores estão exorcizando cidades, crentes estão sendo possuídos por demônios.

"Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós,
pois não lhe ignoramos os desígnios." (2 Co 2:11)

I - QUEM É O INIMIGO: Satanás e seus anjos

A.) Terminologia bíblica: Satanás é achado em 7 livros do A.T., e por cada autor do N.T.:

Satanás:
a.) A.T. hb. satan, "adversário" do verbo "ficar em emboscada (como inimigo); opor-se"; satã é usado 15 de 23 vezes para a pessoa de Satanás.

b.) N.T. gg. satanás é quase sempre o grande adversário de Deus e do homem - o Diabo; das 36 vezes, só três não se referem absolutamente à pessoa de Satanás.
(Mt 16:23; Mc 8:33: Jo 6:70).

Diabo: gg. diábolos, 33 vezes, "caluniador, difamador".

Outros nomes de Satanás: Nos nomes vemos o caráter de Satanás:

"O grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás,
"O sedutor de todo mundo" Ap. 12:9;
"Acusador dos nossos irmãos , Ap.12:10:
"Lúcifer" ou "a estrela da manhã" Is.14:12 (cf. 2 Co 11:14: anjo de luz)
"Belzebu" maioral dos demônios - Mt 12:24
"Maligno" Mt 13:38
"Belial" - "sem lei; anárquico; desordenado" 2 Co 6:15
"Tentador" - Mt 4:3; 1 Ts 3:5
"Inimigo" Mt 13:28,29
"Homicida" Jo 8:44
"O Pai da mentira" Jo 8:44
"O deus deste século" - 2 Co 4:4
"O Príncipe da potestade do ar" Ef. 2:2
"O Príncipe deste mundo" Jo 14:30; 16:11
"O Abadom" (Hb); "Apoliom" (gg) Ap. 9:11
destruidor; exterminador" (Abadom = sheol ou hades 3 vezes; a morte 2 vezes; provavelmente aqui "o anjo do abismo", o rei dos demônios.

Demônios, gg. daímon 5 vezes: daimónion 60 vezes vb. daimonízomai 13 vezes: fora de 10 vezes, todos os usos ficam nos Evangelhos. Geralmente = seres espirituais e maus (às vezes, deuses dos pagãos); provavelmente os demônios sãos os anjos de Satanás que caíram com ele.

Os demônios tem personalidade; inteligência (2 Co 11:3); vontade (2 Tm 2:26); emoções (Ap 12:17)
Eles sabem da sua condenação
(Mt 8:29; Lc 8:28-31)


Alguns já estão encarcerados no abismo e alguns destes serão libertados na grande tribulação


(2 Pe 2:4; Jd 6; Ap 9:14; 16:14: Lc 8:31, etc.)
Eles conhecem a Jesus (Mt 8:29: Mc 1:24)
Eles tem suas doutrinas e promovem doutrinas falsas (1Tm 4:1-3)
Podem habitar em homens e animais (Mc 4:24; 5:13)
Eles podem causar doenças (Mt 9:33; cf. Jo 2:7)
Alguns poderosos enganam as nações
(Dn 10:13; Ap 16:13,14; Is 24:21)

B. Caráter e Atividade de Satanás:

1.) A pessoa de Satanás (Ez 28:12,17; Is 14:12-15)

No mundo antigo, um rei freqüentemente foi deificado e visto como o mediador entre a sua cidade-país (i.é., Tiro, Babilônia, Roma) e o deus nacional. Nestas passagens, os profetas falam não somente ao rei, mas ao deus-espírito atrás do rei.
Satanás foi criado "querubim da guarda ungido, o sinete da perfeição, formoso, poderoso, mas finito.
Ele caiu por causa do orgulho (Is. 14:12-14; Ez 28:15-17 cf.. I Tm 3:6)
O que Satanás tem, é dado, permitido e limitado pelo Deus soberano.
"O Diabo acha que ele está livre; mas ele tem um freio na boca e Deus segura as rédeas"(B.B. Warfield).

2.) Posição de Satanás:

Ele ainda tem acesso ao trono de Deus.
(Jo 1:6; 2:1; Zc 3:1-6; Lc 22:31; Ap 12:7-10)
Ele reina sobre a hierarquia dos demônios.
(Mt 25:4; Ef 6:12: Ap 12:7)
Ele reina sobre este mundo.
(Lc 4:5,6; 2 Co 4:3;4; Ef 2:1-3; I Jo 5:19-20)
3.)
Atividade do Diabo e seus anjos:

Tentar: (Gn 3:1; Mt 4:11; 16:23; Lc 22:31; At 5:3; I Co 7:5; I Tm 3:6,7; I Jo 2:16)
Confundir, enganar, contrafazer, imitar ( I Co 10:20; 2 Co 4:3,4; 11:13-15 (anjo de luz); 2 Ts 2:9; Ap 16:13s; 20:3)
Destruir - (Lc 8:12 (tirar a Palavra); I Pe 5:8; Ap 12:13-17)
Habitação: "possessão demoníaca" não comunica bem o conceito do gg. daimonizomenos (Mt 15:22) = "endemoninhado", que é um estado de passividade humana causada pelos demônios; o controle de alguma forma dum demônio (cf. Mt 12:22-28, 43-45)


Especificamente contra os cristãos: tenta-os a mentir (At 5:3); à imoralidade (1 Co 7:5); semeia o joio para enganar e atrapalhar (Mt 13:38s; 1 Ts 2:18); perseguição (Ap 2:10); difamação e calúnia (Ap 12:10); cria problemas físicos (2 Co 12:7-10)
Qual a diferença entre Opressão Satânica e Possessão Demoníaca?

Possessão é Demoníaca e Opressão é Satânica:

Na Possessão a vítima é dominada pelo demônio, corpo, alma e espírito.

O crente que estiver andando com Deus em fé e obediência não pode ser possuído de um espírito demoníaco, cf: (Ap 3:20; Rm 12:1;2; II Co 5:17; Jo 3:3-5; Ef 1:13-14; Jo 14:23-30; Jo 14:16; II Co 2:16: 12-13; 1 Co 3:16-18; 1 Co 6:19-20; Rm 8:9-10; 1 Jo 5:19; Jo 14:30).

Opressão - todos os cristão são alvos de Satanás para cairmos numa vida de pecado, por isso muitos cristãos podem sofrer, cf. (E 6:13; Tg 4:7)

Obsessão demoníaca - é um ataque mais intenso de ataque demoníaco (II Co 12:7-10)

II - QUEM É O VENCEDOR? O poder do Sangue de Cristo

A.) O que Cristo fez na cruz: 17 cumprimentos

"Porque Jesus Cristo é Deus e homem, a Sua morte na cruz tem valor infinito para todos que crêem" (F.Schaeffer)

Substituição: Ele morreu no nosso lugar (Lv 1:4; Mt 20:28; Tm 5:6-8; 2 Co 5:15-21; 1 Pe 3:18)
Redenção: pagou o preço para libertar-nos (At 20:28; Rm 3:24; Ef 1:7; 1 Pe 1:18-19)
Propiciação: satisfez a ira santa de Deus contra os pecados (Rm 3:25; Hb 2:17; 1 Jo 2:2)
Reconciliação: o homem pode ser amigo de Deus (Rm 5:10,11; 2 Co 5:18-21; Ef 1:10; 2:16)
Justificação: a justiça de Cristo é imputada a nós (At 13:39; Rm 3:19-26; 5:9; 8:30,31; 2 Co 5:21; Ef 1:4)


Base do perdão dos pecados antes da cruz (Rm 3:25; Hb 9:15; 10:1-14)
O fim da lei Mosaica; agora há "a lei de Cristo", a lei do Espírito. Rm 3:19-28; 6:14; 8:2-4; 10:4; 13:8s; 2 Co 3:6-17: Gl 3:19-25; Fp 3:3; Cl 2:14; I Jo 3:23)
Base da adoção como filhos e herdeiros maduros - Rm 8:14-17; Gl 3:23-26; 4:1-7.
Base da obra do Espírito Santo em nós - Jo 3:1-7; 16:8-11; I Co 12:13; Ef 1:13-14; 4:30; 5:18)
Base da santificação - posicional e experimental - I Co 1:2; 6:11; Ef 5:26-27; I Ts 4:3; I Pe 1:15-16.
O juízo da natureza pecaminosa: quebrou o poder controlador do pecado; podemos viver vidas que agradam a Deus. Rm 6:1-14; Gl 5:13-25.
Base do perdão dos pecados do crente: filhos que caem da comunhão com Deus devido ao pecado. Rm 8:1s; I Jo 1:7; 2:2.


Jesus é o primogênito do processo da morte, ressurreição, ascensão e glorificação que nós seguiremos (I Co 15:12-23; Cl 1:18; I Ts 4:13-17: Hb 2:9-15; I Jo 3:1,2.)
Base da redenção da natureza.
Rm 8:18-22; Is 65:17-25; Ap 21:1s.
Base da purificação das coisas no céu - Hb 9:22-24 (cf. 8:1-5; 9:11)
A cruz é a base do juízo dos incrédulos - o dom da salvação rejeitado - Jo 16:8-11, cf. Jo 3:14-18,36; 2 Ts 1:6-11; Ap 20:11-15.


Na cruz, o pecado, a morte e Satanás foram vencidos:
o pecado - I Jo 5:18-19; cf. n.11 acima
a morte - Jo 5:24-27; I Co 15:55-57; Hb 2:14-15; Ap 20:14
Satanás e os demônios - Jo 12:31-33; Hb 2:14,15; Ap 20:10
B. Os Juízos de Satanás e seus anjos:

Satanás e os anjos perderam sua posição no céu (Ez 28:16)
Ele foi julgado profeticamente no jardim do Éden
(Gn 3:16)
Cristo veio a primeira vez para destruir as obras do maligno. (I Jo 3:8; 5:18; Cl 2:14,15)
Quando Cristo voltar, Satanás receberá um castigo temporário dum mil anos no abismo (Ap 20:1-3)
No fim do milênio, no juízo final, Satanás e os seus anjos serão lançados no lago de fogo e enxofre para eternidade. (Ap 20:10)

III - COMO DEVEMOS LUTAR?

Três passos à vitória

A. Observações Iniciais:

1.. Satanás é feroz: "A razão pela qual muitos cristãos falham por toda vida é esta: eles sub-estimam o poder do inimigo. Temos um inimigo terrível com quem temos que lutar. Não deixa Satanás nos enganar. Pois assim estaremos mortos! Isto é guerra. Quase tudo que nos rodeia (neste mundo) nos desvia de Deus. Não saltamos do Egito ao trono de Deus num pulo só. Há um deserto, uma viagem, e há inimigos na terra."
(D.L.Moody, cf. I Pe 5:8)

2..
Satanás é finito: não é onipotente, onipresente ou onisciente. Geralmente, no sentido direto, o diabo e os seus demônios não nos tentam diariamente. Claro, o mundo está controlado espiritual e moralmente por satanás. Mas tentação vem principalmente da nossa própria carne: cobiça, orgulho, concupiscência, falta de auto-controle, etc. (Tg 1:13-16; 4:1-8)

3.. Satanás e os demônios são limitados por Deus. O Senhor os permitem ser ativos, mas a graça que restrita não deixa-os fazem tudo que quiserem (Jó 1:6 , 2:7; Lc 22:31; 2 Co 12:7-9). Em qualquer situação. "...Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças... (mas) com a tentação vos proverá livramento..." (I Co 10:13). Cristo, nosso Sumo-Sacerdote, constantemente intercede por nós - Jo 17:15; Hb 7:25: I Jo 2:1-2.

Passo Um: Pureza

1. Cristo adquiriu nossa pureza na cruz. Apesar de falhas nas nossas vidas - das quais satanás gosta de nos acusar (Zc 3:1-5; Ap 12:10) - somos posicionalmente puros, vestidos na justiça de Jesus Cristo. Satanás não pode tocar nossa salvação, nem nos separar do amor de Deus (Rm 8:38,39); temos uma posição de aceitação e autoridade em Jesus Cristo. (Rm 8:1; Ef 1:6)

2.. Mas devemos buscar a santidade, experimentalmente realizando Sua chamada alta. O pecado na vida nos destrói, abrindo a porta para opressão.

Seja santificado pela Palavra - Jo 17:17: 2 Tm 3:16
Confessar e renunciar tudo na nossa vida contra Deus - Ef 4:27; I Ts 4:3 cf. Êx 20:4-6.
Nada disponhais para a carne - Rm 13:12-14
Chegai-vos a Deus - Tg 4:8

Passo dois: As armas de Deus

1.. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, cada peça tem propósito para lutar, e sugere como satanás ataca.

o largo cinto da verdade
a couraça da justiça
calçai os pés com a preparação do evangelho
o escudo da fé
o capacete da salvação
2. A espada do Espírito = a Palavra de Deus (Mt 4:4)

3. O poder conquistador da oração:

no nome de Jesus - Jo 14:13,14'; 15:7;16; 16:23-27
com consciência pura - Tg 4:2,3; 5:16; I Jo 3:21s.
poder do Espírito Santo - Rm 8:26s; Ef 6:18; Jd 20s
com fé - Hb 11:1-6; Mc 11:22-24; Tg 1:5-8; 5:14,15
com perseverança - Ef 6:18; Cl 4:2; Lc 11:5-10
às vezes com jejum - At 13:2-3; 14:23; Mc 9:29

Passo três: Como Vencer Satanás e os demônios

1.. Seja sempre sóbrio e vigilante - 1 Pe 5:8-9a

2.. Quando você confrontar a presença satânica, não seja tolo. Tome cuidado - Jd 9; 2 Pe 2:10s; At 19:12-17

3.. Reconheça a sua autoridade em Jesus Cristo - Lc 9:1; 10:1-20; At 5:16; 8:7; 16:16-18; I Jo 4:4; Mc 16:17.

4.. Também; os demônios crêem e tremem - Tg 2:19

5.. Imediatamente, no nome de Jesus, peça que o Senhor quebre os poderes de Satanás e os demônios e limpe a situação. Lembre-se que o Sangue de Cristo é a prova que Satanás foi conquistado na cruz, e que o seu juízo foi selado.

6. Em casos graves, ache outros irmãos logo que possível. Junte-se com eles para orar e resistir ao maligno. Não tente exorcizar ou confrontar sozinho um demônio, exceto quando é difícil de achar ajuda. Nos casos de habitação demoníaca, seria sábio em procurar líderes cristãos que tem experiência nisso. Entretanto, você, bem preparado, pode exorcizar sozinho.

7. "Sujeitai-vos pois à Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós"(Tg 4:7)

"Eles, pois o (Acusador) venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram, e mesmo em face de morte, não amaram a própria vida".

GUERRA ESPIRITUAL (PARTE 01)

 

Batalha espiritual -   Possessão e  Expulsão de demônios.

 

O que é possessão demoníaca ?

 É a habitação de um demônio numa pessoa, exercendo controle e influência diretos sobre ela, com certo prejuízo para as funções mentais, emocionais e físicas.

Observação: A possessão demoníaca deve ser distinguida da influência demoníaca ou atividade demoníaca contra uma pessoa.

Nestas duas formas de atuação, o demônio atua de fora para dentro; na possessão, ele opera de dentro da própria pessoa.

 Por esta definição o crente não pode ficar possuído por demônio já que é habitado pelo Espírito Santo. O crente contudo, pode ser alvo de opressão demoníaca.

 Causas da possessão demoníaca:

 1o – Envolvimento com macumba ou espiritismo. 

Obs: A Bíblia  traz um bom número de advertências quanto às consequências do envolvimento com as práticas chamadas espíritas (Ex 22:18; Lv 19:26,31; Dt 18:9-11; Gl 5:19-21; Ap 21: 8; Ap 22:15.

 

2o – Relacionamento sentimental com pessoas envolvidas com espíritismo ou macumba.

 

3o – A prática de pecados relacionados ao sexo.

 

Obs: A prostituição, o adultério, as relações sexuais extra-conjugais, as relações com irmãos de sangue, o homossexualismo, o lesbianismo e coitos com animais, também comumente se observam como causa da possessão maligna.

 

Leia Lv 6:6-24 e descobrirá o quanto essas uniões são abomináveis aos olhos de Deus.  Como sabemos, Satanás gosta de tudo que é abominável a Deus.

 

 4o – O  envolvimento com drogas.

 

5o – O  viver na prática do pecado.

 

6o – Não  Ter Cristo no coração.

 

Obs: O coração sem Jesus é uma porta aberta para possessão demoníaca.

 

Quais são os sintomas de uma pessoa endemoninhada ?

 

1o – O conhecimento de fatos (históricos ou não ) que para pessoa em questão seria completamente impossível conhecer.

2o – Acessos de ódio.

3o – Força sobre-humana.

4o – Inconsciência nos momentos de possessão.

5o – As vezes mudança no tom de voz.

6o – Resistência a genuína fé cristã e ao nome de Jesus.

7o – Depressão.

8o – As vezes conhecimento sobrenatural por clarivência e adivinhação.

9o – As vezes, a existência de algum tipo de enfermidade.

 

 

De que forma devemos lidar com uma pessoa endemoninhada ?

 

1o – Com   fé de que Deus nos deu autoridade sobre os demônios. 

(Mc 16:17; Lc 9:01; Lc 10:20).

 

2o – Com a convicção que sem a permissão de Deus o maligno não pode nos tocar. 

Lc 10:19

 

3o – Com  a autoridade do nome do Senhor Jesus. 

Fl 2:5-11; Cl 2:13-20.

 

4o – “Separando ”  o possesso do demônio que a possui.

 

5o – Com   compaixão e amor para com a pessoa possessa.

 

6o – Revestidos  com a armadura de Deus. 

Ef 6:10-13

a)     Cingindo-nos com a verdade.

b)    Vestindo-nos com a couraça da justiça.

c)     Calçando os pés com o evangelho da paz.

d)    Embraçando o escudo  da fé.

e)     Tomando o capacete da salvação.

f)      Desembanhando a espada do espírito.

 

7o – Sendo  objetivos na ordem e no comando. 

Obs: Não perder tempo dialogando com demônios.

 

80  Evitando gritarias e orações estridentes.

 

9o – Submetendo-se a autoridade.

O EVANGELHO DO ENTRETENIMENTO

 

O EVANGELHO DO ENTRETENIMENTO



O grande e notável pastor A.W.Tozer afirmou que a igreja que não sabe adorar precisa ser entretida, e ele está certo. 

Em tempos como o nosso onde o entretenimento se faz presente em praticamente quase todas as igrejas, a afirmação de Tozer se adequa perfeitamente. 

O interessante é que boa parte das comunidades evangélicas que defendem uma plena adoração, vivenciam em seus momentos de louvor com música, extravagâncias inomináveis onde o entretenimento e o lazer ser fazem presentes. 

Nessa perspectiva a  igreja "sai do chão" mediante gritos histéricos, ruge como leão, cai no poder, sapateia no re-te-té, além é claro de promover esquicitices que nos fazem ruborizar de vergonha.

Caro leitor, a grande incoerência dos que se dizem "portadores" da adoração é que não adoram, isto porque, a verdadeira adoração tem por característica a ausência de argumentos que fazem com que o homem esteja no centro de todas as coisas. 

A grande questão é que quando o homem ocupa o centro do culto, da música e da teologia, o louvor torna-se antropocêntrico proporcionando assim o afloramento da industria do entretenimento.

Isto posto concluo esta breve reflexão afirmando que uma igreja que adora, tem Cristo no centro de seu culto o que se contrapõe a adoração humanista onde o que importa é a satisfação do freguês. 

Pense nisso!

Renato Vargens