sexta-feira, 10 de junho de 2022

DISCIPULADO E EVANGELISMO (PARTE 03)

 

INTEGRAÇÃO

CRIANÇAS E ADOLESCENTES - INTEGRAÇÃO

 "ENSINA A CRIANÇA NO CAMINHO EM QUE DEVE AN-DAR E AINDA QUANDO FOR VELHO NAO SE DESVIARA DELE" Pv 22.6. Apesar de a maioria de nossos obreiros pensarem que este versículo é enii: ' ;.?do somente aos pais, afirmamos que, pelo contrário, é endereçado à Igreja. Pouco se tem feito pela sal­vação dos pequeninos, mas esperamos que esta situação mude após meditarmos no assunto.

-  UMA VISÃO DISTORCIDA SOBRE O ASSUNTO Constantemente se vê obreiros maltratando crianças, quando as mesmas não têm sequer lugar adequado para sentar; não têm uma retribuição de amor por parte da Igreja e nem um reconhecimento de que são filhos de Deus, assim como os adultos o são.

A realidade é que nossas crianças estão sendo marginalizadas e suas almas se perdem por falta de alguém que se disponha em aju­dá-las buscando sua amizade e fazendo-lhes uma programação ade­quada.

-  CRIANÇAS, UMA GRANDE PREOCUPAÇÃO

Nossa alma chora de amor por tantos coraçõezinhos que pode­riam continuar com Cristo, mas não conseguimos fazê-lo. A maio­ria se perde por falta de apoio, amor e compreensão por parte dos líderes da Igreja. Muitas delas chegam na adolescência, encontram o mundo e nunca mais voltam para a Casa Paterna.

-  QUEBRANDO O PRECONCEITO

Somente após quebrarmos esse gelo em relação às crianças, te­remos condições de pensar em um trabalho de integração das mes­mas; do contrário não haverá condições.

Os discípulos tentaram impedir as crianças de irem à Cristo (Lc 18.15,16), mas o Mestre por excelência chamou-lhes à atenção di­zendo: ". . . Deixai vir a mim as criancinhas", trazendo várias delas para junto de si. Conclamo-vos, vamos amar nossas crianças fazen­do com que tenham uma vida de comunhão com Deus.

-  CONFIRMANDO PELA PALAVRA

A palavra de Deus vem de encontro com tudo o que já dissemos até agora, confirmando. Vejamos o que Deus fez através das crian­ças:

-     SL 8.2 - SUSCITA FORÇA. Até mesmo através do choro de uma criança move-se o braço do poderoso de Israel.

-    Mt 21.15,16 - LOUVAM COM PERFEIÇÃO - Enquanto muitos adultos cantam para comércio e nome, a criança can­ta adorando a Deus.

-    Jr. 1.6,7 - DEUS CONSTITUIU CRIANÇAS POR ATA­LAIAS - "... A quem eu te enviar, irás, falarás.. .".

-    Jr. 1.10 - PODEROSO "... Hoje te constituo sobre as na­ções. ..".

-    Mc 9.33-37 - HUMILDADE - Homens sem humildade algu­ma, buscam as melhores posições. Crianças, uma lição de hu­mildade.

-  A INTEGRAÇÃO DA CRIANÇA

Nunca poderíamos falar em integração sem antes ter comentado sob, os grandes problemas existentes em nossas Igrejas que impe­dem a integração das crianças. Agora sim, entraremos no assunto para o qual fomos designados a discorrer.

Há muito que podemos fazer para integrar uma criança: 1.   Conhecer as características da criança.

—    1 Co 13.11 - "Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino". Não conseguíamos de maneira algu­ma integrar uma criança com nossas maneiras de adultos: sermões. Preleções, seminários. Temos que falar e pensar e agir co.i.o meninos para chegarmos até eles. Programando festinhas com balões, bombons e muita cor.

1a A CURIOSIDADE

Um dos meios mais importantes para se integrar a criança é a sua curiosidade. Sendo elas curiosas podemos usar atividades que mexam com sua curiosidade.

—    Nunca deixar uma pergunta sem resposta.

—    Despertar o interesse dos pais para esse fato.

—    Usar brincadeiras curiosas. Ex. Uma caixa de segredo. Um sábio nunca desprezará a curiosidade da criança.

 

1.b A ATIVIDADE

Uma criança é cheia de energia, e só com exercícios anima­dos podemos prender sua atenção. Elas gostam de muito barulho. Gostam muito de exercícios arriscados.

Procurando realizar um trabalho que explore bem estas áreas você estará integrando a criança à salvação e à Igreja.

2.   As Crianças dos Obreiros

É imperioso que aqueles que se dedicam a trabalhar com cri­anças conheçam pormenores pertinentes a esta área? Qual a manei­ra de integrar os filhos dos obreiros, especialmente pastor, na Igreja? Existe alguma diferença entre estas e as demais crianças? O que queremos chamar a atenção é para o fato de muitos conside­rarem os filhos do pastor como os piores da Igreja. É um pesado estigma que as próprias crianças aprendem e põem em prática, hos­tilizando os filhos dos obreiros. E estes, os filhos, sentem o peso desta discriminação. Daí a necessidade de se conhecer esse fato e lutarmos contra esta discriminação, para que os filhos dos obreiros não sejam os primeiros a sairem da Igreja, mas que sejam integra­dos e alicerçados na fé.

 

OS ADOLESCENTES

- INTRODUÇÃO

O  termo adolescente vem do latim "adolesco", crescer, desen­volver-se para a idade varonil, é uma idade intermediária, de tanta transição entre criança e jovem.

1  -   O ADOLESCENTE E SEU CONVÍVIO NA IGREJA

Ao chegar na adolescência, o indivíduo passa por sérias e fortes mudanças físicas, mentais, sociais e espirituais. E na maioria dos casos a Igreja não está preparada para ajudar esse adolescente a en­frentar tal situação.

O que está ocorrendo é que, por falta de visão da Igreja, estamos perdendo estes "pequenos jovens".

Para podermos ajudá-los veremos a seguir, algumas característi­cas relacionadas a eles.

 

II  - CARACTERÍSTICAS DO ADOLESCENTE

a.    Físico

O adolescente tem agora mais energia que antes. Suas glândulas sexuais já amadureceram, seu físico (corpo) ainda em rápido cres­cimento torna o adolescente desajeitado e com isso ele se sente en­vergonhado.

b.    Mental

O adolescente pensa que não precisa mais receber ordens pois já se acha adulto o bastante para resolver tudo sozinho. Com isso ele se torna rebelde, responde os pais e líderes da Igreja.

c.    Social

Nesta idade este "pequeno jovem" gosta de companhias que te­nham as mesmas idéias, procura uma namorada; quer ser indepen­dente.

Os pais e líderes da Igreja devem orientá-los a que cultivem boas amizades pois do contrário, no mundo existem muitas "amizades".

d.    Espiritual

Se bem orientados, nesta idade poderão fazer uma entrega de suas vidas ao Senhor. Caso contrário, dificilmente continuarão na Igreja.

 

III  - COMO INTEGRAR O ADOLESCENTE

Após observar bem as características de um adolescente podere­mos então partir para a integração dos mesmos.

A integração do adolescente vai depender da dedicação de cada pai ou líder da Igreja, promovendo eventos e trabalhos específicos para os mesmos. Se já existem programações específicas para ado­lescentes em sua Igreja, parabéns. Se não, citaremos algumas que poderão ajudar.

A -      DEPARTAMENTO DE ADOLESCENTES:

De — w criado na Igreja um departamento de adoles­centes, com liderança própria (se possível o líder não deverá ser adolescente).

Dentro deste trabalho eles irão evangelizar outros ado­lescentes, se sentirão bem e estarão se unindo para trabalhar. Com isso a integração automaticamente estará sendo feita.

B-      ACEITAÇÃO

O adolescente não é jovem e não é mais criança, mas ainda tem alguma brincadeira de criança. Devido a este fator, às ve­zes, ele não é aceito entre os jovens, visto que os jovens já não acei­tam mais determinados tipos de brincadeiras.

Sendo assim, o adolescente não encontra ambiente na Igreja e é quando busca encontrar algo mais atraente lá no mundo.

Devemos conscientizar nossas Igrejas para este fato, e le­vá-las à dar mais apoio aos adolescentes, aceitando-os como eles são.

C-      AMOR

Devemos demonstrar a nossa amizade aos adolescentes, conversar com eles, visitá-los, dar-lhes oportunidade para que testemunhem, distribuam folhetos, cantem, etc. Aproximemo-nos dos adolescentes, falemos com eles sobre a vida cristã, compartilhando com suas alegrias e dificuldades. Fazendo assim, estaremos inte­grando os adolescentes e os novos convertidos. Alcançando com is­to o alvo que nos é proposto.

Que Deus nos ajude a proporcionar, praticar e incentivar a participação dos nossos adolescentes.

 

INTEGRAÇÃO E MULTIPLICAÇÃO


"ORA, quem despreza o dia das coisas pequenas? (Zc 4.10)" "O mais pequeno virá a ser mil, e o mínimo uma nação forte; eu o Senhor, apressarei isso a meu tempo" 

(Isaias 60.22)".

 Integração é o melhor meio de fazer atuante na Igreja o princí­pio da multiplicação. No momento em que um recém-convertido, "educado" (amadurecido) espiritualmente, ganha sua primeira al­ma para Cristo, o princípio da multiplicação entre em ação.

Ganhar uma alma, edificar-lhe a vida em Cristo, acompanhá-la com doutrinamento até que ela mesma possa ganhar uma outra al­ma, ensiná-la e treiná-la para também frutificar, isto é multiplica­ção, é isso que devemos ter em mente ao trabalhar no reino de Deus, esta é a visão de que carecemos, aquela que contempla futu­ras gerações atingidas através daqueles que ganhamos para o Salva­dor.

1.   MULTIPLICAÇÃO    ESPIRITUAL   NO   NOVO   TESTA­MENTO

No Novo Testamento vemos exemplos de terceira e quarta gera­ções de crentes.

1.1-     ANDRÉ

—    Nos evangelhos. André estava sempre trazendo pessoas para Jesus. Ele levou o seu irmão, Simão (Jo 1.40-42).

—    Este Simão se tornou Pedro, o gigante da fé. André encon­trou o menino cujo lanche Jesus multiplicou para alimentar cinco mil pessoas (Jo 6.8,9). E quando os gregos disseram: "Senhor, queríamos ver a Jesus" (Jo 12.21), André sabia onde os levar.

—    Contudo, foi ao alcançar o seu irmão Pedro, que o Ministé­rio de André estendeu até os nossos dias. No pentecostes, Pedro evangelizou milhares de judeus, que confiaram em Cristo (At 2). Os que converteram em Jerusalém mais tarde saíram de lá por causa da perseguição (At 8.1-4) e viajaram para a Antioquia (At 1b.19), onde outros judeus se conver­teram através da evangelização pessoal deles.

—    Quanto Pedro cresceu em graça, depois da ressurreição, Deus lhe deu poder para abrir a porta para a conversão dos gentios, quando Cornélio e sua família creram (At. 10).

—    Isto é multiplicação: Desde André, a Pedro, aos milhares convertidos em Jerusalém e a primeira Igreja missionária em Antioquia.

André realizou a sua pregação através de evangelização pes­soal: ele levou pessoas a Jesus uma por uma.

—    Ao levar o seu irmão Pedro a Cristo, André participou das recompensas de tudo o que Simão Pedro mais tarde realizou para o reino de Deus.

1.2 -     JOÃO

—    O apóstolo João treinou homens: as suas três epístolas, diri­gidas a líderes eclesiásticos, revelam a sua contínua respon­sabilidade como pai espiritual.

—    A história da Igreja registra que João ganhou e treinou uma testemunha dinâmica, chamada Policarpo, que, por seu tur­no, alcançou Irineu. Esses homens deram vidas durante as perseguições do segundo século. Contudo, através da multi­plicação o seu ministério continuou a viver.

1.3-     BARNABÉ

—    Em At 4, encontramos um cristão chamado José, homem suficientemente próximo dos apóstolos para receber um no­vo nome: "Barnabé", o encorajador. Que homem! Ele ouvira o testemunho de um jovem convertido, chamado Saulo de Tarso, e creu que era genuíno.

—    Barnabé sempre olhava para os problemas passados das pes­soas, a fim de visualizar o potencial que enxergava nelas pe­las obras da graça de Deus.

—    Quando Saulo viajou para Jerusalém, todos tinham medo dele. Barnabé, todavia, confirmou Saulo diante dos irmãos. Mais tarde eles,se empenharam juntos, durante um ano, num ministério pessoal em Antioquia (At 11.22-26).

—    Paulo já havia sido ensinado particularmente pelo Espírito Santo durante três anos, no deserto. Mas Deus usou Barnabé para encorajar, refinar e fortalecer esse rabi de muitos talen­tos, de quem outros não ousariam se aproximar.

—    Barnabé decidiu-se a discipular o seu sobrinho João Marcos. Quando Marcos abandonou a primeira viagem missionária, Paulo recusou-se a dar-lhe uma segunda oportunidade. Na Divisão de opinião com Barnabé, a respeito de Marcos, Pau­lo escolheu Silas e Timóteo, e entrou na história.

—    Barnabé permaneceu com Marcos. Porém, em 2 Tm 4.11, quando Paulo pede a Timóteo para mandar os seus livros e a sua capa, ele também escreveu: Toma a Marcos e traze-o contigo, porque me é útil para o ministério, o que transfor­mou um desertor em um ajudador.

—    Certamente não somos capazes de avaliar Marcos a parte do tempo, do amor e do treinamento que recebeu tanto de Pe­dro quanto de Barnabé. Deus usou esses multiplicadores pa­ra desenvolver aquelas qualidades em Marcos que estavam escondidas dos olhos de Paulo.

1.4-     AQUILA E PRISCILA

Paulo começou outra cadeia de multiplicação quando en­controu com Aquila e Priscila.

—    Este casal cuidou e discipulou um homem chamado Apoio (At 18.24-28).

Os Judeus ficaram "poderosamente convencidos", através do ministério didático de Apoio. Deus formou uma cadeia de quatro gerações espirituais: de Paulo a Aquila e Priscila, depois a Apoio e, finalmente, aos judeus (aleluia). Paulo alcançou muitos outros de maneira pessoal, que conti­nuaram a exercer um impacto sobre a história, inclusive Lu­cas.

—    Lucas se dedicou a escrever tanto o seu evangelho quanto o livro de Atos, para realizar o seguimento de um homem: Teófilo(Lc 1.1-4 e At 1.1).

—    Tito, outro fruto do ministério de Paulo, mais tarde veio a pastorear uma Igreja em Creta.

 

CADEIA DE MULTIPLICAÇÃO:

JESUS:

André - Simão - Pedro - Pentecostes - Antioquia - Barnabé - João - Marcos - Paulo - Timóteo - Priscila e Aquila - Apolo - Judeus - Lucas - Teófilo - Tito - Creta - Outros também 2 Tm 2.2.

—    Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações. . . (Mt 28.19,20).

—    O mais pequeno virá a ser mil, e o mínimo, uma nação forte; eu o Senhor, apressarei isso a seu tempo (Is 60.22).

 


DISCIPULADO E EVANGELISMO (PARTE 01)

 

DISCIPULADO E EVANGELISMO

 

Jesus veio para salvar o mundo e para este fim Ele morreu. Du­rante sua vida ele deu prioridade ao ministério do discipulado, trei­nando seus discípulos para também discipularem outros.

O discipulado de Jesus se tornou um padrão para todos segui­rem, lamentavelmente, porém, poucos cristãos entendem o que sig­nifica fazer discípulos; poucos têm esta visão, e consequentemen­te, não sabem como ensinar outros "a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado" e integrá-los na igreja local.

 

Somente através desse processo de investir na vida de outros ho­mens, que cumpriremos a grande comissão: "Ide. . . Fazei discípu­los de todas as nações. . .".

 

 

A IGREJA E A INTEGRAÇÃO

 

"Evangelismo não é evangelismo se não ganhar a vida de uma pessoa no seu todo".

"As estatísticas das maiores denominações nos últimos 20 anos revelam que aproximadamente 40 por cento dos decididos nos es­forços evangelísticos se afastam da igreja dentro de sete anos". A Igreja deveria dar a cada um novo convertido, um programa equilibrado de desenvolvimento. O alvo do evangelismo não é ape­nas almas, mas também vidas para Cristo.

Cada organização da Igreja é inútil e vã se não é veículo para edificação dos crentes. Muitas igrejas têm restringido a responsabi­lidade de integração dos novos membros apenas a uns poucos se­tores do seu programa. Que este método não tem sido bem sucedi­do, demonstra-o o fato de estarem arrolados na Igreja centenas e milhares de membros praticamente desconhecidos, sempre ausen­tes, e totalmente inúteis para o reino de Deus.

Pela integração começamos a lidar concretamente com crentes que não freqüentam os cultos, que não participam das atividades da Igreja, que não produzem o que não ganham almas para o Senhor.

 

I - O EXEMPLO NO NOVO TESTAMENTO

Nenhuma outra matéria é mais largamente ensinada e ilustrada no Novo Testamento do que a integração pessoal, conjugada e constante na Igreja.

a - A maioria das cartas de Paulo, Pedro e João são cartas que visam a integração dos novos na fé. (Cl 1.28).

b - A expansão do evangelho no primeiro século foi surpreen­dente. (Porque os primeiros discípulos obedeceram ao man­dato do Senhor de ir a todo mundo, PREGANDO e ENSI­NANDO, e o fizeram ao ponto de levar seus contemporâ­neos a protestarem: ". . . Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui". (At. 17.6).

c - Como e porque aquele pequenino grupo - apenas 120, no Dia de Pentecostes - cresceu naquela espantosa proporção e com tanto poder e intrepidez?

c1 - É que aqueles primitivos ganhadores de almas eram também implantadores de Igreja: não se satisfaziam em conseguir apenas conversões.

c2 - Exaltando a Cristo, eles implantavam de tal modo nos seus convertidos as verdades de Deus, que estes se fa­ziam, por sua vez, transformadores de vidas e de Na­ções.

 

II - QUADRO DA SITUAÇÃO DAS IGREJAS HOJE

Muitas igrejas estão se tornando cada vez mais preocupadas e com muita razão, com a discrepância que existe entre o número do rol de membros e a média dos que participam nos seus trabalhos.

a - Vejamos, em termos de percentagem, o quadro da situação das igrejas:

20 por cento nunca oram

25 por cento nunca lêem a Bíblia

30 por cento nunca vão à Igreja

40 por cento nunca contribuem para nenhum fim

50 por cento nunca vão à Escola Bíblica Dominical

60 por cento nunca vão aos cultos da noite

70 por cento nunca fazem ofertas para Missões

80 por cento nunca vão às reuniões de oração

90 por cento nunca fazem culto doméstico

95 por cento nunca levam uma alma a Jesus

(Waylon B. Moore)

 

b - E podemos acrescentar: 99 por cento nunca acompanham o desenvolvimento das pessoas que elas conseguem levar a uma decisão por Cristo.

c - Dos fiéis que participam no programa de atividades das Igre­jas, poucos se têm revelado constantes na evangelização de almas e na edificação de vidas cristãs.

d - É lamentável que a maioria dos membros de nossas Igrejas são crentes imaturos espiritualmente. (1Co 3.3). — Deus quer que seus filhos todos se façam adultos e amadurecidos. Integração é exatamente o processo de ama­durecimento e desenvolvimento espiritual do membro da Igreja.

 

III - CUIDADO COM O RECÉM-CONVERTIDO

Nenê não crescem automaticamente. Para isso, eles carecem re­ceber um sem-número de cuidados: precisam de ser alimentados, protegidos e treinados.

a - A criança, no processo de crescimento, precisa de:

—  Alimentação adequada

—  Cuidados de higiene

—  Observação de sua saúde

—  Ajuda para começar a andar

—  Ajuda para aprender a falar

—  Ajuda para alimentar-se só

—  Despertar sua vocação escolar

—  Despertar sua vocação profissional

Observando essas etapas, a criança tem um desenvolvimento sa­tisfatório e marcha para a idade adulta. 0 mesmo acontecerá com o novo convertido que for envolvido pela Igreja, em um trabalho de integração normal.

—  Antes alimentava-se com as "bolotas" do pecado. Agora com leite racional (1 Pe 2.2)

—  Antes sem cuidado de higiene; agora templo do Espírito Santo (1 Co. 3.17).

—  Antes sem cuidado de saúde; agora, encontrou o Novo e Vivo Caminho. (Hb 10.19,20).

—  Antes eram as palavras desagradáveis; agora só palavras boas (Ef. 4.29)

—  Antes na escola do mal; agora aprende as Sagradas Letras (2 Tm 3.14,15).

—  Antes trabalhava para o mal; agora, rei e sacerdote para Deus. (Ap 1.5,6)

 

O recém-nascido espiritual tem que aprender, saber e viver tudo diferente do que era antes do aceitar a Jesus. Ele precisa ser inte­grado à Igreja. Quem o fará? o Pastor? Sim, com a Igreja, bem ori­entada.

 

IV - EXEMPLOS DE INTEGRAÇÃO NA IGREJA PRIMITIVA

a - Natanael integrado no grupo dos primeiros discípulos. (Jo.1.45 a 51).

b - Os crentes judeus planejaram a integração dos gentios novos convertidos. (At. 15.13 e 20.33).

c - Paulo fez a integração dos crentes de Éfeso que até então ignoravam as bênçãos do Batismo do Espírito Santo. (At. 19.1,7).

d - A Integração de Onésimo. (Fm 8.17).

e - Sem o trabalho de integração realizado por Filipe, com o eunuco da rainha de Candace, encontrado durante a viagem pela estrada de gaza, sem dúvida que a história da Igreja se­ria outra.

Filipe realizou a primeira tarefa de explicar as escrituras, e o acompanhou durante seus primeiros passos, até que ele próprio sentiu necessidade de batizar-se. Filipe só deixou o novo crente após o seu batismo. (At. 8.34,38). A partir daí o eunuco já podia andar sozinho.

 

CONCLUSÃO

Através da aplicação dos princípios de integração encontrados no Novo Testamento, conseguiremos conservar os membros que provavelmente se afastariam da Igreja, conseguiremos o aperfeiçoa­mento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edifi­cação do corpo de Cristo. (Ef. 4.12).

 

COMO INTEGRAR E DISCIPULAR A PESSOA CONVERTIDA


Cristo nos deu a responsabilidade da integração e discipulado dos recém-convertidos na fé cristã.

Integração significa: ajuda inicial ao novo convertido.

 

I - DE QUE TRATAR NA INTEGRAÇÃO

a - O "Pai Espiritual deve doutrinar o recém convertido com o seguinte:

 

1º - SOBRE CERTEZA DA SALVAÇÃO

—  Muitas vezes o novo crente é alvo dos ataques de Satanás no sentido de segurança da salvação.

—  Portanto devemos dar orientação bíblica da certeza da salvação ao novo crente.

—  Garantia da salvação (Mt 1.21; Jo 3.16; 3.37; 10.9; 11.25; 14.6,17; Rm 6.23; 10.13). Muitas vezes a fal­ta da certeza da salvação é indicação de pecados em sua vida. O orientador espiritual deve abrir a Bíblia e ler (1 Jo 1.9), e explicar o significado do texto enfa­tizando o termo CONFESSAR. O orientador espiri­tual deve levar o crente a orar silenciosamente, con­fessando todo pecado de que ele tenha consciência.

 

2º - SOBRE A VIDA DEVOCIONAL

a) Juntamente com a certeza da salvação que novo crente precisa ter, o orientador espiritual deve tam­bém lhe dar orientação a respeito da vida devocional.

b) Vida devocional significa: Uma comunhão regular com Deus através da oração, leitura e estudo da Bí­blia.

c)  Vida devocional é o tempo que o crente dispensa, cada dia, para cultuar a Deus, recebendo d'Ele algo para sua vida espiritual.

d)  Ensine essas referências bíblicas ao novo crente, pa­ra que ele viva em constante comunhão com Deus.

-  Oração: 1 Ts5.17 Ef 6.18

-  Leitura Bíblica: S1 119.11,12

-  Cultos: Hb 10.25; S1 122; S1 127

-  Louvor: Tg 5.13; At 16.25; S1  104.33; S1 145. 1.2.

  

3º - SOBRE A IGREJA LOCAL

a)  A Igreja não é o prédio, mas é a comunidade cristã, isto é, o grupo dos crentes regenerados.

b)  O novo decidido, desde o momento da sua conver­são, faz parte do corpo de Cristo, a Igreja Universal. Mas é preciso que também faça parte da Igreja local.

c)  O verso clássico a respeito desse assunto encontra-se em Hb 10.25. E o exemplo aí é bem claro, que o no­vo crente precisa da Igreja local para receber dela orientação e dar a ela sua cooperação.

d) O novo crente precisa da comunhão e da confrater­nização com outros crentes.

 

4º- SOBRE CONFESSAR CRISTO COMO SENHOR (TESTEMUNHAR)

a)  O orientador espiritual, deve incentivar o recém-convertido a falar logo depois com outras pessoas a res­peito de sua conversão.

Paulo exorta que; é com a boca que o povo crente deve confessar (testemunhar) sua salvação. Leia Rm 10.10.

b) O novo crente sente-se fortalecido testemunhando sobre o que Cristo fez na sua vida.

c) O novo crente deve confessar a Cristo. — Confessá-lo publicamente (Mt 10.32).

d) Diga ao novo crente: "Você é a luz do mundo". (Mt 5.14).

". . . você é testemunha de Cristo". (At 1.8).

 

II - QUATRO MEIOS  DE EFETUAR A INTEGRAÇÃO DE UM RECÉM-CONVERTIDO

Encontramos no Novo Testamento quatro métodos diferentes para efetuar a integração; são eles: o contato pessoal; um repre­sentante pessoal; a oração pessoal e a correspondência pessoal. Es­ses quatro métodos são eficientes para a integração do novo crente.

 

1 - CONTATO PESSOAL

Um dos métodos mais eficientes ou eficazes é o contato pessoal. Através de encontros diários, tanto Paulo como o próprio Senhor Jesus ministravam a muitas pessoas. Jesus pode conhecer seus dis­cípulos, com suas necessidades e seus desejos, suas fraquezas e pontos fortes, através desse contato pessoal (1 Jo 1.1,2; Lc 6.13; Mc 3.14, At 1.4). Paulo viajou pela maior parte da Ásia Menor, mas investiu quase todo seu tempo com poucos homens individualmen­te. Em At 20.4, lemos que Paulo gastou muito tempo com certos homens. Paulo sabia o valor do Contato Pessoal.

 

2 - O REPRESENTANTE PESSOAL

Às vezes nós não podemos ajudar na integração pessoal do novo crente que nós ganhamos para Cristo. Por exemplo: quando uma pessoa mora em outra cidade, podemos avisar e mandar um outro crente em nosso lugar.

O método mais eficaz é o contato pessoal, mas se isso nao for possível, mandar um representante pessoal (fp 2.19.22). b    Quando Paulo não podia visitar as Igrejas na Ásia Menor, ele costumava enviar um representante em seu lugar; Timóteo era o representante pessoal de Paulo à Igreja de Filípos.

 

3 - ORAÇÃO PESSOAL

Mais um método muito eficaz de integração que Jesus, como Paulo, usaram, é o da oração pessoal pelos novos convertidos.

a. Jesus orava muito com os seus discípulos. Ele intercedeu por Pedro, para que a sua fé não desfalecesse (Lc 22.32). Outros exemplos: (Lc6.12; Jo 17; Ef 1.16,17; 3.14,21; Fp 3.4).

b.  Paulo orava muitas vezes com e pelos seus conhecidos e fi­lhos na fé. A maioria de suas cartas começa dizendo que ele orava diariamente por eles.

 

4 - CORRESPONDÊNCIA PESSOAL

A correspondência é excelente recurso para integração.

a. Cartas de incentivos podem ajudar imensamente um novo convertido (Lc 1.3,4; 2Pe 1.12,15).

b. Cartas com estudos bíblicos anexos são um exemplo de cor­respondência pessoal.

c.  Estudos bíblicos através de cartas que podem ser usadas com os novos convertidos:

—   Você tem uma nova vida

—   Convivência com Cristo

—   A vida controlada pelo Espírito

—   Convivência com outros crentes

—   Falando a outros de Cristo

—   Certeza da presença de Cristo

 

III - COMO PAULO CONSERVOU OS RESULTADOS EM TESSALÔNICA (1 Ts)

1.   Orou por eles: 1.2,3; 3.10.

2.   Escreveu para eles (duas vezes): 1 Ts e 2Ts

3.   Encorajou-os: 1.6,9.

4.   Deu exemplos: 1.5,6; 2.10

5.   Estabeleceu um alvo - andar diariamente diante de Deus-2.12; 4.1.

6.   Gastou-se a si mesmo por eles: 2.8

7.   Relacionou-se com eles: 2.7,9;11

8.   Mostrou-lhes a oposição de satanás: 3.4,5

9.  Mostrou-lhes virtudes para serem alcançadas: Amor 3.12-4.9; Pureza 4.1,7; Honestidade 4.12

10.  Mandou-lhes alguém: 3.6

11.  Ensinou-lhes a viver por valores eternos: 4.16,17

12.  Deu-lhes instrução específica para vida cristã

13.  Escreveu-lhes outra vez para corrigir erros (que descobrimos na segunda carta).

"Isto é Integração"

 

5 - O DISCIPULADO

Quando o novo crente está integrado na fé cristã, assistindo e fa­zendo parte da Igreja local, mesmo assim o trabalho de sua edifica­ção ainda não está completo.

a.   Ele precisa ser discipulado, isto é, ser levado à maturidade Cristã.

b.  Quanto ao discipulado, vamos examinar dois versículos bási­cos a respeito desse assunto: Leia 2 Tm 2.2 e Cl. 1.27b, 28. Nestes versículos, Paulo está nos dando tarefa de ensinar os homens, com finalidade de nos apresentar perfeitos a Cristo.

A idéia de perfeição aqui não é no sentido de um homem sem pecados, mas de um homem maduro (adulto) em Cristo.

c.    Para realizarmos o nosso trabalho de discipular um novo crente, é preciso que ele seja alimentado e treinado. Este treinamento inclui:

1 - Como estudar por si as escrituras.

2 - Como comunicar o evangelho.

3 - Como reagir às circunstâncias difíceis na vida cristã.

d.   Se o novo crente depender sempre de outras pessoas para auxiliá-lo no seu estudo bíblico, ele será muito limitado no seu crescimento, ou seja, na maturidade da sua fé cristã.

e.    Junto com o próprio estudo bíblico, o novo crente tem ne­cessidade de aprender como testemunhar o evangelho de Cristo.

f.    É bem claro que para fazer outros discípulos cada crente de­ve saber como comunicar o evangelho de Cristo.

g.    E quando o novo crente começa a comunicar o evangelho no poder do Espírito Santo o resultado será mais crentes no­vos para serem "integrados e discipulados".

- Como é lindo este ciclo!

1º.  Novo Crente

2º.  Novo Crente integrado na fé Cristã

3º.  Novo Crente treinado para comunicar o evangelho a ou­tros

4º.  Outros Crentes Novos.. .

Isto é Integração, Discipulado, é Multiplicação, é o Grande Pla­no de Deus!