quinta-feira, 2 de abril de 2015

PERÍODO INTER-BÍBLICO (PARTE 3)



PERÍODO INTER-BÍBLICO (PARTE 3)

A ESPERANÇA MESSIÂNICA DOS JUDEUS

1- O surgimento no período inter-bíblico

a- Na época da restauração - Com o desaparecimento dos profetas houve pouca ênfase na esperança messiânica. O interesse do povo era a observação da lei (Ne. 8: 1-3 , 9:13- 16 ).

2- Na época dos macabeus

a- A perseguição intensa inspirou a esperança dum líder super- humano.

b- Especialmente após a tomada de Jerusalém pelos romanos em 63 a.. C. , encontramos o ressurgimento da esperança messiânica

3- Na época do nascimento de Cristo

a-  É fato conhecido que quando Cristo veio houve uma larga expectativa da vinda do Messias , especialmente com a morte de Herodes, o Grande.

b-  Mesmo pensadores gentios como Tácito e Suetonio manifestam esta esperança de alguém surgir dentre os judeus.

4- A idéia básica

Geralmente os judeus buscavam que os resgatasse um Rei que levantaria um reino eterno e julgaria os maus. Esperavam a salvação de Israel, não dos gentios. Esperavam alguém mais do que mero homem denominando-o de “O santo e Poderoso” , “Messias “, etc. Pode ser que pensavam nele com um anjo poderoso que viesse agir sobrenaturalmente.

Uma opinião de minoria : Alguns poucos judeus esperavam um messias sofredor. b- Eram homens espirituais que procuravam nas Escrituras a verdade. 

 Nota-se homens como Simeão, Natanael, João Batista e Ana..

O ADVENTO DE CRISTO

1- Neste período de silêncio, o mundo foi preparado para a vinda de Cristo através de vários povos. O apóstolo Paulo escreveu em Gl. 4:4 “Mas vindo a plenitude dos tempos , Deus enviou seu filho”. Marcos afirmou o mesmo, dizendo : “O tempo está cumprido e o reino de Deus está próximo” Mc. 1:15.

É interessante notar a preparação do mundo para a primeira vinda de Cristo e as contribuições dos três grande povos daquela época. Verdadeiramente, Cristo veio na plenitude dos tempos.

2- Elementos na preparação para a vinda de Cristo: Judaicos

a- Um povo divinamente preparado

b- Um povo escolhido para ser testemunha entre as nações

c- Escrituras proféticas predizendo a vinda do Messias

d- A dispersão dos judeus em todo o mundo conhecido

e- Sinagoga onde se estudava as Escrituras que forneceriam local para a 
pregação do evangelho

f-  Proselitismo que trouxe muitos gentios para o judaísmo

g- Era o povo do Livro, Interessado na prática da religião e na busca da salvação

h- Uma esperança da vinda do Messias foi oferecida pelos judeus a um mundo de religiões pagãs. Também o judaísmo ofereceu , pela parte moral da Lei Judaica, o sistema de ética mais puro do mundo. Mas o mais importante é que os judeus prepararam o caminho para vinda de Cristo pelo fornecimento de um Livro Sagrado, o Velho Testamento.

3- Elementos Gregos :

a- A filosofia grega que se aproximava do monoteísmo, tendência para a imortalidade, ênfase sobre a consciência e dignidade humana e liberalismo de pensamento.

b- A língua grega, tradução do A . Testamento, para a pregação do evangelho e a escrita do N.T. junto com os termos adotados por Paulo e outro pregadores do Novo Testamento para explicar o evangelho. No primeiro século os romanos cultos conheciam grego e também latim. O dialeto grego usado no quinto século a. C. , na época da glória de Atenas, tornou-se o dialeto “Koiné”( comum ) do primeiro século. 

O dialeto da literatura clássica de Atenas foi modificado e enriquecido pelas mudanças que sofreu nas conquistas de Alexandre Magno no período entre 338 e 146 a .C. . O NT. Foi escrito nesse dialeto vulgar ( comum ).

c- A cultura helenística em geral com seu espírito cosmopolita, transcendendo as barreiras, o judeu helenizado que serviria como ponte entre o judeu e gentio e a busca da salvação do mundo romano.

d- Por um lado a filosofia grega deu uma contribuição positiva, mostrando o melhor que o homem pode fazer na busca de Deus pelo intelecto, por outro contribuiu negativamente, pois, nunca deu uma satisfação aos corações e nunca conduziu o homem a um Deus pessoal.

4- Elementos romanos– Contribuição política :

a- Cristo veio ao mundo época do Império Romano. Todo o mundo ficou sob um governo único, uma lei universal, era possível obter cidadania romana, ainda que a pessoa não fosse romana. O império Romano mostrou as tendência de unificar os povos de raças diferentes numa organização política.

b- Havia paz na terra quando Cristo nasceu . Os soldados romanos asseguravam a paz nas estradas da Ásia, África e Europa.

c- Construíram excelentes estradas ligando Roma a todas as partes do Império. As estradas principais foram construídas de concreto. As estradas romanas e as cidades estratégicas localizadas nos caminhos eram indispensáveis a evangelização do mundo no primeiro século.

5- Resumo dos elementos : Na plenitude dos tempos, quando a maior parte do mundo ficou sob uma lei e um
governo, e todo o mundo falou a mesma língua diariamente, Cristo veio, cumprindo as profecias e especialmente Jerusalém, localizava-se onde as estradas atravessavam ligando os continentes da Ásia e África com Europa..

OS EVANGELHOS

Introdução: Os três primeiros evangelhos foram pela primeira vez chamados “evangelhos sinóticos” por J.J. Griesbach, um estudioso da Bíblia de nacionalidade alemã, no final do século XVIII. O adjetivo “sinótico” vem do grego (synopsis ) , que significa “ver em conjunto”. Griesbach escolheu a palavra devido ao alto grau de semelhanças entre Mateus, Marcos e Lucas em suas apresentações do ministério de Jesus. 

Essas semelhanças, que envolvem estrutura, conteúdo e enfoque , são visíveis mesmo ao leitor desatento. Elas servem não apenas para unir os três primeiros evangelhos , mas também para separa-los do evangelho de João, que tem um propósito especial e apresenta material que não se encontra nos demais evangelhos.

Mateus, Marcos e Lucas estruturam o ministério de Jesus de acordo com uma sequência geográfica geral: ministério da Galiléia, retirada para o norte ( tendo por clímax e ponto de transição de Pedro ), ministério na Judéia e Peréia quando Jesus se dirigia para Jerusalém ( algo não tão claro em Lucas ) e o ministério final em Jerusalém. 

Essa seqüência está praticamente ausente em João, evangelho que se concentra no  ministério de Jesus em Jerusalém durante as visitas que periodicamente fazia a cidade .Quanto ao conteúdo , os três primeiros evangelistas narram muitos dos mesmos acontecimentos, concentrando-se nas curas, exorcismos e ensinos por meio de parábolas realizados por Jesus. 

João, embora narre algumas curas significativas, não traz qualquer relato de exorcismo nem parábolas ( pelo menos das do tipo encontrado em Mateus, Marcos e Lucas ).

Além disso, muitos dos acontecimentos que consideramos característicos dos três primeiros evangelhos estão ausentes em João :  O envio dos Doze, a transfiguração, o sermão profético, a narrativa da última ceia. Ao apresentarem Jesus constantemente em atividade e ao sobreporem ações -especialmente milagres – e ensinos ( geralmente ) curtos, os primeiros três evangelistas criam um clima de ação intensa e ininterrupta. Isso contrasta claramente com o clima mais contemplativo de João, que narra bem menos acontecimentos do que evangelistas

Sinópticos e prefere apresentar Jesus fazendo longas dissertações em vez de parábolas curtas ou declarações breves e expressivas.

A evolução dos Evangelhos Sinópticos :  

Como os evangelhos Sinópticos foram escritos? Como os autores obtiveram as informações que utilizaram sobre Jesus ?

Porque os três relatos são parecidos em tantos lugares e tão diferentes em outros ? Qual foi o papel dos próprios evangelistas – registrar a tradição ? 

Autores com um ponto de vista próprio? E, para trazer a tona a questão maior que se oculta por trás de todas as demais – por que quatro evangelhos ?

Tais perguntas e outras semelhantes tem sido a preocupação de cristãos zelosos desde o inicio da igreja. Um cristão do século II, Taciano, combinou os quatro evangelhos em seu Diatessaron, Agostinho escreveu um tratado intitulado A Harmonia do Evangelhos. 

Os estudiosos, no entanto , tem se debruçado mais profundamente sobre essas questões desde o surgimento da crítica bíblica modernas em fins do século
XVIII.

FIM

PERÍODO INTER-BÍBLICO (PARTE 2)



PERÍODO INTER-BÍBLICO (PARTE 2)

OS ATOS DE ANTÍOCO EPIFÂNIO ( 175 – 164 )

Epifânio ( nome que deu a si mesmo ) significa “deus manifesto” O sumo sacerdote , Onias III, liderou os nacionalistas, Jasom, seu irmão dirigiu os helenistas. 

Jasom ofereceu grande soma de dinheiro a Antíoco por ser apontado sumo sacerdote no lugar do seu irmão. Prometeu também helenizar a Jerusalém.

Quando assim foi apontado, tornou o povo cidadãos da capital da Síria, Antioquia , erigiu um ginásio grego logo em baixo o templo, os jovens judeus começaram tomar parte nos jogos gregos. Jasom criou um altar , até mandou ofertas as festas de Hércules em Tiro.

Os nacionalistas são os antecedentes dos Fariseus, helenistas dos saduceus.
Antíoco fez várias expedições para o Egito. Numa delas ouve rumores de sua morte que provocou grande regozijo entre os judeus. 

Ao ouvir isto, Antíoco massacrou 40.000 judeus num só dia. Muitos judeus foram escravizados e o templo roubado.

Numa campanha seguinte, os romanos forçaram sua desistência no Egito. Na sua grande ira derramou-a sobre Jerusalém. 

No Sábado matou muitos, escravizou outros, destruiu partes da cidade. Mandou erradicar a religião judaica. Quem possuia cópia da lei ou tivesse circuncidado a criança seria morto. 

Finalmente converteu o templo em templo de Zeus, profanou o Templo , em cujo altar , ofereceu uma porca em sacrifício, destruiu cópias das Escrituras , vendeu milhares de judias para o cativeiro, e recorreu a toda espécie imaginável de tortura para forçar os judeus a renunciar sua religião. Isso deu ocasião a revolta dos Macabeus, umas das mais heróicas façanhas da história.


A REVOLTA DOS MACABEUS ( 167 – 63 a.C )

1- A revolta começou com Matatias, sacerdote em Modim ( 167 ) . Período de Independência, também chamado de Hasmoneano. Matatias, era sacerdote patriota e de imensa coragem, furioso com a tentativa de Antioco Epifânio de destruir os judeus e sua religião, reuniu um bando de leais compatriotas e defraudou a bandeira da revolta. 

Essa revolta teve inicio quando Matatias , sendo obrigado por um agente de Antioco para oferecer um sacrifício pagão, este recusou matando-o, e fugiu na companhia dos cinco filhos, para uma Região Montanhosa. 

Seus filhos eram: Judas, Jônatas, Simão , João e Eleazar. Essa familia era chamada de Hasmoneanos, por causa de Hasmom , bisavô de Matatias, ou de Macabeus, devido ao apelido Macabeu ( Martelo ) conferido a Judas, um dos filhos de Matatias.

Judas Macabeu encabeçou uma campanha de guerrilhas de extraordinário sucesso, até que os judeus se viram capazes de derrotar os sírios em campo de batalha regular. A revolta dos Macabeus, entretanto , foi também uma guerra civil deflagrada entre os judeus pró-helenistas e anti – helenistas .

Judas entrou em Jerusalém e reedificou o templo , os judeus recuperaram a liberdade religiosa, foi esta a origem da Festa da Dedicação ( João 10:22) , entre 165 e 164 a. C.

Significância da opressão síria e revolta dos Macabeus:

Restaurou a nação da decadência política e religiosa. Criou um espiríto nacionalista, uniu a nação e suscitou virilidade. Deu um novo impulso ao judaismo, novo zelo pela lei e esperança messiânica. Intensificou o desenvolvimentos dos dois movimentos que se tornaram os Fariseus e os Saduceus.

Os Fariseus surgiram do grupo purista e nacionalista. Os Saduceus surgiram do grupo que se aliou com os helenistas. Deu maior ímpeto ao movimento da dispersão com muitos judeus querendo se ausentar durante as terríveis perseguições de Antioco.

PERÍODO ROMANO – ( 63 a.C.)

1- Eventos que relacionaram os dias dos macabeus com o tempo de Herodes :

a- Os irmãos de Judas, Jônatas e Simão sucessivamente lideraram o povo após a morte de Judas

b- Os descendentes dos macabeus continuaram no poder até o ano 63a.C. quando os romanos tomaram o poder.

c- A junção do poder civil com sumo sacerdócio provocou uma decadência espiritual. A luta pelo poder tirou a devoção a Jeová.

2- Antecedentes na vida de Herodes.

Antipater , um idumeu ( descendente de Edom , ou Esaú , conseguiu lugar de destaque com os romanos. Como procurador judeu , colocou seu filho Herodes como tetrarca de Galiléia. Herodes mostrou grande zelo no seu governo, erradicando os bandidos que tinham infiltrado a Galiléia.

Com a morte de Antipater ( 40 a . C.) conseguiu de Cesar ser apontado rei de Judeia.  E- Com a invasão de Jerusalém e a morte de Antigono, ultimo descendente dos macabeus, Herodes começou a reinar no ano 37 a . C.

3- Três períodos no reinado de Herodes

a- Os primeiros 12 anos ( 37-25 ) foram gastos na luta pelo poder .

b- Os segundos 12 anos ( 25 –13 ) foram seus melhores anos.

c- Os últimos 9 anos ( 13 –4 ) se caracterizaram pela crueldade e amargura (assassinou a duas de suas esposas e pelo menos a três de seus próprios filhos.

Foi este Herodes que governava Judá quando Jesus nasceu, e que trucidou os meninos de Belém.

d- Herodes morreu de hidropsia e câncer nos intestinos, em 4 a.C.

4- Os sucessos de Herodes

Uso de muito tato na sua tentativa de helenizar os judeus, que Antíoco Epifania. Com espetáculos, jogos, etc, ganhou a lealdade dos jovens judeus que se tornaram os herodianos.

Aumentou a fortaleza de Jerusalém denominada “Antonia”  Edificou a Cesaréia e- Entre seus muitos projetos de edificação , sua maior contribuição para os judeus, foi o embelezamento do templo de Jerusalém, Isso não expressava sua participação na fé judaica ( ele não acreditava nela ) mas foi uma tentativa de conciliar seus súditos. 

O templo de Jerusalém , decorado com mármore branco, ouro e pedras preciosas, tornou-se proverbial devido ao seu esplendor : Quem Jamais viu o templo de Herodes nunca viu o belo”.

5- Herodes e a vinda de Cristo.

Ele foi parte do governo romano que preparou o contexto da vinda de Cristo. Foi rei governante quando Cristo nasceu.

AS SEITAS JUDAICAS

1- Os fariseus -  Seus antecedentes eram os reformadores dos tempos de Esdras e Neemias.

Quando Matatias revoltou-se contra os esforços de Antioco, os Hasidim “os piedosos” o apoiaram e se ligaram a ele. Mais tarde os Hasidim foram denominados perushim “os separados”.

2-Os Saduceus - O nome possivelmente vem de Zadoque , o sumo sacerdote dos tempos de Davi ( 2 Sam.8:17, 15:24 ) Eles aparecem na história na mesma época que os fariseus.

Enquanto os fariseus eram nacionalistas, a tendência dos saduceus era na direção da filosofia grega com a cultura grega. Sendo eles um partido político de tendências sacerdotais e aristocráticas, tinham pouca influência com o povo comum.

3- Uma comparação entre Fariseus e Saduceus :

Os Fariseus: Constituíram o núcleo da aristocracia religiosa e acadêmica. Ensinavam que a alma era imortal, que havia uma ressurreição corporal e julgamento futuro com galardão ou castigo. 

Acreditavam na existência de anjos e espíritos bons e maus.  Predestinatários, mas aceitaram que o homem tinha livre arbítrio e responsável moralmente. Coordenaram a tradição e a Lei escrita numa massa de regras de fé e a prática evoluindo com os tempos.

Os Saduceus: Constituíram o núcleo da aristocracia sacerdotal, política e social. Ensinaram que não há nem galardão nem castigo. Negaram a existência de espíritos e anjos. Enfatizaram a liberdade da vontade humana, rejeitando o determinismo e o azar e Mantinham que a Torah era única fonte infalível de fé e prática.

Os Essenios:  Não mencionados no N.T. mas Filo disse que havia 4.000 ou mais. Eram uma seita ascética com sede na beira ocidental do mar morto. Pensa-se que houve muitos deles nas vilas e cidades da Palestina.  Seguiram, o conceito de comunidade de bens, abstinência , meditação, trabalho zeloso e o celibato.

Os Herodianos:  Eram partido político não religioso. Esperaram que Herodes cumprisse a realização da esperança da nação.


Os Zelotes:  Legalistas , pietistas, messianistas nacionalistas, intolerantes dos judeus impiedosos e de Israel na subjugação aos romanos.


CONTINUA NA PRÓXIMA POSTAGEM - PERIODO INTER-BIBLICO (PARTE 3)

PERIODO INTER-BIBLICO (PARTE 1)


PERÍODO INTERBÍBLICO (PARTE 1)


DEFINIÇÃO : Trata do período de eventos que ocorreram entre o fim do ANTIGO TESTAMENTO e o início do NOVO TESTAMENTO -  As datas são de 424 a . C. até 5 a. C. 

a- Temos que estudar porque as históricas razões – explicam o fundo histórico do N. T.

b- Culturais - explica a origem e desenvolvimento dos costumes , instituições e vida espiritual do povo judaico do período do N. Testamento.

c- Messiânico - demonstra como Deus preparou o mundo para o aparecimento de JESUS CRISTO

AS DIVISÕES DO PERÍODO INTERBIBLICO

Entre as datas marcadas para nosso estudo muitos eventos passaram que não teremos oportunidade de reconhecer. 

Nós daremos atenção especial ao fim do A .T., os tempos de Alexandre o Grande, as guerras dos macabeus e Herodes.

São eles:  Período persa / grego / grego egípcio / grego sírio /  macabeu /  romano

Os cativeiros

1- Depois de um longo período de apostasia , o Reino do Norte foi conquistado e levado para o cativeiro pelos assírios em 721 a . C.

2- O Reino do Sul recebeu tratamento semelhante ás mãos dos babilônios sob Nabucodonozor em 586 a . C.

As restaurações :

1- Cerca de 50.000 exílios cerca do ano 536 foram permitidos por Ciro voltar a
Palestina com Zorobabel ( Esdras 1:6 )

2- Os eventos do livro de Ester passaram na Pérsia cerca do ano 483

3- Esdras , um escriba , chegou em Jerusalém cerca do ano 457, promoveu várias reformas civis e religiosas ( Esdras 7: 10 ) .

4- Neemias e seus companheiros chegaram na Palestina cerca de 445a. C.

5- Malaquias dirigiu seus ministério num período de decadência espiritual cerca de 432-424 , ele marcou o fim do A . T.

O PERÍODO PÉRSICO - Ao encerrar-se o A.T. lá pelo ano 430 a . C. , a Judéia era uma província da Pérsia . Esta havia sido potência mundial por uns 100 anos.

Continuou a sê-la por outros 100 anos, durante os quais não se conhece muito acerca da história judaica. O domínio pérsico , na sua maior parte , foi brando e tolerante, gozando os judeus de considerável liberdade.

Os reis persas desse período foram: Artaxerxes I, 464 – 423. Sob seu governo , Neemias reconstruiu Jerusalém. Xerxes II , 423 a . C. Dario II, 423- 404 a . C. Artaxerxes II ( Mnemom ), 404 – 359 a. C. Dario III ( Codomano ), 335-331 a . C. Sob o governo deste o império pérsico caiu.


CARACTERÍSTICAS DO PERÍODO PERSA

1- Decadência espiritual vista em Ageu e Malaquias.

2- Desenvolvimento do poder do sumo sacerdote. Após Neemias , Judéia foi incluída na província da Síria . Assim o Sumo Sacerdote se tornou governador da Judéia e autoridade da Síria.

3- Os inícios do escribismo com um interesse exagerado na Letra da Lei.

O PERÍODO GREGO - A história do Antigo Testamento se encerrou com o cativeiro que a Assíria impôs ao reino do norte, Israel , com o subsequente cativeiro babilônico do reino do sul, Judá , e com o regresso , a Palestina , de parte dos exilados, quando da hegemonia persa nos séculos VI e V .C.

Os quatro séculos entre o final da história do Novo Testamento compreendem o período intertestamentário. ( ocasionalmente chamados “os quatrocentos anos de silêncio”, devido ao hiato, nos registros bíblicos , e ao silenciamento da voz profética ).

Durante esse hiato é que Alexandre o Grande se tornou senhor do antigo Oriente Médio, ao infligir sucessivas derrotas aos persas

OS TEMPOS E SIGNIFICÂNCIA DE ALEXANDRE , O GRANDE

a- A origem de Alexandre

1-  Felipe de Macedom uniu os estados gregos para expulsar os persas da Ásia
Menor. Morreu assassinado durante uma festa . ( 337 a . C.)

2-  Alexandre seu filho, de grande capacidade de liderança, educado sob o famoso Aristóteles , era devotado a cultura grega. Tirou sua inspiração da ilíada de Homero.

As conquistas de Alexandre

Após o domínio da Grécia penetrou a Pérsia , império 50 vezes maior , com população 20 vezes a da Grécia.  Em 334, penetrou na Ásia Menor vencendo o exército persa no Rio Grânico, perto de Troade. Em pouco tempo com apenas a idade de 22 anos, conquistou a Sardo, Mileto, Éfeso e Halicarnaso, estabelecendo em cada cidade a democracia grega.

Em 333 a .C. foi ao encontro de Dario na Batalha de Isso, a qual ganhou. Daí foi sem grande resistência até o Egito que também o dominou.  Em 332 cercou a Tiro, que tomou antes de descer ao Egito. Venceu Dario decisivamente na batalha de Arbela em 331 a .C. dando fim ao grande império Persa. 

ALEXANDRE Continuou suas conquistas até o rio Indo. Morreu com apenas 33 anos com suas forças dissipadas pelo álcool e malária. 

No ano 323 morreu com a bebida ( vinho ) Fundou 70 cidades, moldando-as conforme o estilo grego. Ele e os seus soldados contrairam matrimônio com mulheres orientais . E assim foram misturadas as culturas grega e oriental. 

Antes do falecimento de Alexandre, ( 323 a .C. ) seus principais generais dividiram o império em quatro porções , duas das quais são importante no pano-defundo do desenvolvimento histórico do Novo Testamento, a porção do Ptolomeus e a dos Selêucidas. 

O império dos Ptolomeus centralizava-se no Egito, tendo Alexandria por capital.

A dinastia governante naquela fatia do império veio a ser conhecida como os Ptolomeus . Cleópatra , que morreu no ano 30 a .C. foi o último membro da dinastias dos Ptolomeus. 

O império selêucida tinha por centro a centro a Síria, e Antioquia era a sua capital . Alguns dentre a casa ali reinante receberam o apelido de Seleuco, mas diversos outros forma chamados Antioco.

Quando Pompeu tornou a Síria em província romana, em 64 a .C. chegou ao fim o império selêucida .

A Palestina tornou-se vítima das rivalidades entre os Ptolomeus e os Selêucidas. A princípio os Ptolomeus dominaram a Palestina por cento e vinte dois anos ( 320-198 a .C.)

Os judeus gozaram de boas condições durante este período. De acordo com um antiga tradição, foi sob Ptolomeu Filadelfo ( 285-246 a .C ) que setenta e dois eruditos judeus começaram a tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego, versão essa que se chamou Septuaginta

A influência de Alexandre :

Sua influência foi muito grande por causa de sua extensão e permanência. Estabeleceu centro de comércio e cultura em toda a extensão do seu império. Com a penetração da cultura grega, a superstição oriental cedeu a liberdade do pensamento grego na filosofia, arquitetura , deuses , e religião e atletismo (primeira olímpiada , 776 a .C.) Surgiram bibliotecas e universidades em 

Alexandria e Tarso como em outros lugares. Preparou-se assim o campo para religião universal. De grande importância foi a disseminação da língua grega, criando a possibilidade de pregação do evangelho duma língua universal e a criação duma Bíblia legível em toda a extensão da bacia do Mediterrâneo

A - Eventos relacionados com Alexandre e com Antíoco :

Após a morte de Alexandre , começou a luta para o controle do império. Em 301 a.. C. na batalha de Ipso a divisão efetuou-se em quatro partes. Egito e Palestina ficaram com Ptolomeu Soter ( lagos ) e a Síria do Norte e Ásia Menor com Seleuco.


Os Ptolomeus dominaram a Palestina até 198 quando os sírios com Seleuco anexaram a Terra Santa ao seu domínio.  Antíoco , o Grande ( III ) que conquistou a Palestina morreu , foi seguido pelo seu filho Seleuco Filopater ( 187 – 175 ) que foi envenenado abrindo caminho para a sucessão de seu irmão Antíoco Epifânio ( IV ).


CONTINUA NA PRÓXIMA POSTAGEM - PERIODO INTER-BIBLICO (PARTE 2)

BLASFÊMIA, PECADO QUE NÃO TEM PERDÃO


BLASFÊMIA, PECADO QUE NÃO TEM PERDÃO


Mateus 12:31 - Portanto, eu vos digo: todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens.

Mateus 12.32 - E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.

Marcos 15.26
E os que passavam blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Ah! Tu que derribas o templo e, em três dias, o edificas!

Observação: 12.31 BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO. A blasfêmia contra o Espírito Santo é a rejeição contínua e deliberada do testemunho que o Espírito Santo dá de Cristo, da sua Palavra e da sua obra de convencer o homem, do pecado (cf. Jo 16.7-11). 

Aquele que rejeita a voz do Espírito e se opõe a ela, afasta de si mesmo o único recurso que pode levá-lo ao perdão o Espírito Santo. Os passos que levam à blasfêmia contra o Espírito:

(1) entristecer o Espírito. Se isto for contínuo, levará à resistência ao Espírito (Ef 4.30);

(2) resistir ao Espírito leva ao apagamento do Espírito dentro da pessoa (1 Ts 5.19);

(3) apagar o Espírito leva ao endurecimento do coração (Hb 3.8-13);

(4) o endurecimento do coração leva a uma mente réproba e depravada, a ponto de chamar o bem de mal e o mal de bem (Rm 1.28; Is 5.20).

Quando o endurecimento do coração atinge certa intensidade que somente Deus conhece, o Espírito já não contenderá para levar aquela pessoa ao arrependimento (cf. Gn 6.3; ver Dt 29.18-21 nota; 1 Sm 2.25 nota; Pv 29.1 nota). 

Quanto àqueles que se preocupam pensando que já cometeram o pecado imperdoável, a sua disposição de se arrependerem e quererem o perdão, é evidência de que não cometeram o tal pecado imperdoável.


OS TEMPLOS



O TEMPLO DE JERUSALÉM E O TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO
O templo de Jerusalém foi edificado três vezes
Quando Jesus estava saindo do pátio do Templo, um discípulo disse: Mestre, veja que pedras e edifícios impressionantes!
Jesus respondeu: Você está vendo estes enormes edifícios? Pois aqui não ficará uma pedra em cima da outra; tudo será destruído! 
(MARCOS 13)
O templo de Jerusalém foi edificado três vezes.
O primeiro edifício foi obra de Salomão, seguindo um projeto do rei Davi e utilizando toneladas de ouro, prata, pedras preciosas e mão-de- obra de artífices de fino gosto.
O segundo e modesto prédio foi construído após o exílio, nos dias do profeta Ageu, quando Zorobabel era o governador. Os anciãos choraram face à desigualdade de condições.
Por fim, para ganhar a simpatia dos judeus, Herodes, o Grande, governador idumeu imposto pelos romanos, remodelou templo e edificou uma das sete maravilhas do Mundo Antigo.
Foi esse prédio fenomenal que deixou boquiaberto o discípulo de Jesus.
Jesus não se impressionou e deixou escapar uma revelação profética que despertou a curiosidade dos demais discípulos.
Daí surge o sermão escatológico sobre quando aconteceria a destruição do templo e o fim das coisas.
Mas esse não é nosso tema. Basta-nos questionar por que o templo seria destruído, se levava o nome de Deus?
A resposta é simples, conforme ilustra a pobre figueira que foi amaldiçoada e secou de um dia para o outro, o que não dá fruto, não precisa ocupar espaço inutilmente. Corta-se e queima!
E se for um edifício? Derruba-se.
E se for uma associação? Dissolve-se.
E se for uma instituição? Encerram-se suas atividades.
O que se esperava do magnífico templo?
Que fosse uma casa de oração para todos os povos. Que estivesse a serviço da Missão de Deus, do propósito de anunciar a humanidade que Deus estava chamando todos à reconciliação.
Mas ao invés disso o templo continuava proibido aos estrangeiros e às mulheres. Era marca de segregação e fonte de lucro para os que o transformaram numa instituição inútil aos projetos divinos.
Jesus até andou por lá, mas não gostou do que viu. Os discípulos até fizeram sinais ao passar pela porta Formosa, mas acabaram presos pelas autoridades policiais.
O templo não reconheceu o Deus em nome de quem fora edificado, tampouco aos missionários que ali pregaram. Jesus e os discípulos dele não tiveram lugar no templo. Quem não quer Jesus e não ouve suas palavras acaba em ruínas.
Hoje temos muitas instituições cristãs. Pergunto se elas estão todas a serviço da missão de Deus ou se, como o templo de Jerusalém, está a serviço de si mesma, gravitando em torno de sua subsistência, consumindo recursos humanos e materiais apenas para continuar existindo.
Será que líderes, pastores e congregados lembram para que a IGREJA foi criada?
Hoje o cristão é o templo do Espírito Santo na terra . A Obra do Espírito Santo começa no coração de crentes piedosos que, desejando ver a conversão de brasileiros em todas as suas etnias e regiões geográficas se organizaram para melhor cumprir a tarefa do “Ide” e o imperativo de “fazer discípulos”.
Mas o que vemos hoje reflete esse legado? Continuamos a formar comunidades livres e autônomas, dirigidas por pastores vocacionados e por elas mesmas autenticados?
Expressamos ainda os ideais da Renovação Espiritual? Nossas instituições são comprometidas com a Missão de Deus ou estão a serviço de si mesmas?
Nossos departamentos são de fato missionários, como indicam as siglas que os denominam? Estariam eles mais preocupados em serem de jovens, femininos ou masculinos ao invés de missionários?
Nossos projetos e planos respondem ao ideário da Missão Integral da igreja abraçado em nosso estatuto como tarefa primordial?
Para sobreviver num ambiente em que as denominações são irrelevantes para a grande massa de crentes evangélicos temos que focar a Missão e não a instituição.
Para mantermos a unidade num tempo em que cada pastor se sente dono do seu feudo e só recorre a denominação quando as coisas vão mal na igreja, precisaremos da chama do Espírito, ardendo e consumindo todo que se aproximar do altar com fogo estranho.
Para sobrevivermos como instituição precisaremos constantemente rever o que estamos fazendo, para quem estamos trabalhando e como estamos gastando nossos recursos humanos e materiais.
Instituições podem virar pirâmides do Egito: um amontoado de pedras, construído para ser túmulo de reis, saqueado por ladrões oportunistas.
Instituições podem até estar cheias de pessoas "templos vivos do Espírito Santo", desde que edificadas para serviço genuíno, oferecendo sacrifícios agradáveis a Deus, por meio de Jesus, Senhor da Igreja.
Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus. 
(1 Coríntios 6:19-20)
Deus nos ajude a entender que somos templos do Espírito Santo independente de religiões e nos ilumine cada dia mais.
***

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A HERANÇA DA MENTIRA


A HERANÇA DA MENTIRA
ALGUNS RESULTADOS DAS PESQUISAS SOBRE MENTIRAS que sobrevivem de GERAÇÃO EM GERAÇÃO:
– Mentira e engano estão nos nossos genes, foram e são o motor da evolução. Os biólogos presumem que o desenvolvimento do cérebro humano só foi possível por ter que lidar com enganos.
– Nós adulamos, engodamos e sorrimos diariamente com olhar inocente para manter uma boa atmosfera ou para nos apresentar numa luz mais favorável.
Principalmente os cônjuges e familiares são enganados de maneira intensa.
Eles são vítimas de dois terços de todas as mentiras graves – segundo as análises de diários da psicóloga americana Bella DePaulo da Universidade da Virgínia em Charlottesville.
– Talento para enganar é sinal de inteligência – um fator de sucesso, tão útil como perspicácia, intuição ou criatividade.
"O sucesso profissional de um executivo ou político depende em 80% da sua inteligência social", afirma Howard Gardner, psicólogo da Harvard School of Education.
Também Peter Stiegnitz, um pesquisador da mentira em Viena (Áustria), pensa que os "carreiristas preferem trabalhar com jeito e charme ao invés de fazê-lo com aplicação e perseverança".
O objetivo da educação diplomática: as crianças já aprendem desde cedo que é melhor não dizer à sua antipática tia que acham o beijo lambuzado dela nojento.
A alegria dissimulada da mãe ao receber o presente de Natal inútil, os doces escondidos furtivamente e a lei do silêncio sobre inconvenientes familiares são modelos e treinamento para as mentiras diárias no futuro.
Entretanto, as crianças só compreendem a necessidade de mentir entre o segundo e quarto ano de vida, e isso ocorre tanto mais cedo quanto mais inteligentes elas forem.
Até então elas não sabem distinguir entre fantasia e realidade.
Quando descobrem, então, quão refinadamente é possível lograr os outros, elas o fazem primeiramente em proveito próprio – a fim de evitar castigos ou para receber alguma recompensa.
Mais ou menos a partir dos oito anos de idade elas aprendem a diferenciar a simpatia verdadeira da falsa.
No máximo durante a adolescência os jovens aprendem a distinguir com certa precisão se alguém está sendo sincero ou não... (Focus)
É vergonhoso como hoje em dia se lida levianamente com o conceito "mentira" ou com a própria mentira.
***

MATERIALISMO X CRISTIANISMO


MATERIALISMO X CRISTIANISMO
O Primeiro Mal: o Vírus do MATERIALISMO: “Eu sou o que obtenho!”
Materialismo: Seu ataque é fulminante, pois vem direto ao coração do
homem. Ele destrói nossa maior defesa que é a fé. ‘Acabo tornando-me fruto daquilo em que eu creio, e sem fé é impossível agradar a Deus!’.
O materialismo é como uma doença maligna que se alastra, pois a principio trabalho para suprir minhas necessidades básicas e de minha família, depois cada vez mais e mais quero obter coisas e bens para satisfazer essa obsessão doentia.
Meu tempo começa a girar todo em torno de minha obsessão pelo material e não tenho mais tempo nem ânimo para servir a Deus, torno-me um ergolatra (adorador do trabalho).
Minha vida é viver para possuir, obter, tomar posse, ser dono, ser proprietário etc.
Jesus nos adverte em Lucas 12:15 -
“Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui”.
Quando estamos desesperados, ansiosos, com medo do futuro, de não termos, é porque já estamos atacados pelo vírus. O materialismo ataca também a visão, distorce nossa visão.
Começamos a correr atrás do supérfluo e esquecemos do verdadeiro e imprescindível. Começo a medir, julgar, reparar todos pelo que possuem ou não possuem.
Chega ao ponto deste vírus atacar as realidades espirituais em minha vida.
Veja o que diz o Senhor Jesus: “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!” (Mateus 6.22-23).
Se tivermos os olhos de Deus estamos na Luz, se temos os olhos do materialismo estamos nas trevas.
O materialismo ataca a prática da fé: De repente eu começo a racionalizar e adaptar o materialismo com a Palavra de Deus, torno-me então um hipócrita.
Muitos ‘cristãos’ infelizmente crêem que ser alguém ‘abençoado’ significa ser dono de seu próprio negócio, ser empresário, ser proprietário, ser cabeça e nunca cauda, ser possuidor de vários carros, casas, veículos, bens imóveis etc, etc.
Se formos materialistas nós nunca teremos o suficiente.
Prosperidade segundo a Bíblia é ausência de necessidades básicas, segundo Paulo em Filipenses 4.19, veja:
“E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”.
Se formos dizer que falta de coisas é sinônimo de fracasso na vida espiritual, maldição ou coisa assim, então Jesus seria o maior de todos os fracassados, pois ele: não tinha onde reclinar a cabeça, isto é casa própria, vivia sustentado por mulheres, morreu como um bandido, seus seguidores o abandonaram e foi sepultado em um tumulo emprestado.
Na linguagem de hoje diríamos que ele não tinha onde cair morto.
Veja o que diz em Mateus 6.24 “Ninguém pode servir a dois senhores;
porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”.
É impossível crer em duas coisas antagônicas ao mesmo tempo.
O materialismo ataca e destrói o coração, a visão e a prática da fé, mas como eu posso vencer isso?
Em primeiro lugar é preciso cuidar de nosso coração, que é o altar de Deus, veja o que diz em Provérbios 4.23
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida”.
Tudo começa e termina no coração do homem, o mal e o bem. A dúvida e a fé.
Restaure o seu coração com as verdades básicas da Palavra de Deus, com as esperanças básicas da fé cristã que são baseadas na Palavra de Deus.
Pare de seguir o seu coração e obedeça a Deus.
***PAULO BUENO (ESCRITOR)