sexta-feira, 6 de abril de 2018

A NOITE EM QUE EU TRAÍ JESUS




A NOITE EM QUE EU TRAÍ JESUS
MATEUS 26: 69-75

Introdução: 

De acordo com o Evangelho de Joao, Pedro estava no pátio do sumo sacerdote para acompanhar todos os detalhes do julgamento de Jesus - um ato de coragem do apóstolo. Pedro, todavia, não imaginava que ele mesmo seria julgado ao mesmo instante em que o seu amigo Jesus era julgado - Pedro não estava preparado.

Transição:

Precisamos recordar algumas palavras de Pedro antes deste incidente, cf. Mt 26:31-35
1. Jesus nunca será um tropeço para mim; 2. Eu morrerei contigo; e 3. De modo nenhum eu te negarei

I. Começa com uma simples mentira

1. Pergunta: Estava com Jesus, o galileu.

2. Responde com um simples mentira: "Não sei o que dizes". Nega os 3 anos ao lado de Cristo como eles não tivessem existido.

3. Estava no lugar certo, mas não estava preparado para tal missão.

4. Tudo começa simples em nossas vidas. Nós achamos que aquilo pode resultar em algo que se tornará sem controle.

II. Continua a construir sobre a mentira

1. Pergunta: Estava com Jesus, o nazareno

2. Continua na sua mentira pois nega com juramento: "Não conheço tal homem". Nega as obras de Cristo que o próprio Pedro havia testemunhado e experimentado.

3. Alguns judeus faziam juramento pelo "Deus da verdade". Se Pedro usou tal frase, agravou ainda mais o seu pecado.

4. John Gill: "Esse exemplo dado por Pedro mostra a maldade e a ilusão que existe no coração do homem; e também em que se transformam os melhores homens, quando deixados ao desamparo; tornan-se idênticos aos outros homens, tal como os homens mundanos, cuja boca esta repleta de amargura e de maldições".

III. Perde a noção dos valores do reino de Deus

1. De acordo com a narrativa de Lucas um hora havia se passado desde a segunda negação.
Pedro tinha tido tempo de refletir no que havia feito, mas parece que não o fez.

2. Pergunta: Você é um deles porque a fala denuncia a tua origem. A Galiléia era uma das regiões mais desgraçadas da Palestina e a mistura das palavras e alguns sons que os galileus não podiam produzir os denunciavam como sendo da Galiléia.

3. Finalmente invoca uma maldição sobre a sua vida se a sua negativa é falsa e jura que esta dizendo a verdade. Finalmente Pedro cede aos ataques dos inimigos e perde o auto-controle completamente.

Conclusão:

1. O galo cantou - entre a meia-noite às 3:00 horas da manhã. Segundo Alfred Plummer, o erro de Pedro foi duplo: (1) Crer que os seus sentimentos calorosos para com o Mestre eram suficientes para ampará-lo através das tentações e, (2) Apelar para a falsidade como meio de evitar a expulsão e prisão.

2. "Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia" (I Co 10:12).

3. Nesta noite, Satanás acreditou ter alcançado a grande vitória. Jesus havia sido traído pelo seu discípulo Judas, estava agora preso e caminhava para a morte; e um dos seus melhores discípulos o traia. Todavia, a vitória que se instala aqui, é a vitória do poder de Deus:

a. Jesus levantaria de dentre os mortos.

b. Pedro percebendo o seu erro, seu fracasso, percebe que o Mestre não está tão preocupado com o julgamento, mas com ele Pedro. Olhando para Cristo, ele recorda-se das palavras do seu Mestre e sai para chorar amargamente.

4. Qualquer um pode cair - talvez alguns estejam caídos justamente agora - mas a nossa queda não é e não deve ser a última página da nossa vida, pois o arrependimento está disponível para todos. 

Não há pecado que a graça de Deus não possa perdoar.

5. A restauração é possível agora, e então a vida será triunfante e muitos mais vitoriosa do que jamais fora no passado.



A ESTRADA MAIS LONGA




A ESTRADA MAIS LONGA

Leia o relato bíblico em (Êxodo 13.17-18)

Havia dois caminhos para a terra prometida:

1. O caminho pela terra dos filisteus

2. O caminho através do deserto.

Somos informados que a rota do mediterrâneo podia ser percorrida sob
condições normais entre oito a dez dias.

A estrada levava através de uma área povoada e era fácil, rápida e segura.
Mas não foi o caminho escolhido por Deus.

A Filistia  ficava no meio do caminho. Deus portanto os levou para o
sudeste, na direção do mar vermelho.

Ali não havia, estradas, pontes e nenhum sinal visível que os orientasse.
Nenhum recurso visível  que suprissem suas necessidades. 

Deus faz também assim conosco porque o caminho do cristão é por fé e não por vista.

1. A PROVIDÊNCIA DO CAMINHO MAIS LONGO:

Deus os levava. As previdências eram tomadas por Deus. Não há acidentes para aqueles que andam na vontade de Deus. 

Deus mesmo escolhera o caminho para o seu povo. Esse caminho será sem acidentes.

(Ex 13.17, ver tb 3.17). "Tendo Faraó deixado ir o povo...Deus os levou Israel. Deixaram de ser servos do Egito para ter outro Senhor.  Foram libertos de uma escravidão para entrar em outra: a escravidão do amor e da graça.

"Os Judeus não estavam preparados para enfrentar os Filisteus"(1 Co 10.13). Em previsão amorosa, Deus escolheu o caminho mais longo para seu povo.  (Sl 103.13,14). 

1.1 Alguns princípios da Estrada mais longa: 

a) Vamos analisar primeiro o outro lado. O princípio do caminho mais curto:
Esse é o caminho do mundo; do julgamento; da aceitação humana. 

b) Esse caminho que Deus rejeitou é conhecido no mundo  como atalho: caminhos dos atrativos e humanos; das inclinações. Os homens gostam desse caminho para fugir da monotonia. Muitos entram pelo caminho da luxúria etc. 

Esse é o caminho da mentira, do engano, do suborno, da fuga, da mudança desnecessária etc.

c) Exemplos: Esaú escolheu o caminho mais curto quando vendeu sua primogenitura por um prato de comida. Hipotecou o futuro em troca de lucros imediatos; Ver Mt 7.13,14;Lc 13.24). O caminho é estreito. Demas; Saul; Judas;Simão o mágico; Geazi etc. 

1.2 A estrada mais longa  inverte a ordem: 

É uma caminhada  pela fé, e não pela vista. Caracteriza-se por uma disposição de esperar, confiar em Deus. Devemos ter certeza de que o caminho do Senhor é o melhor. Cada filho de Deus deve
entender que não há sucesso sem sacrifício, e nenhuma recompensa sem trabalho. 

É preciso que haja obediência, antes que as bênçãos sejam concedidas. Na obediência está também a renúncia. 

A providência da estrada longa era levá-los a uma fé perfeita em Deus. Educá-los. Essa é a pedagogia de Deus. 

2. O PROPÓSITO DA ESTRADA MAIS LONGA:

O caminho do deserto foi o da disciplina. Autodisciplina. Palavra muito difícil para muitos...

Primeiro Israel precisou conhecer a Deus. Deus os levou para onde o povo ficava completamente dependente dos recurso divinos. Os homens raramente aceitam a Deus no tempo da prosperidade.

Quanto mais negra a noite, mais brilhante são as estrelas( Is 55.8-9). Os pensamentos de Deus são diferentes dos nossos! Deus levou a nação sozinha através da solidão a lugares estéreis, onde o povo ficava totalmente dependente dos recursos divinos."Geralmente o caminho mais longo é o caminho
mais curto de  volta para o lar". 

2.1 Propósitos:

a) Demonstrar seu poder (Milagres e maravilhas, no Egito,etc)

b) Receber as lei na solidão do deserto para que pudesse se organizar em comunidade antes de entrar em Canaã. 

c) Para que pudesse aprender a humildade.

d) Isso ficou bem exemplificado nas quatro grandes entregas de Abraão: 

1) Ele não foi chamado logo no começo para sacrificar o seu filho. Este foi o teste final: Primeiro foi chamado para entregar a sua vida. Separar-se do povo de sua terra.    

2) Depois teve que entregar seus direitos permitindo que seu sobrinho Ló, fizesse a melhor escolha. 

3) Mais tarde, ele se submeteu a oportunidade de tornar-se rico, quando rejeitou a  riqueza
oferecida pelo rei de Sodoma. 4) A prova final veio quando foi chamado para oferecer o seu filho Isaque como sacrifício. 

O propósito da estrada mais longa  ainda se discerne melhor quando acompanhamos a história de Israel através do deserto. Mais tarde o povo enfrentou muitas batalhas com os filisteus, contudo, no começo, Deus não permitiu. 

3. Duas lições importantes:  Conhecer a si mesmo e conhecer a Deus. 
(Dt 8.2,3). 

Deus os levou para o deserto para que Ele pudesse encontrá-los  ali; falar com eles; revelar-se a eles, ensinando-lhes a se conhecerem e a conhece-lo. 

Israel jamais conheceria Deus numa estrada feita por Homens. Israel destinava-se a ser uma nação sacerdotal.  Você também jamais conhecerá a Deus através de métodos humanos...

Quando os filhos de Israel deixaram o Egito, eram indisciplinados; portanto, tinham que ser treinados na escola do deserto.  

4. O Privilégio da Estrada mais longa:

4. 1. Depender  de Deus. Você já aprendeu a depender de Deus? 

Quais são suas experiências? Em nossa caminhada com Ele, há passagens luminosas, além das sombras, alegrias além das tristezas, raios de sol além das chuvas ou tempestades... 

Freqüentemente Deus  nos conduz a vales escuros para nos ensinar a bênção da comunhão divina. (Sl 23.4). "Vale da sombra da morte". O deserto  e o vale  são experiências que nos preparam aqui para a estrada que jaz  a nossa frente. 

5.  As pessoas da Estrada mais longa:

5.1 José e sua trajetória;

5.2 Apóstolo Paulo: Queria pregar aos Romanos, contudo foi para lá preso; mas da prisão saíram lindas epístolas.

5.3 Cristo: também passou pelo deserto.

5.4 Daniel e seus companheiros;

5.5 João Bunyan; David Livington;

5.6 Gunnar Vingrfe e Daniel Berg;

Constantemente há ziguezagues em nossos caminhos. Deus não nos prometeu levar-nos ao céu pelo caminho mais curto 

 "Não os peço que os tire do mundo, mas que os livres do mal". (Jo 17.15).

Temos a Escola da experiência. Aprender a não confiar na carne, para representar Deus. Vamos nos conformar e aceitar a estrada mais longa sem fazer atalhos.
                                         
escrito por José Elias Croce. 



A EFICÁCIA DO EVANGELHO





A Eficácia do Evangelho

Atos 1:14-17


Vamos aprender um pouco com a epístola aos Romanos, vamos ver como o evangelho é poderoso para transformar seu maior perseguidor em seu maior divulgador e defensor.

Vamos além um pouco e vamos ver acompanhando o raciocínio do apóstolo Paulo, escritor desta carta aos Romanos, que o evangelho além de poderoso, é eficaz...há eficácia no evangelho, há fruto concreto na vida daqueles que são alcançados com o evangelho...


Quem atenta para estas palavras não apenas muda de religião, não apenas troca de credo, Quem atenta para estas palavras não apenas encontra uma turma legal, ou passa a fazer parte de um clube qualquer. Quem atenta para estas palavras não apenas passa a ter uma mente diferente ou acumula novas idéias

Não, não!!! Quem da ouvidos a estas palavras passa por mudanças radicais, passa por uma verdadeira revolução em sua escala de valores.

Quem atenta para estas palavras, produz efeito onde passa, deixa rastro, inala o bom aroma de Deus, influencia ambientes, intriga os céticos, amolece o coração dos enrijecidos pela incredulidade...

Quem é alcançado com o evangelho de Jesus Cristo, é alcançada pela maior verdade do universo e está comprometido com esta causa para toda a eternidade!

Isso mostra sua eficácia. Existe um resultado na vida de todos aqueles que são tocados por esta mensagem. Vamos ver alguns aspectos que surgem na vida daquele que é alcançado pelo evangelho...

Quem é alcançado pelo evangelho assume-se devedor!!

Rm 1:14 Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes!

Paulo teria muitos motivos para resistir qualquer coisa que se relaciona-se com o evangelho!! Paulo teria receio de dizer qualquer coisa a favor desta "mensagem" que ele mesmo tentou exterminar...

Roma era o símbolo do orgulho e do poder imperial, e foi a ela que ele reconheceu sua dívida ao afirmar.."Eu sou devedor.." O orgulho deste homem estava vencido!!!

O orgulho de Paulo estava nocauteado!!! Meus irmãos eu creio que aqui começamos a ver a eficácia do evangelho. O Poder do Ev. é mostrado nas grandes coisas, nas grandes batalhas vencidas, no grande debate do areópago em Atenas, nos duelos em Éfeso com os encantadores...

Mas a eficácia eu percebo nas pequenas coisas...no que talvez muitos considerem como : detalhes...Aí eu vejo a eficácia, o efeito esta no dia a dia, o poder da mudança esta aonde seu resultado se faz presente...

Sou devedor, Tenho dívidas, Não sou suficiente, Sou incompleto, Sem os sábios eu estaria perdido, Sem os simples eu estaria perdido, Tenho aprendido com todos!!!

Este orgulho nocauteado nos mostra um homem rendido a Deus e conhecedor de si mesmo!!! Isso porque o orgulho talvez seja o ultimo guerreiro a cair dentro de nossa fortaleza interior que resiste a Deus...

Sl 10: 4 Por causa do seu orgulho, o ímpio não o busca; todos os seus pensamentos são: Não há Deus.

Is 2:17 E a altivez do homem será humilhada, e o orgulho dos varões se abaterá, e só o Senhor será exaltado naquele dia.

Quando vejo o orgulho saindo do foco da vida de alguém vejo o evangelho mostrando sua eficácia nessa vida...

Paulo apóstolo sente-se movido a compartir aquilo que recebeu, ele foi de tal forma transformado pelo poder do evangelho que se sente agora um devedor para com o mundo e isso mostra a eficácia deste evangelho

Muitos acreditam em alguma coisa, Muitos acreditam muito em muitas coisas, Muitos acreditam que o que eles acreditam é a coisa mais importante do mundo...

Mas poucos são os que se movem para tornar aquilo que eles acreditam relevante para o mundo, e estes são aqueles que verdadeiramente crêem que aquilo que eles têm é eficaz.

Paulo era um desses, ele, com sua vida demonstrou a eficácia do evangelho.

Ele saiu pelo mundo demonstrando isso, ele se lançou em lutas, em perseguições, foi torturado, mal tratado, espancado, desnudado, humilhado, simplesmente pelo fato de que este evangelho foi eficaz em sua vida!!!

Tantas filosofias existiram e existem neste mundo, mas

Qual foi a eficácia demonstrada na vida daqueles que pregaram a doutrina socialista? Mexeu com a história por um tempo, sacudiu o mundo por uma época, muitos morreram por esta causa crendo que ela seria a solução para a humanidade!!!

E apesar de nós admitirmos o valor e a relevância deste pensamento, apesar de sabermos que ele poderia ajudar a humanidade de certa forma...

Somos testemunhas que esta mensagem foi incapaz de mover os corações humanos, foi incapaz de sacudir e deter o orgulho, foi incapaz de gerar um coração livre, nós somos testemunhas da falência deste sistema...Mesmo que discutíssemos seu valor...Constatamos que ele não foi eficaz para transformar o Ser Humano

Somos testemunhas e o mundo o é desde há muito que o sistema capitalista da mesma forma não conseguiu demover o coração humano da gana de ter...Somos testemunhas, apesar de sua hegemonia hoje, que este sistema escraviza o ser humano e lhe tira a dignidade quando promove a luta entre as partes pela prevalência do mais forte...

Nós temos sido testemunha de que as filosofias orientais, apesar de seu valor, da mesma forma são incapazes de tomar o mundo e de transformá-lo desde dentro...

Nós temos sido testemunhas que as diversas religiões, ao longo da história não têm conseguido sucesso em refazer a estrutura humana e demove-la desta praga que é o sentimento de orgulho e de auto-suficiência...

Presenciamos na história certos avanços, mas todos eles temporários.

Por isso creio que o evangelho é eficaz.. Porque foi este evangelho que mexeu com a estrutura da humanidade, foi este evangelho que dividiu a história da humanidade em duas partes distintas.

Porque foi este evangelho que nos últimos 2.000 anos da história levou homens e mulheres e continua levando-os a reconhecer suas fragilidades e darem um golpe fatal na auto-suficiência

Porque foi este evangelho que levou Paulo a assumir-se devedor...

Paulo se apresenta aos coríntios mostrandoa eficácia do evangelho em sua própria vida, sua credencial não pé a função que ele ocupava, os cargos que ele liderava...mas a vida que ele vinha levando com Cristo e o resultado disso em sua vida

4 Antes em tudo recomendando-nos como ministros de Deus; em muita perseverança, em aflições, em necessidades, em angústias, 5 em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias, em jejuns, 6 na pureza, na ciência, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, 7 na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça à direita e à esquerda, 8 por honra e por desonra, por má fama e por boa fama; como enganadores, porém verdadeiros; 9 como desconhecidos, porém bem conhecidos; como quem morre, e eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; 10 como entristecidos, mas sempre nos alegrando; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, mas possuindo tudo.

Se você foi alcançado com o evangelho você é um devedor para o mundo....pela eficácia do poder de Deus

Paulo aos Colossenses deixa isso muito claro 1:27-29

27 a quem Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória; 28 o qual nós anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; 29 para isso também trabalho, lutando segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente.

Portanto saiba que o evangelho é eficaz, ele trará resultado em sua vida, ele trará implicações em sua vida, ele fará parte de sua vida e será tão importante para você como o ar que você respira...

O Evangelho foi eficaz na vida de Paulo e dos apóstolos, ele se mostrou eficaz pela obra realizada, pelo mundo sacudido com esta mensagem, o evangelho não era o delírio de uma mente insana!

O evangelho não faz parte do campo das suas idéias apenas, ele faz parte de sua vida visceralmente, ele se manifesta no nosso dia a dia

Vejo ainda a eficácia do evangelho no fato de que :

Quem é alcançado pelo evangelho se torna um destemido

1:15 De modo que, quanto está em mim, estou pronto para anunciar o evangelho também a vós que estais em Roma

A leitura mais atenta desta expressão, estou pronto nos levará um sentido maior do que simplesmente " me preparei e agora estou pronto para fazer o exame..." por exemplo...

O texto vai nos levar a um sentimento de ansiedade por fazer algo, desejoso de uma maneira voluntária a realizar uma tarefa pela qual se sente responsável.( devedor)

Por outro lado nos leva também a imaginar alguém dizendo : Roma, grande Roma chegou a sua hora de crescer e de conhecer mais do evangelho de Deus... e eu estou aqui para fazer esta obra...

Esta é a idéia que temos quando lemos I saias 6:8

8 Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.

A idéia é de prontidão. Quem é alvo do amor de Deus pelo evangelho se torna destemido . Jesus disse

Jo 14:27 não se turbe o vosso coração , nem se atemorize

Lc 12:11 quando, pois, vos levarem às sinagogas, aos magistrados e às autoridades, não estejais solícitos de como ou do que haveis de responder, nem do que haveis de dizer.

Ele mesmo nos preveniu para sermos destemidos...E a eficácia do evangelho se mostra quando aqueles que levaram e levam sua bandeira arriscam suas vidas, entregam seus dias, expõem sua existência, sacrificam suas famílias e se lançam na pregação deste evangelho de paz

A vida de Paulo é a maior prova deste destemor e de sua eficácia...ele via o evangelho como sabedoria divina e está pronto para viver e morrer por ele

13 Então Paulo respondeu: Que fazeis chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus..

Paulo tinha a convicção de que nada poderia afasta-lo de Deus e de Seu amor Rm 8 :37-39

37 Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou.

38 Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades,

39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

Então dentro de um raciocínio assim porque temer, temer o quê... Rm 8:31 Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

O evangelho é eficaz porque ele gera uma coragem e um destemor incomum a qualquer situação...A loucura para os homens explicada aos coríntios é a sabedoria de Deus...

Que destemor não deveria ter alguém que se lança a pregar e está pronto e ansioso para anunciar uma mensagem

Que era tida como total delírio e loucura pelos Gregos...a mensagem do evangelho não batia com nada que ninguém cria...

Somente um poder sobrenatural, somente um poder incomum , somente o Deus do universo, o criador de todas as coisas para dar a esta mensagem o poder que ela ganhou e levou o mundo a se render diante dela...

Paulo era destemido porque ele cria neste poder

Paulo era destemido porque ele teve uma experiência pessoal com este poder

Paulo era destemido porque ele sabia em quem tinha crido e assim afirma a Timóteo 1 :12 Por esta razão sofro também estas coisas, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia.

Finalmente eu creio que o evangelho é eficaz porque quem é alcançado pelo evangelho não se envergonha do evangelho!!

16 Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.



Estou imaginando aqui o sinédrio em Jerusalém, a liderança maior da nação judaica, estou imaginando que estes homens que um dia foram companheiros de Paulo, que um dia estiveram associados a ele na missão de destruir a fé cristã...

Estou imaginando agora os Gregos em Atenas, os sacerdotes em Éfeso, os líderes da filosofia helênica, os estóicos, os hedonistas, os discípulos de Sócrates ou de Platão..

Estou imaginando estes e outros cidadãos recebendo as notícias a respeito da pregação e do avanço do evangelho na Europa e no Israel dominados pela filosofia grega e pelo império romano

Estou imaginando seu pensamento e talvez algumas expressões de suas conversas..Algo assim:

Aquela mensagem do nazareno parece estar crescendo não...Mas alguém poderia perguntar: quem esta levando ela adiante, quem esta propagando esta fé...Esse povo não tem vergonha desta bobagem não?

Daí sim vejo Paulo surgindo em cena e dizendo : não me envergonho do evangelho!!!! é poder de Deus!!!

É o evangelho que traz salvação, É o evangelho que tem trazido mudança, É o evangelho que tem trazido dignidade, É o evangelho que tem felicidade, É o evangelho que tem movido este continente, É o evangelho que tem completado as pessoas, Porque então iria eu me envergonhar do evangelho de Deus!!!

Qual o motivo de eu me envergonhar do evangelho? me dê um e eu serei o primeiro a deixar esta história e cuidar de minha vida!!!

Posso me envergonhar dos cristãos? posso

Posso me envergonhar da Igreja? Posso

Posso me envergonhar dos líderes? Posso

Mas como posso me envergonhar do meu Senhor, que levantou esta bandeira por minha vida e por amor de mim ?

Qual foi o SH, por mais revolucionário que tenha sido neste mundo que disse vou morrer para lhe dar vida?

Como posso me envergonhar de algo que tem trazido vida a minha vida, que tem feito o sol brilhar em minha existência?

Como posso me envergonhar de algo que tenho visto curar enfermos da alma do corpo e do espírito?

Como posso me envergonhar de algo que nos últimos 2.000 anos revolucionou a história deste planeta?

Como posso me envergonhar do evangelho de Deus ?

Não eu não posso, não eu não posso..porque me envergonhar do evangelho seria ter vergonha de mim mesmo!

Pois então eu fico com a bravura dos que viveram e morreram por esta causa

Eu fico com a coragem dos que desafiaram os poderosos com esta mensagem

Eu fico coma ternura e a simplicidade daqueles que mostraram a eficácia do evangelho através de sua vidas

2Tm 2:12 se perseveramos, com ele também reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará...

Portanto foi importante para nós percebermos o porque da eficácia do evangelho, e me permita dizer que ele pode ser eficaz em sua vida hoje...

O verso 17 em sua parte final vai concluir e lhe dizer como viver tudo isso, ou seja, pela fé! E a fé é a certeza das coisas que não se vêem 

escrito por Miguel Uchôa



quarta-feira, 7 de março de 2018

OS PROPÓSITOS DE DEUS NO SOFRIMENTO



OS PROPÓSITOS DE DEUS NO SOFRIMENTO

Em Eclesiastes 3.1, a Bíblia afirma que (…) há tempo para todo o propósito debaixo do céu (Ecl. 3.1). 

Não há acasos; Deus tem um propósito para cada acontecimento.

Sendo assim, nós não podemos imaginar que Deus não tem propósitos para o sofrimento. Nem mesmo o sofrimento humano acontece por acaso.

1 – PROPÓSITOS DO SOFRIMENTO ENTRE OS ÍMPIOS

Manifestar o caráter santo de Deus Salmo 107.17 – Esse texto afirma que os ímpios serão afligidos por causa dos seus pecados.

As dores e as angústias sobrevêm aos incrédulos como conseqüência das suas transgressões.

Há pessoas que vivem com o coração longe de Deus, se afundam nas suas iniqüidades e que, quando sofrem, perguntam-se: “Por que eu tenho sofrido tanto?”

Deus, por causa de Sua própria santidade, além de abominar o pecado não pode ficar impassível diante de práticas pecaminosas.

Assim, Ele age permitindo o sofrimento àqueles que vivem na prática do pecado.

Promover a prática da justiça

Is 26.9 – O sofrimento que Deus permite aos ímpios tem por objetivo levá-los a aprender a viver uma vida reta. Uma das maneiras de se levar uma pessoa ímpia a viver uma vida correta é aplicando-lhe uma penalidade.

A manifestação da justiça de Deus tem um efeito saudável dentro da sociedade, pois as pessoas começam a andar em retidão pelo medo da “punição”.

2 – PROPÓSITOS DO SOFRIMENTO ENTRE OS CRISTÃOS

Levar o crente de volta ao caminho correto Pv 3.11-12 – A dor é o “megafone” que Deus usa para fazer o “surdo” ouvir o que Ele tem a dizer.

Quando estamos enfrentando dores e sofrimentos, devemos pedir a Deus para nos mostrar o caminho correto a seguir, para ajudar-nos em nossa conduta, fazendo-nos voltar para o caminho da retidão.

Além do mais, é necessário compreender que esse tipo de ação permissiva de Deus (dor e sofrimento) não é sinal de que Ele nos abandonou. Pelo contrário, é sinal de que Ele nos ama, desejando nos levar a andar no melhor caminho: o caminho da vida.

Desenvolver uma capacidade de compaixão pelos outros

II Co 1.4-5 – Esse texto nos ensina algumas verdades acerca do sofrimento: É Deus quem nos conforta no sofrimento – No mundo, nós, que somos cristãos, sempre vamos passar por tribulações (Jo 16.33).

Todavia, com Deus esse estado de miséria é aliviado. Por essa razão, no verso 3 Deus é chamado de “o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação”. Deus está sempre disposto e é totalmente poderoso para nos consolar e nos confortar em nossos momentos de angústia e dor.

É Deus que nos capacita para confortar no sofrimento de outros – O sofrimento é uma excelente escola, onde aprendemos a consolar e confortar as pessoas da mesma maneira como Deus o faz.

Nós, seres humanos, somos diferentes de Deus: Enquanto Ele conhece todas as coisas sem nunca as ter experimentado, nós só conseguimos aprender a fazer algo através da experiência. Nunca aprenderemos a confortar pessoas a menos que passemos pelo sofrimento e recebamos o conforto divino.

Se o próprio Jesus teve de aprender a obedecer pelas coisas que sofreu, tendo de experimentar o sofrimento e a tentação para poder socorrer os que são tentados (Hb 2.8), quanto mais nós temos de aprender na prática sobre a consolação divina para podermos consolar os que estão sofrendo.

Deus enviou Cristo para que a nossa consolação transborde por meio dEle – Paulo também aprendeu a glorificar o merecedor de todas as graças que recebemos de Deus. Como recebemos a capacidade de consolar, temos de aprender a glorificar a Cristo, porque toda a nossa capacidade de confortar é transbordada por meio de Cristo.

Confirmar o valor da fé

1 Pe 1.6-7 – O sofrimento é um meio que Deus usa para fazer o crente crescer na sua fé. Pedro diz que o sofrimento é comparado à ação do fogo – A ação do fogo é múltipla.

Ele destrói, consome, aniquila; mas a Escritura cita o fogo aqui como um elemento purificador, um elemento que torna o objeto aprovado, aperfeiçoado, confirmado.

O processo de confirmação de nossa vida em fé é comparado ao processo da depuração do ouro pelo fogo.

Pedro diz que a confirmação da fé vem por uma gama de sofrimentos – O fogo é sinônimo de sofrimento causado pelas provações: passamos por ele e por meio dele somos confirmados em nossa fé.

Os destinatários da carta de Pedro estavam sendo provados com aflições. Não haveriam de sofrer por muito tempo, mas estavam sofrendo para que o valor da sua fé fosse confirmado.

O sofrimento tem várias manifestações: Deus permite várias formas para causar crescimento no meio do seu povo. Por essa razão, Pedro diz que os crentes seriam contristados (entristecidos) “por várias provações”. Esse teste de fé está longe de ser uma experiência agradável.

Pedro diz que o sofrimento para a confirmação da fé vem quando necessário – Nem todos os cristãos que passaram pelo mundo experimentaram os sofrimentos dos quais Pedro falava. Por essa razão ele diz: “Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações (…)”.

A conclusão que se pode tirar dessa passagem é que nem todos sofrem, porque não é necessário que haja crescimento ou confirmação da fé somente por meio do sofrimento. O sofrimento não é algo inevitável ou necessário.

Pedro diz que o sofrimento para a confirmação da fé não é longo – Mesmo que em certas ocasiões o sofrimento possa vir sobre os crentes, ele não permanece para sempre.

Pedro diz que os crentes são contristados “por breve tempo”.

O sofrimento é de duração limitada.

Aliás, não podemos nos esquecer de que a duração curta da provação está em contraste com a alegria de que vamos desfrutar amanhã. Mesmo que o sofrimento dure a noite inteira, a alegria vem pela manhã.

Aperfeiçoar o caráter cristão

Rm 5.3-4 – Nesse texto, Paulo afirma que o sofrimento é um meio que Deus usa para aperfeiçoar o caráter dos cristãos. Mas, diferentemente da versão Revista e Atualizada da Sociedade Bíblica Brasileira, há outras versões da Bíblia que traduzem o texto de uma forma diferente.

A palavra “tribulações” é traduzida como “sofrimentos”, “perseverança” é traduzida como “paciência” e “experiência” é traduzida como “caráter provado”.

Assim: Paulo diz que os sofrimentos produzem perseverança

– Na língua grega, a palavra “perseverança” pode também ser traduzida por paciência, persistência, constância.

Essas são algumas características que se apresentam no homem maduro, que se mantêm leal à sua fé e aos seus propósitos mesmo quando está debaixo das maiores tribulações ou sofrimentos.

Em geral, não crescemos quando estamos em plena calmaria de problemas. Em todos os ramos, o desenvolvimento aparece em hora de crise ou sofrimento.

Paulo diz que a perseverança produz experiência – Essa é parte da reação em cadeia. Assim como os sofrimentos produzem a perseverança (ou paciência, ou constância, ou persistência), esta produz experiência.

Na língua grega, a palavra “experiência” pode ser traduzida por “caráter provado”.

A idéia é a de alguém que foi testado e saiu vitorioso no teste, tendo desenvolvido um caráter amadurecido pelos sofrimentos.

Paulo diz que a experiência produz esperança – O sofrimento do cristão o conduz à perseverança, à firmeza, à constância e à paciência porque eles são conectados à esperança.

Há alguma coisa no final que os faz levantar os olhos e crer na mudança dos acontecimentos.

Para o cristão, o sofrimento é o ponto em que o poder da esperança fica cada vez mais claro, ligando o nosso presente ao futuro de vitória, porque para o cristão “os sofrimentos do tempo presente na são para comparar com a glória a vir ser revelada em nós” (Rm 8.18).

Conclusão

Quando você estiver sofrendo pelas mais variadas razões, lembre-se de que você não é um desafortunado, mas um amado de Deus.

Os sofrimentos pelos quais você tem passado são maneiras belamente estranhas de Deus fazer bem à sua vida.

– Ele tem levado você de volta ao caminho dele, que é o caminho da vida, endireitando as suas veredas tortuosas.

Se Deus não lhe houvesse mostrado o seu amor disciplinador, onde você estaria ainda?

– Ele tem ensinado você a ter compaixão dos outros que sofrem.

– Ele tem confirmado o valor da sua fé, por meios das tribulações pelas quais você passa.

– Ele tem aperfeiçoado o seu caráter. 

FIRA-ME O JUSTO



FIRA-ME O JUSTO 

“Fira-me o justo, será isto uma benignidade; e repreenda-me, isso será como óleo sobre a minha cabeça; não recuse a minha cabeça…” (Salmo 141.5)

Deus não quer ver seu povo doente e nem sofrendo, mas há uma espécie de ferida que produz cura, e essa deve ser praticada pelos cristãos.

Ao dizer; “fira-me o justo”, Davi não falava a respeito de uma ferida física, e sim de uma emocional. Referia-se ao desconforto (e até mesmo dor) que é produzido pela repreensão.

E, apesar de se referir a algo aparentemente ruim, ele menciona as bênçãos provenientes desse ato: “e me será por benignidade;… será como óleo sobre a minha cabeça”.

Todos precisamos ser ministrados através de outras pessoas, e isto envolve não apenas ouvir palavras amáveis de encorajamento, mas também, quando necessário, palavras firmes de repreensão e correção.

Moisés foi um homem que ouvia a Deus tão claramente, que tinha revelações poderosas sobre grandes e pequenos detalhes concernentes à condução do povo de Israel.

Entretanto, precisou ser corrigido por seu sogro, e aprendeu dele a importância de trabalhar com grupos de liderança
(Êx 18).

Isto me fez questionar várias vezes: se Deus falava sobre tanta coisa diretamente com Moisés, por que não falou acerca disso?

Na verdade, falou; só não o fez diretamente. Deus usou Jetro para que Moisés soubesse que, por maior que fosse sua intimidade com Ele, por maior que fosse sua sensibilidade para ouvir a voz divina, ainda assim ele necessitava de pessoas que pudessem corrigi-lo e instruí-lo, pois ninguém é perfeito ou completo.

Todos precisamos de pessoas que possam nos ministrar.

A Bíblia diz que aquele que se isola insurge-se contra a verdadeira sabedoria (Pv 18.1). Ninguém pode viver sozinho recusando-se a ouvir outros.

FERIDAS DE AMOR

A Bíblia fala mais sobre esse tipo de “ferida” que o justo deve praticar em relação àqueles que ama:

“Melhor é a repreensão aberta do que o amor encoberto. Fiéis são as feridas dum amigo, mas os beijos dum inimigo são enganosos.” (Provérbios 27.5,6)

Muitas pessoas agem com falsidade, preferido a dissimulação e o fingimento à franqueza e sinceridade da repreensão.

Mas as Escrituras Sagradas declaram que a repreensão aberta (fruto de amor sincero de uma pessoa franca) é melhor que o amor encoberto (que não se manifesta por nunca ter coragem de falar a verdade).

Martinho Lutero, o grande reformador, declarou: “Preferiria que mestres verdadeiros e fiéis me repreendessem e me condenassem, e até mesmo reprovassem meus caminhos, a que hipócritas me bajulassem e me aplaudissem como santo”.

Precisamos aprender a falar a verdade em amor. Adular não leva a lugar algum e impede o crescimento espiritual de todos.

“O que repreende a um homem achará depois mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua”. (Provérbios 28.23)

A verdade deve ser dita. Pessoas que amam devem corrigir e repreender os seus amados. As feridas de amor (provocadas pela repreensão) são mais valiosas que os beijos da falsidade (do fingimento de quem não quer contrariar ninguém).

Os apóstolos Paulo e Pedro viveram juntos uma experiência forte neste sentido. Paulo repreendeu Pedro diante de todos por estar agindo de modo errado quanto ao jeito de se relacionar com os crentes gentios.

“Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe na cara, porque era repreensível. Pois antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios; mas quando eles chegaram, se foi retirando e se apartava deles, temendo os que eram da circuncisão.

E os outros judeus também dissimularam com ele, de modo que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam retamente conforme a verdade do evangelho, disse a Cefas perante todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como os judeus, como é que obrigas os gentios a viverem como judeus?”
(Gálatas 2.11-14)

Temos algo forte descrito neste texto. Paulo referiu-se a Pedro como uma das colunas da Igreja (Gl 2.9). É evidente que, como um dos doze apóstolos do Cordeiro, Simão Pedro estava numa posição ministerial mais elevada que Paulo, que mesmo sendo um apóstolo, não chegou a ser parte dos doze – que têm os seus nomes escritos nos fundamentos da Cidade Santa (Ap 21.14).

Porém, como disse no início deste estudo, alguém de posição inferior de autoridade pode, baseado na autoridade da Palavra de Deus, corrigir outro de maior autoridade.

O apóstolo Paulo orientou seu discípulo Timóteo: “Não repreenda asperamente ao homem idoso, mas exorte-o como se ele fosse seu pai”(1 Tm 5.1).

Se fosse errado um filho corrigir o seu próprio pai, Paulo nunca poderia ter dito isto. Mas se um filho (já com maturidade) precisar fazer isso com seu pai, deve fazê-lo com tanto carinho e honra, que essa correção se torne o modelo de respeito a ser manifestado a qualquer pessoa idosa que tenhamos que corrigir.

escrito por Luciano Subirá

A GRANDE COMISSÃO



A GRANDE COMISSÃO 

Entenda por que discipulado é primeiro ser para depois fazer

A comissão evangélica (Mt 28:18-20) é uma das porções bíblicas mais marcantes do Novo Testamento.

Prefiro chamá­-la de “a grande comissão”, pois, ela “abrange todos os crentes em Cristo até o fim dos séculos”

É tão grande que a vida, missão e multiplicação da igreja estão ligadas diretamente à sua mensagem.

Esse mandado de Cristo resume a missão que Ele pessoalmente iniciou e depois nos chamou a continuar.

Apesar de sintética, a ordem é abrangente em suas implicações e nos desafia a fazer da missão o “todo” da igreja, confiando nos “todos” de Jesus:

1. “Toda” autoridade. Temos aqui a certeza de que vamos em nome do Senhor.

Esse nome tem poder para abrir portas, derrubar muros, quebrar corações insensíveis, resolver problemas insolúveis, levantar o abatido e resgatar o que está perdido.

2. “Todas” as nações. Nosso trabalho é local, mas a visão precisa ser mundial.

Por essa razão, não somos uma igreja congregacional, que atua de forma independente. Cuidamos da obra em nossa região, mas também fazemos sacrifícios a fim de enviar pessoas e recursos para apoiar projetos globais.

Precisamos alcançar pessoas tanto do outro lado da rua quanto do outro lado do mundo.

3. “Todas” as coisas que vos tenho ordenado. Pregamos uma mensagem completa, distintiva, com fundamento profético, que transforma a vida na Terra e prepara para a vida no Céu.

4. “Todos” os dias. Esta é a segurança de que o Senhor estará conosco quando a missão for fácil ou difícil, quando estivermos felizes ou tristes, quando alcançarmos os resultados esperados ou enfrentarmos a frustração, quando formos aplaudidos ou criticados.

Se os “todos” da grande comissão nos lembram da abrangência dessa ordem, os verbos desse mandamento nos mostram qual é o foco.

A ênfase de Cristo não está apenas no “ide”, mas no imperativo “fazei discípulos”.

Neste aspecto, se nos limitarmos a proclamar a mensagem, sem dar a devida prioridade ao discipulado, a grande comissão pode se tornar uma grande omissão.

Observe que a ordem de Cristo para fazer discípulos não envolvia nenhuma tarefa nova ou complicada, mas apenas um apelo aos apóstolos para que repetissem aquilo que já haviam experimentado.

Isso nos ensina que discipulado é primeiro ser para depois fazer. Se alguém não for discípulo verdadeiro, por mais que promova, incentive ou ordene, não será capaz de fazer outros discípulos.

Não somos chamados para promover programas, ideias ou projetos, nem para fazer a gestão de uma instituição.

Por mais que isso seja necessário, precisamos ver a igreja como o corpo de Cristo, que primeiro necessita ser formada por discípulos genuínos para então fazer discípulos verdadeiros.

Afinal, como diz John Maxwell, “você ensina o que conhece, mas gera apenas o que é”.

Desenvolva uma visão correta de discipulado. Ele não tem que ver com um novo programa para a igreja, nem com o aumento de estruturas, materiais, reuniões, logotipos ou títulos criativos.

Nem com o empobrecimento da mensagem bíblica ou com entretenimento.

Tem que ver com conversão e desenvolvimento espiritual de pessoas, relacionamentos genuínos e especialmente com fidelidade no cumprimento integral da grande comissão.

escrito por Erton Kohler 

O CORAÇÃO DESEJA A ETERNIDADE



O CORAÇÃO DESEJA A ETERNIDADE

Segundo Váleri Tcherechnev, chefe do comitê sobre Tecnologia e Ciências da Duma de Estado na Rússia, até 2050 os homens viverão em média uns 120 anos. 

Sua conclusão e de sua equipe é baseada nos cuidados com a saúde e características biológicas dos seres humanos, que avançam e melhoram a cada ano.

Reforçando as pesquisas, dia 20/12/17, faleceu em Bauru o senhor José Aguinelo dos Santos com surpreendentes 129 anos!

São notícias que animam e dão esperança, ainda mais quando afirmam que poderão ser anos a mais e com qualidade de vida.

Ansiamos por vida, não queremos a morte. O desejo pela eternidade desde sempre habita no coração do homem. Saber o que acontece no chamado “do outro lado da vida” é curiosidade de milhares.

Recentemente foi encontrado um texto milenar em escavações arqueológicas no sul da China que revelou a obsessão do temido Qin Shihuang, o primeiro imperador.

Em sua administração ordenou que se encontrasse o elixir da imortalidade.

A descoberta não chegou a surpreender os chineses, pois foi ele quem construiu o imenso mausoléu subterrâneo de Xian, no norte do país, com seus oito mil guerreiros de terracota, cuja missão era a de protegê-lo na outra vida.

Este verdadeiro exército para proteção após a sua morte foi descoberto em 1974.

Sobre o texto encontrado recentemente, a ordem foi nacional, o imperador ordenou a nação inteira a procurar o elixir da vida através de um decreto imperial.

Desejo, dinheiro, poder e vontade, no entanto, nada podem fazer de prático quando o assunto é a morte.

Simplesmente ela chega e faz cessar a vida, mesmo que se viva o tanto que viveu o senhor José Aguinelo, 129 anos.

Até mesmo o longevo Matusalém conheceu seu limite quando já comemorava 969 anos de vida.

Enfim, mais que viver muito, queremos viver para sempre.

Porém não queremos viver para sempre no estado atual, dominados por culpa, medo, doença, falência, pecado.

Sonhamos com a eternidade sem dor, sem tristeza, sem lágrima, vivendo unicamente no propósito das surpresas que o Pai tem preparado para todos os seus.

A realização depende de vida. Vida em comunhão com o Pai das luzes. Vida submissa a vontade dEle. Vida apaixonada por se relacionar com Ele. Vida que viva para a glória dEle.

No evangelho segundo João Ele nos orientou a termos confiança, crendo firmemente que Ele nos preparou um lugar especial na casa do Pai, disse também que uma vez nEle, ainda que a morte seja experimentada nesta vida, Ele ressuscitará os seus para o desejo que não encontra fim nos corações: a vida eterna.

Nos textos encontrados da época do imperador Qin, da China, foi destacada a seguinte informação: “uma localidade chamada Duxiang informou que nenhum remédio milagroso havia sido encontrado, mas insinuava que as buscas continuavam”.

“Insinuava” é uma palavra elegante para um imperador que viveu antes de Cristo.

Eu diria que passados milênios, as buscas continuam mais que insinuantes, seguem desesperadas por encontrar o elixir da vida.

Os que têm fé depois do encontro que um dia tiveram com o Salvador hoje vivem calmos, sossegados, quietos e sabendo para onde vão, já encontraram o “elixir”, seu nome é Jesus!

esrito por Edmilson Mendes

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NAS ESCRITURAS, TUDO É PRA NOSSO ENSINO



NAS ESCRITURAS, TUDO É PRA NOSSO ENSINO 

Tudo o que está nas Escrituras foi escrito para nos ensinar, a fim de que tenhamos esperança por meio da paciência e da coragem que as Escrituras nos dão. 
(Romanos 15.4)

Paciência e coragem, quem não deseja tê-las em meio às correrias e violência que vivemos?

Todos os personagens marcantes da Bíblia passaram por duras provas, nada melhor do que aprender com eles

Entre lutas e vitórias, muitos venceram. Dê uma olhada na galeria da fé em Hebreus capítulo 11

Como as Escrituras ensina a gente encontrar forças, coragem e persistência?

No versículo seguinte o apóstolo Paulo diz algo sobre Jesus, o personagem mais aprovado e provado nas Escrituras:

“Que Deus, que é quem dá a paciência e a coragem, ajude vocês a ter o mesmo modo de sentir de uns para com os outros, seguindo o exemplo de Cristo Jesus” (Romanos 15.5).

Paciência e coragem são presentes do nosso Deus que se revela em Jesus Cristo.

Ao ouvir a sua palavra, nos fortalecemos nestas duas virtudes tão fundamentais e cada vez mais raras na relação humana de nossos dias.

Pois a cada dia que passa as pessoas são menos pacientes para ouvir a dor, a aflição e a angústia do outro.

Têm menos coragem para denunciar e dizer não ao que fere, violenta e mata a vida e a criação a nossa volta.

Alimentando-nos nas Escrituras, Deus nos ensina e abençoa com a paciência e coragem que revelou por intermédio do seu Filho Jesus Cristo.

Ele é o nosso exemplo e fundamento. Sobre Ele repousa a base da nossa fé.

Uma fé que nos ensina a paciência que sabe ouvir e ajudar os fracos na fé.

Uma fé que sabe ouvir os doentes, famintos, desprezados e marginalizados.

Uma fé que tem a coragem de denunciar as cruzes que violentam e matam a vida e a criação.

Uma fé que tem a coragem de renegar os interesses próprios para por em prática a compaixão e a misericórdia de Deus.

Se a Bíblia é uma história de amor, então seu tema é esperança.

Não importa quão terríveis as circunstâncias, as lutas, os desafios, não importa quão grande o inimigo, não importa quão profundo o pecado, não importa quão perdidos as pessoas estão, não importa quão vazia a dispensa, não importa quão largo o rio, não importa a solidão e a dor...

Nada importa se aprendermos a esperar em Deus

Deus repetidamente dá razão para seu povo esperar num amanhã melhor.

Deus trouxe a segurança daquele amanhã em Jesus!

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NÃO ESPERE PARA ORAR



NÃO ESPERE PARA ORAR
Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões.
(Salmos 51.1)
Você deve orar quando estiver no calor da tentação – quando sua mente estiver ocupada com pensamentos de luxúria ou de vingança.
Se alguém estimulá-lo a orar sob essas circunstâncias, a sua mente frequentemente insistirá que você é impuro – como se os seus pensamentos sujos não deixassem espaço para a oração.
Mas você não deve esperar a tentação terminar nem esperar os pensamentos de lascívia e outros pecados desaparecerem totalmente da sua mente para começar a orar.
No exato momento em que você sentir a tentação mais forte e estiver menos preparado para orar, vá a um lugar onde possa ficar sozinho. Ore a oração do Pai-Nosso ou qualquer outra oração na qual você consiga pensar para defender-se do Maligno e de suas tentações. Então você sentirá a tentação diminuir, e Satanás fugirá.
Aqueles que pensam que você deveria esperar até a sua mente ficar livre de pensamentos impuros para orar só ajudam Satanás, que já está muito forte.
Esperar para orar é uma abordagem anticristã à oração. É um ensino que vem do Maligno.
Para proteger a si mesmo de acreditar nesse tipo de ideia equivocada, você deve seguir o exemplo de Davi nesse salmo.
Mesmo depois de Davi admitir seu terrível pecado com Bate-Seba, ele não fugiu de Deus. Ele não disse o que Pedro tolamente disse enquanto estava no barco: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!” (Lc 5.8).
Em vez disso, Davi confiou na misericórdia de Deus e começou a orar: “Senhor, mesmo sendo um pecador, tenha misericórdia de mim”.
O momento em que você mais sente os seus pecados é exatamente o momento em que você mais necessita orar a Deus.
Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero.