terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

E QUANTO AO DÍZIMO?

Desculpas vazias quanto ao dízimo


O dízimo é o recurso que Deus estabeleceu para o sustento de missionários, obreiros, aquisição de terrenos, compra de literatura, assistência social, bem como toda a manuntenção e extensão da obra de Deus sobre a terra. Se no judaísmo os adoradores traziam 10% de tudo o que recebiam para a manuntenção da Casa de Deus e dos obreiros pobres, bem como para atender às necessidades dos pobres, muito agora, que a Igreja tem o compromisso de fazer discípulos de todas as nações.
Nesta reflexão, veremos algumas desculpas vazias quanto ao dízimo:

1) A primeira desculpa é a justificativa teológica – O dízimo é da lei. Sim, o dízimo é da lei, é antes da lei e também depois da lei. Ele existiu no sacerdócio de Melquisedeque, no sacerdócio levítico e no sacerdócio de Cristo. A graça vai sempre além da lei (Mt 23.23). Se a lei nos isenta do dízimo, então também nos isentará da justiça, da misericórdia e da fé, pois estas também são da lei. Ainda que o dízimo fosse uma prática exclusiva da lei, mesmo assim, deveríamos observá-lo, pois também o decálogo é da lei e nem por isso sentimo-nos desobrigados de obedecê-lo.
2) A segunda desculpa é a justificativa financeira – O que eu ganho não sobra. Dízimo não é sobra, é primícia. Deus não é Des de sobra, de resto. A sobra nós damos para os animais domésticos. A ordem de Deus é: “Honra ao Senhor com as primícias da tua renda” (Pv 3.9). Os homens fiéis sempre separaram o melhor para Deus, ou seja as primícias (Ex 23.19; 1Cr 29.16; Ne 10.37). Se não formos fiéis, Deus não deixa sobrar. O profeta ageu diz que o infiel recebe salário e o coloca num saco furado, vaza tudo. Hoje os cristãos gastam mais com cosmético do que com o Reino de Deus. Investem mais em coisas supérfluas do que com a salvação dos perdidos. Gastamos mais com aquilo que perece do que com a evangelização do mundo.
3) A terceira desculpa é a justicativa matemática: “Eu não entrego o dízimo, porque tem crente dizimista pobre”.  Não basta apenas ser dizimista, é preciso ter motivação correta. É um ledo engano pensar que as bençãos de Deus limitam-se apenas às coisas materiais. As pessoas mais ricas e mais felizes do mundo foram aquelas que abriram mão do que não podiam reter, para ganhar o que não podiam perder. Dízimo não é barganha nem negócio com Deus. Precisamos servir a Deus por quem Ele É e não pelo que vamos receber em troca. Se o seu coração está no dinheiro, você ainda precisa ser convertido. Jesus disse que a vida de um homem não consiste nas riquezas que ele possui. Nada trouxemos para este mundo, nada levaremos dele. O máximo que o dinheiro pode oferecer ao homem é um rico enterro. Riqueza sem salvação é a mais consumada miséria.
4)  A quarta desculpa é a justificativa sentimental: “Eu não sinto que devo entregar o dízimo”.  Pagar o dízimo não é questão de sentimento, mas de obediência. O cristão vive pela fé e fé na Palavra. Não posso chegar diante diante do gerente e dizer que não sinto vontade de pagar a dívida no banco.  Não posso encher o meu carrinho de compra no supermercado e depois dizer para o caixa: “eu não sinto vontade de pagar essa dívida”. Apropriar-se do dízimo é desonestidade, é roubo, é subtrair o que não nos pertence.
5) A quinta desculpa é a justificativa da consciência: “Eu não sou dizimista, mas dou oferta”.  Dízimo é dívida, oferta é presente. Primeiro, você paga a dívida, depois dá o presente. Não posso ser honesto com uma pessoa, se devo a ela dois mil reais, e chego com um presente de seiscentos reais, visando, com isso, liquidar a dívida. Não podemos subornar a Deus. Ele não pode ser comprado nem enganado. Deus requer fidelidade.

 Pr Marcelo Oliveira

O SOFRIMENTO É UMA BENÇÃO

O sofrimento é uma benção?


Nem todo sofrimento é bênção; nem toda bênção do sofrimento é para todos. De acordo com a Bíblia, “Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Essa verdade pode ser exemplificada através da experiência de três personagens bíblicas.
 1.  O autor do Salmo 119.71
Não se sabe ao certo quem é o autor do Salmo 119. O que sabemos com certeza é que uma das mais belas declarações do Salmo 119 está no verso 71: “Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos”. Semelhante a este são os versículos 67 e 75 que dizem, respectivamente: “Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra”. “Bem sei, ó SENHOR, que os teus juízos são justos e que com fidelidade me afligiste”. 
Parece que Tiago tinha as palavras do salmista em mente quando disse: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg 1.2,3). O sofrimento sempre tem um fim proveitoso na vida daqueles que amam a Deus.

Spurgeon, comentando o Salmo 119.71, declara: “Infindos benefícios nos têm sobrevindo através de nossas dores e tristezas; e no mais, permanece isto: que assim temos sido instruídos na lei”.[1] E ainda: “Mui pouco se tem a aprender sem aflição. Para sermos bons alunos, temos de ser bons sofredores. Como dizem os latinos: Experientia docet – a experiência ensina. Não há estrada régia para se aprenderem estatutos régios; os mandamentos de Deus são melhor lidos por olhos úmidos de lágrimas”.[2]
2.  Paulo em 2Corintios 12.7
O texto de 2Corintios 12.7 é parte integrante do relato da visão celestial que o apóstolo Paulo teve nos versos de 1 a 4. Então, ele prossegue: “E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte”. Note que a bênção do sofrimento de Paulo consistia no fato dele não pecar. O espinho na carne de Paulo foi para que ele não se vangloriasse com a grandeza das revelações.

Existem várias teorias a respeito da natureza do ”espinho na carne” de Paulo. Nenhuma delas é conclusiva.[3] A única certeza é que o espinho na carne de Paulo era algo que o incomodava terrivelmente, a ponto do apóstolo pedir três vezes ao Senhor que o afastasse dele. O bálsamo ou antídoto contra o “espinho” estava na maravilhosa graça de Deus que, apesar de não “arrancar” o espinho como Paulo queria, era suficiente para trazer alívio e refrigério ao apóstolo do Senhor.

Assim como Paulo, Deus muitas vezes nos humilhará através do sofrimento para não cometermos o pecado da soberba, ou qualquer outro tipo de pecado que possa nos levar ao prejuízo espiritual.
3.  Jesus segundo Hebreus 5.8,9
Talvez uma das declarações mais intrigantes acerca da pessoa de Cristo seja a de Hebreus 5.8,9: “embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas cousas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem”. Como é que Jesus – que não tinha pecado e, portanto, nunca pecou – aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e foi aperfeiçoado?
A passagem bíblica de Hebreus 5.8,9 não quer dizer que Jesus progrediu da desobediência para a obediência, ou da imperfeição para a perfeição. O mesmo escritor diz que ele nunca pecou (Hb 4.15). O significado do texto é que o processo pelo qual Jesus demonstrou obediência cada vez mais profunda, e tendo sido aperfeiçoado, foi o sofrimento. Segundo Kistemaker, “em sua humanidade, Jesus teve de mostrar total obediência; ele teve de tornar-se ‘obediente até a morte – mesmo morte na cruz!’ (Fp 2.8). 
Como diz uma outra versão: ‘Apesar de ser filho, ele aprendeu a obediência na escola do sofrimento’”.[4] E mais: “No Jardim do Getsêmani e na cruz do Calvário, ele sofreu os testes máximos. Jesus foi aperfeiçoado pelo sofrimento. Sua perfeição ‘tornou-se a fonte de salvação eterna para todo o que obedece a ele’. O autor de Hebreus repete o pensamento que ele expressou em Hebreus 2.10 – Jesus, aperfeiçoado pelo sofrimento, conduz muitos filhos para a glória. A perfeição, portanto, deve ser vista como uma realização da tarefa que Jesus tinha de realizar”.[5]
Rev. Josivaldo Pereira

O SALMO MAIS TRISTE DA BÍBLIA

O SALMO MAIS TRISTE DA BÍBLIA


Hemã, filho de Joel, foi um dos músicos do templo durante o reinado de Davi (1 Cr 6.33; 2 Cr 35.15) e é o candidato mais provável à autoria deste salmo. A segunda opção é Hemã, filho de Maol, um dos sábios durante o reinado de Salomão (1 Rs 4.31). Os termos hebraicos mahalat e leannoth significam “enfermidade” e “para cantar” ou “para humilhar”, respectivamente. É provável que a primeira palavra se refira a uma melodia triste para acompanhar esse cântico melancólico, enquanto a segunda palavra pode identificar o propósito do salmo: nos humilhar diante do Senhor.

Este é o último salmo dos “filhos de Corá” e, talvez, o cântico mais lastimoso de todo o livro. No texto hebraico, o salmo termina com a palavra hoshek, “trevas”, e não encerra com um tom de triunfo, como acontece com outros salmos que começam com sofrimento e perplexidade. Este salmo fala de trevas (vv. 1,6,12,18), da vida à beira da morte (vv. 5,10,11), da sensação de estar afogando (vv. 7,16,17), da solidão (vv. 5,8,14,18) e da prisão (v. 8).

Hemã era um servo de Deus que experimentava sofrimento intenso, sem compreender o motivo de sua aflição. Ainda assim, perseverou em suas orações a Deus e não abandonou a sua fé.

Buscando o ETERNO pela fé (Sl 88.1,2) – A vida de Hemã não havia sido fácil (v. 15), agora, torna-se ainda mais difícil, a ponto de ele sentir que está à beira da morte (vv. 3,10,11). Mas ele não desiste! Continua confiando em Deus, ao qual se dirige como “Senhor”, quatro vezes nesta oração (vv. 1,9,13,14). Iavé é o nome do Senhor que enfatiza sua relação de aliança com seu povo, e Hemã era um filho dessa aliança. Ele também se dirige ao Senhor como “Deus Elohim” – designação que expressa seu poder.
A expressão “Deus da minha salvação” indica que Hemã havia confiado que o Senhor o salvaria, e o fato de orar dessa maneira mostra que sua fé ainda está viva. Em três ocasiões, o texto diz que ele clamou ao Senhor e, para isso, são usadas três palavras diferentes: verso 1 – “um clamor por socorro em meio a grande aflição”; verso 2 – “um grito alto”; verso 13 – “um clamor de angústia”. A oração de Hemã é fervorosa. Ele crê que Deus pode ouvir suas súplicas e fazer maravilhas (vv. 10,12), um Deus que o ama e que é fiel a seu povo (v.11).

Dizer ao ETERNO como nos sentimos (vv. 3-9) – Não há lugar para a hipocrisia na oração pessoal. Um dos primeiros passos para o reavivamento é a mais completa transparência ao orar e a determinação de não dizer ao Senhor coisa alguma que não seja verdadeira e sincera. Hemã confessa que sua alma “está farta de males” e que se sente como um “morto-vivo”. Não tem forças e se sente abandonado pelo Senhor.
Hemã, também diz ao Senhor que Ele é responsável pelos males que aflige seu servo! A mão de Deus o colocou na cova (sheol), e a ira de Deus flui sobre ele como as ondas do mar. Ele não tem riquezas, não tem luz, não tem amigos – e sente como se não tivesse Deus! É um prisioneiro sem qualquer esperança de escapar. Como Jó, Hemã deseja saber o motivo desse sofrimento que lhe sobreveio.

Defender nossa causa diante do ETERNO (vv. 10-14) – O argumento de Hemã é simplesmente de que sua morte privará Deus da grande oportunidade de demonstrar seu poder e glória. Que serventia Hemã teria para o Senhor no sheol? Os espíritos dos falecidos não se levantam no mundo dos mortos para obedecer às ordens do Senhor (cf. Is 14.9-11), mas Hemã pode servir ao Senhor na terra dos vivos (cf. Sl 30.8-10). Antes de ir ao santuário para auxiliar no culto, Hemã ora pedindo que o Senhor conceda restabelecimento e forças, e, no final de um dia atarefado, volta a orar.
Durante seu ministério diário, ouve a benção sacerdotal: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha  misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz” (Nm 6.24-26), mas não recebe! Sente-se rejeitado e sabe que o rosto de Deus não está voltado para ele. Ainda assim, ele continua orando!

Esperar pela resposta do ETERNO (vv. 15-18) – Não sabemos o que foi essa aflição que lhe sobreveio ainda em sua juventude, mas é triste pensar que sofria todos os dias e o dia todo (vv. 15-17). Nem sequer conseguia se lembrar de uma época em que desfrutasse de boa saúde. Os vagalhões que quase o afogam (v. 7) transformaram-se em ondas abrasadoras de tormento (v. 16).
A escuridão é sua amiga, pois o esconde dos olhos daqueles que observam seus sofrimentos e talvez digam (como fizeram os amigos de Jó): “Deve ter pecado grandemente para que o Senhor o aflija de tal modo!”. Mas ele continua orando e buscando o socorro de Deus!
“Embora ele me mate, ainda assim esperarei nele” (Jó 13.15). “Eu creio que verei a bondade do Senhor na terra dos viventes. Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique o seu coração; espera, pois, pelo Senhor” (Sl 27.13,14). O ETERNO sempre tem a última palavra, e ela não será “trevas”. Quando estamos em trevas, não devemos jamais duvidar daquilo que o Senhor nos ensinou na luz.
Pr Marcello Oliveira

SILÓ

Qual o sentido real de “Siló” em Gn 49.10?


Gênesis 49.10 é o verso de uma das estrofes das profecias de Jacó, a respeito de seus doze filhos. De Judá se fala nos v. 8-12. Essa tribo é apresentada em termos que dão ideia de elementos bélicos, quando lemos, por exemplo: “a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos” (v. 8), e Judá é leãozinho […] como leão […] quem o despertará?’ (v. 9). O v. 10 enfatiza o papel futuro de Judá como líder real sobre todas as demais tribos de Israel e, possivelmente, sobre nações estrangeiras também.
Lemos o seguinte: “O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre os seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos” [‘ammîm]. Há grande ênfase na bravura militar e no status real dessa tribo estabelecida como a principal, havendo afirmação clara de que esse aspecto de realeza prossiga até o aparecimento da figura-chave a que se dá a denominação de Siló. O cetro e o bastão de legislador estarão nas mãos dessa tribo até que venha o pacificador.
Surge, porém, a pergunta: Quem é, ou que é Siló? O Targum aramaico traduz o v. 10 assim: “Até que venha o Messias, a quem pertence o reino”. Parece que isso identifica um título do Messias, mas aponta também para uma interpretação desse nome que envolve a frase “quem a ele” ou “a quem”.  A Septuaginta, que data do século III a.C.,  traduz assim essa cláusula: “Até que venha as coisas que foram preparadas (apokeimena) para ele”. Isto contém a sugestão de que Siló era interpretado como se houvesse uma pontuação vocálica diferente, isto é,  sellô(“alguém a quem”). As traduções do gego, de Aquila e Simaco, do segundo século d.C.  redundaram num texto mais sucinto: “aquele para quem se estocou”, ou “se reservou”, usando-se o mesmo verbo grego, mas na forma apokeitai.
Não podemos encerrar esta temática sem mencionar antes uma passagem paralela bastante intrigante de Ezequiel 21.27 que aparentemente se refere a Gênesis 49.10:  “Ao revés, ao revés, ao revés porei aquela coroa, e ela não mais será, até que venha aquele a quem pertence de direito; a ele a darei”.  [ Jerusalém prestes a ser atacada por Nabucodonozor em 586 a.C ]. Também isto não existirá mais [ ou “não acontecerá (ló hayah)], até que venha aquele a quem pertence o direito; e a ele a darei”. 
Na declaração de Ezequiel encontramos hammishpat (“o direito de julgamento”), substituindo o conceito de “cetro” em Gn 49.10. Portanto, se Ezequiel 21.27 tenciona edificar sobre o alicerce de Gn 49.10 e revelar sua aplicação última ao Messias – como é que parece aplicar-se em Ezequiel – que descenderá da casa real de Judá, estaremos pisando em solo firme ao interpretar Gn 49.10 como sendo referência ao Filho divino, Jesus Cristo, o descendente messiânico de Davi. 
Pr Marcelo Oliveira

ERA A HORA MAIS QUENTE DO DIA

Era a hora mais quente do dia



O SENHOR Deus apareceu a Abraão no bosque sagrado de Manre. Era a hora mais quente do dia, e Abraão estava sentado na porta de sua barraca” 
(Gênesis 18.1, NTLH).
  “Era a hora mais quente do dia”. Que poesia! Que sensibilidade!  É um momento crucial na vida de Abraão. Se o cenário e o momento chamam a atenção, todo o enredo fascina. É um diálogo entre Abrão, três homens e Sara, que entra atrasada na conversa. Era um dia quente e era a hora mais quente do dia. Um momento desconfortável.

Abraão oferece um banquete aos homens (vv. 7-8), que ele chama de “um pouco de comida” (v. 4), e em baixo de uma árvore. Era mesmo um dia quente, e uma hora quente. Um dia para não fazer nada. Tanto que Abrão estava “tomando a fresca”. Manhã calorenta, hora de desânimo. Deus chega com uma grande promessa: “No ano que vem eu virei visitá-lo outra vez. E nessa época Sara, sua mulher, terá um filho” (v. 10). O redator da história, que não duvido ser Moisés, deixa claro que a promessa era pra lá de absurda: “Abrão e Sara eram muito velhos, e Sara já havia passado a idade de ter filhos” (v. 11). Carrega nas tintas.
Num dia muito quente, numa hora muito quente, num momento próprio para não fazer nada, Deus faz. Faz promessa. Sara está atrás da cortina, que servia como porta de entrada da tenda. Certa vez preguei um sermão nesta passagem, “Ouvindo atrás da porta”. Falei de Sara. Ela ouviu atrás da porta. Mas também falei de Deus, que respondeu do outro lado da porta.
O texto é, literariamente, muito agradável. Cheio de detalhes curiosos. O relato é minucioso, assim produzido para ter ar de veracidade. Ler o texto até o versículo 18 é se deliciar com o estilo do autor e com os detalhes que ele revela. Há algumas lições aqui, muito ricas, e que nada têm a ver com a mensagem que preguei, baseada neste texto.
A primeira lição é a graça de Deus que ignora barreiras geográficas e atropela o paganismo. Deus vem a Abraão na hora mais desconfortável do dia, hora de cansaço, hora da sesta amapaense, e aceita a hospitalidade de Abraão. Este mora no “bosque sagrado de Manre” (v. 1), terra de pagãos. Deus vem aos seus no meio dos pagãos. Foi a Daniel, a Sadraque, Mesaque e Abdênego. Ele se chega aos seus, no cansaço e no ambiente hostil. Não importa onde estejam, e que horas sejam. Ele chega.
A segunda é a receptividade que devemos ter para com as visitações de Deus. Abraão recebeu com a típica hospitalidade dos orientais do deserto. Deu um banquete e ainda chamou de “pouca comida”. Não se ensoberbeceu. Seu muito era pouco. Tanta gente se envaidece quando Deus a visita! Ou conta vantagens a Deus! Ele oferece muito e diz que é pouco! Há gente que oferece um misto quente e pensa que ofereceu um banquete.
A terceira é a desconfiança. Sara ficou escondida. No Oriente Antigo, mulher não aparecia assim em público. Hoje, a situação seria chauvinista: “Isso é conversa de homem!”. Mas ela não crê na promessa. Abraão nunca diz nada. Ele sempre aceita. Sara desconfia. Este é o problema de quem ouve atrás da porta: nunca pega a conversa por inteiro. Há gente atrás da porta, ouvindo a Palavra de Deus. Pega as coisas pela metade ou não vê, como no caso de Sara, a expressão da fisionomia do mensageiro de Deus. Fica mal informada. Pode até ouvir bem. Mas não com os ouvidos da fé.
A quarta é que Deus não aceita a dúvida. “Por que Sara riu?” (v. 13). Talvez ele diga a muitos de nós: “Por que você não acredita?”. Ele nos vê mesmo quando estamos escondidos atrás da porta. Não aceita que duvidemos, e reafirma sua promessa: “E nessa época Sara terá um filho” (v. 13).  Nossas dúvidas não o desviam de seu propósito. Seu poder é maior que nossa dúvida e sua determinação de agir na história não depende de ninguém. Ele não precisa de nossa aprovação.
A quinta é o medo: “Ao escutar isso, Sara ficou com medo e quis negar” (v. 15). Agora ela viu que não era gente comum que estava com Abraão. É gente que ouviu seu íntimo. A dúvida gera o medo. O medo gera a mentira. Deus não aceita medo nem mentira: “Não é verdade; você riu mesmo” (v. 15). Ele não “deixa barato”. Declara nosso pecado. Principalmente o pecado de não crer e suas conseqüências, como o medo.
Talvez hoje seja um dia muito quente para você. Um momento desconfortável na sua vida. Do ponto de vista espiritual e emocional, talvez o dia lhe seja mais quente que a sensação térmica da minha abandonada, mas amada Macapá, com seus 43 graus. Não fique prostrado! Não se deixe abater! Lembre-se de como começou nossa história. No momento mais quente do dia, na hora de maior desconforto, “ele olhou para cima e viu três homens, de pé na sua frente” (v. 2). Quem sabe o que se passava pela cabeça de Abrão! O tempo passava, ele e a estéril Sara envelheciam, e nada do herdeiro prometido. Na hora do desconforto e do cansaço, Deus chegou.
É a hora mais quente do dia para você? Levante seus olhos! Olhe para cima! Deus está chegando!
Pr Isaltino Gomes

domingo, 8 de fevereiro de 2015

COMO ASSIM, OS TÍMIDOS NÃO ENTRARÃO NO REINO DOS CÉUS?


COMO ASSIM, OS TÍMIDOS NÃO ENTRARÃO NO REINO DOS CÉUS?

Muita gente fica impressionada com o texto de Apocalipse 21.8 onde conta ali uma série de características que a pessoa não deve possuir para ser aceita no céu por Deus, e uma delas é a timidez ou, em outras versões, covardia. Então isso quer dizer que uma pessoa tímida não pode ver Deus ou ir pro céu, mesmo ela sendo crente?

As pessoas pensam que essa timidez aqui em Apocalipse 21.8 fala daquela pessoa que tem certas dificuldades de falar em público, por exemplo; daí muitas pessoas usam de má fé, quando chamam alguém para subir no púlpito para dar uma palavra ou cantar algum hino; lógico que a pessoa tímida vai recusar algo assim, ainda mais quem não tem costume nessas coisas, aí verbera: “Tímidos, a Bíblia diz que os tímidos não herdarão o reino dos céus” e isso constrange qualquer um. 

O texto, na minha Bíblia diz: “Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte”. E realmente os tímidos, mesmo terão sua parte e não irão para o céu, estar com Cristo. Mas que medo é esse? Que timidez é essa que vai impedir da pessoa de ir ao céu?         

  NÃO TENHA VERGONHA DE CONVERSAR SOBRE JESUS! 

Aqui, o texto fala daquelas pessoas que se dizem cristãs, mas não externam isso, são tímidas ao levantar a bandeira de cristo, são covardes por não vestir a camisa santa. Que sentem vergonha de pregar, de cumprimentar com a Paz do Senhor, de andar com a Bíblia debaixo do braço, que sentem vergonha de evangelizar, que se acovarda na hora de falar de Jesus a alguém... 


E uma série de outros fatores em que pessoas se acovardam com certas atitudes que demonstraria o seu caráter cristão. Vemos isso até mesmo em nossa própria igreja, muitos jovens reunindo sua galera depois do culto, na frente da igreja, dificilmente você vai ver os jovens falando a respeito de Jesus, da Bíblia e dos seus preceitos. 

Eu mesmo já sofri com termos de querer falar só de Bíblia e meus amigos e irmãos jovens da igreja não gostarem; claro que temos milhares de assuntos pra se falar, mas tudo que existe debaixo deste chão a Bíblia enfatiza. 

Além disso, Jesus ainda diz que todo aquele que confessar, que não ter vergonha de mostrar que é de Jesus diante de todos, Jesus também não terá vergonha de confessa-los diante de Deus; mas qualquer que negar a Cristo, se envergonhar de cristo, de ser cristão, o próprio Cristo vai também sentir vergonha de você diante de Deus, conforme Mateus 10.32-33.

E sobre esse tipo de timidez, de covardia que o texto de Apocalipse 21.8 enfatiza, pois quem tem vergonha de mostrar que é cristão, é incrédulo de certa formaa, como é o segundo quesito que mostra no texto. Então não vamos nos envergonhar de dizer que somos de Cristo, de Jesus, que somos cristão, crentes, de falar do amor de Deus, pois Ele não teve vergonha de se passar por pecador, morrendo em um madeiro pra salvar a sua vida (Gálatas 3.13), diante de todo o universo (1 Coríntios 4.9) para te dar a melhor coisa que alguém pode te oferecer, a vida eterna. 

Texto de Neymarques Feitosa.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O CORAÇÃO DA HUMANIDADE


O CORAÇÃO DA HUMANIDADE

Nossos corações parecem tão distantes do dEle. Ele é puro; somos gananciosos. Ele é pacificador; somos conteciosos. Ele tem um propósito; nós somos ditraídos. Ele é agradável; somos irritantes. Ele é espiritual; somos materialistas. A distância entre os nossos corações e o dEle parece imensa. Como podemos anelar ter o coração de Jesus?

Pronto para a surpresa? Você já tem. Você já possui o coração de Cristo. Por que está me olhando dessa forma? Eu mentiria pra você? Se alguém está em Cristo, já possui o coração de Cristo. Uma das maiores, porém desapercebidas, promessas de Cristo é esta: se você entrega sua vida a Jesus, Ele entrega-se a si mesmo por você. Ele faz de seu coração a sua própria casa. Seria difícil ser mais suscinto do que Paulo: "Cristo vive em mim" (Gl 2.20).

Mesmo correndo o risco de ser repetitivo, permita-me sê-lo. Se você já entregou sua vida a Jesus, Jesus já habita em você. Ele já se mudou, desfez suas malas e está pronto para transformá-lo "de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" (2 Co 3.18). Paulo explica isso com estas palavras: "Mas, por estranho que pareça, nós, cristãos, possuímos efetivamente dentro de nós uma parcela dos próprios pensamentos e da mente de Cristo" (1 Co 2.16, A Bíblia Viva).

Estranho é a palavra! Se eu tenho a mente de Cristo, por que ainda penso tão como eu? Se tenho o coração de Cristo, por que ainda carrego as dificuldades de Max? Se Jesus habita em mim, por que ainda detesto os congestionamentos?

Parte da resposta é ilustrada em uma história sobre uma senhora que possuía uma pequena casa no litoral da Irlanda na virada o século. Ela era rica, porém econômica. Então as pessoas ficaram surpresas quando ela decidiu estar entre os primeiros que teriam eletricidade em sua casa.

Várias semanas após a instalação, um leitor de medição apareceu à porta. Ele perguntou se a eletricidade estava funcionando bem e ela respondeu que sim. "Estou intrigado, e gostaria que a senhora me explicasse uma coisa", disse ele. "Seu medidor demonstra que a senhora quase não utiliza a eletricidade!"

"Certamente", responde ela. "Todos os dias, quando o sol se põe, ligo minhas luzes tempo suficiente para acender meus candelabros; então as desligo".

Ela possui eletricidade mas não a utiliza. Sua casa está conectada, porém permanece inalterada. Será que não cometemos o mesmo erro? Nós também - salvos, embora com o mesmo coração - estamos conectados, porém permanecemos inalterados. Confiando em Cristo para a salvação, mas resistindo à transformação. Nós ocasionalmente ligamos o interruptor, entretanto, na maior parte do tempo, optamos pelas sombras.

O que aconteceria se deixássemos as luzes ligadas? O que aconteceria se não apenas ligássemos a luz mas vivêssemos na luz? Que mudanças ocorreriam caso persistíssemos na tarefa de descansar no esplendor de Cristo?

Não duvide: Cristo possui planos ambiciosos para nós. O mesmo que salvou sua alma anseia remodelar seu coração. Seu plano é nada menos do que uma total transformação: "... para serem conforme a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Rm 8.29).

"... e vos vestistes de novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou" (Cl 3.10).

Deus está pronto a moldar-nos à semelhança do Salvador. Devemos aceitar sua oferta? Eis minha sugestão. Vamos imaginar o que significa ser simplesmente como Jesus. Vamos nos aprofundar no coração de Cristo. Vamos passar alguns momentos considerando sua compaixão, refletindo sobre sua intimidade com o Pai, admirando seu foco central, ponderando acerca de sua paciência. Como Ele perdoou? Quando Ele orou? O que o fez tão agradável? Por que Ele não desisitiu? Precisamos estar "olhando para Jesus" (Hb 12.2). Talvez, ao vê-lo, possamos perceber em que podemos nos tornar.

MAX LUCADO

COMUNICAR É MAIS DO QUE FALAR

Comunicar é mais do que falar

Existem basicamente dois tipos de pessoas que se envolvem numa conversa. Os que querem comunicar-se e os que querem mostrar-se. O último tipo é um perito em tudo por atribuição própria e não pode resistir à tentação de oferecer seus pontos de vista em qualquer assunto. Ele é a pessoa que faz um comentário na classe a fim de ser notado por outros em lugar de aprender dos outros.

O irônico é que o verdadeiro perito num assunto jamais tem necessidade de diminuir os outros a fim de elevar a si mesmo. Ele também não precisa empregar um vocabulário técnico estrangeiro para comunicar-se com o público leigo. Esse vocabulário pode ser útil em círculos profissionais, mas basicamente inútil em outros setores.

Nós desenvolvemos nosso próprio vocabulário na religião: "salvação", Espírito Santo", "santidade", "reconciliação". Essas são palavras valiosas e importantes para nós, mas para o não-cristão comunicam bem pouco.

Um dos paradoxos da comunicação é que uma palavra precisa ser compreendida por ambas as partes antes de seu uso ser aprovado. O fato de você compreender um termo ou conceito não significa que seu interlocutor também entenda. Cabe então ao comunicador escolher palavras comuns a ambos. Usar palavras longas e difíceis pode impressionar, mas não faz parte da boa comunicação. Atirar as palavras e supor que elas serão compreendidas é uma atitude irresponsável, egoísta.

E.H. Hutten conta uma história muito interessante sobre Albert Einstein. Trata-se de um bom exemplo de como perito que conhece seu valor não tem necessidade ou desejo de impressionar outros. Na Faculdade de Princeton, Einstein assistia ocasionalmente conferências feitas por excelentes cientistas que muitas vezes eram um tanto obscuros e técnicos ao fazerem suas apresentações. Hutten relata: "Einstein se levantava depois da palestra e perguntava se podia fazer um pergunta. Ele ia então para o quadro negro e começava a explicar em termos simples o que o professor dissera. "Eu não tinha certeza de tê-lo entendido corretamente", dizia então com delicadeza, esclarecendo assim o que o orador não conseguira transmitir.

A comunicação eficaz é justamente isso, Jesus foi um mestre nesse sentido, jamais supondo que algo tivesse sido comunicado apenas pelo fato de ter sido exposto. Ele empregou enorme criatividade: ilustrações, parábolas, enigmas, perguntas, estudos de casos, e assim por diante.

MAX LUCADO

SOU PARTE DO CORPO DE CRISTO



SOU PARTE DO CORPO DE CRISTO

Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.
(1 Coríntios 12:27)


Estou no corpo de Cristo, preciso orar pelo corpo, para que o corpo se sinta bem. Deus me escolheu e me chamou para participar deste corpo, desta igreja, desta familia abençoada

Quero ajudar o corpo, pois faço parte do corpo, quero fazer minha parte, logo descubro qual é a minha função

Estou vivendo no Reino de Deus, o Reino de Deus está em mim, faço parte do seu povo, vivo na famíla de Deus. Deus está no centro, desejo fazer a vontade de Deus

Quero ser um membro feliz desta familia, quero ajudar o restante dos membros desta família

A igreja é o corpo de cristo, para ela ir bem, todos precisam colaborar com o corpo, uns ajudando os outros, mas infelizmente uns querem aparecer mais que os outros individualmente

Somos tipo o fermento que deve incomodar a massa( a sociedade) para tentar deixa-la melhor 

Eu torço para quer a familia de Deus se sinta bem, que haja harmonia na familia de Deus, que a minha presença nesta família seja agradável

Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.
(1 Coríntios 12:27)


Cada um tem seu lugar no corpo, cada um pertence ao corpo, cada um tem seu lugar certo, cada um tem sua função, uns ajudando os outros

Sou parte do corpo, desejo que o corpo seja forte, desejo que o corpo caminhe seguro, seja um corpo perfeito, que cada um reconheça sua importancia no corpo

Jesus é a cabeça do corpo, ele deseja que seus membros sejam unidos, quero fazer a minha parte, quero colaborar, cooperar, fazer o meu melhor

Quero buscar o reino de Deus e sua justiça, porque creio na palavra quer diz, que as demais coisas que necessito serão acrescentadas

 Mantenho minha posição, faço parte do corpo, oro pelo corpo, ora pela igreja, desejo que tudo corra bem, porque necessito da união do corpo, necessito fazer a vontade da cabeça do corpo, Jesus,  para com Ele caminhar junto com o corpo


Eu e minha família fazemos parte da igreja, do corpo, é o nosso lugar, lugar que precisamos estar, para sermos salvos, e andar no caminho certo 

Faço parte do corpo, este é meu lugar, é o lugar da minha família, é aqui que devemos ficar e fortalecer o corpo, caminhar junto com o corpo 

E aqui neste lugar o Senhor vai provar minha fé, minha confiança, serei provado e aprovado para ocupar meu lugar com eficiência

Vou ser peneirado, para ser usado, para fazer as coisas cada vez melhor, vou ser disciplinado pela palavra, para fazer o que é certo e correto, vou precisar ser humilde para obedecer a Cristo e amar as outras partes do corpo 

Deus vai me usar, pois faço parte do corpo, Deus precisa de mim, para ajudar o corpo, onde a igreja precisar de mim, eu preciso estar, por isso vou orar porque faço parte desta família, abençoada por Deus 

Eu sou uma parte do corpo de Cristo. Você que também é cristão faz parte deste corpo

Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.
(1 Coríntios 12:27)


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

EQUILIBRIO PERFEITO




Nosso grande desafio é manter o equilíbrio

Diante desse desafio universal que envolve todas as pessoas, como podemos equilibrar a nossa vida?

1 - Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.  2 - Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;  3 – Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;  4 – Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;  5 – Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;  6 – Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;  7 – Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;  8 – Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.(Eclesiastes 3:1.8)

SE HÁ TEMPO PRA TUDO PORQUE NÃO SOSSEGAMOS O CORAÇÃO


Como ter momentos de calma, vivendo num clima de intensa correria que a própria vida e sociedade moderna nos impõe?

Precisamos mais do que nunca procurar ter equilíbrio na vida, precisamos de um antídoto proporcional aquilo que estamos passando, ou seja, a cada minuto de stress precisamos de um minuto de relaxamento...]

A cada dia de intenso trabalho, precisamos de uma boa noite de sono, a cada esforço físico, uma boa alimentação e momentos de pausa para aprendermos respirar adequadamente e com qualidade

Lembre-se sempre: se queremos ter boa saúde, para cada período de estresse precisamos urgente deste antídoto proporcional, ou seja, de um período de relaxamento, daí sim, chegaremos a uma vida equilibrada, sem danos físicos, emocionais e espirituais

A vida moderna nos condiciona a viver experiências de maneira superficial, estamos sempre exageradamente sobrecarregados e essas montanhas de excesso conseguem desanimar qualquer pessoa e nossa cultura incentiva a rapidez.

O grande desafio é manter o equilíbrio, com momentos de nada fazer, com momentos de parar com tudo, por alguns instantes, isso nos ajuda a identificar o que realmente queremos na vida. Onde está nosso coração?

Mas hoje quem consegue ficar sem nada fazer? 

Quem consegue arrumar espaço de calma e paciência na vida? 

Quem consegue criar algo do nada?

Mas quando nossa criatividade estaciona e os pensamentos entram em parafuso é hora mesmo de parar e deixar a mente vagar

Deixando a mente descansar um pouco, relaxar e se esvaziar do mundo, percebemos que as coisas quase nunca são o que parecem, às vezes estamos tão concentrados em nossos problemas que nossa visão se torna estreita...

E deixamos de ver a dor e o sofrimento das pessoas ao nosso redor, as vezes sentimos piedade de nós mesmos, parece uma loucura generalizada, pois estamos juntos no mesmo barco da vida

Alguém consegue parar tudo por um instante e sentir o vento soprando em meio ao estresse e a rotina?

Procure relaxar e dar vida ao seu “verdadeiro eu”, tente olhar nos olhos das pessoas se puder, tente observar o amor, a paz, a bondade, a alegria, os sentimentos das pessoas, coisas que nem sequer vemos mais com nossos olhos naturais...

Mas comece aos poucos a observar o que você pode ver com clareza, observe as flores do jardim, as casas da cidade, os animais, a cidade atual totalmente modificada...

Tente lembrar das coisas passadas, as ruas, as cores, você vai perceber também que a natureza continua em perfeita harmonia, mas a nossa vida parece as vezes que está em desajuste total com o universo por causa da correria, da ansiedade e da rotina frenética de vida superficial.

Ainda há tempo para viver de maneira consciente?     

Deus não nos dá o poder de saber o que vai acontecer com a gente hoje, nem com as coisas, nem com o futuro, por isso ficamos sempre em um ponto de equilíbrio entre a prosperidade e a frustração, entre o bem e o mal, entre a alegria e a dor, entre a coragem e o medo e oscilamos o tempo todo para cima e para baixo, essa é a maneira de Deus nos conservar totalmente dependente Dele

E e se há tempo para tudo nesta vida, quando estamos nos sentindo na crista da onda, por cima de tudo, onde tudo parece estar na perfeita paz, então devemos ter mais cuidado, porque a queda pode ser muito grande e iminente e quando estamos em baixo astral na mais profunda agonia, devemos saber que após uma noite inteira de choro a alegria sempre vem de manhã, pois há tempo p/ tantas coisas ruins e boas na vida, mas o antídoto, o bom remédio para tudo isso é você que tem que saber a dose certa para tomar

Se seu chefe gritou e te chateou no meio da equipe, alguém o ultrapassou de maneira perigosa no transito, se seus filhos te deixam louco em casa, se tua esposa é briguenta, se suas contas não te deixam dormir...

Cuide-se ache mais rápido possível um antídoto urgente para estas dores, ou seja, através de uma diversão, um passatempo, uma oração, uma meditação, um bom banho quente, uma caminhada, conversa entre amigos, etc . Tente usufluir de tudo isso na mesma medida e proporção do veneno que está em seu corpo e em suas emoções

Pois você pode morrer antes do tempo, minar suas forças lentamente e se sentir fraco, deprimido e sem esperança de ver o lado bom de todas as coisas...

Comece a valorizar o tempo, e as pequenas coisas e procure momentos de pausa, aqueles momentos em que nada pode fazer, ou seja, momentos que você mesmo cria para nada fazer, assim terá uma visão mais clara da realidade, de quem você realmente é, como quer ser e como pode melhorar seu caminho

A respiração é uma ponte entre o corpo e a mente, uma coisa muito importante, seus benefícios são inúmeros, muito mais que se imagina, já que se trata de uma atividade tão simples e automática, mas no mundo acelerado de hoje, a tendência das pessoas é respirar rápido e pouco, o que aumenta a sensação de pressa e ansiedade



De que vale a vida se, de tanto correr, nem sequer temos tempo para parar e ver tudo acontecer

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