sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

AS TENTAÇÕES DO JUSTO



"As Tentações do Justo"

               
“A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mateus 4:1). Que versículo incrível. Mateus ousadamente declara que o Espírito de Deus levou Cristo para uma experiência no deserto, onde teria de sofrer fortes tentações.
Ainda mais surpreendente é que este versículo segue-se à uma cena de grande glória. Jesus havia acabado de ser batizado no Jordão. Ao sair da água, os céus se abriram, e o Espírito veio sob a forma de uma pomba e pousou em Seu ombro. Aí uma voz vinda dos céus declarou: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:17).
Talvez você fique imaginando: se Deus se comprazia tanto em Jesus, declarando ao mundo todo que este era o Seu filho amado, por que então levou Cristo à uma experiência no deserto?
Quero lhe lembrar que Jesus é o padrão para as nossas vidas como crentes. João escreve: “...segundo ele é, também nós somos neste mundo” (I João 4:17). Além disso, “foi ele tentado em todas as cousas, à nossa semelhança” (Hebreus 4:15). A mensagem das Escrituras é clara: todos que estão em Cristo - o “Amado” de Deus, sobre o qual Seu Espírito repousa - passarão por uma experiência de provação no deserto, assim como foi com Jesus. E esta experiência será acompanhada de tentações satânicas.
Note: este princípio não se aplica a crentes mornos, ou com coração frio. Estas provações só vêm sobre aqueles que andam no Espírito em comunhão com o Senhor. Em verdade, quanto maior for a paixão da pessoa por Jesus, mais intensas serão suas provações no deserto.
Contudo, quando o Espírito Santo nos leva para o deserto, Deus tem em mente um propósito eterno para nós. Não se engane, porém -- Deus não nos tenta. É o diabo que faz a tentação: “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta” (Tiago 1:13).
Para descobrir qual é o propósito de Deus para nós na experiência no deserto, precisamos examinar a experiência de Cristo. Fora do deserto as multidões enfrentavam suas próprias tentações. Estas tentações eram as comuns, e tinham a ver com ambição, adultério, violência, roubo, bebida, jogo. Estas pessoas viviam em plano inferior em todos os sentidos.
E Jesus se mantinha acima de tudo isto. Ele não seria tentado por pecados tão grosseiros. Por Ele ser justo, amado, escolhido, suas tentações chegariam a um nível mais elevado. Elas seriam muito mais profundas, misteriosas, e intensas que os pecados habituais da vida. Suas tentações seriam na esfera do espiritual -- e teriam conseqüências eternas.
O mesmo é verdade hoje para nós. Uma pessoa verdadeiramente espiritual não é tentada na linha da carnalidade declarada. Por exemplo, ela provavelmente não será tentada a dar uma escapada a um bar para beber, ou arranjar um quarto de hotel para fornicação com uma prostituta, ou cobiçar a mulher do próximo. E nem irá sequer pensar em jogos de azar, uso de drogas ou em falar palavrões.
Pelo contrário, seu desejo diário é o de se aproximar do Senhor. Ele torna Jesus o Senhor de toda sua vida - devora a cada dia a Palavra de Deus, busca-O em oração. Sua alma clama: “Senhor - quero me aprofundar em Ti. Quero andar mais junto a Ti do que nunca.”
Isso lhe descreve? Se é assim, as suas tentações serão mais do tipo que Cristo suportou. Elas terão a ver com a sua obediência a Deus, e com a dependência à Sua Palavra. E Satanás fará tudo que estiver ao seu alcance para lhe tentar. Ele quer lhe afastar do objetivo que Deus tem para você. Ele vai tentar questionar o seu chamado, e lhe convencer que a aprovação e a bênção de Deus sobre a sua vida são mentira.
1. Depois de Quarenta Dias e Quarenta Noites de Jejum, Jesus Teve Fome.
No instante que Jesus ficou fisicamente vulnerável, o diabo trouxe a primeira tentação. As Escrituras dizem o seguinte sobre Cristo: “E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pão” (Mateus 4:2-3).
Não é pecado ter fome. Então, qual é o problema aqui? Satanás estava desafiando Jesus: “Se és inteiramente Deus, então tens em Ti o poder de Deus. E nesse momento, estás em grandes dificuldades. Por que não usas o poder que Deus Te deu para resolver o problema? Ele não Te deu o poder para ver se o usarias corretamente?
Tu nada fizestes para ser colocado nesta situação adversa. E sabes que Deus não gosta de ver Seus filhos sofrendo. Então, não precisas agüentar isso por nem mais um minuto. E não há nada errado em se atender às próprias necessidades. Simplesmente pronuncie a palavra, e ordene Sua saída desta situação.”
Esta é uma das tentações mais insidiosas que vêm sobre as pessoas realmente de Deus. Assim como o nosso exemplo, Jesus, você é apaixonado por Deus. Você determinou em seu coração ser totalmente submisso a Ele. Então o Senhor o leva à uma experiência no deserto - e você agüenta um longo período de provação e aridez. Depois de um certo tempo, vêm as perguntas. Você começa a se desorientar, se questionando sobre os propósitos eternos de Deus para a sua vida. E ao tentar orar e conquistar a vitória, as tentações de Satanás parecem mais terríveis do que nunca.
Esta foi a experiência de Davi. O Espírito Santo levou este homem piedoso à uma prolongada experiência de deserto. Com o tempo Davi ficou tão desencorajado, que achava que o mundo inteiro havia enlouquecido. Ele clama: “...já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens” (Salmo 12:1). “Falam com falsidade uns aos outros...falam com...coração fingido”(12:2).
Davi entrou em aflição por tanto tempo que ficou zonzo de tanto desespero. Disse: “Até quando estarei... com tristeza no coração cada dia?” (Salmo 13:2). E ficou imaginando quando isso iria acabar: “Até quando, Senhor? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto? Até quando estarei eu relutando dentro em minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?” (13: 1-2). Ele estava perguntando a Deus: “Senhor, por que tenho de enfrentar uma batalha na alma tão profunda e inexplicável? E até quando vai durar? Vou ter de dar um jeito nisso sozinho? Não consigo descobrir o porquê de tudo.”
No Salmo 35, Davi fala de uma armadilha que seus inimigos lhe prepararam: “Sejam confundidos e cobertos de vexame os que buscam tirar-me a vida...Pois sem causa me tramaram laços, sem causa abriram cova para a minha vida” (Salmo 35:4,7). Que laços são esses?
É a mesma tentação que Satanás lançou contra Jesus. O inimigo quer que você aja independentemente do Pai. Quando você está em meio à batalha, o diabo diz: “O seu sofrimento não vem de Deus. Você não tem de agüentar isso. Você possui em si o poder de Deus, através do Espírito Santo. Então você não tem de agüentar isso mais um dia. Simplesmente ordene seu livramento. Diga a palavra - liberte-se dessa agitação. Satisfaça sua fome.”
O primeiro esquema de Satanás foi o de criar perda de poder. Ele esperava que Deus não atendesse, caso Jesus pedisse pão. Se faltasse o poder do céu, então Cristo poderia duvidar de Sua própria divindade e se desviar de Seu propósito eterno na terra.
Segundo, Satanás sabia que Jesus foi enviado para cumprir só o que o Pai lhe mandasse. Então ele intencionava convencer Cristo a desobedecer aqui para o Seu próprio benefício. Deste jeito, se Jesus usasse o Seu poder naquela hora para evitar o sofrimento, Ele poderia fazer o mesmo mais tarde para evitar a cruz.
O diabo tem usado esta mesma tentação com multidões de seguidores de Cristo. Estes crentes eram verdadeiramente famintos por Deus. Eram ungidos, cheios de oração, cheios do poder do Espírito Santo. Mas então foram levados para o deserto do sofrimento, da necessidade e do desespero. E Satanás os tentou, levando-os a duvidar de que a provação era conduzida por Deus, e levando-os a usar o poder de Deus para se salvar.
O inimigo cochichou: “Você está cansado dos problemas de dinheiro. E Deus não está respondendo nenhuma oração sua. Todo dia você se desespera com o sofrimento que vem sobre você e a família. E agora você não agüenta mais.
“Você está com a palavra de Deus no coração. E Ele lhe deu poder através do Espírito Santo. Por que não exercer este poder para acabar com o sofrimento? Apodere-se da promessa de Deus, e declare a saída desta dor, já. É para uma boa causa.”
Eles acreditaram na mentira de Satanás. E procuraram se apoderar de uma única promessa de libertação, para tentar acabar com o sofrimento. Pararam de confiar, e invés disso começaram a “ordenar” que as finanças ficassem do jeito que queriam. Mas suas ordens não foram validadas pelo Espírito Santo - e os seus planos fracassaram.
Aí então fizeram a coisa à sua maneira. Ultrapassaram os valores do cartão de crédito e fizeram empréstimos. Foram fazendo cada vez mais dívidas, se vangloriando o tempo todo: “Deus está me abençoando.” Mas no final das contas, tudo explodiu. Foi aí que ficaram amargurados. No final, desistiram da Palavra de Deus e se desviaram. Vi isso acontecer um sem número de vezes.
Estas pessoas acabaram abortando o propósito de Deus para a provação. O Senhor havia desejado levá-los à dependência e à confiança absolutas nEle. Ele queria que as lutas os despojassem de toda confiança no homem e na capacidade própria. Ele também queria produzir neles uma paixão semelhante à de Cristo para com os que estivessem sob sofrimentos iguais. As Escrituras dizem que estes eram os propósitos de Deus até para o Seu próprio filho: “embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas cousas que sofreu”(Hebreus 5:8). “Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (2:18).
Então, como Jesus respondeu à tentação do diabo? “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4:4). Cristo disse em essência: “A minha vinda à terra não foi para satisfazer às minhas necessidades, dores ou para o meu conforto físico. Eu vim para dar à humanidade - não para salvar a Mim mesmo.”
Nem mesmo ao chegar ao ápice do sofrimento Jesus perdeu de vista o Seu propósito eterno. E se o nosso Senhor aprendeu a dependência e a compaixão através de uma experiência no deserto, assim será conosco. Em verdade, os crentes que eu sei que possuem a genuína compaixão de Cristo, são aqueles que suportaram o sofrimento e saíram com o testemunho da fidelidade de Deus. Eles podem dizer com Paulo: “eu trago no corpo as marcas de Jesus” (Gálatas 6:17).
2. A Seguir, Satanás Levou Jesus Para o Pináculo do Templo.
Quando Jesus estava no ponto mais alto do templo, Satanás cochichou para Ele: “Vá em frente - pule. Se és verdadeiramente Filho de Deus, Ele Te salvará. A Palavra dEle diz que os anjos se acampam em torno de Ti para proteger, para que nunca Te machuques” (ver Mateus 4:5-6).
Você percebe Satanás dando voltas nestas frases? Ele separa uma promessa isolada das Escrituras - e tenta Jesus a lançar toda a Sua vida sobre ela. Ele sugere: “Dizes que Deus está contigo. Tudo bem, prove isso. O Pai já permitiu que eu lhe perturbe. Onde está a presença dEle nisso? Podes provar que Ele está contigo agora mesmo saltando daqui. Se Deus está contigo, Ele providenciará uma descida suave. Então podes basear Tua confiança nisto. Se não, podes também morrer, em vez de ficar imaginando se terias sido deixado ao léu ou não. Tu precisas de um milagre para provar que o Pai está contigo.”
Outra vez Davi suportou opressão semelhante. Ele havia testemunhado ao mundo a fidelidade de Deus para com ele. Agora, porém, se via num poço de desespero. E Satanás chegou acusando e provocando: “Olhe para você; está arrasado e nem sabe porquê. Você diz que Deus é fiel, porém está espiritualmente acabado. Você ora dia e noite, mas todo dia se levanta com uma vontade inexplicável não atendida.Onde está Deus nisso tudo?”
Davi clama: “os meus adversários me insultam, dizendo e dizendo: O teu Deus, onde está?” (Salmo 42:10). A seguir acrescenta estas palavras ao clamor: “Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte; para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários vindo eu a vacilar” (13:3-4).
A batalha que agitava a mente de Davi é comum a todas as pessoas piedosas. Às vezes Deus parece estar em silêncio. Podemos nos ver em lutas que não compreendemos. Como Davi, suplicamos: “Até quando, Senhor? Quando vais me mostrar uma prova de que estás comigo? Por favor, me envie um sinal, uma amostra.”
Neste ponto, você deve estar pensando: “Qual é o mal de se lançar nas promessas de Deus? A Bíblia diz que todas as promessas de Deus são 'sim e amém' para os que crêem” (ver 2 Coríntios 1:20). Realmente, somos livres pelas fiéis promessas de nosso Deus.
Mas há um sério perigo para a pessoa que separa um versículo do resto das Escrituras e lança toda sua fé sobre ele. Dou um exemplo. Conheço uma senhora que estava em total desespero com as finanças. Ela precisava de uma série de milagres simplesmente para sobreviver. Então ela colocou toda a fé em uma só promessa bíblica: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” (Malaquias 3:10).
Esta senhora começou a dar o dízimo fielmente, achando que seria abençoada financeiramente em retorno. Mas não funcionou. Então ficou zangada com Deus, clamando: “Fiz o que manda a Palavra de Deus. Coloquei minha confiança em Sua promessa, dando o dízimo com fidelidade. Mas agora a situação ficou pior do que antes. Deus trancou as janelas do céu para mim.”
Esta mulher se lançou do templo e descobriu que não havia rede. O diabo com sucesso destruiu sua fé. Como? Ele a convenceu a ignorar o aconselhamento conjunto das Escrituras.
Sim, Deus realmente promete abrir os céus para os que dão. Mas Ele também requer uma certa condição dentro do coração dos dizimistas: “Quando os céus se cerrarem, e não houver chuva, por ter o povo pecado contra ti...” (2 Crônicas 6:26). Esta senhora nunca tratou com outras passagens que exigem a necessidade de perdoar. Ela abrigava inveja e ciúme no coração.
A maioria das falsas doutrinas, dos erros e das seitas religiosas nascem destas tentativas enganosas. Quando as pessoas tentam separar uma promessas das Escrituras, querem forçar Deus a se provar a Si próprio sendo fiel àquela promessa. Contudo ignoram o resto que as Escrituras pedem na área em que fazem os pedidos. Esta é a razão da resposta prévia de Jesus a Satanás: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4:4).
Bem - no topo do templo, considero profundo o fato de Deus ter permitido que Seu Filho fosse levado a um ponto de decisão tão perigoso. E, por Jesus ser inteiramente humano e inteiramente Deus, Ele deve ter feito Suas perguntas. Teria Ele pensado: “Pai, sei que me chamastes para que eu desse a vida. E alegremente aceito isso. Mas onde estás nesta hora? Por que permitistes que eu fosse colocado numa provação destas?”
Como respondeu Jesus? Ele declara: “...está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus” (Mateus 4:7). O que Jesus quer dizer exatamente com “tentar a Deus” aqui?
O Israel antigo é um exemplo. Dez vezes o Senhor se provou fiel aos israelitas em suas provações. E em todas as dez ocasiões, o povo de Deus recebeu prova visível de que o seu Senhor estava com eles. Contudo, toda vez o povo fazia a mesma pergunta: “Está Deus entre nós ou não?” Deus chama isso de “tentá-Lo”. Houvera Deus permitido, não teria havido fim nessa busca de “prova”.
Agora Jesus usa esta mesma frase - “tentar a Deus” - na resposta a Satanás. O que isso nos diz? Isso nos mostra que é um sério pecado duvidar da proximidade de Deus em nossas lutas. Não importa o quão derrubados estejamos, ou o quanto é pequena a evidência que temos da presença de Deus, não podemos questionar se Ele está conosco.
Com muita freqüência, os cristãos colocam Deus à prova em suas experiências no deserto. Dizem: “Senhor, não vou conseguir a menos que mostres uma prova de que estás comigo. Satanás está me acusando, e não consigo deixar de pensar que ele está ganhando a parada. Estás comigo ou não? Se Tu não me livrares rápido, ou se não me deres um sinal da Tua bênção, vou parar de lutar.”
Porém, assim como com Israel, Deus já nos deu uma enormidade de provas. Primeiro, temos na Sua Palavra múltiplas promessas da proximidade dEle conosco. Segundo, temos a nossa própria história pessoal com Deus - o testemunho das muitas libertações que Ele operou em nossas vidas. Terceiro, temos a Bíblia repleta de testemunhos da presença de Deus ao longo dos séculos de lutas e dificuldades. Sem dúvida o nosso Senhor já se provou a nós uma vez após outra. Mas ainda exigimos uma prova física - caso contrário.
A Bíblia é clara: devemos andar com Deus pela fé e não pela vista. Caso contrário, iremos acabar como um Israel incrédulo.
3. Jesus Foi Levado a um Alto Monte Onde Lhe foram Mostrados os Reinos do Mundo
Sobre o monte, Satanás tentou Jesus com esta oferta: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mateus 4:9). Isso soa tão absurdo, tão ridículo; como poderia alguém achar que fosse tentação? Satanás realmente acreditou que Jesus seria tentado por isso?
Acredite ou não, foi uma oferta poderosa e atraente. Satanás estava desafiando Jesus dizendo: “Deus Te chamou para entregar a vida por um mundo perdido. E agora viestes para libertar os prisioneiros das minhas mãos. Jesus, quero Te dizer uma coisa: Tu podes fazer tudo isso agora mesmo, num segundo.
“Eu prometo que se apenas Te curvares aos meus pés, num ato único de adoração, eu cesso a luta. Abro mão de todo o poder sobre estes reinos. Não possuo e nem escravizo mais ninguém. Acabam a escravidão demoníaca, o assédio vindo dos meus principados e potestades. Sei que amas a humanidade o suficiente para Te tornar amaldiçoado por Deus em favor deles. Então, por que esperar? Tu podes Te sacrificar agora mesmo, e libertar o mundo a partir deste instante.”
Isso na verdade repete as palavras do apóstolo Paulo: “ porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne” (Romanos 9:3). Aqui Satanás estava trabalhando na compaixão humana de Cristo. Estava tentando Jesus com uma visão de um mundo onde o diabo abdicaria de governar os ímpios -- tudo em troca de um ato.
Por que Satanás estava querendo deixar todo o seu poder por isso? Mais uma vez, ele estava tentando salvar a própria pele. Satanás sabia que seu destino eterno seria selado no Calvário. Então, se ele simplesmente conseguisse evitar que Jesus fosse para a cruz, poderia se livrar deste destino. E convencendo a Cristo a desistir agora, a cruz poderia nunca acontecer. O diabo estava dizendo basicamente: “Seja amaldiçoado, Jesus, para salvar o mundo já.”
Você pode estar pensando: “O que isso tem a ver comigo?” Respondo que Satanás ainda continua tentando o justo oferecendo a mesma coisa. Explico.
Primeiro, Satanás sabe que os crentes consagrados nunca se dobrarão a ele para realizar qualquer ato de adoração. Então, por isso ele chega à nós com ameaças e acusações. Ele diz: “Você não precisa me adorar - pois já tenho acesso à sua carne. Conheço todas as suas fraquezas e tendências. Eu as tenho alimentado desde a sua infância; e posso lhe atormentar com isso à vontade.
“Não há vitória para você na cruz. Todas as promessas da aliança são mentira. Detenho o controle absoluto sobre a sua natureza adâmica, aquele pecado que habita em você. Já lhe provei isso várias vezes. Você sabe que eu posso lhe subjugar à hora que eu quiser, quando você menos espera.
“Então, vá em frente e testifique da sua liberdade em Cristo. No momento em que estiver cantando o maior dos louvores, dominarei sua mente com o mal. Vou levar o pecado a você de um jeito tão poderoso, que você entrará em desespero por estar livre. Você não tem poder. Até mesmo agora você cede à mais leve tentação.”
Conheço ministros que estavam libertos da escravidão ao pecado há décadas. Aí, mais tarde na vida, numa hora de grande unção ou de bênção, a velha lascívia apareceu. O inimigo a colocou diante deles para tentar lhes amedrontar e produzir pensamentos de condenação. Isto aconteceu comigo algumas vezes durante o ministério. O inimigo me perseguiu com maus pensamentos e me disse que a aliança era mentira - que eu era impotente contra o domínio do pecado, e que ele iria sempre se levantar em mim.
Como devemos responder às acusações de Satanás? “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). Não importa quantas tentações Satanás lança contra você. Você não precisa ter medo de nenhum pecado do passado. Se o sangue de Cristo cobriu este pecado, então o diabo não pode fazer coisa alguma para separá-lo do Pai.
É claro que você sempre possuirá a natureza pecaminosa habitando em si. E sempre enfrentará bruscas surpresas do pecado. Mas o Espírito Santo é fiel para dizimar antigas luxurias, quando O invocamos para mortificá-las. Ele não permite que elas nos destruam. As promessas da aliança de Deus nos libertam do poder e do domínio do pecado.
4. O Diabo Deixou Jesus, e Anjos O Serviram
Imagine você chegando até Jesus no quadragésimo primeiro dia - o dia imediatamente após as tentações no deserto. A face dEle brilha, pois anjos refrigeraram Seu espírito. Ele se rejubila, louvando o Pai, pois conquistou grande vitória; venceu as tentações do inimigo.
Você vê Jesus exsudando vida e confiança. Ele agora está pronto para enfrentar os poderes do inferno. Então, com ousadia sai a caminho das grandes cidades que jazem nas trevas. Ele prega o evangelho, seguro da Palavra de Deus. E cura os doentes, sabendo que o Pai está com Ele.
Agora, examinando sua própria vida, você vê exatamente o oposto. Você ainda enfrenta sua árida experiência no deserto; suportou ardorosos ataques de Satanás, e a alma está destroçada. Você não consegue evitar o pensamento: “Jesus nunca passou por provações como as minhas. Ele estava acima de tudo isto.”
Você vai à igreja com a cabeça deste jeito - tentado, testado, desesperado. E agora na sua frente está o pastor - um homem que parece forte na fé. Ele fala de um jeito tão seguro da presença de Deus, como se houvesse acabado de receber visita de anjos ministradores. Você pensa: “Ele nunca passou por problemas como os meus.”
Se você soubesse. Você não viu quando Deus chamou este homem para o ministério. O Espírito Santo lhe trouxe um chamado glorioso - e imediatamente o levou ao deserto para ser tentado de maneira tremenda. Você nem sabe dos dias, semanas e meses em que foi afligido por uma fome profunda de Deus, que não se satisfazia. Você jamais experimentou as mentiras que Satanás colocou na cabeça desse homem, os maus pensamentos que foram incutidos nele algumas vezes. Você não o viu nos dias em que ficou reduzido à nada, destroçado no desespero. E você não percebe que muitas vezes seus melhores sermões vieram das provações na própria vida.
Paulo nos previne a não medirmos nossa justiça com aquela que achamos ser a do outro: “Porque não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmos; mas eles, medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez” (2 Coríntios 10:12).
Não conseguimos ler o coração dos outros. Quem teria dito no quadragésimo primeiro dia que Jesus havia acabado de sair de uma longa e terrível tentação? Quem poderia dizer que a glória que viam nEle brotava de um combate pior que qualquer outro que poderiam um dia enfrentar? Temos de olhar só para Jesus. E temos de depender só da justiça e da santidade dEle. Ele deu a todos nós acesso idêntico a isso.
Deus o ama nas horas das provações. O próprio Espírito dEle levou você para o deserto. No entanto, o Seu próprio Filho já esteve lá -- e Ele sabe exatamente o que você está passando.
Permita que Ele complete a obra de edificá-lo para dependência e confiança absolutas nEle. Você sairá com confiança -- piedosa compaixão, e força para ajudar outros.

Por David Wilkerson

SOLITÁRIO NUNCA MAIS

 



Solitário Nunca Mais


Se Deus o escolheu por uma razão muito especial, ele o desejará como propriedade exclusiva. Desejará que você o ame acima de tudo e de todos. A fim de dar-lhe liberdade para amá-lo acima de tudo, ele terá de conduzi-lo por muita solidão. A solidão abre a porta para companheirismo com Deus, e o faz ingressar na escola onde ele mesmo será o seu mestre.
Solidão foi a porção de muitas pessoas especiais na Bíblia, e de homens e mulheres que abençoaram a igreja durante a história. Rejeitar a solidão ordenada por Deus, e encher os espaços com coisas deste mundo ou com atividades para distrair-nos dele, é rejeitar o melhor de Deus e perder a maior oportunidade de ser uma parte vital no reino de Deus para toda a eternidade.
A solidão abre as portas para comunhão com Deus e para aprender lições jamais possíveis em outro lugar. Aprender a dependência de Deus é muito desejável – depois que a aprendemos. É tão desejável que se transformará em sucesso em qualquer área da vida, contanto que as lições aprendidas de Deus não sejam esquecidas.
Se aprendermos as lições durante a solidão, ganharemos intimidade e relacionamento duradouro com Deus. Aprenderemos também a ter relacionamentos duradouros com pessoas.
Quando Deus falou com Abraão para deixar sua terra, seu povo, e sua família, para ir a um país distante a fim de aprender a ter fé em Deus, ele obedeceu e aceitou uma vida de solidão para tornar-se pai de muitas nações.
José ficou solitário numa cela de prisão, depois de ser arrancado da sua família e da sua terra. Entretanto, foi assim que ganhou favor diante do mundo inteiro.
Davi aprendeu suas lições numa escola de solidão que começou já na sua infância. Depois de alcançar a fama, passou novamente por solidão que o preparou para exercer uma boa liderança. Ele aprendeu a ter comunhão com Deus e ganhou o respeito do povo de Deus daí para frente.
O apóstolo Paulo passou por anos de solidão em que buscou a comunhão com Deus. Sabemos muito pouco sobre seus anos de solidão em Tarso, depois de ter começado a evangelizar com fervor logo após sua conversão. Ele levou uns dez anos para aprender as lições e poder testemunhar a operação do Espírito Santo no seu ministério, conduzindo pessoas à conversão. Foi durante seu tempo solitário na prisão que escreveu as cartas que passaram a fazer parte do Novo Testamento.
Solidão é a escola que nos ensina a depender de Deus. Quando aprendermos esta lição, atrairá outras pessoas com o mesmo desejo. Deus também passou por tempos de solidão em nosso favor, para que hoje pudéssemos ter comunhão com ele e com outros cristãos no mundo inteiro.
Os cristãos passam por tempos de solidão, mas quando aprenderem as lições, nunca mais serão solitários. Terão comunhão com Deus e com o povo dele.
Encontrei recentemente a seguinte história verdadeira de vitória sobre solidão: Robert Harkness era um pregador e autor de hinos na Austrália. Numa certa viagem evangelística, ele ficou hospedado numa próspera fazenda de ovelhas, no interior daquele país. Na espaçosa sala de estar havia um lindo piano, e Robert aproximou-se dele, pensando em tocar alguns hinos antes se acomodar para a noite. Mas abruptamente, a dona da casa o impediu: “Você não pode tocar neste piano!”
“Por que?” ele perguntou, chocado.
A senhora passou então a explicar a história triste. “Meu filho era estudante na escola de medicina. Ele também tocava muito bem o piano. Tinha costume de tocar por horas a fio. A casa ficava cheia de música. Mas um dia foi recrutado pelo exército (Primeira Guerra Mundial), enviado para a Turquia, e nunca mais voltou. Não suporto a pensamento de qualquer outra pessoa tocar no piano do nosso filho. Sua memória é inesquecível e extremamente dolorosa para mim.”
Robert Harkness ficou acuado. Mas num instante, Deus lhe mostrou como consolar este coração partido de mãe. Abrindo seu Novo Testamento, leu em 1 Pedro 5.7: “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”.  Então se despediram para a noite.
Na manhã seguinte, a senhora animadamente os convidou para tomar café, e logo foi dizendo: “Não estou mais solitária; Jesus é o Amigo de amigos para mim”.
Esta frase encontrou uma ressonância no coração de Robert. “Por favor,” ele disse, “repita esta frase.” Depois que ela o fez, ele pediu: “Posso colocá-la à música?”
“Sim, por favor faça”, ela respondeu.
Naquele momento, o piano que fora por tanto tempo um monumento morto ressuscitou-se  com os acordes da música “Solitário Nunca Mais”. As notas e acordes fluíram das suas mãos para as teclas do piano abandonado, expressando a alegria e esperança de se ter Jesus como o “Amigo dos amigos”.
Quando visitamos os imensos cemitérios em Gallipoli, onde o filho dela morrera, um epitáfio trouxe este testemunho: “Ele trocou seu uniforme de exército por uma roupa branca resplandecente”.
Abaixo a letra da música que foi composta naquela ocasião:
“Solitário Nunca Mais”

Robert Harkness

MORDOMIA CRISTÃ

 

MORDOMIA CRISTÃ



Parte 1 - Introdução


1 Pe 4.10 e 11; 1 Co 4.1 e 2
A palavra mordomia sofreu, ao longo dos anos, uma deturpação devido ao seu mau uso. Esta palavra é usada como regalias e favores concedidos, especialmente pelos governos, a alguns funcionários públicos. Ou ainda, quando pensamos em mordomo, pensamos num romance ou filme policial em que o mordomo sempre é o criminoso. Estes não são o sentido bíblico da mordomia cristã.


1. SIGNIFICADO DA PALAVRA MORDOMO:

A palavra mordomo, em português, vem do latim majordomus, que tem o mesmo significado do grego oikonomoV - oikonomos (oikoV - oikos, casa, e nomoV - nomos, governo). Major, em latim, é maior ou principal, e domus, casa, a casa com tudo que ela contém e significa. Assim mordomo é o principal servo, o que administra a casa do seu senhor.
Vejamos alguns mordomos na Bíblia: Eliézer (Gn 24.2) e José (Gn 39.4-6).


2. CONCEITO BÍBLICO DA MORDOMIA:

"É o reconhecimento da soberania de Deus, a aceitação do nosso cargo de depositários da vida e das possessões, e administração das mesmas de acordo com a vontade de Deus"


3. BASE BÍBLICA DA MORDOMIA CRISTÃ:

a) Deus é dono de tudo e de todos:


a.. Do universo: Gn 1.1; 14.22; l Cr 29.l3-l4; Sl 24.l; 50.10-12.
b.. Do homem:
por direito de criação -Is 42.5
por direito de preservação: At l4.l5-l7 e At 17.22-28
por direito de redenção: 1 Co 6.l9e20; Tt 2.l4 e Ap 5.9
b) O homem é o mordomo - Gn 1.28; 2.l5 e Sl 8.3-9.


4. VALOR DA DOUTRINA PARA A VIDA CRISTÃ

a.. Senso do sagrado
b.. Senso de responsabilidade
c.. Senso de dependência

CONCLUSÃO:

A mordomia cristã estabelece como verdade que Deus é o Senhor, o Dono de tudo quanto existe na terra e no céu e concedeu ao homem o privilégio e responsabilidade de administrar. Os homens não são os donos, mas mordomos.

"Além disso requer-se nos despenseiros (ou mordomos) que se ache fiel."


                                                         
Parte 2

Mordomia do corpo

1 Co 6.l9 e 20

O corpo é a estrutura física do homem. Este foi criado por Deus com um cuidado especial. Ao criar as demais coisas, Deus disse: "Haja..." Quando, porém, criou o homem, formou-o do pó da terra e soprou-lhe nas narinas dando assim o fôlego da vida (Gn 2.7). O salmista Davi disse: "Eu te louvarei porque de um modo admirável e maravilhoso fui formado." (Sl 139.14).


1. CONCEITO FALSO SOBRE O CORPO

Há um conceito errôneo, que existe desde o primeiro século, divulgado pelos gnósticos de que a matéria é má. Com este negam a encarnação de Jesus (o fato de Jesus ter vindo em carne) e afirmam que Ele veio apenas em Espírito. A Bíblia condena este conceito em I Jo 4.2 e 3 que diz: "Nisto conheceis o Espírito de Deus - todo espírito que confessa que Jesus veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus veio em carne não é de Deus; mas é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que havia de vir; e já está no mundo."
Também afirmam que não devemos nos preocupar com a preservação e santificação do nosso corpo, pois sendo a matéria má não importa o que façamos com o mesmo. A Bíblia, por sua vez, também condena este conceito afirmando que o nosso corpo é templo do Espírito Santo devendo ser cuidado como tal.


2. O QUE A BÍBLIA FALA DO NOSSO CORPO ?

a.. Foi criado por Deus: Gn 1.26 e 28 - 2.7 e Sl 139.14.
b.. É templo do Espírito Santo: 1 Co 6.19 e 20.
c.. É usado como metáfora da Igreja: 1 Co 12.12--31.
d.. Podemos glorificar a Deus em nosso corpo (1 Co 6.20 e Fp 1.20), dedicando-o a Deus (Rm 12.1 e 2).


3. DEVERES PARA COM O CORPO

a.. Alimento saudável
b.. Higiene do corpo, da casa e das roupas assim evitando doenças
c.. Visitas ao médico em caráter preventivo - vacinas, por exemplo, exames preventivos, etc.
d.. Descanso
e.. Usar trajes santos (Sl 96.9)
f.. Lazer (Lc 2.52)
g.. Fugir da prostituição (1 Co 6.15-18, Ef 5.1-4 e Cl 3.5)
h.. Não fazer uso dos inimigos do corpo: fumo, bebida e drogas

CONCLUSÃO

Cuidar do nosso corpo é um dever. Deus escolheu fazer dele o seu templo. Sendo assim, deve ser usado de acordo com a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável. Sabendo que o nosso corpo não é nosso mas de Deus.

                                                             Parte 3

Mordomia do pensamento


"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." (Fp 4.8 )
Devemos dar graças a Deus pela capacidade que temos de pensar, refletir e usar esta para a glória de Deus. Deus conhece os nossos pensamentos e o meditar do nosso coração. Somos mordomos do nosso pensamento, assim devemos reconhecer o Senhorio Divino sobre este. Há uma declaração bíblica que diz "...nós temos a mente de Cristo" (I Co 2.16). Ter a mente de Cristo é pensar como Ele e ter o nosso pensamento dominado pelo mesmo.

1. FASES DO PENSAMENTO

Segundo o Pr. João Falcão Sobrinho o pensamento humano abrange quatro fases:

a.. A memória, o que é acumulado nos registros do cérebro, através dos sentidos físicos.
b.. A análise, a avaliação dos dados da memória, a reflexão.
c.. A imaginação, ou fantasia que está relacionada com as emoções, desejos íntimos e sonhos.
d.. A elaboração do pensamento (a associação entre os dados guardados na memória e a imaginação) em ordem, para ser aplicado à realidade externa.

2. DEUS CONHECE OS NOSSOS PENSAMENTOS

a.. Ele sabe os nossos pensamentos - Sl 139. 1 e 2
b.. Os nossos pensamentos devem ser agradáveis a Deus - Sl 19.14
c.. Ele reprova os pensamentos maus - Gn 6.5; Pv 6.16-19 e Pv 15.26

3. DEVERES PARA COM O NOSSO PENSAMENTO

a.. Ocupá-lo com coisas boas - Fp. 4.8
b.. Ser cheio da Palavra de Deus - Sl 119.11; I Tm 4.15; Js 1.8
c.. Sempre recordar as bençãos recebidas de Deus - Sl 103.2
d.. Ser dominado pelo amor - Rm 5.5 e Rm 12.9-21
e.. Ser dominado pela fé - Hb 11.6
f.. Deve sempre estar em renovação - Rm 12. 1 e 2; Cl 3.1-10

4. INIMIGOS DO PENSAMENTO

a.. Literatura pecaminosa
b.. Programas televisivos e radiofônicos pecaminosos
c.. Fantasias pecaminosas - Mt 5.27 e 28
d.. Más conversações - Sl 1.1 e 2; I Tm 6.20 e I Co 15. 33

CONCLUSÃO

Ao saber que Deus conhece os nossos pensamentos, isso já seria o suficiente para zelarmos por estes. Deus nos deu um filtro para coarmos os nossos pensamentos em Filipenses 4.8: "Finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento."


                                                                     
Parte 4

Mordomia das palavras

Mt 12.33-37

O presente assunto está profundamente relacionado com o anterior (mordomia do pensamento, parte 4 deste estudo). "Pois a boca fala do que o coração está cheio" (Mt 12.34; Lc 6:45). O trecho bíblico citado é esclarecedor para o nosso assunto. Este faz, pelo menos, quatro afirmações:

1. A palavra reflete o que está no coração.
2. Não é possível purificar as palavras sem antes purificar o coração.
3. Somos responsáveis por aquilo que falamos.
4. Iremos prestar contas a Deus das palavras que proferirmos.


1. PALAVRAS QUE AGRADAM A DEUS - Sl 19:14

a.. Palavras que produzem bons resultados - I Pe 3.10 e 11; Pv 15.4
b.. Palavras temperadas com sal - Cl 4.6

Que preservam
Dão gosto
Provocam sede
Diferenciadoras
a.. Palavras oportunas - Pv 25.11
b.. Palavras espirituais - Cl 3.16 e 17; Ef 5.19; Dt. 6.6 e 7
c.. Palavras úteis - Fp 4.8

2. PALAVRAS QUE ENTRISTECEM A DEUS - Ef 4.29 e 30

a.. Palavras mentirosas _ Is 5.20; Jo 8.44, Ap 21.8
b.. Palavras violentas - Pv 15.1
c.. Palavras desenfreadas - Tg 1.26
d.. Palavras lisonjeiras - I Ts 2.5; Rm 16.17 e 18. Lisonjear é louvar com exagero, ou seja, adulação.

CONCLUSÃO

Para agradarmos a Deus em nossas palavras precisamos está com o coração cheio da Palavra de Deus. Sempre sendo conduzido pelo Espírito Santo em nossas palavras. Reconhecendo que Deus é Senhor e que iremos prestar-lhe contas das mesmas.

                                                                      Parte 5

 Mordomia do Tempo

Ef 5.15 e 16

O tempo é mais do que segundos, minutos, horas, dias, anos, décadas, séculos e milênios. "O tempo é um milagre que não se repete". Alguns dizem que o tempo é dinheiro, mas este é mais precioso do que o dinheiro. Devemos ser bons mordomos do tempo aproveitando bem as oportunidades que este nos oferece.


1. A NOSSA VIDA NA TERRA É PASSAGEIRA

a.. É como a sombra - 1 Cr 29.15
b.. Como um palmo na sua extensão - Sl 39.4 e 5
c.. Como mensageiros apressados - Jó 9.25
d.. Como um vapor - Tg 4.14

2. CONSIDERAÇÕES PARA O BOM USO DO TEMPO

a.. Há um tempo determinado para cada coisa - Ec 3.1
b.. Considerar todos os dias - Sl 90.12
c.. O nosso maior investimento deve ser no Reino - Mt 6.19-21; Mt 6.25; Lc 12.16-21
d.. Lembrarmos de Deus - Ec 12.1
e.. Fazer o bem - Gl 6.10
f.. Não procrastinar - Hb 4.7b; Is 55.6; Hb 12.16 e 17; Mt 25.11 e 12
g.. Planejar - "Um indivíduo que sabe o que vai fazer, quando inicia o seu trabalho, já tem metade do trabalho feito".
h.. Ser pontual
i.. Ser equilibrado
j.. Não gastá-lo com coisas fúteis, inúteis e não essenciais

CONCLUSÃO

O tempo é algo precioso que deve ser usado com sabedoria, pois quando passa não volta jamais. Tenhamos como o maior investimento o Reino de Deus. Porque o que investe neste permanece para sempre.

 

                                                                    Parte 5

Mordomia do Domingo


O presente assunto é extensão do assunto anterior (mordomia do tempo, parte 5). A palavra domingo provém do latim dominicus, de dominus (senhor), e significa relativo ao Senhor, ou seja, do Senhor, portanto "dia do Senhor". Para entendermos melhor este assunto precisamos comentar a respeito da controvérsia que há entre o sábado e o domingo.


1. O DIA SÁBADO

A palavra sábado é procedente do hebraico e significa descanso. Esta é a idéia fundamental da palavra, e não o fato de ser o sétimo dia.
Segundo o Pr. Enéas Tognini, há três sábados na Bíblia. O primeiro, o edênico (universal) que Deus institui ao cessar as obras da criação, mostrando que o homem deveria ter um dia para descansar das suas atividades e dedicá-lo ao Senhor (Gn 2.1-3). O segundo, o legal (7o dia) - o judeu da Bíblia e o de hoje guardam este dia (Êx 20.8-11). O terceiro, o cristão (1o dia da semana), dia em que Deus completou o plano de redenção com a ressurreição de Cristo (Mt 28.1; Mc 16.9; Lc 24.1; Jo 20.1).

2. POR QUE GUARDAMOS O DOMINGO?

a.. O domingo comemora a ressurreição de Cristo (versículos acima).
b.. Outros fatos importantes ocorridos no domingo:

- Aparecimento de Cristo à Maria Madalena e aos discípulos - Mc 16.9; Jo 12.19-26
- A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes - Lv 23.16 e At 2.1
a.. Os discípulos guardaram o domingo:

- Levantaram ofertas - I Co 16.1-4
- Celebraram a Ceia do Senhor - At 20.6 e 7
- João o chamou dia do Senhor - Ap 1.10 e 11
a.. O sábado era um sinal entre o povo de Israel e Deus. Portanto obrigação dos judeus - Êx 31.13-17
b.. Os mandamentos são todos reafirmados no Novo Testamento menos referente ao Sábado.

3. COMO OBSERVAR O DOMINGO?

- Freqüência à Igreja
- Leitura da Palavra
- Testemunho
- Descanso
- Visita aos doentes...


CONCLUSÃO

A principal idéia do Dia do Senhor é que seja um dia entre os sete dias da semana separado para descanso e serviço ao Senhor. O sábado cristão é o domingo. Dia em que Deus completou o seu plano de salvação com a ressurreição de Cristo. Seja você um bom mordomo do dia do Senhor.

                                                                   
Parte 7

Mordomia da Influência

Mt 5.16

O homem como um ser social exerce a ação de influir as pessoas que o cercam. A esta força denominamos "influência", sendo esta inevitável. Sempre estaremos influenciando alguém, quer queiramos ou não. E como temos influenciado? Positivamente ou negativamente? O versículo acima afirma que temos de influenciar positivamente de tal forma que provoque nas pessoas a atitude de glorificar a Deus


1. O DEVER DE INFLUENCIARMOS POSITIVAMENTE

a.. Somos a carta de Cristo - II Co 3.1-6
b.. Somos o bom perfume de Cristo - II Co 2.14-17
c.. Alguns exemplos: At 20.24; I Ts 1.8
d.. Influência póstuma: Hb 11.4; Mt 26.13; II Pe 1.15; At 9.36-39. "O homem não deve deixar de viver quando morre, e sim, continuar vivendo ainda mais intensamente nas vidas abençoadas pela sua influência."

2. A MÁ INFLUÊNCIA

a.. Escandalizadora - Lc 17.1 e 2
b.. Exemplo: I Rs 11.4 e 21.25, I Co 5.6 e 7, II Tm 2.17 e 18
3. ÁREAS DE INFLUÊNCIA

a.. No lar - I Co 7.14, I Tm 5.8 e II Tm 1.5
b.. Na vida profissional - Mt 5.15 e Ef 6.5-9
c.. Na igreja - At 2.42-47
d.. Na sociedade - Mt 5.13-15 e Mt 13.31-33

CONCLUSÃO



Há um pensamento que afirma: "Você se torna eternamente responsável pela pessoa que cativa." Nós devemos exercer no nosso lar, em nosso trabalho, em nossa igreja e na sociedade uma influência cristã. Não há como ficar neutro, ou influenciamos positivamente ou negativamente. Sejamos bons mordomos da força de influir.

 

                                                                          Parte 8

 Mordomia dos Bens

Ec 5.19
As pessoas quando falam acerca dos seus bens materiais, quase sempre, tratam deste assunto como algo secular sem valor espiritual. Não deve ser assim . Nesta lição trataremos do assunto sob o prisma divino revelado nas Escrituras.


1. O QUE A BÍBLIA FALA DOS BENS MATERIAIS?

a.. Deus é o dono dos nossos bens - Ex 19.5 e 6; Sl 24.1 e Ag 2.8.
b.. A capacidade de adquirir os bens vem de Deus - Dt 8.15-18, I Cr 29.12 e Ec 5.19.
c.. Os bens tem duração limitada - Sl 39.6, Sl 49.16 e 17, I Tm 6.7.

2. MAU USO DOS BENS MATERIAIS

a.. Quando os bens são adquiridos de forma desonesta - Pv 11.1, Rm 12.17, I Pe 2.1.
b.. Quando deixa de ser servo para ser senhor do homem - Mt 19.23, Lc 16.13, I Tm 6.10
c.. Quando leva o homem a esquecer-se de Deus - Dt 8.11-14.
d.. Expõe o homem a grandes tentações - Mt 13.22 e I Tm 6.9.

3. BOM USO DOS BENS MATERIAIS

a.. Quando são usados para a glória de Deus - I Co 10.31. "O dinheiro não pode subir aos céus mas pode realizar coisas celestiais na terra."
b.. Quando os valores espirituais tem a primazia - I Rs 3.11-13, Mt 6.33.
c.. Quando a ajuda ao próximo é lembrada - Mt 25.31-40, At 4. 34 e 35 e I Tm 6.17-19.
d.. Termos um estilo de vida simples - I Tm 6.7-10, Mt 8.20.

CONCLUSÃO

Como estudamos, os bens devem ser encarados sob o ponto de vista divino. Desta forma consagraremos os mesmos e o usaremos de forma agradável a Deus. Certa vez, Richard Foster disse que devíamos carimbar tudo o que temos com o seguinte lembrete: "Dado por Deus, prioridade de Deus, para ser usado para os propósitos de Deus."


                                                                    Parte 9

 Mordomia do Dízimo

Pv. 3.9 e 10

A palavra dízimo quer dizer "décima parte". Portanto devolver a Deus a décima parte do que se ganha é dizimar. É importante entender que o dízimo deve ser uma atitude de entrega pessoal e gratidão. Não basta a devolução do dízimo. Temos que entregar a nossa vida, o nosso coração no altar de Deus. Não devemos devolver este como pagamos uma mensalidade, contas de luz e água, prestações de eletrodomésticos com medo de ter o nosso nome no "SPC divino". A motivação que nos leva a dizimar não é o medo mas o amor a Deus.


1. DÍZIMO NO VELHO TESTAMENTO

a.. A prática do dízimo é anterior a lei mosaica - Gn 14.18-20 e 28.18-22. Cerca de duzentos e cinqüenta anos depois de Jacó em Betel, Deus orientou a Moisés instituir o dízimo na lei.
b.. Foi incorporada na lei mosaica - Lv 27.30.
c.. Foi ensinada pelos profetas - Ml 3.8-12

2. DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO

a.. Jesus falou do dever de dizimar - Mt. 23.23 e Lc 11.42.
b.. Melquisedeque como tipo de Cristo - Hb 7.1-10. No Novo Testamento fica claro que o dízimo é o referencial mínimo para a contribuição: Mt 5:20, Mc 12.41-44; At 2.44-45 e 4.32-37, II Co 8.1-5, I Co 16.2 e Jo 6.9

3. FINALIDADE DO DÍZIMO

a.. Manutenção da Igreja - Ml 3.10
b.. Sustento dos obreiros - II Cr 31.4-6 e II Co 9.10-14

CONCLUSÃO

Deus é dono de todos os nossos bens. "Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos." Ele nos pede para devolver o dízimo dando este como referencial mínimo. Ele nos ensinou "melhor dar do que receber." Aquele que não tem o dinheiro como ídolo e, pelo contrário, serve com este, tem como conseqüência (não é troca) bênçãos dadas por Deus. "...Fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma benção tal, que dela vos advenha a maior abastança."

                                                                       Parte 10

Mordomia das Oportunidades

Cl 4.5

Durante a nossa existência temos várias oportunidades. Elas vem e passam. Algumas de repetem mas a maioria não. Por isto Paulo advertiu quanto ao uso das oportunidades. Certa vez Jesus perguntou a um cego: Que queres que te faça? Aquele cego teve a oportunidade de pedir qualquer coisa mas usou bem a oportunidade oferecida. Respondendo: Mestre, que eu veja.


1. TIPOS DE OPORTUNIDADES

a.. Oportunidades espontâneas
b.. Oportunidades criadas

2. OPORTUNIDADES DESPERDIÇADAS0

II Rs 13,14-19; Mt 11. 10-24; 25.10 e Hb 12. 16 e 17


3. OPORTUNIDADES

a.. De salvação - Is 45.22, Is 55.6 e Hb 4.7b
b.. A vida - Sl 90.12 e Hb 9.27
c.. De servir - Mt 25.44; Jo 9.4; Gl 6.7-10
d.. De pregação - Ez 3.18,19; Mt 24.14
e.. Do desenvolvimento da vocação - Mt 25.14-30
f.. Profissional - Ef 6.4-9

CONCLUSÃO

A vida é a mais preciosa oportunidade que Deus deu ao homem. Nela há muitas outras oportunidades. Peçamos a Deus sabedoria e visão para aproveitarmos e enxergarmos as oportunidades. Para que não lamentemos as oportunidades desperdiçadas mas louvemos a Deus pelas aproveitadas.

O MATRIMÔNIO / CASAMENTO VENERADO

 

O MATRIMÔNIO / CASAMENTO VENERADO

 

"Venerado seja entre todos o matrimonio e o leito sem mácula; porem aos que
se dão ã prostituição e aos adúlteros Deus os julgará." Heb. 13:4


Hoje, há falta de respeito para as coisas que Deus criou. O plano de satanás é destruir tudo, item por item, que Deus fez


Deus criou a terra, mas o homem procura a destruí-la. No fim do mundo Jesus vai destruir os que destruem a terra. Apoc. 11:18.


Deus criou as nações; satanás as engana. Apoc. 12:9; 20:8.


Deus criou a igreja; satanás procura destruí-la.


Deus criou a família também. Satanás procura destruí-la. Ele despreza e ataca o casamento. Faz o mundo pensar que o casamento é desnecessário; uma coisa do passado. A Bíblia declara que o matrimonio deve ser venerado. Se a família for destruída, a sociedade inteira e as igrejas serão seriamente afetadas. A base da sociedade é a família. E a família começa com o matrimonio. Sempre foi assim.

 

As instituições que Deus criou

 

Há três instituições na terra que DEUS criou: a família, a nação, e a igreja. Devemos servir a Deus como membros da igreja, que é o corpo de Cristo. Devemos obedecer as leis da nação. Romanos 13 ensina que as autoridades civis são "ministros" de Deus. As nações pertencem a Deus, Dan. 4:17. Devemos manter a família de acordo com os princípios da Bíblia. A família é a instituição mais antiga na terra, e foi Deus quem a instituiu.

 

Jesus disse que o matrimonio é de Deus

 

Jesus reconheceu este fato quando disse que "desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher. E serão os dois uma só carne: e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem." Marcos 10:6-9. Jesus defendeu e aprovou o caso de Adão e Eva, como um casamento que veio de DEUS. Foi o único exemplo que Jesus citou sobre o casamento. É um casamento "feito no céu" ou aprovado, sim, por Deus. Não existia nenhuma igreja, nenhuma nação. Claro que não existia um cartório.

Mas existia uma autoridade que não só estava de acordo com a existência da família, mas também era "responsável" pelo próprio casamento. Todo o casamento na Bíblia foi feito na presença da autoridade existente na época e/ou com a aprovação das famílias envolvidas.

Jesus mostrou sua aprovação desta maneira de casar-se quando ele assistiu as "bodas em Caná da Galiléia" com a sua mãe e seus discípulos. João 2:1-2. É claro que não se realizou no templo, (como o batismo também não foi feito no templo), mas foi feito com Jesus e seus discípulos presentes. As igrejas batistas não fazem casamento. Ninguém em nosso meio acredita que a igreja faz casamento. O casamento é feito na presença das autoridades da nação com a aprovação das famílias envolvidas, como no tempo da Bíblia, e a igreja pode ser uma testemunha do fato. Ela pode pedir as bênçãos de Deus sobre a formação de uma nova família, e naturalmente antes da união corporal. Se for um caso de sexo antes do casamento, a igreja não pode aprovar. Se não for feito no cartório, a igreja não pode aprovar. Como Jesus aprovou o casamento, também a igreja o aprova.

 

A poligamia condenada

 

Deus não instituiu nem aprovou a poligamia pois criou uma só mulher para o homem. Se aprovasse a poligamia, teria criado duas ou mais mulheres para Adão, o que não fez. O primeiro casamento é o único caso que Jesus cita para ensinar o matrimonio e o divórcio. Isto é, o matrimonio deve se manter intato. Ninguém deve separar os dois. Por que? Porque foi DEUS quem fez o matrimonio. Os dois, (não três), são uma só carne. A presença de um terceiro seria uma separação dos dois, a dissolução da família original!

Deus permitiu mas não aprovou certas coisas nos dias em que a Bíblia não era completa. Atos 17:30 disse que Deus não teve em conta os tempos da ignorância. Passou por cima de certas coisas erradas até os dias de Cristo. Permitiu-as, mas não as aprovou! Quem quer provar que a poligamia é certa sempre cita estes casos no velho testamento. Em vez de citar estes, por que não cita Deuteronômio 17:17? Deus mandou Israel e seu futuro rei não multiplicar nem cavalos, nem mulheres! Foi justamente "nisto" que "pecou Salomão", Neemias 13:26. Suas mulheres eram estrangeiras. Isto também era pecado. Deus não aprovou a poligamia de Salomão. Quando os judeus voltaram do cativeiro, no tempo de Esdras e Neemias, por que Deus mandou os israelitas mandar embora suas mulheres estranhas? Esdras capitulo 10. Era pecado possuí-las. Em versículo 6, Esdras "estava anojado pela transgressão dos do cativeiro." Israel, para provar que estava arrependido, cerrou estas relações que eram contra a lei de Deus. Quando alguém se arrepende de fornicação, não continua nela. Deus usou a santidade do matrimonio para expressar a união de Cristo e a sua igreja. Efésios 5:22-33. Grande ênfase é colocada na relação do marido e sua esposa. A poligamia destruiria o ensino que Cristo tem uma só esposa. As igrejas que são infiéis a Cristo são prostitutas espirituais.

Seria um passo atrás se a igreja aprovasse a poligamia. Em todas as terras e culturas onde o evangelho tem entrado, tem mudado o sistema dos pagãos de poligamia para monogamia. Não somos muçulmanos, mas cristãos!

 

União sexual não é casamento

 

Bom é lembrar que Eva já era a mulher de Adão antes da união sexual. Gênesis 2:28 mostra que "Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra." Gênesis 2:24 ensina que Adão uniu-se com sua mulher. Já era a sua mulher, antes da união! O casamento foi feito quando Deus fez Eva e deu-a a Adão. Deus os abençoou. O ato sexual veio depois. É uma expressão do casamento, mas não é casamento. O casamento foi feito antes. Casamento não é acasalamento.

 

Em Gênesis 29 temos um caso importante. Jacó e seu tio, Labão, fizeram um contrato de casamento para Jacó e a filha de Labão, Raquel. Jacó serviu "sete anos por Raquel; e foram aos seus olhos como poucos dias, pelo muito que a amava. E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher." Gên. 29:20-21. Labão enganou Jacó e deu-lhe Léia no lugar de Raquel. Depois de trabalhar mais sete anos, recebeu Raquel "por mulher," ver. 28. No tempo dos patriarcas, o casamento foi combinado pelos pais do casal. Em todos os casos de casamento no velho testamento, havia aprovação dos pais e/ou da sociedade. Havia um período de tempo do noivado. Se os dois se ajuntassem antes da aprovação dos pais e da sociedade, ou mesmo durante o noivado, o ato seria chamado fornicação, ou sexo antes do casamento! Foi chamado "doidice" e "loucura." Gên. 34:7; Deut. 22:20-21. Ora, se o ato sexual em si fosse o casamento, não seria mais doidice ou loucura. Não seria possível existir sexo antes do casamento. Paulo disse em I Cor. 7 que o homem deve casar para evitar fornicação. Logo não seria mais fornicação a prática de sexo antes do casamento, se a união corporal fosse casamento.


E o caso de José e Maria? Quando se casaram? "Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem achou-se ter concebido do Espirito Santo. Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente." Mat. 1:17-18. Ser desposada não quer dizer, necessariamente, casada. Eram noivos. Iam casar-se. José casou com Maria antes ou depois do nascimento de Jesus? Deus mandou que tomasse sua desposada mulher antes. "E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher; E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus." Mat. 1:24-25. Era casamento ou não?

 

O que diz a Bíblia?

 

Sexo sem obrigações sociais e morais não é legítimo. Ajuntar-se com uma prostituta não é casamento, mas é prostituição. Se fosse casamento não seria mais prostituição. Esta seria eliminada; não existiria mais. Seria casamento, simplesmente. Se um homem tiver relações sexuais com uma mulher antes do casamento, ele comete fornicação ou prostituição com ela. Isto é pecado; é chamado loucura e doidice na Bíblia. Se um filho nascer desta união, é ou não é bastardo? Por isso Deus tinha que dizer a José que o caso de Maria não foi prostituição ou adultério. Se o pai de Jesus fosse um outro homem qualquer, Maria seria adúltera. O filho seria um bastardo. Mas, vamos ver outras passagens da Bíblia:

 

1). I Cor. 7:1-2

 

"Bom seria que o homem não tocasse em mulher; Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido." Portanto prostituição é uma coisa; casamento é outra. O ato sexual é o mesmo. Deus não aprova prostituição nem adultério. Aprova o casamento. O ato sexual não é o casamento.

 

2). Hebreus 13:4

 

"Venerado (reverenciado, respeitado) seja entre todos o matrimonio (casamento) e o leito (do casal) sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará." Logo o casamento é diferente de prostituição e de adultério. O casamento é "sem mácula." A prostituição e o adultério merecem o julgamento de Deus! Ajuntar-se com uma prostituta é prostituição e NÃO casamento. Repito: o ato sexual no casamento é o mesmo praticado na prostituição. Deus APROVA um e condena o outro! Logo entendemos que o ato sexual não é casamento.

 

3). I Cor. 6:15-18

 

"Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei pois os membros de Cristo, e fa-los-ei membros de uma meretriz? (É certo um crente ter relações com uma meretriz? Não, por certo. (Por que não? Porque seria prostituição.) Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? (Isto é, fica cometendo o mesmo pecado que ela comete). Porque serão, disse, dois numa só carne. (Quer dizer, que ficam iguais. São igualmente prostitutos. Ele participa do mesmo pecado que ela vem praticando). Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espirito. FUGI DA PROSTITUIÇÃO. (Aqui é a razão desta passagem; evitar e não participar de relações ilícitas mas fugir delas). Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo (não envolve o corpo); mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo." Seu próprio corpo pertence a sua esposa, como Paulo explica logo em seguida em I Cor. 7:4. Se ajuntar-se com a prostituta, está dividindo "os dois." Está pecando contra a sua esposa. É como o caso de adultério: "Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra, adultera contra ela," Marcos 10:11. Aqui é o homem que está pecando. Quem ajunta-se com uma meretriz participa com ela o seu pecado de prostituição. Neste sentido os dois estão juntos; igualmente errados mas não casados.

 

A mesma regra aplica-se a esposa que é infiel ao seu marido. Ela peca contra seu próprio corpo. Ela peca contra seu marido, seu casamento. É adúltera. "Se a mulher deixar a seu marido, e casar com outro, adultera," Marcos 10:12. Seria executada no tempo da lei, Ezeq. 16:38.

Paul explica em I Cor. 7:1-2 que o homem não deve praticar uma relação sexual ilícita (prostituição), mas deve ter "a sua própria mulher," isto é, casar se. Se o ato sexual fosse o próprio casamento, este versículo não teria sentido nenhum.

 

4). I Cor 7:9

 

"Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se." Paulo está mandando os solteiros praticarem sexo antes do casamento? Não. Ele está reforçando a idéia no versículo 2, que o solteiro deve evitar fornicação através do próprio casamento! Deve casar-se e assumir a responsabilidade que vem com a família. Se o ato sexual fosse casamento, este versículo não teria sentido nenhum.

 

5). Gênesis 38

 

Aqui é o caso de Judá que teve relações sexuais com sua nora, Tamar, que se fingiu de prostituta. Ficou grávida. Quando foi descoberto o caso, "deram aviso a Judá, dizendo: Tamar, tua nora, adulterou, e eis que está pejada do adultério." Judá ficou bravo. Quis executá-la. Mas caiu em si quando ficou sabendo que ele era o pai! Judá não se casou com Tamar. "E nunca mais a conheceu," versículo 26. Foi adultério; não casamento. No tempo da lei os dois seriam mortos. Lev. 20:12.

 

6). Deut. 22:23-27

 

Leia cuidadosamente sobre dois casos de estupro. Inclui-se aqui o consentimento da mulher. Se ela não consentir, não tem culpa; não é executada. O estupro não estabelece uma relação permanente; não é casamento com o estuprador. Se nascer criança, a mãe cuida dela pois o estuprador é executado. Se ela consentir ou não pedir socorro, os dois são executados. Não há casamento.

7). Deut. 22:28-29

 

No caso do homem que se deita com uma moça virgem não desposada, quando "forem apanhados, "dará dinheiro (o dote) ao pai dela "porquanto a humilhou," e ela "lhe será por mulher." Casam-se. Se o ato sexual fosse o próprio casamento, ela não precisaria casar com ele. Já seria casada. Aqui é um caso de sexo antes do casamento, que é uma vergonha, uma doidice, e o resultado deve ser casamento. O ato sexual não é o próprio casamento.

 

8). Êxodo 22:16-17

 

Aqui é um caso de sexo antes do casamento. "Se alguém enganar alguma virgem, que não for desposada, (não tem ficado noiva) e se deitar com ela, certamente a dotará por sua mulher. (Tem que casar com ela; o sexo não os fez casados). "Se seu pai inteiramente recusar dar-lha (em casamento, pois não são ainda casados!), dará dinheiro conforme ao dote das virgens."

a.      Logo podemos concluir que o sexo não é o casamento.

b. O sexo não estabeleceu uma relação permanente.

c. Sexo antes do casamento é errado.

 

9). Gênesis 34

 

Leia o capitulo. É o caso de Diná, filha de Jacó.

 

É um caso de sexo antes do casamento. Ver. 2.
A moça foi contaminada. Ver. 5, 13, e 27.
O príncipe Siquem amou a moça depois do ato. Namorou-a.
Pediu ao pai dele para arranjar o casamento. Ver. 4.
Fazer sexo antes do casamento é doidice. Ver. 7.
"Não se devia fazer assim." Ver. 7.
O pai do moço pediu o casamento. Ver. 8.
O moço também pediu. Ver. 11.
Ver. 12 é claro que quis casar-se com Diná.
O contrato foi feito: os heveus iam casar com os israelitas. Praticariam a
circuncisão. Ver. 14-24. E fizeram.
Fazer sexo antes do casamento não é casamento!

O casamento cria uma nova família

 

Gênesis 2:24 e Mat. 19:5 ensinam que o homem deixa sua família e "apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne," ou uma nova entidade, uma nova família. Não é certo o homem levar a sua esposa para a casa dos seus pais. Há exceções, mas a regra geral é esta. Ele agora é chefe de uma nova família. "Ambos serão uma carne" mostra que são "co-herdeiros da graça da vida," I Pedro 3:7.


I Pedro 3:1, I Cor. 11:2 e Efés. 5:22-23 mostram que a mulher é sujeita ao próprio marido. Ela é sujeita só ao seu próprio marido e não ao sogro ou seu pai ou outro homem. Faz parte da formação de uma nova família.


I Pedro 3:7 e Efés. 5:25,28-31 ensinam que o homem deve amar sua mulher como seu próprio corpo; como Jesus ama a igreja. Deve viver com sua mulher com "entendimento, dando honra à mulher." O corpo dela é dele; o corpo dele é dela. Os dois são um só. "Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher (Porque casou-se com ela!) e serão dois numa carne. Assim também vós cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido," Efés. 5:31. Eles são uma nova família.

 

Casamento é permanente e exige fidelidade

 

Em todas as passagens bíblicas que tratam de casamento, a ênfase é da sua permanência. Na criação da família em Gênesis 2:23-24, Deus disse que "serão ambos uma carne." Jesus citou este caso em Mat. 19:3-9, Marcos 10:2-12 e disse: "Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem." Ninguém deve ser culpado de destruir a família, de separar um marido da sua esposa. O matrimonio deve ser mantido a todo custo. Casamento dura até a morte de um dos cônjuges. Romanos 7:1-4 ensina que a pessoa pode casar-se de novo se o outro morrer. Se ajuntar com o outro durante a vida do seu cônjuge, comete adultério. Estaria casado com dois duma vez (o que é errado), e destruiria a família. Também destruiria o argumento de Paulo sobre nossa morte para a lei pelo corpo de Cristo! Não estamos casados com a lei mas com Cristo. Cristo pôs fim à lei. Cravou-a na cruz. Não estamos debaixo dela. Ela morreu. Ficamos livres dela. Se a mulher casar-se com um outro homem enquanto seu marido está vivo, é adúltera. Destruiu o casamento. E "qualquer que casar com a repudiada comete adultério." Mateus 5:32. Por que? Porque ela é do primeiro. Igualmente, se o homem casar-se com uma outra mulher enquanto sua esposa vive, é um adúltero. "Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra, adultera contra ela. E se a mulher deixar a seu marido, e casar com outro, adultera." Marcos 10:11-12. É fácil ver aqui que o que vale para um vale para o outro! De qualquer maneira a família seria desmanchada, desfeita, destruída.


Por esta razão, Jesus ensinou que a única razão de repudiar o outro cônjuge é fornicação. Se o homem repudiar a sua mulher por qualquer outra razão "a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério," se ela casar com outro, e "qualquer que casar com a repudiada comete adultério." Mat. 5:32. Por que? Porque ela ainda pertence ao seu marido.

Paulo tratou deste assunto em I Cor. 7. Quando fala dos solteiros e viúvos, faz "por permissão e não por mandamento," ver. 6. Ele fala segundo o seu "parecer," tendo o Espírito Santo. "Quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor," ver. 25. Mas quando fala dos casados, diz, "mando, não eu mas o Senhor," ver. 10. Disse que "A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas se falecer o seu marido. fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor," ver. 39. Não há razão nenhuma para limitar este princípio à mulher. O homem está ligado a sua esposa todo o tempo que ela vive. Se ela morrer, ele está livre para casar-se de novo. Mas se casar-se durante a vida dela, está cometendo adultério. Tanto o marido como a esposa são "co-herdeiros da graça da vida."

 

Todas estas passagens ensinam a permanência do matrimonio, e que a única coisa que desfaz o casamento é a morte. No caso de um que se aparta do outro, Deus manda "que a mulher se não aparte do marido," ver. 10. E "se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido," ver. 11. Acha que este principio é somente para a mulher? Não, porque Paulo continua
dizendo, "e que o marido não deixe (não abandone) a mulher." Marcos 10:11-12 menciona tanto o marido como a esposa! Lucas 16:18 também ensina que "Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido adultera também." O homem deixa a sua mulher. Ela fica abandonada, sem sustento, sem abrigo, sem marido. Ele se casa com a outra. Comete adultério. A esposa dele casa-se de novo. O segundo homem dela comete adultério. Por que? Porque o marido dela está vivo. Perante Deus ela pertence ao primeiro marido. É claro que ela também comete adultério, se ajuntar ao outro, mas esta passagem fala do homem que se ajuntar com ela. Jesus disse que "aquele que casa com a repudiada" comete adultério. Esta é a mesma idéia que achamos em Mat. 5:32.

 

Se o homem repudiar a sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério." Se fosse por prostituição, ela já seria culpada de adultério! Mas se ele a repudiar por outra causa qualquer, ela acaba ajuntando-se com um outro. Isto é adultério. Assim o homem faz a sua mulher cometer adultério. E neste caso, o homem que ajuntar-se com ela (a repudiada) também comete adultério porque ela é casada.

Deus quer que a família continue unida. Ele detesta divórcio. Mal. 2:14-16. Não quer que ninguém fique "desleal para com a mulher da sua mocidade."

Deus manda que ninguém se aparte do seu "co-herdeiro da graça da vida," I Cor. 7:10-11. Se um abandonar o outro, como é que faz? "Fique sem casar, ou que se reconcilie.." Reconciliação é possível? Sim. Deus manda que seja feita! Leia cuidadosamente o capítulo inteiro de Ezequiel 16. Deus e Israel eram casados. Israel se tornou infiel, como uma meretriz pior que Samaria ou Sodoma. Foi abandonada por Deus, mas não permanentemente. Um dia Deus vai recebê-la de volta, arrependida. O mesmo Deus que escreveu Deut. 24 também tem graça e misericórdia maior que a LEI. (Cuidado com a lei! Vamos usar Deuteronômio hoje para todo o nosso comportamento? Se aceitamos uma parte e não tudo somos incoerentes, errados).

 

Vamos apedrejar o estuprador, ou o adúltero?

 

O errado será perdoado somente se arrepender se. A mulher adúltera em João 8:1-11 estava errada. Merecia morrer. Jesus era inocente do pecado; podia acusá-la. Ele não pediu a sua morte. "Nem eu também te condeno: vai-te, e não peques mais." Quando o errado, o infiel se arrepende e pede perdão, vamos aplicar a lei ou a graça? Vamos perdoar? E a pessoa errada: vai continuar no pecado? Não. Vai ser como o caso em I Cor. 5 e II Cor. 2. O homem cometeu fornicação. Como? Estava vivendo com a mulher de seu pai.

 

Paulo manda que aquele "que tal ato praticou" seja excluído, tirado da igreja. Não podemos aprovar fornicação. Ver. 10 disse que não nos devemos associar com um irmão "devasso," isto é, fornicário. A igreja excluiu o homem pela votação da maioria (não é necessária a unanimidade), e depois ele se arrependeu. Voltou à igreja arrependido, e Paulo manda que seja recebido, consolado, confirmado! Por que? Deixou a relação ilícita. Parou de morar com a mulher do seu pai. Temos que deixar bem claro que amamos o pecador mas aborrecemos o pecado. Através de arrependimento a reconciliação pode ser feita. "Para que te lembres, e te envergonhes, e nunca mais abras a tua boca, por causa da tua vergonha, quando me reconciliar contigo de tudo quanto fizeste, diz o Senhor JEOVÁ." Ezequiel 16:63.

 

  Steve H. Montgomery