terça-feira, 9 de janeiro de 2024

PRISIONEIROS DAS SEITAS

PRISIONEIROS DAS SEITAS  

As pessoas querem frequentemente ficar porque a seita vai de encontro às suas necessidades psicológicas, intelectuais e espirituais.

O contato com pessoas de fora do grupo é reduzido e cada vez mais a vida do membro é construída ao redor da seita.

Fica muito mais fácil então controlar e moldar o membro.

Reconstrução cognitiva (Lavagem cerebral) - Uma vez que a pessoa é doutrinada, os processos de pensamento deles/delas são reconstruídos para serem consistentes com a seita e ser submisso a seus líderes.

Isto facilita o controle pelo(s) líder(es) da seita.

A Seita e os líderes ocupam frequentemente o lugar de pai, mãe, pastor, professor etc.

Frequentemente o membro assume as características de uma criança dependente, que busca ganhar a aprovação do líder ou do grupo.

O membro fica endividado emocionalmente com o grupo, às vezes financeiramente, etc.

É dito para a pessoa que sair da seita é trair o líder, Deus, o grupo, etc.

Ameaça de destruição por "Deus" por desviar-se da verdade.

Transcrito Por Litrazini

APOSTASIA E ARREPENDIMENTO

APOSTASIA E ARREPENDIMENTO  


Há muitas razões para a apostasia. Uma delas é a força destruidora da perseguição religiosa.

As ameaças, a tortura, a prisão e o martírio têm feito alguns cristãos renunciarem a fé.

O relaxamento moral progressivo, por sua vez, pode descambar na apostasia.

Daí a exortação: "Se continuarmos a pecar de propósito, depois de conhecer a verdade, já não há mais sacrifício que possa tirar os nossos pecados" (Hb 10.26).

A intensificação dos poderes demoníacos, por meio de falsos profetas, falsos mestres, falsos cristãos e falsos milagres, pode roubar a fé de muitos.

O Apocalipse diz que todos ficarão maravilhados com a cura da besta que havia sido golpeada mortalmente e, então, se porão ao lado dela (Ap 13.3).

É difícil, mas pode acontecer que o apóstata venha a se arrepender e volte para o aprisco.

Pela instrumentalidade dos profetas, Deus se dirige às gerações apóstatas de maneira comovente.

A evangelização pretende alcançar os que nunca ouviram o anúncio das boas-novas.

A re evangelização, por sua vez, quer alcançar aqueles que saíram do meio de nós, mas, a rigor, ainda não eram dos nossos (1Jo 2.19).

É possível que "com laços de amor e de bondade" (Os 11.4) Deus os traga de volta!

Transcrito Por Litrazini

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Visão de Guerreiro

 Recomeçar, Visão de Guerreiro


Como direis: Somos valentes e homens fortes para a guerra? (Jeremias. 48.14).


Existem etapas em nossas vidas que nos levam a passar por situações que não são boas, são ocasiões que são verdadeiros vales, caminhamos para não ficarmos enlevados pelo fracasso.


Porém não podemos esquecer que sempre após um vale, existe uma montanha para subir, isto nos mostra que, todas as vezes que as nossas vidas se encontra em lugares desfavoráveis, é neste exato momento que precisamos olhar sempre para frente, não perder a esperança, deixar nossa mente focada no horizonte que vemos no alto, precisamos permanecer firme, continuar a lutar, caminhar sem olhar para o percurso que ficou para trás.


[...] O alvo de um vencedor é sempre os lugares altos, aquele que caminha uma maratona, jamais pensa em ficar fora do pódio, àquele que escala um penhasco o objetivo dele é o topo, aquele que salta com vara, vive sonhando com o pulo mais a alto, que diga o atleta de salto a distancia se o seu desejo não é avançar para mais longe.


Todos na vida buscam uma recompensa, mais só ganha aquele que não desiste, insiste e persiste, aqueles que não tem medo das quedas, mais levanta com cabeça erguida e tenta tudo de novo, aquele que não se preocupa com os arranhões por que eles sabem o que sabor da vitória supera as lesões.


Guerreiro não fica parado, vendo outros na guerra, guerreiros se vestes com as roupas da determinação, calca os pés com a coragem, faz da certeza o seu escudo, usa a fé como espada, guerreiro não abaixa a guarda, não se acovarda com frio ou calor, não da trégua para o inimigo, está sempre em alerta.


O guerreiro de Deus não tem medo de ir batalha, pois esta ciente que o seu general nunca perdeu uma guerra. Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será nosso guia até à morte. (Salmos 48.14).


Deus nunca deixa um guerreiro seu sozinho, pelo contrario ele luta sua guerra e traz a vitória como galardão. Aquele que Segue o Senhor dos Senhores, Ouve a palavra do Senhor dos Exércitos: (Isaias.39.5). 

A ordem Dele é avançar, Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. (Exodo. 14.15)

Diz-nos a palavra do Senhor que a boca pronuncia do que está cheio o coração, então devemos compreender que somos refém de nós mesmos, porque a maior luta que enfrentamos está dentro de nós, a partir do momento que nos libertamos na nossa pequena fé e confiarmos totalmente em Deus, veremos e conheceremos quem é o nosso General. 


Um só homem dentre vós perseguirá a mil; pois é o Senhor vosso Deus que peleja por vós, como já vos tem falado. (Js.23.10), um só guerreiro do Senhor derrotara mil do exército inimigo, basta crê.

Você é valente do Senhor? Está pronto para guerrear?


Então levante-se! Diga para o vale que esta te prendendo, chega! Hoje é seu ultimo dia em minha vida, Já sinto o perfume da minha vitória, já vejo em minhas mãos a medalha de campeão, já ouço o grito, vencedor! Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; (Cl. 3.2), vencedor é característica de Jesus.


 (Pra Elza Carvalho)

A UNÇÃO

 A UNÇÃO 

A unção (com azeite) é um dos mais antigos costumes israelitas. Trata-se, provavelmente, da herança de culturas anteriores à hebraica, pois encontramos Jacó ungindo uma pedra, quando, fugindo de seu irmão Esaú, que buscava matá-lo, sonhou com uma escada através da qual subiam e desciam anjos, e Deus lhe fez promessas. Jacó ungiu a pedra que usara como travesseiro, consagrando-a Deus, em sinal de gratidão (Gn. 28.18 e 31.13).

 

Reis e sacerdotes eram ungidos a fim de serem separados para o exercício de seus cargos, significando que os exerciam em completa submissão a Deus (Êx. 40.13-15; Jz. 9.8 e 1Sm. 9.16).

 

Os profetas eram ungidos por Deus, e evidentemente neste caso não entrava o azeite propriamente dito, mas sim o Espírito Santo, que sobre eles era derramado, como azeite (Is. 61.1).

 

Aí estão dois tipos de unção: a que dedica algo ao Senhor, e a que separa alguém para seu serviço. Havia uma terceira modalidade, para fins de embelezamento ou cura. Neste caso, ao azeite de oliveira eram adicionadas substâncias aromáticas, como aloés, mirra, nardo, ou medicinais, que lhe acrescentavam o perfume ou as propriedades dessas substâncias (Rt. 3.3).

 

Esta unção era usada em sinal de cortesia para com visitantes e sobre os mortos, para proporcionar a conservação do corpo do ente querido. Encontramos este tipo de unção no Novo Testamento, quando a pecadora ungiu Jesus na casa de Simão, o fariseu (Lc. 7.38), quando as mulheres foram ungir o corpo de Jesus e já não o encontraram no sepulcro (Mc. 16.1) e em Tiago 5.14-15, onde se recomenda a unção sobre enfermos, para cura, em complemento à oração da fé.

 

Na primeira epístola aos Coríntios, Paulo se refere à unção como símbolo do batismo no Espírito Santo: “Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações” (1Co. 1.21-22). Isto significa que agora o derramamento do Espírito se faz em plenitude e sobre todos que o desejarem e buscarem, e não mais sob medida, como na velha dispensação da Lei.

 

No termo hebraico Messias, que literalmente significa Ungido, traduzido para o grego como Cristo, veio a significar a sucessão da linhagem de Davi, sendo Jesus o mais digno deles (SI. 132.10).

 

A unção separa o ungido para exercer o seu ofício sagrado.Ao mesmo tempo o “óleo da alegria” se reserva àqueles que cumprem bem a sua missão (Hb. 1.9).

 

Em Amós 6.6 encontramos um caso em que a unção pode ter significado negativo, quando o profeta se refere aos que, a despeito dela, praticam atos de vaidade e injustiça.

 

Em tipologia bíblica, a unção aponta para a presença do Espírito Santo na Igreja, ministrando a ela os dons espirituais (1Jo 2.20-27). Eis aí, portanto, a obra do perfumista, do qual fluem todos os dons e graças.

 

Que ele possa nos ungir para o exercício deste sacerdócio.

 

Paulo Ferreira

O AMOR LEAL

 

O AMOR LEAL

Hesed No Antigo Testamento, hesed é uma palavra teológica central. É um atributo-chave na autodescrição do Senhor em Êxodo 34.6-7; e, conforme Miquéias 6.8, é uma obrigação colocada sobre todo o povo de Deus. No entanto, por não haver um termo exato para expressar a ideia em outros idiomas, alguns tradutores bíblicos tiveram dificuldade para traduzi-la com precisão. Em várias versões, ela aparece como “benignidade”, “fidelidade”, “misericórdia”, “bondade”, “lealdade” e “amor firme”.

 

Normalmente, hesed descreve algo que acontece dentro de um relacionamento existente, quer seja entre seres humanos, quer seja entre Deus e o homem. Nos relacionamentos humanos, hesed significa amar nosso próximo, não apenas em termos de sentimentos emocionais calorosos, mas também em atos de amor e serviço que devemos à outra pessoa apenas porque ela faz parte da comunidade da aliança. O povo de Deus tem de praticar a justiça, amar a hesed e andar humildemente com o seu Deus (Mq 6.8).

 

Um exemplo disso que redefine profundamente o limite da comunidade de obrigação é a parábola que nosso Senhor contou sobre o bom samaritano (Lc 10.30-37). Um bom vizinho tinha a obrigação de ajudar um membro da comunidade que estava em problemas. Contudo, esta obrigação de mostrar hesed foi rejeitada pelo sacerdote e pelo levita que passaram de largo do homem ferido. Na ocasião, o verdadeiro próximo foi o samaritano que “usou de misericórdia” para com o estranho (v. 37). Não coincidentemente, a palavra grega que significa “misericórdia” é a mesma que foi usada para traduzir hesed no Antigo Testamento grego.

 

Hesed também pode descrever lealdade de uma pessoa às obrigações para com Deus. Isso inclui ações fiéis para com os outros membros da comunidade da aliança; pois, como podemos dizer que amamos o nosso Senhor da aliança, se ignoramos os seus mandamentos de amar nossos irmãos (1 Jo 4.20)? A pessoa que é hasid (de hesed) é leal ao seu Deus e roga ao Senhor que lhe mostre fidelidade similar em retorno (Sl 4.4; 32.6). Por isso, o nome hasidim tem sido atribuído aos judeus mais austeros no judaísmo contemporâneo.

 

No entanto, o uso mais precioso da palavra hesed no Antigo Testamento é uma descrição do que Deus faz. Havendo entrado em um relacionamento de aliança com seu povo, Deus se comprometeu a agir para com eles de certas maneiras. E Deus é totalmente fiel ao seu compromisso pessoal.

 

Salmos 136 explora o que a hesed do Senhor significa em seus termos mais amplos, pois cada verso termina com as palavras:“Sua hesed dura para sempre”. Por causa da hesed do Senhor, ele criou o universo e o governa diariamente por meio de sua providência (Sl 136.5-9, 25). Por causa da sua hesed para com Israel, ele os redimiu do Egito e os trouxe, através do mar Vermelho e do deserto, à Terra da Promessa. Por essa mesma razão, ele lançou os egípcios no mar e destruiu os reis cananeus diante dos israelitas (vv. 11-21).

 

Tanto a libertação por parte do Senhor como a destruição dos inimigos de Israel são aspectos da fidelidade do Senhor à sua promessa de fazer de Abraão uma grande nação, de abençoar os que o abençoassem e de amaldiçoar os que o amaldiçoassem (Gn 12.1-3).

 

Mesmo quando o povo de Deus peca contra ele e sofre as consequências de seu pecado, eles podem ainda apelar à heseddo Senhor, como o fez o escritor de Lamentações em meio à destruição de Jerusalém, em 586 a.C. Cercado pela evidência da fidelidade do Senhor em julgar a impiedade, a rebelião e o pecado, o profeta se lança sobre o imutável caráter de Deus, afirmando: “A hesed do Senhor nunca cessa; suas misericórdias nunca chegam ao fim; elas se renovam cada manhã; grande é a tua fidelidade” (Lm 3.22-23).

 

Em Salmos 23.6, o salmista declarou que o Senhor a bondade e a hesed do Senhor o seguiriam todos os dias da sua vida. A palavra seguir descreve normalmente a ação de exércitos de pilhagem e maldição da aliança, mas o salmista estava convencido de que, em vez da maldição da aliança que ele merecia, o amor e a bondade fiel do Senhor o seguiriam incansavelmente.

 

A plenitude da hesed do Senhor é vista na cruz. Ali, o verdadeiro hasid, o próprio Jesus Cristo – o único homem que foi verdadeiramente leal ao Senhor e ao seu próximo em todos os aspectos da vida –, foi tratado como um transgressor da aliança e amaldiçoado pelo pecado, para que nós, que somos infiéis, fôssemos vestidos de sua fidelidade e redimidos. Desta maneira, o propósito da aliança original de Deus – ter um povo para o seu louvor – se cumpriu fielmente.

 

A hesed do Senhor nunca nos abandonará. Em meio às aflições e tragédias da vida, podemos clamar ao nosso Deus amoroso, na confiança de que nada, em toda a criação, pode jamais nos separar do amor leal que nos escolheu antes de existir tempo, que está nos santificando no presente e nos levará fielmente ao nosso lar eterno (Rm 8.28-30).

 

NOSSA HUMANIDADE GRITA MAIS ALTO

 

NOSSA HUMANIDADE GRITA MAIS ALTO

Senhor já nos mostrou o que é bom, ele já disse o que exige de nós. O que ele quer é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus.

(Miquéias 6:8 – nova versão)

 

Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: Pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus. (Miquéias 6:8)

 

Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus? (Miquéias 6:8)

Esta é uma síntese do Evangelho (um resumo, um processo)

Servimos a Deus quando entendemos as suas exigências, praticamos a justiça, vamos fazer o que é direito e correto, vamos ter fidelidade com Deus, andaremos humildemente com Ele, confiamos no Senhor, mas tem horas que a nossa humanidade grita por socorro, temos medo, as circunstâncias nos dizem que parece que é o nosso fim!

Eu tive esta experiência de conhecer as exigências de Deus, o primeiro versículo que li e que me levou a me aprofundar mais na Bíblia. 

A gente vai crescendo espiritualmente buscando a sabedoria de Deus, mas a nossa humanidade, ela existe e precisa ser administrada

Eu queria chegar na minha velhice e dizer para os meus netos: Eu fiz tudo o que Deus exigiu de mim, eu fiz o que certo, correto e direito, eu amei uns aos outros com dedicação e eu vivi em humilde obediência ao nosso Deus. (Miquéias 6:8 – nova versão)

Essa é minha oração, eu peço a Deus apenas duas coisas, saúde e sabedoria, não peço coisas materiais, ainda que Ele tenha me dado isso, no decorrer da minha vida, mas eu peço longevidade... Minha oração é que eu possa chegar aos 100 anos em boa saúde, servindo a Deus.

Sabedoria eu sei que Deus dá - E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente (Tiago 1:5)

Proteção contra acidentes e calamidades, Deus também nos protege, a gente tem que orar sempre por proteção, agora saúde depende da nossa colaboração e muito

Boa alimentação, exercícios físicos, bons relacionamentos e bons pensamentos (isso é essencial para se ter boa saúde e longevidade de dias)  

Eu queria muito isso, poder dizer isso a próxima geração, meus netos e bisnetos, mas muitas vezes nos sentimos como Jó, ainda parece que nós conhecemos a Deus só de ouvir falar, apesar de já ter intimidade e experiências com Deus em várias áreas da vida

Quando vem uma enfermidade, um descontentamento, um mal estar, falta de saúde, desgaste físico e mental nos sentimos exatamente como aconteceu com Jó:

Porque aquilo que eu temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu. Nunca estive tranqüilo, nem sosseguei, nem repousei, mas veio sobre mim a perturbação. (Jó 3:25,26)

Jó disse isso num momento que Ele só conhecia Deus só de ouvir falar

Essa é nossa humanidade gritando mais alto, somos pequenos, falhos, limitados, temos fraquezas, medos, incertezas, ansiedades, perturbações...

Como equilibrar nosso físico, emocional e espiritual?

Eu tenho duas sugestão na palavra de Deus: PEDIR A DEUS PARA NOS VIVIFICAR

A minha alma está apegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra” (Salmos 119:25)         

 

Você já ouviu falar na expressão: “Estou só no pó da rabiola”

 

Pois é, o SALMISTA chegou a ficar nesta situação, ao ponto de se sentir só no pó, mas ele tomou uma atitude positiva: pediu a Deus para vivificar a sua vida

 

O que significa vivificar: realçar, reavivar, renovar, aperfeiçoar sua fé e te fortalecer no espírito

 

Mas, quais os problemas que nos deixam assim, com a alma apegada ao pó?

 

Problemas emocionais e espirituais - Às vezes nos sentimos como se estivéssemos no pó da rabiola por causa deste desgaste

 

OUTRA SUGESTÃO - O MAIOR MANDAMENTO – UMA EXIGÊNCIA DE DEUS

"Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? " Respondeu Jesus: " ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento.

E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas". (Mateus 22:36-40)

ISSO VAI NOS AJUDAR A NOS EQUILIBRAR – O MAIOR DESAFIO DE HOJE É MANTERMOS A CAPACIDADE DE NOS EQUILIBRAR

Eu quero fazer o que Deus exige de mim, mas a minha humanidade vem me mostrar que sou frágil

O que fazer nas horas das FRAGILIDADES E ABATIMENTO DE ALMA?

Conheça Deus não só de ouvir falar, mas de buscar ajuda Dele o tempo todo, de se relacionar muito com Ele, de se apegar a Ele, de praticar o tempo todo, de viver o MAIOR MANDAMENTO

É ISSO QUE VAI NOS DAR EQUÍLIBRIO E PAZ INTERIOR O TEMPO TODO!

O NOSSO MAIOR DESAFIO É NOS EQUILIBRAR

Deus sabe quando será a hora da nossa partida, não sabemos a forma como vamos morrer, não sabemos nem o dia e nem a hora, nem sabemos como vamos ser acometidos por enfermidades, mas uma coisa temos que ter certeza, que tudo está nas mãos de Deus e só Ele acalma nosso coração

A nossa HUMANIDADE muitas vezes vai gritar mais alto, mas até Jesus passou por isso, o mais lindo da divindade foi sua humildade

Jesus chorou, Jesus clamou, Jesus sofreu, Jesus teve medo da cruz, mas uma coisa ele não perdeu a confiança em Deus – NÃO SEJA FEITA MINHA VONTADE, MAS SEJA FEITA A TUA VONTADE MEU PAI

Jesus agiu assim, Pai tá doendo, estou perturbado, minha alma esta perturbada pelo  que está por vir, mas seja feita tua vontade, por fim, lá na cruz ele disse: Pai, a ti entrego o meu espírito”

Os 3 caras na fornalha – Antes de irem pra fornalha disseram assim pro rei, não necessitamos de dar satisfação ao que vai acontecer conosco, se Deus quiser nos livrar da fornalha ele vai nos livrar, se não quiser, vamos morrer queimados, tanto faz, que seja feito a vontade dele, isso sim, era confiança...

Hoje não temos tanto esta confiança, temos medo da morte, nem tanto da morte em si, mas da forma de sofrimento que antecede a morte, do jeito que podemos sofrer

Mas em todo caso, temos a palavra para nos orientar:

- VIVIFICA- NOS SEGUNDO A TUA PALAVRA

- AME A DEUS DE TODO O SEU CORAÇÃO E SUA ALMA

- AME AO PRÓXIMO E A SI MESMO

 

 

 

 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

A TRINDADE (PARTE 02)

 Jesus não é "um deus"

Já que Deus disse em Isaías 43:10 que antes dele Deus nenhum se formou e que depois dele, Deus nenhum haverá, fica evidente que existe somente um Deus. Tudo o que for além disso é uma falsa deidade. Assim, Jesus não poderia ser um deus à parte. Além do mais, se Jeová fosse o Deus e Jesus "um deus" (como verte a TNM o texto de João 1:1), então teríamos dois deuses: um maior (Jeová) e o outro menor (Jesus). Ora, a crença em mais de um deus constitui-se em politeísmo, o que é um grave pecado contra Deus.



Esclarecendo termos mal interpretados
Alguns grupos, como as TJ, se perdem na terminologia das Escrituras, dando significados errôneos a certos termos aplicados a Jesus Cristo, como por exemplo: primogênito, unigênito, princípio da criação e Filho de Deus. Tal equívoco se dá devido ao fato de desconhecerem regras de uma boa hermenêutica (interpretação) bíblica, e assim, separam esses termos de seu contexto imediato ou local e o geral, bem como histórico e gramatical, e querem que afirmem aquilo que originalmente não significavam no texto bíblico. Eis alguns exemplos:



1.                 Primogênito (Colossenses 1:15) — Longe de significar nesse texto "primeiro criado" ou "o primeiro de uma série", o termo "primogênito" é um título que indica preeminência ou primazia, apontando assim para a soberania de Cristo sobre a criação, pois segundo os versículos seguintes, ele criou todas as coisas; não podendo ser, portanto, uma criatura (veja 2.1.3. – letra c). Outro ponto importante é que esse texto de Colossenses é uma aplicação do Salmo 89:27, que é messiânico. Originalmente foi aplicado ao rei Davi, que era o caçula de sua família (Salmo 89:20); no entanto, segundo esse salmo, Deus o colocaria como "primogênito", e explica o porquê: "O mais excelso dos reis da terra", que eqüivale ao título "rei dos reis" (Apocalipse 17:14). Que a idéia de soberania está implícita, basta conferir 1º Samuel 10:1, onde Samuel diz a Davi que Deus o ungiu para ser o líder ou chefe de Israel. Assim, o termo primogênito fala da posição soberana de Cristo sobre tudo e todos, e não que ele seja o primeiro de um série.
2.                 Unigênito (João 3:16) — Este título fala da singularidade de Jesus Cristo, o eterno Filho de Deus. Ele é único, não há ninguém semelhante a ele (Judas 4). Essa palavra é composta por mono (único) + genus (tipo, espécie). A ênfase, portanto, está na primeira parte: único , o que implica na idéia de singularidade, tal como acontece com Hebreus 11:17. Neste texto, Isaque é chamado de unigênito de Abraão. Ora, sabemos que Abraão não tinha apenas a Isaque como filho, não podendo ser ele, a rigor, o único filho. Aliás, Ismael era o primogênito. Isso mostra, portanto, que o termo "unigênito" abarca outros significados. Em que sentido, então, Isaque era o unigênito? Porque ele era o único e singular filho de Abraão. A idéia de um relacionamento íntimo e diferencial entre pai e filho está implícita na passagem; logo, não está em questão a ordem de nascimento de Isaque, mas sua posição diante do pai, sua singularidade. O mesmo se dá com Cristo em relação ao Pai. Sendo, então, "primogênito" e "unigênito", torna-se o "herdeiro de todas as coisas", sustentando, ele mesmo, "todas as coisas pela palavra do seu poder" (Hebreus 1:2, 3).
3.                 Princípio da criação (Apocalipse 3:14) — A palavra grega arché, traduzida por princípio em muitas traduções da Bíblia, também significa "governador", "soberano", "origem". Assim, já que diversas passagens bíblicas atestam a eternidade de Cristo, posto ser ele o criador e sustentador de todas as coisas (Colossenses 1:16, 17; Hebreus 1:3), fica evidente que entender arché como o "primeiro de uma série", nesse caso em particular, seria pedir demais. Se ele criou todas as coisas e as sustenta, o termo "origem" cai como uma luva no contexto imediato e mais amplo. É assim que o termo princípio deve ser entendido em Apocalipse 3:14. Essa é, aliás, a forma traduzida pela versão espanhola La Bíblia de Estudio "Dios Habla Hoy". É bom também lembrar que na Tradução do Novo Mundo a expressão arché é usada em relação a Jeová (Apocalipse 22:12), sendo entendida como fonte, origem, começo; embora seja evidente, pelo contexto, que arché aplica-se ao Senhor Jesus Cristo, pois ele também é descrito assim em Colossenses 1:18. De qualquer forma, nenhum dos termos supracitados podem ser usados para defender a idéia de que Jesus seja um ser criado.
4.                 Filho de Deus (Marcos 1:1) — Esse termo geralmente é usando para indicar a inferioridade do Filho em relação ao Pai, pois um filho não pode ser igual ou maior que seu pai. Ora, isso não faz o menor sentido, pois Jesus é chamado de "filho de Maria" (Marcos 6:3); "Filho de Davi" (Marcos 10:48); e "Filho do Homem" (Mateus 25:31), e nem por isso, ele poderia ser considerado inferior a Maria, Davi ou ao homem. A primeira expressão "filho de Maria" tem o significado de "filho" no sentido comum da palavra, ou seja, ele era filho de Maria em sentido biológico. Ser chamado de Filho de Davi pode significar não somente que ele é seu descendente, mas também participante da linhagem real de Davi. Já o título "Filho do Homem" aponta para a humanidade assumida por Cristo, ou seja, ele participou de nossa natureza humana, contudo, sem pecado. E, finalmente, Jesus também é chamado de "Filho de Deus", não porque seja inferior, mas porque é participante da mesma natureza divina da qual o Pai também participa. Aqui cabe bem o velho ditado: "Tal pai, tal filho".

Esclarecendo textos mal interpretados
Os textos apresentados a seguir são bastante usados pelos antitrinitários para apoiar a idéia de que Jesus não era Deus, pois declarou que o Pai era maior do que ele (João 14:28); que acerca do dia e hora de sua vinda, somente o Pai sabe (Marcos 13:32); além disso, dizem que se ele orava ao Pai (João 17:1), não poderia ser o próprio Pai (esta sentença, aliás, os trinitários jamais afirmaram). Esses equívocos decorrem do fato de desacreditarem de outra grande "riqueza insondável do Cristo" (Efésios 3:8), ou seja, a sua Encarnação: o Verbo, que era Deus, "se fez carne e habitou entre nós" (João 1:14). A doutrina da Encarnação é tão complexa quanto a doutrina da Trindade. Mais uma vez vale ressaltar que por mais que tentemos, o ser finito jamais poderá compreender com perfeição o Ser Infinito, mesmo quando este assume nossa finitude. Ao assumir a natureza humana, tornando-se "Filho do Homem", Jesus Cristo assumiu a posição de "servo" (Filipenses 2:6 e 7). Tornou-se "menor" que os anjos, sem se tornar inferior a eles (Hebreus 2:9). Assim, sua humanidade, como a nossa, era limitada; mas, por outro lado, ele ainda era 100% Deus, ou seja, ilimitado. E aí está o grande problema: como compreender que numa única pessoa pudesse haver duas naturezas opostas naturalmente entre si? Ao mesmo tempo em que dizia "o Pai é maior do que eu" (João 14:28), também afirmava "Eu o Pai somos um" (João 10:30). Como resolver essa questão? A coisa não é tão fácil assim. Se alguém achar a resposta a essa pergunta, também terá descoberto como Deus veio a existir (aliás, ele nunca veio a existir, pois ele foi, é e sempre será) e explicará satisfatoriamente a Triunidade Divina. O que precisamos é recorrer ao testemunho das Escrituras para ver o que ela tem a nos dizer sobre isso, mesmo que indiretamente. Uma passagem reveladora é a de Mateus 8:23-27. Durante uma tempestade, o texto relata que Jesus dormia, mas, Deus não dorme. Desesperados, os discípulos acordaram-no, clamando por socorro. Nesse momento, Jesus acorda, repreende o vento e o mar, e ambos se aquietam. Ora, o homem não tem esse poder. Segundo os Salmos 65:5-7; 89:9 e 107: 29, somente Deus, como criador, tem poder sobre as forças da natureza, e Jesus revelou tal poder (Hebreus 1:3). Percebe-se, portanto, nessa Escritura, a plena humanidade e divindade de Jesus Cristo. Ele tornou-se humano, sem deixar de ser Deus. Era Deus, assim como o Pai e o Espírito Santo, mas também era verdadeiro homem. Alguns objetam afirmando que Moisés abriu o Mar Vermelho, e nem por isso era Deus (Êxodo 14). O mesmo se deu na travessia do rio Jordão, sob o comando de Josué (Josué 3). Mas, quem foi que disse que Moisés abriu o Mar Vermelho? Segundo o livro de Êxodo, Deus mandou Moisés erguer um bastão e estendê-lo sobre o mar (14:16), e no versículo 21 diz que foi o próprio Deus, por meio dum forte vento, que fez o mar retroceder. O Salmo 114 poeticamente mostra que os acontecimentos ocorridos tanto no Mar Vermelho, quanto no rio Jordão, foram promovidos pelo senhor do vento e do mar: Deus. Assim, precisamos ler os textos abaixo tendo em vista o ensinamento bíblico da dupla natureza de Cristo.

1. João 14:28 — Quando Jesus disse "o Pai é maior do que eu", subentende-se a sua posição de servo, de humilhação à qual ele se submeteu voluntariamente, nada tendo haver com sua essência, sua natureza divina (Filipenses 2:6-8; Atos 8:33; 2 Coríntios 8:9). Nessa posição, segundo a Bíblia, Jesus também era menor que os anjos (Hebreus 2:6-9), pois em relação aos humanos, os anjos são "maiores em força e poder" (2ª Pedro 2:11). Sendo menor que os anjos, Jesus podia dizer — sem prejuízo para sua natureza divina — que o Pai era maior do que ele.

2. Marcos 13:32 — Se em Cristo estão "ocultos todos os tesouros da sabedoria e da ciência" (Colossenses 2:3), por que ele afirmou que acerca daquele dia e daquela hora ele não sabia, mas unicamente o Pai? Essa é uma pergunta de difícil resposta; contudo, convém lembrar do seguinte: Jesus disse que os anjos também não sabiam; sendo assim, o que foi feito menor também não saberia (Hebreus 2:9). Como homem Jesus não tinha sabedoria ilimitada. Aprendeu como qualquer um de nós (Lucas 2:52). Não cabe ao homem saber os tempos e as épocas que Deus determinou sob sua jurisdição (Atos 1:7).

3. João 17:1 — Acompanhado desse texto, normalmente vem a seguinte observação dos antitrinitários: Visto que Jesus orou a Deus, pedindo que fosse feita a vontade de Deus, não a sua (Lucas 22:42), os dois não poderiam ser a mesma pessoa; e se Jesus fosse o Deus Todo-Poderoso, ele não oraria a si mesmo.
Para inicio de conversa, esse argumento revela certa ignorância do que seja a doutrina da Trindade, pois não acreditamos que o Pai, o Filho e o Espírito Santo sejam a mesma pessoa, mas, sim, o mesmo Deus, ou seja, possuem a mesma natureza. O termo "Deus" pode ser aplicado individualmente a cada uma das Pessoas da Trindade (1ª Coríntios 8:5; 1ª João 5:20; Atos 5:3, 4), como pode ser usado como coletivo para abarcar as Três Pessoas Divinas, como em Gênesis 1:1. Assim, não sendo a mesma "pessoa" fica claro que não há nenhum impedimento para que o Filho dialogasse com o Pai. Na Encarnação Jesus participou das experiências humanas, menos o pecado (2ª Pedro 2:22); Jesus, como todo e qualquer humano, tinha necessidade espirituais. Ele precisa ter contato com o Pai (Mateus 4:4; João 4:34). Portanto, Jesus dialogou com o Pai, sem deixar de participar da mesma natureza divina, pois ele mesmo disse: "Eu o Pai somos um" (João 10:30). A objeção comum à frase "Eu e o Pai somos um" é a de que isso não significa que Jesus tenha a mesma natureza que o Pai, que ambos sejam de fato um, mas que Jesus apenas frisava sua unidade de propósito e pensamento com o Pai. A base bíblica apresentada é a de João 17:11, 21, 22, onde Jesus em oração pede que todos os seus discípulos sejam um, assim como ele e o Pai são um. Argumentam que isso não significa que os discípulos serão a mesma pessoa ou que possuirão a natureza divina. Mais uma fez enfatizamos que a idéia de serem os dois, Pai e Filho, a mesma pessoa, jamais estará em questão. Quanto à idéia de unidade de propósito e pensamento, dizemos que esta está presente em ambas as passagens. Todavia, segundo o contexto de João 10:30, há muito mais incluído do que simplesmente "unidade de propósito e pensamento". Acompanhe os seguintes raciocínios...



 — Nesse capítulo, Jesus fala diversas vezes de suas ovelhas. No versículo 28 ele diz que dá a essas ovelhas a "vida eterna" e que elas jamais seriam destruídas (ou pereceriam). Pergunta-se: Poderia uma criatura, por mais importante que fosse , conceder a outras criaturas a vida eterna e a indestrutibilidade? Não é somente Deus, o Eterno, a fonte da vida? (Salmo 36:9; Atos 17:27, 28). Contudo, Jesus disse de si mesmo: "Eu sou a ressurreição e a vida" (João 11:25). Disse mais: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (João 14:6). Seria pedantismo demais para um arcanjo, uma criatura, mesmo que fosse "o segundo maior personagem do universo", afirmar tudo isso; porém, não o seria para aquele que, junto com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Portanto, pelos versículos precedentes a João 10:30, fica claro que, se o Pai e o Filho são fontes da vida, então Jesus foi além da "unidade de propósito e pensamento" ao dizer "Eu e o Pai somos um". Vale a pena lembrar que, por mais que nos esforcemos, jamais conseguiremos ser a ressurreição, a verdade e a vida. Assim, devemos nos contentar com nossa "unidade de propósito e pensamento" para com Deus. Já Jesus Cristo, além do que temos (e num grau mais elevado e incomparável), também possui "toda a plenitude da Divindade" (Colossenses 2:9).

 — Diante da frase "Eu e o Pai somos um", a reação dos judeus foi imediata: acusaram a Jesus de blasfêmia, pois, sendo homem, fazia-se Deus a si mesmo (João 10:33). Eles entenderam exatamente o que Jesus queria dizer com aquele "um". Não faria sentido acusá-lo de blasfêmia pelo simples fato de expressar com a palavra "um" uma "unidade de propósito e pensamento". Na Tradução do Novo Mundo, João 10:33 é vertido assim: "Nós te apedrejamos, não por uma obra excelente, mas por blasfêmia, sim, porque tu, embora sejas um homem, te fazes um deus". A frase mal traduzida "te fazes um deus" tenta suavizar a força das palavras de Jesus, que evidentemente igualou-se ao Pai. Ademais, a acusação de blasfêmia só faria sentido para os judeus se Jesus se fizesse igual a Deus, o Pai, e não a "um deus", termo mais do que genérico nessa péssima tradução. É importante ressaltar que numa outra ocasião Jesus falou aos judeus dizendo: "Meu Pai tem estado trabalhando até agora e eu estou trabalhando" (João 5:17 – TNM). Diante disso, alguns dos judeus queriam matá-lo, e uma das razões apresentadas foi a de que ele chamava Deus de Pai, "fazendo-se igual a Deus" (João 5:18 – TNM). Percebe-se, portanto, que em ambas as passagens (João 10:29-33 e 5:17, 18) as declarações de Jesus sempre são entendidas como afirmações de igualdade com o Pai, ou seja, ele afirma fazer aquilo do qual somente o Ser Supremo é capaz (compare com Marcos 2:5-11). Assim, se Jesus não fosse tudo aquilo que afirmou ser, direta ou indiretamente, não passaria de um impostor, mentiroso e megalomaníaco.



6. Espírito Santo
Muitos negam a personalidade e divindade do Espírito Santo, como as seitas espíritas e as Testemunhas de Jeová. Para estas o Espírito Santo é uma "força ativa"; para aqueles trata-se de uma "falange de espíritos". Em ambos os casos, o Espírito Santo é algo, não alguém.



6.1. A personalidade e divindade do Espírito Santo

a) É Deus, como o Pai e o Filho (Atos 5:3:4). Compare com Atos 16:31, 34.

b) É um ser pessoal, pois o Espírito Santo...
·         Guia, fala, declara, ouve (João 16:13).
·         Ama (Romanos 15:30).
·         Clama (Gálatas 4:6).
·         Toma decisões, administra (1ª Coríntios 12:11).
·         Sabe e atinge as profundezas de Deus (1ª Coríntios 2:10, 11; compare com Mateus 11:27 e Lucas 10:22).
·         Pode ser contristado (Efésios 4:30). Comparar com Isaías 63:10.
·         Implora e intercede (Romanos 8:26, 27; comparar com v. 34).
·         Ensina (Lucas 12:12; comparar com 21:14, 15; veja João 14:26).
·         Fala (Atos 10:19). Ver também 13:2; 10:19, 20; 21:11; Mateus 10:18-20).
·         É resistido (Atos 7:51 comparado com Isaías 63:10; Salmo 78:17-19).
·         Proíbe, põe obstáculo (Atos 16:6 e 7; comparar com o v. 7 com Romanos 8:9 e Filipenses 1:19).
·         Ordena, dirige e dá testemunho (Atos 8:29, 39 e 20:23).
·         Designa, comissiona (Atos 20:28). Ver também 1ª Coríntios 12:7-11, comparando com 12:28 e Efésios 4:10, 11.
·         É mencionado entre outras pessoas (Atos 15:28).


c) 1ª Coríntios 6:19 – "Ao lado do templo do verdadeiro Deus na antiga Jerusalém, as Escrituras mencionam muitos outros templo — por exemplo: o templo de Dagom (1ª Samuel 5:2), o templo de Júpiter (Atos 14:13), o templo de Diana (Atos 19:35), e assim por diante. Cada um era o templo de alguém, ou do Deus verdadeiro ou de um deus falso. Mas a Bíblia também mostra que o corpo físico de cada cristão individualmente se torna um templo. Templo de quem? Um ‘templo do Espírito Santo’(1ª Coríntios 6:19)". — Argumento extraído de As Testemunhas de Jeová refutadas versículo por versículo, de David Reed, Juerp, pp. 89, 90.



6.2. Textos e termos mal aplicados ao Espírito Santo

a) Mateus 3:11 – João Batista disse que Jesus batizaria com o Espírito Santo, assim como ele batizava em água; portanto, assim como a água não é pessoa, tampouco seria o Espírito Santo. Refutação: É possível se batizado numa Pessoa, sem que ela perca sua identidade pessoal.
·         Romanos 6:3 (batizados em Cristo/batizados em sua morte)
·         Gálatas 3:27 (batizados em e revestidos de Cristo)
·         1ª Coríntios 10:2 (batizados em Moisés)

b) 2ª Coríntios 6:6 – O Espírito Santo é incluído entre várias outras qualidades, o que indicaria que não se trata duma pessoa (Efésios 5:18; Atos 6:3; 11:24 e 13:52)

Refutação: Em Gálatas 3:27 e Colossenses 3:12 insta-se às pessoas a ficarem revestidas de Cristo, assim como a se revestirem de qualidades como humildade, compaixão etc., sem que isso faça de Cristo uma "força ativa".

c) Atos 2:4 – Os 120 discípulos ficaram cheios duma "força ativa" não duma pessoa.
Refutação:
·         Efésios 1:23 diz que Deus "preenche todas as coisas", o que concorda com Atos 2:4.
·         Romanos 8:11 diz o Espírito Santo mora ou reside em nós, assim como Efésios 3:17 diz que Cristo reside em nossos corações, da mesma forma que João 14:23 também fala da habitação em nós tanto do Pai, quanto do Filho. Nada disso faz com que o Pai e o Filho deixem de ser pessoas.

d) Atos 13:12 – O fato de a Bíblia dizer que o Espírito Santo fala, isso não prova sua personalidade, pois outros textos mostram que isso era feito através de seres humanos ou de anjos.
Refutação:
·         Atos 3:21 mostra que Deus não falou diretamente, mas por meio da boca dos seus profetas, assim como se diz do Espírito Santo (Atos 28:25).
·         Comparar Mateus 10:19, 20 com Lucas 21:14, 15 e Jeremias 1:7-9.

e) Lucas 7:45, Romanos 5:14, 21, Gênesis 4:7 – Estes textos mostram que coisas abstratas, como a sabedoria, o pecado e a morte são personificados; o mesmo se dá com o Espírito Santo.
Refutação: A Bíblia personifica a sabedoria, o pecado e a morte porque não são pessoas. No caso do Espírito Santo, Ele não é personificado, pois já é uma pessoa. É apenas simbolizado, assim como Jesus e Jeová
·         Espírito Santo: Pomba (Lucas 3:22); línguas de fogo (Atos 2:3)
·         Jesus Cristo: Leão (Apocalipse 5:5); cordeiro (João 1:29); Porta (João 10:9); Videira (João 15:1)
·         Jeová: Fogo (Deuteronômio 4:24); sol (Salmo 84:11)

f) Atos 7: 55, 56 – Estevão só viu o Pai e o Filho, não diz ter visto o Espírito Santo.
Refutação: Estevão não podia ter visto o Espírito Santo pelo fato deste estar na terra cumprindo a sua missão, uma vez que fora enviado pelo Filho, que por sua vez fora enviado pelo Pai. Jesus disse que a menos que Ele próprio fosse embora, o Espírito Santo não viria. Assim sendo, quando Jesus voltou ao céu, enviou o Espírito, razão pela qual Estevão não poderia tê-lo visto. (Ver João 16:7, 8).



7. A fórmula batismal



7.1. Argumentos mal aplicados para se batizar somente em nome de Jesus



1.                 Em Mateus 28:19, Jesus mandou que os discípulos batizassem em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Em Atos 2:38 encontramos os apóstolos batizando em nome de Jesus, porque Jesus é o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Refutação: Esse argumento não tem base bíblica, pois as Escrituras estabelecem a distinção entre as pessoas da Trindade, por exemplo: João 10:30. Assim, é absurda a suposição de que os apóstolos entenderam que Jesus quis dizer que batizassem em seu próprio nome, porque ele era o Pai, o Filho e o Espírito Santo, uma vez que 1ª João 4:14 diz claramente: "E nós (os apóstolos) temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo".
2.                 Afirma-se que "Pai", "Filho" e "Espírito Santo" são apenas "títulos", não "nomes próprios", mas que Jesus é "um nome próprio". Refutação: Se fizéssemos distinção entre "nome" e "título" na Bíblia, não poderíamos entender os nomes bíblicos, porque seus nomes eram seus títulos. Em Gênesis 29:32, por exemplo, "Rubem" (nome próprio) literalmente quer dizer "um filho", mas "filho" é um título segundo o Unicistas. Jesus (nome próprio) significa "Salvador" (Mateus 1:21), o qual também é um título.
3.                 Ensina-se que em Mateus 28:19 se usa a palavra "nome" (singular) e não "nomes" (plural). Refutação: A Bíblia muitas vezes usa a palavra "nome" (singular) para referir-se a mais de uma pessoa. Veja este exemplo: Gênesis 5:2 ¾ "Homem e mulher os criou, e os abençoou, e lhes chamou pelo nome de Adão, no dia em que foram criados". Veja também Gênesis 11:4 e 48: 6, 16.
4.                 Alega-se que os apóstolos nunca batizaram "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo", mas somente "em nome de Jesus".
a) É verdade, na Bíblia não encontramos os apóstolos batizando a pessoas "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo"; tampouco, porém, encontramos na Bíblia os apóstolos recitando a frase "eu te batizo em nome de Jesus Cristo".
b) Eles afirmam que os apóstolos recitaram tal frase, quando lêem na Bíblia que algumas pessoas foram batizadas "em nome de Jesus Cristo". A verdade é que não há nenhuma evidência na Bíblia de que os apóstolos tenham recitado tal frase ao batizar.
c) Há somente uma pessoa na Bíblia que vemos como foi batizada. Esta pessoa foi o eunuco etíope, que foi batizado por Filipe (At 8:36). Ali, não observamos Filipe dizendo: "Eu te batizo em nome de Jesus". A única coisa que encontramos é que o eunuco dizendo: "Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus".
d) As evidências mais remotas que temos sobre a maneira em que os cristãos eram batizados na igreja primitiva se encontram num livro intitulado Didache (ou: Ensinamentos dos Apóstolos). Este livro, que foi escrito por volta do ano 110 d.C., diz: "Quanto ao batismo, procedam assim: Depois de ditas todas essas coisas, batizem em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo." (Grifo acrescentado).

e) Fazer algo "em nome de" alguém significa fazê-lo em sua autoridade, em obediência ao seu mandato, da parte de ou como seu representante, como por exemplo: "E, pondo-os perante eles, os argüíram: Com que poder, ou em nome (= na autoridade ou da parte) de quem fizestes isto?" (Atos 4:7). Veja também João 16:23-26; 1ª Coríntios 1"13-15 e Colossenses 3:17. Assim, a frase "em nome de" não tem nada que ver com uma fórmula mágica que alguém diz durante cada ação. Quando a Bíblia diz que alguns foram batizados "em nome do Senhor Jesus Cristo" (Atos 2:38; 8:16; 19:5), não quer dizer que os apóstolos literalmente recitaram a frase: "Eu te batizo em nome do Senhor Jesus Cristo" , antes, porém, que as pessoas foram batizadas em obediência à ordem de Jesus, isto é, de acordo com o ensino de Jesus.