sábado, 14 de maio de 2022

A História do Povo Judeu (Parte 02)

OS TEMPOS BÍBLICOS

Os patriarcas

A história judaica começou há mais ou menos 4.000 anos (c. séc. XVII a.E.C.) - com o patriarca Abraão, seu filho Isaac e seu neto Jacob. Documentos encontrados na Mesopotâmia, que datam de 2.000-1.500 a.E.C., confirmam aspectos de sua vida nômade, tal como a Bíblia descreve. O Livro do Gênese relata como Abraão foi conclamado a abandonar Ur, na Caldéia, e ir para Canaã, para iniciar a formação do povo com a fé no Deus Único. Quando Canaã foi assolada pela fome, Jacob (Israel), seus doze filhos e suas famílias estabeleceram-se no Egito, onde seus descendentes foram reduzidos à escravidão e sujeitos a trabalhos forçados.

O Êxodo e o Assentamento

Após 400 anos de servidão, os israelitas foram conduzidos à liberdade por Moisés que, segundo a narrativa bíblica, foi escolhido por Deus para tirar seu povo do Egito e retornar à Terra de Israel, prometida a seus antepassados (séc. XIII-XII a.E.C.). Durante 40 anos eles vagaram no deserto do Sinai, tornando-se uma nação; lá receberam a Torá (o Pentateuco), que inclui os Dez Mandamentos e deram forma e conteúdo à sua fé monoteísta. O êxodo do Egito (c. 1300 a.E.C.) deixou uma marca indelével na memória nacional do povo judeu, e tornou-se um símbolo universal de liberdade e independência. Todo ano os judeus celebram as festas de Pessach (a Páscoa judaica), Shavuot (Pentecostes) e Sucot (Festa dos Tabernáculos), relembrando os eventos ocorridos naquela época.

Durante os dois séculos que se seguiram, os israelitas conquistaram a maior parte da Terra de Israel e renunciaram à sua vida nômade, tornando-se agricultores e artesãos; seguiu-se uma fase de consolidação social e econômica. Períodos de relativa paz se alternavam com tempos de guerra, durante os quais o povo se unia em torno de líderes conhecidos como 'Juízes', escolhidos por suas habilidades políticas e militares, e por suas qualidades de liderança. A fraqueza inerente a essa organização tribal, face à ameaça constituída pelos filisteus (povo navegante da Ásia Menor que havia se estabelecido na costa mediterrânea do país) gerou a necessidade de um chefe que unisse as tribos e mantivesse a liderança de modo permanente, com sucessão hereditária.

 

A Monarquia

O reinado do primeiro rei, Saul (c.1020 a.E.C.) permitiu a transição entre esta organização tribal já frouxa e o pleno estabelecimento da monarquia, sob David, seu sucessor.

O Rei David (c.1004-965 a.E.C.) fez de Israel uma das potências da região através de bem sucedidas expedições militares, entre as quais a derrota final dos filisteus, assim como por alianças políticas com os reinos vizinhos. Conseqüentemente, sua autoridade foi reconhecida desde as fronteiras com o Egito e o Mar Vermelho até as margens do Eufrates. Internamente, ele unificou as doze tribos israelitas num só reino e estabeleceu sua capital, Jerusalém, e a monarquia, no centro da vida nacional. A tradição bíblica descreve David como poeta e músico, e os versos do Livro dos Salmos lhe são atribuídos.

David foi sucedido por seu filho Salomão (c.965-930 a.E.C.), que consolidou mais ainda o reino. Através de tratados com os reis vizinhos, reforçados por casamentos políticos, Salomão garantiu a paz para seu reino, tornando-o uma das grandes potências da época. Ele expandiu o comércio exterior e promoveu a prosperidade doméstica, desenvolvendo grandes empreendimentos, tais como mineração do cobre e fundição de metais; construiu novas cidades e fortificou as que tinham importância estratégica e econômica. O auge de sua realização foi a construção do Templo de Jerusalém, que se tornou o centro da vida nacional e religiosa do povo judeu. A Bíblia atribui a Salomão o Livro dos Provérbios e o Cântico dos Cânticos.

 

Os Profetas

 

Os Profetas, pensadores religiosos e figuras carismáticas, considerados como dotados do dom divino de revelação, pregaram durante o período da monarquia e até um século após a destruição de Jerusalém (586 a.E.C.). Às vezes conselheiros dos reis em assuntos religiosos, éticos e políticos, às vezes seus críticos, dando a primazia ao relacionamento entre o indivíduo e Deus, os profetas eram guiados pela sua aspiração de justiça e emitiram poderosos comentários sobre a moralidade da vida nacional judaica. Suas revelações estão registradas em livros de prosa e poesia inspiradas, muitos dos quais foram incorporados à Bíblia.

O apelo universal e eterno dos profetas deriva de sua procura por uma consideração fundamental dos valores humanos. Palavras como as de Isaías (1:17): "Aprendei a fazer bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; pleiteai a causa das viúvas" continuam a alimentar a aspiração da humanidade pela justiça social.

A Monarquia Dividida

O final do reino de Salomão foi marcado por descontentamento das camadas mais pobres da população, que tinham de pagar pesados impostos para financiar seus planos ambiciosos. Além disso, o tratamento preferencial dispensado à sua própria tribo exasperava as outras, e conseqüentemente crescia o antagonismo entre a monarquia e os separatistas tribais. Após a morte de Salomão (930 a.E.C.) uma insurreição aberta provocou a cisão das tribos do norte e a divisão do país em dois reinos: o reino setentrional de Israel, formado pelas dez tribos do norte, e o reino meridional de Judá, no território das tribos de Judá e Benjamim. O Reino de Israel, com sua capital Samaria, durou mais de 200 anos, e teve 19 reis; o Reino de Judá sobreviveu 350 anos, com sua capital, Jerusalém, e teve o mesmo número de reis, todos da linhagem de David. Com a expansão dos impérios assírio e babilônio, tanto Israel quanto Judá, mais tarde, acabaram caindo sob domínio estrangeiro. O Reino de Israel foi destruído pelos assírios (722 a.E.C.) e seu povo foi exilado e esquecido. Uns cem anos depois, a Babilônia conquistou o Reino de Judá, exilando a maioria de seus habitantes e destruindo Jerusalém e o Templo (586 a.E.C.)

 

O Primeiro exílio

 

A conquista babilônica foi o fim do primeiro estado judaico (período do Primeiro Templo), mas não rompeu a ligação do povo judeu com sua terra. Às margens dos rios da Babilônia, os judeus assumiram o compromisso de lembrar para sempre sua pátria: "Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza. Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria." (Salmos 137:5-6).

O exílio na Babilônia, que se seguiu à destruição do Primeiro Templo, marcou o início da Diáspora judaica. Lá, o judaísmo começou a desenvolver um sistema e um modo de vida religioso fora de sua terra, para assegurar a sobrevivência nacional e a identidade espiritual do povo, concedendo-lhe a vitalidade necessária para preservar seu futuro como uma nação.

 


A História do Povo Judeu (Parte 01)

 HISTÓRIA DO POVO JUDEU

 Recorda os dias do passado, considera os anos de geração em geração....

(Deuteronômio 32:7)

             O povo judeu nasceu na Terra de Israel (Eretz Israel). Nela transcorreu uma etapa significativa de sua longa história, cujo primeiro milênio está registrado na Bíblia; nela se formou sua identidade cultural, religiosa e nacional; e nela se manteve ininterrupta, através dos séculos, sua presença física, mesmo depois do exílio forçado da maioria do povo. Durante os longos anos de dispersão, o povo judeu jamais rompeu ou esqueceu sua ligação com sua terra. Com o estabelecimento do Estado de Israel, em 1948, foi recuperada a independência judaica, perdida 2.000 anos antes.

 I - PRINCIPAIS MOMENTOS HISTÓRICOS

séc. XVII-VI
a.E.C.

ÉPOCA BÍBLICA

 (a.E.C. - antes da Era Comum)

 c. sec. XVII

Os patriarcas: Abraão, Isaac e Jacob - os patriarcas do povo judeu e crentes no Deus Único - estabelecem-se na Terra de Israel.

A fome força os israelitas a emigrar para o Egito.

 c. séc. XIII

Êxodo dos israelitas que deixam o Egito conduzidos por Moisés e vagam no deserto durante 40 anos.

A Torá, que inclui os Dez Mandamentos, é recebida no Monte Sinai.

 séc. XIII-XII

Os israelitas se instalam na Terra de Israel.

 c. 1020

A monarquia judaica é estabelecida; Saul é o primeiro rei.

 c. 1000

Jerusalém torna-se a capital do reino de David.

 c. 960

O Primeiro Templo, centro nacional e espiritual do povo judeu, é construído em Jerusalém pelo Rei Salomão.

 c. 930

Divisão do reino: Judá e Israel.

 722-720

O reino de Israel é destruído pelos assírios; 10 tribos exiladas (As "Dez Tribos Perdidas").

 

586

O reino de Judá é conquistado pela Babilônia.

Jerusalém e o Primeiro Templo destruídos; a maioria dos judeus é exilada.

 

536-142

PERÍODOS PERSA E HELENÍSTICO

 

538-515

Muitos judeus retornam da Babilônia; o Templo é reconstruído.

 

332

Alexandre Magno conquista o país; domínio helenístico.

 

166-160

Revolta dos Macabeus (Hasmoneus) contra as restrições á prática do judaísmo e a profanação do Templo.

 

142-129

Autonomia judaica sob a liderança dos Hasmoneus.

 

129-63

Independência judaica sob a monarquia dos Hasmoneus.

 

63

Jerusalém capturada pelo general romano Pompeu.

 

 63 a.E.C.

DOMÍNIO ROMANO

 

(E.C. - Era Comum)

 

37 a.E.C. - 4 E.C.

O rei Herodes, vassalo romano, governa a Terra de Israel.

O Templo de Jerusalém é reformado.

 

c 20-33

Ministério de Jesus de Nazaré.

 

66

Revolta dos judeus contra Roma.

 

70

Destruição de Jerusalém e do Segundo Templo.

 

73

Último bastião judeu em Massada.

 

132-135

Revolta de Bar Kochba contra os romanos.

 

c. 210

Concluída a codificação da Lei Oral judaica (Mishná).

 

 

 313-636

DOMÍNIO BIZANTINO

 

c. 390

Concluído o comentário da Mishná (Talmud de Jerusalém).

 

614

Invasão persa.

 

636-1099

DOMÍNIO ÁRABE

 

691

O Domo da Rocha é construído em Jerusalém pelo Califa Abd el-Malik, no local dos Templos (Primeiro e Segundo).

 

1099-1291

DOMÍNIO CRUZADO
(Reino Latino de Jerusalém).

 

 1291-1516

DOMÍNIO MAMELUCO

 

1517-1917

DOMÍNIO OTOMANO

 

1564

Publicação da codificação da lei judaica (Shulchan Aruch).

 

1860

Primeiro bairro construído fora dos muros de Jerusalém.

 

1882-1903

Primeira Aliá (imigração em grande escala), principalmente da Rússia.

 

1897

Primeiro Congresso Sionista, reunido por Teodoro Herzl em Basiléia, Suíça; fundação da Organização Sionista.

 

1904-14

Segunda Aliá, principalmente da Rússia e Polônia.

 

1909

Fundação de Degânia, o primeiro kibutz, e de Tel Aviv, a primeira cidade moderna completamente judia.

 

1917

400 anos de domínio otomano chegam ao fim com a conquista britânica;
Lord Balfour, Ministro de Relações Exteriores britânico declara o apoio ao estabelecimento de "um lar nacional judaico na Palestina".

 

1918-48

DOMÍNIO BRITÂNICO

 

1919-23

Terceira Aliá, principalmente da Rússia.

 

1920

undação da Histadrut (Federação Geral do Trabalho) e da Haganá (organização de defesa judaica).
O ishuv (comunidade judaica) cria o Vaad Leumi (Conselho Nacional) para dirigir seus assuntos internos.

 

1921

Fundação do primeiro moshav, Nahalal.

 

1922

A Liga das Nações confia á Grã-Bretanha o Mandato sobre a Palestina (Terra de Israel); três quartos da área são entregues á Transjordânia, deixando apenas um quarto para o lar nacional judaico.

Criação da Agência Judaica, representante da comunidade judaica diante das autoridades do Mandato.

 

1924

Fundação do Technion, o primeiro instituto de tecnologia.

 

1924-32

Quarta Aliá, principalmente da Polônia.

 

1925

Inauguração da Universidade Hebraica de Jerusalém no Monte Scopus.

 

1929

Massacre dos judeus de Hebron por militantes árabes.

 

1931

Fundação do Etzel, organização clandestina judaica.

 

1933-39

Quinta Aliá, principalmente da Alemanha.

 

1936-39

Distúrbios anti-judaicos instigados por militantes árabes.

 

1939

O Livro Branco britânico limita drasticamente a imigração judaica.

 

1939-45

2a. Guerra Mundial; Holocausto na Europa.

 

1941

Formação do movimento clandestino Lechi; criação do Palmach, força de combate da Haganá.

 

1944

Formação da Brigada Judaica, como parte das forças britânicas.

 

1947

A ONU propõe o estabelecimento dos estados árabe e judeu no país.

 

1948

O ESTADO DE ISRAEL

 

1948

Fim do Mandato Britânico (14 de maio)
Proclamação do Estado de Israel (14 de maio).
Israel é invadido por cinco exércitos árabes (15 de maio)
Guerra da Independência (maio de 1948-julho de 1949)
Criação das Forças de Defesa de Israel (FDI)

 

1949

Assinatura de acordos de armistício com o Egito, Jordânia, Síria e Líbano.

Jerusalém é dividida, sob domínio de Israel e da Jordânia.

Eleição do primeiro Knesset (parlamento)

Israel é aceito como o 59o. membro da ONU.

 

1948-52

Imigração em massa da Europa e dos países árabes.

 

1956

Campanha do Sinai

 

1962

Adolfo Eichmann é julgado e executado em Israel por sua participação no Holocausto.

 

1964

Completado o Conduto Nacional, para trazer água do Lago Kineret, no norte, ao sul semi-árido.

 

1967

Guerra dos Seis Dias, reunificação de Jerusalém.

 

1968-70

Guerra de Desgate do Egito contra Israel

 

1973

Guerra do Iom Kipur

 

1975

Israel torna-se membro associado do Mercado Comum Europeu.

 

1977

O Likud forma o governo após as eleições para o Knesset; fim de 30 anos de governo trabalhista.

Visita do Presidente egípcio Anuar Sadate a Jerusalém.

 

1978

Os Acordos de Camp David presentam as linhas gerais para uma paz abrangente no Oriente Médio e uma proposta de auto-governo para os palestinos.

 

1979

Assinatura do Tratado de Paz Israel-Egito.

O Primeiro-Ministro Menachem Begin e o Presidente Anuar Sadate são agraciados com o Prêmio Nobel da Paz.

 

1981

A Força Aérea Israelense destrói o reator atômico do Iraque pouco antes de sua entrada em operação.

 

1982

Completam-se as três etapas de retirada de Israel da península do Sinai.

A Operação Paz para a Galiléia expulsa os terroristas da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) do Líbano.

 

 

1984

Formado um governo de unidade nacional (Likud e Trabalhista) após as eleições.

Operação Moisés: imigração dos judeus da Etiópia.

 

1985

Assinado o Acordo de Livre Comércio com os Estados Unidos.

 

1987

Distúrbios violentos e generalizados (intifada) irrompem nas áreas administradas por Israel.

1988

Governo do Likud após as eleições.

 

1989

Israel propõe uma. iniciativa de paz de quatro pontos.
Início da imigração em massa dos judeus da antiga União Soviética.

 

1991

Israel é atacado por mísseis Scud do Iraque durante a Guerra do Golfo.

Reúne-se em Madrid a conferência de paz para o Oriente Médio.
A Operação Salomão traz a Israel por via aérea os demais judeus da Etiópia.

 

1992

Estabelecimento de relações diplomáticas com a China e a Índia.

 

1993

Israel e a OLP, representante do povo palestino, assinam a Declaração de Princípios sobre os procedimentos do auto-governo interino para os palestinos.

 

1994

Implementação do auto-governo palestino na Faixa de Gaza e na região de Jericó.

Plenas relações diplomáticas com a Santa Sé.

Marrocos e Tunísia estabelecem escritórios de representação de interesses.

Assinatura do Tratado de Paz Israel-Jordânia.

Rabin, Peres e Arafat são agraciados com o Prêmio Nobel da Paz.

 

1995

Ampliação do auto-governo palestino implementado na Margem Ocidental e na Faixa de Gaza; eleição do Conselho Palestino.

Primeiro-Ministro Yitzhak Rabin é assassinado num comício em prol da paz.

Shimon Peres torna-se o Primeiro-Ministro.

 

1996

Escalada do terrorismo árabe fundamentalista contra Israel.

Vinhas da Ira, em retaliação aos ataques terroristas da Hizbullah ao norte de Israel.

Abertura de escritórios de representação comercial em Omã e Qatar.

O Likud sobe ao poder após as eleições para o Knesset.

Abertura em Tel Aviv de um escritório de representação comercial do Omã.

 

 

A Historia da Tatuagem no Mundo

 

A Historia da Tatuagem no Mundo

 

·         No Egito, a tatuagem tinha sentido médico ou mágico, as que se vêem na
múmia de uma sacerdotisa de Hathor (2.000 a.C.) seriam um exemplo desta
proteção, contra a gravidez, contra as doenças em geral. 


São linhas horizontais, paralelas, postas à altura do estômago.


·         Múmias com sinais semelhantes a tatuagens tem sido encontradas no Vale do
Rio Nilo, tratar-se-ia, segundo especialistas, de prisioneiros, assim
marcados para não fugirem. 


Algumas tem, de fato, as mãos amarradas as costas.

·        
* Tatuavam-se, também, as concubinas, bailarinas, cantoras, por coqueterie,
provavelmente.


·         Na Itália, fronteira com a Áustria, em 1991 foi encontrado um corpo
congelado com linhas paralelas ao longo da região lombar, uma cruz abaixo do joelho esquerdo e faixas no tornozelo direito, as medições arqueológicas
apontam para a data de 5300 a.C. A revista Time publicou a opinião de Konrad Spindler, chefe do Instituto de Pré-História de Innsbruck, Áustria, sobre as marcas do corpo encontrado: 


"Já que todas essas tatuagens estavam cobertas pela roupa, deveriam ter um significado pessoal para o homem e não tinham a função de identificação diante de outras tribos." 


* Na Trácia, segundo Heródoto, seria prerrogativa de aristocracia. 


Mas segundo Plutarco, as das mulheres, feitas nas mãos, lembrariam o sangue de Orfeu, que suas avós tinham derramado.

 

·          * Os citas, povo de características Helênicas e Iranianas, que habitaram a Ásia e Europa durante séculos, estavam dentre os primeiros povos a dominar a arte de cavalaria, seus exércitos eram compostos de homens livres que lutavam em troca de comida e vestimentas ( recebiam uma parte dos saques de guerra, caso apresentassem a cabeça cortada de algum inimigo). 


Possuíam rituais funerários complexos, os quais exigiam o sacrifício da viúva e de cavalos do falecido, exigiam também tatuagem no cadáver do soberano.

·        
Tatuavam-se habitualmente. 

 

·         * Os nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e da Nova Zelândia
tatuavam-se em rituais complexos, muitas vezes por caráter religioso, aí a
arte conhecida por moko chegou a um alto grau de perfeição.

* Na França, região de Dordogne, arqueólogos encontraram ferramentas
pontiagudas, feitas de pedras e chifres pertencentes à cultura Magdaleniana
(15 mil à 10 mil a.C.) 

  

·         * Na Austrália, os aborígines reproduzem cicatrizes, as chamadas escarificações produzidas com cortes sucessivos, muitas vezes utilizando fuligem no corte para a formação da cicatriz. 

 

·         * Incas, Maias e Astecas tatuavam-se com linhas e pontos, além dos símbolos
específicos, como, sol, lua e estrelas. Já foi assinalada a grande
semelhança entre os desenhos moko e os pré-colombianos.