segunda-feira, 16 de maio de 2016

VERDADES IMPACTANTES

 
 
Verdades impactantes


Verdades impactantes se encontram na fonte da verdade, te convido a refletir nos seguintes provérbios verdadeiros que impactam a vida extraídos da Bíblia “A Mensagem” do capitulo 27 de Provérbios:
 
• “Carregar uma tora nos ombros e erguer uma pedra no braço ao mesmo tempo é agradável, comparado com a aflição de aguentar um insensato” (v. 3).
 
• “Somos arruinados pela ira e dominados pela raiva, mas quem pode sobreviver à inveja?” (v. 4)
 
• “O prudente vê um problema se aproximando e foge; o insensato entra de cabeça e quebra a cara” (v. 12).
 
• “A esposa resmungona é como o gotejar de uma torneira pingando; você não consegue fazê-la parar e dela não consegue escapar” (vs. 15-16).
• “Triture um insensato até o último osso, e não conseguirá remover dele a tolice” (v. 22).
 
As pessoas com problemas de relacionamentos são complexas, estão cheias de complexos, são doentes emocionais, carentes de sabedoria. Assim fica evidente que a loucura adoece o ser humano além de arruinar a sua vida, família e amigos!
A sabedoria abrange a pessoa toda em toda situação. Tanto é que Provérbios 27 têm diversas máximas sapienciais que abrangem diferentes aspectos da conduta humana. No entanto, parece que o capítulo foca na fidelidade relacionada ao amor. Analise, reflita e aplique a tua vida:

1. É possível que às vezes o verdadeiro amor pode estar escondido numa exortação, tanto quanto o ódio pode estar por trás de um beijo (vs. 5-6).
2. É impossível existir amor verdadeiro onde não existe fidelidade ao cônjuge, aos amigos e a Deus (vs. 8, 10-11).
 
3. É possível que os verdadeiros amigos aprimorem o caráter um dos outros, mas é impossível que as reclamações constantes melhorem a pessoa e corrija suas falhas, pois queixas só irritam e destroem (vs. 15-17).
 
O amor verdadeiro não se encontra mesmo se procurar no mundo inteiro. Ainda que esteja disponível a quem quer que seja, ele está no Céu; portanto, você só o terá se você se relacionar intensamente com o Pai do Céu. Do contrário teu amor será egoísta, interesseiro, falso e falho!
A mentalidade das pessoas está anestesiada, quase ninguém mais pensa. Às vezes fico pensando nos sentimentos de Deus quando Ele vê seres humanos dotados por Ele com um cérebro espetacular não sendo usado mais do que usam os animais. 
 
Tem muita gente fazendo cada coisa que nem os animais fazem. Há cada tipo de comportamento na sociedade que nem entre os animais ferozes se veem. Se há uma evolução no ser humano, ela é contrária: regressão! 
 
O ser humano piora a cada dia. Portanto, se você quer viver diferente dos demais e até mesmo dos animais, faça bom uso do cérebro poderoso que você tem, tente viver os princípios de sabedoria de Provérbios 27. 
 
Depois de meditar, analisar e refletir é hora de orar: "Pai celestial, preciso de Ti para não viver neste mundo como um ou pior que um animal. Me deste um cérebro fantástico para ser usado, mas já perdi as contas de quantas vezes eu o tenho negligenciado. Peço que me ajudes a ativá-lo. 
 
Coloque minha mente em funcionamento a fim de que não cause mais aborrecimentos às pessoas que digo amar. Dá-me toda sabedoria que está disponível àqueles que Te buscam diariamente e intensamente. Sei que nada mereço a não ser o sofrimento por causa de meu mau comportamento, mas pela graça de Cristo quero viver diferente. Amém".
 

escrito por Heber Toth Armí

O ORGULHO SUFOCA




O ORGULHO SUFOCA

O orgulho sufoca, destrói, mata, derruba. É um pecado mencionado com bastante freqüência nas Escrituras e todas as suas menções indicam que Deus o odeia.

Deus realmente abomina o sentimento de orgulho!

Toda criatura que cai nesta perigosa cilada enfrenta o Deus todo poderoso sem o menor temor.

Isto porque o orgulho cega o entendimento. Ele faz seus escravos pensarem que podem tomar o lugar do Onipotente Deus ou que podem ser uma criatura superior às outras. Mas isto é engano, um caminho que leva tudo à destruição.

O primeiro pecado mencionado na Bíblia é o orgulho. Satanás queria ser como Deus, queria destroná-lo. Assim nasceu a primeira contenda no céu. Um terço dos anjos foram seduzidos. Acreditaram nas promessas do suposto futuro “senhor” de tudo. Se encheram de orgulho influenciados por Satanás.

A propósito, aqueles que pensam que o sentimento de orgulho não traz contenda e desordem, estão completamente errados.

O orgulho causa confusão, contenda, mágoa, brigas, discussões, divisões, etc. Além disso, o cristão quando é orgulhoso envergonha o nome de Cristo, pois isto contraria tudo o que o Mestre ensinou e viveu.

Dentro do Ministério Musical o pecado do orgulho pode ser facilmente detectado. Preste atenção:                   

» Quando não aceitamos exortação de nossos pastores, líderes e até mesmo de nossos companheiros de ministério             
» Quando sempre achamos que estamos certos                                                                                                         
» Quando não damos ouvido às outras pessoas                                                                                                         
» Quando achamos que somos melhores do que alguém                                                                                           
» Quando achamos que somos dignos de receber alguma glória e louvor                                                              
» Quando achamos que a obra que executamos está tendo sucesso pela nossa capacidade                              
» Quando achamos que o nosso estilo musical é o mais correto perante Deus                                                      
» Quando humilhamos, subestimamos ou não valorizamos aqueles que estão iniciando no ministério

Talvez esta seja a razão da escassez de verdadeiros adoradores dentro do povo chamado cristão. Esta triste armadilha têm cegado a muitos, tornando-os joio, ao invés de trigo. Aqueles que desejam trilhar a árdua jornada da verdadeira adoração deverão riscar de sua vida tudo aquilo que foi dito anteriormente.

O verdadeiro adorador não deixa ser tomado pelo orgulho, mas permanece humilde pelo temor que tem de Deus.

O verdadeiro adorador sabe que Deus não reparte sua glória com ninguém! Jesus, além de ser o nosso Salvador, foi o maior Mestre que pisou na face da terra. Suas maiores lições sempre tinham a ver com humildade. Ele sabia que a falta de humildade causava destruição, ruínas, separação, tristeza, e o pior de tudo, entristecia a Deus.

Foram de Jesus as palavras:                                                                                                                                   

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. (Mateus 5.5)             
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. (Mateus 5.11)                                                                                         
Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. (Mateus 5.18)

Jesus não só ensinou sobre a humildade, mas sua vida refletia isto em cada atitude. Dia a dia ele mostrava que o orgulho não fazia parte do seu caráter.

Não foi o Rei Jesus quem lavou os pés dos discípulos na noite da Ceia? É importante ressaltar que nenhum dos 12 homens merecia isto. Outra prova de humildade foi a sua terrível morte na cruz.

Na época de Jesus, a morte de cruz era um dos piores e mais humilhantes tipos de morte existente. Na polida sociedade romana até a sua menção era proibida.

Você consegue imaginar o rei da glória, o filho de Deus se submetendo aos soldados romanos, apanhando, levando chutes, socos, chicotadas e tendo sua cabeça furada por uma coroa de espinhos? É difícil compreendermos isto, mas entendemos que foi uma das grandes, senão a maior prova de humildade de Jesus.

Querido irmão, faça o possível para viver uma vida de humildade, refletindo este ensinamento de Cristo em cada atitude, palavra e até pensamento. Lembre-se sempre: sem humildade, não há verdadeira adoração.

Por isso, dedique um bom tempo de sua oração pedindo a Deus um caráter livre do orgulho, derrame-se aos pés do Pai e peça para Ele te curar de qualquer tipo de soberba e espere os desafios que aparecerão a você, porque, certamente o seu coração será posto à prova em muitas ocasiões.
 

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VENCENDO A INCONSTANCIA

VENCENDO A INCONSTANCIA

   Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus. ( Salmos 42:11)


Uma hora estamos alegres, outra hora estamos triste, o que a gente quer fazer não faz, o que a gente não quer fazer fazemos, na maioria das vezes achamos nós que estamos aquém daquilo que Deus planejou pra nós

A maior dificuldade, nosso maior desafio deste mundo, do ser humano hoje em geral, é manter ativa em nós a capacidade de nos mantermos equilibrados, porque o mundo e o inimigo nos tenta desmotivar, desestabilizar com as situações, nos desequilibrar, por isso vivemos na incostancia, as vezes temos vontade de chutar o balde

As vezes sentimos a presença de Deus, as vezes achamos que estamos sozinho, há desespero, há ansiedade e ficamos se lamentando da vida, as vezes o que sobra são lágrimas

O salmista Davi era alguém que vivia na incosntancia, uma hora estava bem, outra hora sofria perseguições, e nas suas angustias rasgava seu coração na presença de Deus, desejava alcançar as bençãos de Deus, deseja adorar a Deus , mas estava tendo dificuldades, queria ir além, mas as dificuldades o abatia

Mas Davi, não desistiu, continuava firme, sempre tentando vencer as circunstancias

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.
1 Coríntios 15:58

 Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos.
1 Coríntios 16:13


A palavra de Deus nos diz que devemos ser firmes e constantes, vivendo abundantemente fazendo a obra de Deus, porque nada será EM VÃO, vigiando na fé, e se fortalecendo na igreja, junto com os irmãos que sofrem as mesmas dificuldades
A nossa alma sofre, se abate, porque não damos direito de Deus ser Deus na nossa vida, e muita coisa nos falta, porque não deixamos Deus ser de fato o pastor das nossas vidas.

Muita vezes queremos agir apoiados em nosso proprio pensamento e entendimento

A gente diz que Deus é misericordioso, bom , justo, mas somente quando ele diz sim, mas quando diz não a gente esquece, Ele está nos provando, nos nosso caminhos, pelas nossas motivações do coração, as aflições nos abatem, mas quando buscamos a direção de Deus há provisão direção e proteção

sábado, 14 de maio de 2016

COMO VENCER O MEDO?




COMO VENCER O MEDO ?


MEDO QUE ASSOMBRA A HUMANIDADE. 


"No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor." 1 João 4:18

Pensamento: Existem vários tipos de medo. Alguns são legítimos. Outros são imaginários. Ainda outros são irracionais. 

Felizmente, como cristãos, não precisamos ter medo do evento crucial nas nossas vidas - julgamento. 

O amor de Deus nos salva, nos dá poder, nos abençoa, opera em nós, e toca outros através de nós. 

Acima de tudo, tendo experimentado este amor, nós podemos lançar fora o medo dos nossos corações porque nós sabemos aonde estamos em relação a Deus. Ele é nosso Pai amoroso, que anseia nos levar para casa.

COMO VENCÊ-LOS?


Muitas pessoas vivem atormentadas e a causa disso é o medo. Medo de doenças que muitas vezes surgem do nada, medo de perder o emprego, medo da situação econômica a qual esta vivendo, medo da violência e da morte, medo porque ouve vozes do além, medo de vultos e de demônios, medo de sair de casa e ser assaltado.


Vários são os medos que assombram a humanidade.

Se analisarmos, o medo tem sido a causa de muitas pessoas não alcançarem suas conguistas e elas sofrem muito por isso, as pessoas poderiam desfrutar muito mais da vida e serem muito mais felizes se não fosse o medo.

Existe uma força oculta que ocasiona diabolicamente o medo, e chama-se: demônios perturbadores que com sua astucia perturbam a humanidade sem Deus, colocando todo o tipo de medo ocasionando morte e destruição, veja em” João 10:10“, Jesus diz que o ladrão vem para roubar, matar e destruir, mas Jesus veio para nos da a vida e vida em abundancia. Como vencer esta enfermidade da alma?

Quando eu falo enfermidade da alma, é porque: para mim o medo é uma enfermidade espiritual que precisa ser vencida, e para ser vencida, precisamos nos aproximar de Jesus, se permitirmos que Ele entre naquelas situações assustadoras que temos, tudo sera diferente, Jesus romperá todo o mal.

Poderemos descansar em segurança ” Salmos 91:1 ” aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, a Sombra do Senhor descancara ” .

No ” Salmo 138:7 ” nos diz: ” Se ando em meio a tribulação, Tu me refazes a vida; estende as mãos contra a ira de meus inimigos; a tua destra me salva “.

Quando deixamos Jesus entrar em nossas vidas e acreditarmos que sua Palavra é a verdade, Ele se apressa em nos acudir quando estamos em perigo e aflição, e o medo será transformado em coragem.

Lembre-se o medo só pode nos dominar, quando não estamos dispostos a aceitar a ajuda de Jesus e deixamos tais tormentos nos dominar.

Deus na sua infinita Grandeza, jamais nos deixara sofrer além de nossa capacidade, veja em ” 1 Corintios 10:13 “. Quando cremos que Deus está no controle de todas as coisas o temor e o medo desaparecerá, e a paz de Cristo virá, o mal sairá e você estará liberto do medo.

Declare isso diariamente e não tenha medo de ter medo sempre: Que você esta livre do medo em Jesus Cristo.

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A MENSAGEM DA CRUZ



A MENSAGEM DA CRUZ

“Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16:24).

O poder do cristianismo se encontra na mensagem da cruz, que se opõe aos processos da mente não regenerada. Ela é loucura para os que se perdem.

Não há ponto em comum entre a mensagem da cruz e o raciocínio do homem decaído. Aqueles que insistem, carregam um crucifixo como amuleto. Assim, perde o significado, pois se torna um mero objeto desprovido de poder sobrenatural.

O inimigo não suporta a cruz, pois ela é o sinal de sua derrota, de sua humilhação, como Paulo nos ensinou: “Despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Colossenses 2:15).

Por isso, o inimigo tenta, com toda sua força, descaracterizar a obra redentora de Cristo, através de celebrações que não se baseiam na Bíblia e, por isso, não carregam a força espiritual que nos foi dada após a morte e ressurreição de Jesus.

A cruz é um processo pelo qual todos os filhos de Deus precisam passar. É como um curso preparatório que leva o cristão à plenitude de sua maturidade espiritual.

Jesus nos ensinou que, se o grão de trigo não morrer, ele não pode frutificar (João 12:24). Em outra passagem, Cristo foi ainda mais claro:“Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16:24).

A cruz simboliza uma mudança de caminho, um desvio no percurso anterior. Nela, a história foi mudada, e tudo se fez novo.

O que dá sentido à cruz é a morte e ressurreição de Cristo, o túmulo vazio em Jerusalém e o sangue que ali foi derramado. Essa é a nossa conquista: a celebração da vitória de Jesus sobre a morte.

Não perca tempo procurando por Deus de forma errada. Busque diretamente a Jesus, que venceu a morte e assentou-se à destra do Pai.

A Cristo pertence o domínio e o poder, o governo e a majestade, de hoje para todo sempre. Amém

escrito por Ap. Rina (bola de neve church)

O DOM DA PIEDADE


O DOM DA PIEDADE
 

O que quer dizer "piedade" no Novo Testamento?

As palavras piedadepiedoso(a) e piedosamente são encontradas mais de 40 vezes no Novo Testamento (RA2), e freqüentemente são mal-entendidas. A nossa palavra "piedade" vem do Latim, e tem dois sentidos: "1. Amor e respeito às coisas religiosas; religiosidade; devoção. 2. Pena dos males alheios; compaixão, dó, comiseração" (Novo Dicionário Aurélio, 2ª ed.). Na linguagem popular, e muitas vezes no Antigo Testamento, a palavra tem o segundo sentido e traz a idéia de compaixão. 

Mas, no Novo Testamento, o sentido normalmente é o primeiro, ou seja, devoção a Deus ou respeito às coisas religiosas.

Quando você encontra a palavra "piedade" ou "piedoso" na leitura do Novo Testamento, pense primeiro no sentido de devoção a Deus (temente a Deus) ou às coisas religiosas, e na santidade. Na maioria dos casos, essas definições vão comunicar melhor o sentido do original. Vamos ver alguns exemplos:

1 Timóteo 2:10 fala sobre "mulheres que professam ser piedosas". A palavra grega aqui é theosebeia, que obviamente inclui Deus (theos) como o objeto da devoção. João 9:31 usa uma forma da mesma palavra, onde é traduzido "teme a Deus".

Outras palavras gregas são traduzidas como piedade, piedoso e piedosamente, especialmente a palavra eusebeia e outras da mesma família. O sentido principal destas palavras é louvor, reverência ou devoção.

Veja como este entendimento esclarece alguns versículos. 2 Timóteo 3:12 diz que "Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos."

 O sentido de mostrar compaixão para com outras pessoas não se encaixa aqui (seremos perseguidos por mostrar compaixão?). Antes, os que demonstram reverência a Deus serão oprimidos. 1 Timóteo 3:16 diz que "grande é o mistério da piedade", mas o versículo não fala de sentir dó para os outros. Fala, sim, dos motivos que temos para adorar a Jesus.


Enquanto os presbíteros devem mostrar compaixão e hospitalidade, a palavra "piedoso" (gr. hosios) em Tito 1:8 quer dizer santo, puro e devoto a Deus.

A nossa palavra "piedade" descreve os dois grandes mandamentos (Mateus 22:37-40), mas o sentido mais comum no Novo Testamento enfatiza o primeiro, "Amar a Deus". Vamos nos esforçar para ser verdadeiramente piedosos.

escrito por Dennis Allan

O MINISTÉRIO DE MESTRE


O MINISTÉRIO DE MESTRE 


O doutor ou Mestre “E a uns pôs Deus na igreja, 
primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas,
em terceiro, mestres, depois, milagres, depois, 
dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”

 (1 Corintios 12.28).
Entre os dons ministeriais, concedidos por Deus para edificação e “aperfeiçoamento dos santos”, nas igrejas locais, está o de “doutor” ou “mestre”. 

Não é um dom muito reconhecido em geral, nas comunidades cristãs, por falta de entendimento acerca do seu valor, ou até por preconceito contra esses termos. As pessoas não têm qualquer receio de tratar um obreiro como “pastor”, “evangelista”, “bispo” ou até “apóstolo”, nos dias presentes. 

Mas não é comum um obreiro, que tem o dom de mestre ser chamado de “mestre” ou “doutor”. Isso se deve à visão que se tem do que é ser dotado de capacidade para o exercício desse dom ministerial, tão importante quanto os demais dons de Deus. Ou pelo “ar de superioridade” que alguns demonstram no exercício desse dom.

Em parte, também, percebe-se que, em muitos casos, os mestres ou doutores não têm a devida humildade no exercício do dom que Deus lhes concedeu. Alguns, ressaltamos, portam-se com diletantismo ou soberba, pelo fato de serem intelectualmente mais galardoados do que outros. 

Há até os que cobram “cachê” para ensinar, seguindo o exemplo de cantores ou pregadores, que só servem por dinheiro, e mercantilizam os dons e talentos que são concedidos por Deus. Não se deve generalizar em caso algum o comportamento dos obreiros. 

Há os mestres ou doutores que, a despeito de seu elevado grau de conhecimento bíblico, teológico e secular, são humildes e sinceros, colocando-se como servos a serviço das igrejas.

Os bons mestres ou ensinadores são muito úteis às igrejas locais. Muitas vezes, os pastores, assoberbados com as atividades administrativas, construindo templos, cuidando do patrimônio, em viagens pastorais, e tantas atividades, próprias dos que realmente trabalham em prol da obra do Senhor, não têm tempo de preparar estudos e mensagens substanciais, para alimentar a igreja local. 

E recorrem aos mestres ou ensinadores, para que lhes ajudem nessa imensa tarefa de edificar o rebanho. Quando o pastor também é mestre pode suprir a igreja com o ensino da Palavra. Mas nem todo pastor tem esse dom. Assim como nem todo mestre tem o dom de pastor.

A atividade primordial do mestre, doutor ou ensinador é cuidar do ensino fundamentado da Palavra de Deus. É tão importante que a Bíblia requer que haja dedicação ao exercício desse dom. “...se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino ’ (Romanos 12.7). 

Talvez seja uma das grandes falhas em muitos ministérios, nas igrejas, a falta de dedicação ao ensino. 

Há pessoas que querem ensinar sem o mínimo preparo para essa atividade. Nos tempos pós-modernos, mais do que nunca, existe a necessidade de bons ensinadores. 

Há questionamentos e problemas que não havia há alguns anos. E muitos pastores não estão preparados para dar respostas adequadas ao rebanho.

O avanço das ciências, das tecnologias, as questões da bioética, as mudanças rápidas no comportamento social provocam questões que exigem, não só o conhecimento bíblico e teológico, mas também secular.

O mestre, doutor ou ensinador precisa ter o cuidado de não se considerar superior ao pastor ou dirigente de uma congregação, pelo fato de ter mais conhecimento que a média dos obreiros. 

Humildade, modéstia, sabedoria e equilíbrio são qualidades indispensáveis aos que são dotados por Deus de mais capacidade para se dedicarem ao ensino. Mais cuidado ainda, deve ter o mestre, pois deles será requerido mais, como diz Tiago: “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tiago 3.1).

I - Jesus, o Mestre por Excelência

1. O SIGNIFICADO DE MESTRE

A palavra Mestre, nas escrituras, tem o sentido de designar “uma pessoa que é superior às outras, em poder, autoridade, conhecimento ou em algum outro aspecto”.1 No hebraico, a palavra 'adon que dizer “soberano” ou “senhor”. A palavra “rab” designa um “professor comum”. 

Com relação a Jesus, foi usada a palavra “rabi” (cf. Jo 4.31), indicando que ele era um mestre superior. As pessoas chamavam de “meu mestre”, “meu Senhor”, a quem tinha esse título. Jesus recebeu esse tratamento diversas vezes (Jo 1.38,49; 3.2,26). Quando Jesus ressuscitou, Maria usou a palavra “Rabon?, quando o reconheceu. “Disse-lhe Jesus: 

Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer Mestre)!” (Jo 20.16). Em seus ensinos, “O Senhor Jesus proibiu o uso deste termo entre os discípulos por causa do orgulho e da exaltação pessoal com que era utilizado entre os fariseus (Mt 23. 7,8).2

2. O MESTRE DA GALILEIA

Jesus era o Mestre perfeito. Além de Pastor, pregador, missionário e evangelista, exercia com excelência a missão de ensinar. Evangelizava e discipulava de maneira eficaz. Era o Mestre perfeito; o Doutor incomparável (Mt 4.23-25).

Seus ensinos, seus sermões ou discursos e suas aulas eram eloquentes e profundamente convincentes aos que o ouviam. Ele não ensinava teorias abstratas ou acadêmicas que impressionassem pela retórica. Seu ensino era bem recebido pelas multidões, porque Ele vivia o que ensinava e ensinava o que vivia.

O Mestre dos mestres fazia diferença em seus ensinos perante as multidões. O povo estava descrente das mensagens dos escribas e fariseus, que proferiam discursos eloquentes e legalistas, mas vazios de autenticidade e poder. 

Não foi por acaso, que as multidões que seguiam Jesus aumentavam a cada dia. A diferença dos ensinos de Jesus e os dos fariseus, era que Jesus falava com autoridade (Mt 7.28,29). Ele era incomparável, como Rabi da Galileia (Jo 3.2).

O Mestre dos Mestres deixou-nos grandes exemplos de sua pedagogia.

1) Conhecia a matéria que ensinava (Lc 24.27);

2) Conhecia seus alunos (Mt 13; Lc 15.8-10; Jo 21);

3) Reconhecia o que havia de bom em seus alunos (Jo 1.47);

4) Ensinava as verdades bíblicas de modo simples e claro (Lc 5.17- 26; Jo 14.6);

5) Variava o método de ensino conforme a ocasião e o tipo de ouvintes (Parábolas, perguntas, discursos, preleção, leitura, demonstração, etc.).3

3. O MESTRE DIVINO

O ensino do Mestre Jesus não teve nem tem paralelo em qualquer instrução, discurso ou filosofia dos homens. São ensinamentos para serem vividos, e não apenas pregados. Não eram como os ensinos dos fariseus ou dos doutores de sua época (Mt 7.29). 

Tempos depois, seu discípulo e apóstolo, Paulo, que não conviveu com Ele, afirmou: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder” (1 Co 2.4). 

Uma das maiores causas do descrédito no evangelho pregado por muitas igrejas e muitos pregadores é a falta de autenticidade na vida deles. Jesus demonstrou, com sua palavra e com seus feitos que era o Mestre Divino. Ele pregava o evangelho vivo, que não consistia apenas em belos sermões, mas em vidas transformadas.

II - A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE

1. O DISCIPULADO PERMANENTE

O ensino da Palavra de Deus, na igreja local, é indispensável e de fundamental importância. Depois da evangelização, vem o discipulado dos novos convertidos. 

Mas o discipulado não deve ser visto como apenas algumas lições da Escola Dominical. O discipulado cristão é para toda a vida. Ninguém deixa de ser discípulo pela idade ou “por tempo de serviço”. O pastor ou bispo deveria ser também mestre e ter sempre a capacidade para ensinar. Diz Paulo: “Convém que o bispo seja.... apto a ensinar ’ (1 Tm 3.2). 

Em Efésios 4.11, o dom ministerial de “pastores” vem bem junto ao de “doutores”. Mas nem sempre esses dois dons são encontrados em todos os pastores. Por isso Deus resolveu designar algumas pessoas com a missão de dedicar-se ao ensino (cf. Rm 12.7). “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores...” (1 Co 12.28).

A missão dos mestres ou doutores, nas igrejas, é de grande valor. Os pregadores, os evangelistas ou os missionários pregam a Palavra de Deus, atraindo as almas para Cristo. 

Os novos convertidos são como “crianças” espirituais, que precisam receber o alimento espiritual de acordo com o seu tempo de conversão; os crentes mais antigos, supostamente, devem ter mais maturidade; mas todos precisam do ensino fundamentado, que expresse a sã doutrina. Sem o ensino, os crentes ficam sem o conhecimento indispensável ao seu crescimento na graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. 2 Pe 3.18).

2. O PAPEL DOS MESTRES

A necessidade do ensino da Palavra de Deus requer pessoas preparadas para ministrá-la com sabedoria, graça e unção da parte de Deus. Diante disso, vem o papel dos mestres e doutores. São pessoas que se dedicam ao ensino (cf. Rm 12.7). Eles não se consideram superiores aos demais obreiros, pelo fato de terem recebido o dom de ensinar. Mas, pela dedicação constante ao estudo e à pesquisa bíblica, reúnem informações e subsídios, extraídos das Escrituras, para compartilhar com toda a igreja.

Quando o pastor da igreja local reúne em si a condição de pastorear e ensinar, a igreja é bem servida com o ensino bem fundamentado que atende às necessidades espirituais dos crentes. Mas, como foi dito antes, nem todo pastor é mestre. Mas todos são apascentadores, que zelam, cuidam, vigiam e protegem o rebanho de Cristo aos seus cuidados.

Os mestres, doutores ou ensinadores, que recebem o dom de ensinar, podem (e devem) cooperar com a liderança da igreja na ministração de estudos valiosos e profundos para a edificação dos crentes. Diz o pastor Elienai Cabral: “Igrejas sem mestre são igrejas fracas espiritualmente. Por isso, deve-se reconhecer a importância e a necessidade do ministério do ensino. È através do ensino sadio e racional, inspirado pelo Espírito Santo, que a igreja se justifica contra as falsas doutrinas e que se fortifica contra os ataques espirituais de Satanás”.4

3. REQUISITOS PARA SER UM BOM MESTRE

Um bom ensinador, mestre ou doutor é pessoa que, usada por Deus, na unção do Espírito Santo, pode muito contribuir para a edificação espiritual e moral dos crentes. O Eclesiastes resume o valor dos que ensinam com a sabedoria de Deus: “As palavras dos sábios são como aguilhões e como pregos bem fixados pelos mestres das congregações, que nos foram dadas pelo único Pastor” (Ec 12.11). Para ser um bom mestre, na igreja, são necessários alguns requisitos.

1) Apresentar-se a Deus. “Procura apresentar-te a Deus aprovado... que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15a). Um bom mestre deve ser um obreiro aprovado por Deus, e não apenas nas faculdades de teologia ou seculares. O que ensina deve ser aprovado:

a) No testemunho pessoal (1 Tm 4.16; 2 Tm 4.5);

b) Na vida familiar (SI 128.1);

c) Na vida social (Mt 5.16);

d) Na igreja (Ec 5.1,2).

2) “Que não tem de que se envergonhar... ” (2 Tm 2.15b). Quem é mestre precisa ser exemplo dos fiéis (1 Tm 4.12). Deve ter uma vida íntegra, para não ser alvo de acusações por parte dos que o ouvem ou dos de fora da igreja. Se um ensinador dá escândalo compromete seu nome, sua imagem e seus ensinos.

3) “Que maneja bem a palavra da verdade...” (2 Tm 2.15c). Esse requisito é muito importante, porque o mestre ou doutor é o homem que faz uso da Palavra de Deus para ministrar o ensino à igreja. Seu manual de ensino é a Bíblia Sagrada. Ele deve conhecer bem a Palavra para poder preparar estudos, mensagens e reflexões a serem compartilhadas, verbalmente ou por escrito, para a edificação da igreja. Devem ser “aptos para ensinar” (1 Tm 3.2; 2 Tm 2.24). Para ter esse manejo, é preciso que o mestre ou doutor tenha certos cuidados:

a) Seja um leitor persistente e estudioso da Bíblia (1 Tm 4.13).

b) Seja dedicado ao ensino (Rm 12.7b). Essa dedicação exige esforço e disciplina para o desenvolvimento de um ministério frutífero;

c) Seja um leitor de bons livros de estudo bíblico (2 Tm 4.13). Os bons livros não substituem a Bíblia, mas, quando são escritos por homens de Deus, são excelentes auxílios ao preparo de estudos e mensagens;

d) Procure conhecer versões variadas da Bíblia, principalmente as de estudo bíblico, examinando seus comentários, para evitar inserções heréticas, em suas notas;

e) Utilize dicionários, concordâncias e enciclopédias bíblicas.

f) Seja um leitor de revistas, jornais, e periódicos (evangélicos e seculares), que tenham subsídios para fortalecer o ensino.

g) Tenha preparo teológico. Um curso teológico de boa qualidade não faz um excelente mestre no ensino da Palavra de Deus. Esse é feito por Deus. Contudo, o curso dá uma visão ampla do estudo sistemático da Palavra de Deus, a partir da Teologia Sistemática e suas divisões; da Hermenêutica, da Homilética, da História da Igreja, da Geografia Bíblica, Ética Pastoral, Didática, Psicologia, etc... A Bíblia diz: “Examinai tudo. Pretende o bem...” (1 Ts 5. 21). Um mestre deve ter conhecimentos acima da média de seus alunos.

Tiago adverte que muitos náo queiram ser mestres (doutores ou professores), visto que “receberemos mais duro juízo” (Tg 3.1). Diante disso, é importante que os mestres sejam pessoas cuidadosas no exercício de sua missão, pautando-se pelos princípios éticos e morais da Palavra de Deus, para que possam contribuir para o crescimento espiritual dos crentes, nas igrejas, auxiliando os pastores ou líderes a melhor conduzirem o rebanho do Senhor Jesus. 

III - O ENSINO NA IGREJA NO PRIMEIRO SÉCULO

1. A ORDEM DE JESUS

O Mestre, antes de sua ascensão aos céus, em sua despedida dos discípulos, determinou-lhe de modo solene que deveriam ensinar “todas as nações”; “ensinando-as a guardar todas as coisas” que lhes tinha mandado (c£ Mr 28.19, 20). Os Atos dos Apóstolos registram a obediência dos primeiros apóstolos e discípulos, no cuidado em cumprir a determinação de Jesus. Após a descida do Espírito Santo (At 2.1 -6), o discurso de Pedro foi um verdadeiro ensino de pneumatolosiia (At 2.14-40).

2. A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS

O ensino do evangelho de Cristo aos novos convertidos era tão sério e profundo, que os primeiros crentes eram batizados em águas, “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos” (At 2.42, 43 — grifo nosso). A “doutrina dos apóstolos” era o conjunto de ensinos, ministrados por eles aos novos crentes, de forma eficaz, produzindo mudanças e transformações na vida dos que se convertiam, com sinais e maravilhas. Essa doutrina apostólica ainda está em vigor em nossos dias. Os mestres ou doutores, com humildade e amor, devem fundamentar seus estudos nos ensinos preciosos do evangelho de Cristo.

3. O ENSINO CONSTANTE

Os primeiros mestres ou ensinadores foram os integrantes do Colégio Apostólico. Como pioneiros na propagação do evangelho, foram perseguidos, presos e alguns mortos. Mas cumpriram a ordem de Jesus de pregar e ensinar a sua Palavra. Diz o texto bíblico: “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo” (At 5.42). Não perdiam tempo. Não havia templos cristãos. A igreja começou nas casas. O ensino era ministrado a pequenos grupos nos lares. C) apóstolo Paulo, falando aos anciãos de Efeso, mostrou o caráter do seu ensino como verdadeiro mestre cristão: “servindo ao Senhor com toda a humildade e com muitas lágrimas e tentações que, pelas ciladas dos judeus, me sobrevieram; como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar e ensinar publicamente e pelas casas, testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (At 20.19-21 — grifo nosso).

4. DOUTORES NA IGREJA

As conversões ao cristianismo se multiplicaram grandemente, após a dispersão dos discípulos provocada pela perseguição dos judeus (At 11.19-24). Dentre as cidades que mais acolheram a mensagem do evangelho, destacou-se Antioquia. Para lá, foi enviado Barnabé, mas ele percebeu que, com tantas pessoas convertidas, necessitava de mais alguém para ajudar no ensino da Palavra. Com muita sabedoria e humildade, foi até Tarso, para buscar Saulo a fim de ajudá-lo no discipulado e ensino dos novos crentes.

Antioquia tornou-se um centro de irradiação do evangelho de Cristo. Não só pela evangelização, mas pelo cuidado com o ensino, através de pessoas preparadas para a ministração da Palavra. “Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Hero- des, o tetrarca, e Saulo” (At 13.1 — grifo nosso).

5. A NECESSIDADE DO ENSINO

Nos primórdios da Igreja de Cristo, o desafio da formação de novos decididos, oriundos do judaísmo e de religiões heréticas foi além das expectativas dos primeiros apóstolos, evangelistas ou líderes da comunidade cristã. De um lado, havia os judaístas ou judaizantes, que insistiam que, mesmo após a conversão, o homem precisa tornar-se judeu, obedecendo os ritos e preceitos da Lei. Paulo foi um exemplo marcante desse grupo, a ponto de perseguir a Igreja de Jesus, sendo “extremamente zeloso quanto as tradições” recebidas de seus pais (G1 1.13,14).

Mas, depois de sua dramática conversão, no caminho de Damasco, tornou-se um mestre ou doutor nas Escrituras (2 Tm 1.11).

Havia os legalistas, que entendiam que o cumprimento dos preceitos da lei, praticando boas obras, seriam salvos. O Doutor Paulo foi usado por Deus para doutrinar acerca do combate aos legalistas e escreveu contra as misturas doutrinárias (G1 5.10-12).

Assim como Paulo, Pedro, Tiago, João e outros apóstolos e discípulos foram usados por Deus para ministrar o ensino correto, nos primeiros séculos da Igreja Cristã. E, hoje, Deus continua a usar homens e também mulheres, que se dedicam à tarefa de ensinar aos crentes em Jesus.

Conclusão

O dom ministerial de mestre ou doutor é de fundamental importância para a edificação dos crentes, em todas as igrejas. Ao lado dos outros dons ministeriais contribui para o fortalecimento da íé cristã, propiciando conhecimentos bíblicos e teológicos, que preparam os que são discípulos de Jesus. Ser mestre ou doutor não é sinal de superioridade diante dos que não possuem tais dons. Significa mais responsabilidade diante de Deus. Tiago exorta: “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tg 3.1).